Os momentos que mais me emocionaram nos jogos!


Eu, sinceramente, acredito que video games e jogos são com toda certeza uma forma de arte. Não querendo cair na relatividade, é preciso dizer que arte possui diversos significados e cada um pega para si de forma subjetiva uma definição desta palavra. Levando em consideração, desde já, que arte é um conjunto de habilidades e técnicas que são executadas com a função de expressar ou causar uma emoção ao receptor que a observa, então jogos são, sem discussão, uma forma de expressão artística. 

E por que estou dizendo isso?

Imagine, é perfeitamente normal uma criança que ao finalizar Super Mario Bros. e ter salvo a Peach das mãos de uma tartaruga jurássica fique feliz e alegre o dia inteiro por ter feito algo que lhe custou tanto suor e esforço. Para a maioria das pessoas ela apenas salvou uma princesa comum de um vilão comum, não há nada de impressionante por aqui. Mas, a criança sabe toda a jornada que ela percorreu para chegar a este ponto, tornando uma cena tão boba e inocente em algo incrível ao olhos de quem interagiu com a obra até o momento. 

Vejam, os videogames transformam coisas pequenas e inofensivas em algo grandioso e muitos não percebem isso, por este motivo que jogos muitas vezes são vistos apenas como "produtos de entretenimento" e não como manifestações artísticas. Oras bolas, se há obras artísticas dentro dos jogos, como músicas, enredos, ilustrações e atuações, por que eles não podem ser considerados uma obra artística também? 

E para mostrar isso, da forma mais pessoal e particular possível deste cheirador de beterrabas que vos fala, vou lhes contar sobre dez momentos nos jogos que me abalaram emocionalmente. Novamente lembrando, é uma lista pessoal, sem nenhuma regra objetiva para a classificação dos itens listados, serão somente os momentos que considero importantes para mim e creio que serão do interesse de vocês. 

E com "momento emocionante" eu me refiro a qualquer momento que me tenha deixado emotivo de qualquer maneira... 

Tá bom, essa frase ficou sem sentido. Mas, o que eu quero dizer é que esse momento pode ser muito triste, muito alegre, muito raivoso ou até muito excitante (nos dois sentidos da palavra). Independente do sentimento, se for forte, já é algo emocionante, entenderam?

Ah sim, e antes que eu seja ameaçado a ser obrigado a assistir uma hora de "Escolinha do Professor Raimundo" outra vez, essa lista vai ter muitos SPOILERS!

Com tudo dito e esclarecido, vamos logo com isso! 

Sonic e Robotnik se unem para derrotar Gmerl em Sonic Advance 3 

Serei sincero com vocês, eu gosto muito quando ao chegar no momento final do enredo de um jogo o herói e o vilão sem veem obrigados a unirem forças para enfrentar um vilão ainda mais perigoso e insano. Sério, o jogo pode ser um pedaço de estrume de elefante, se o final da história terminar assim ele já terá um ponto garantido comigo. 

Não sei porquê tenho esse fetiche, talvez seja porquê sempre acreditei que todo vilão tenha um lado humano e quando os roteiristas exploram essa humanidade nestes momentos climáticos me dá até um arrepio digno daqueles de quem assiste Titanic pela primeira vez. 

E olha que eu nem chorei neste filme... 

 Tá bom, eu chorei um pouco... 

OK, OK, eu inundei a minha casa com minhas lágrimas e tive que pagar eletricistas e serviços de restauração na infraestrutura das paredes por um ano, COMO VOCÊS SÃO CHATOS!

Whatever. Deixando de lado as brincadeiras (Mas, eu falei sério sobre a casa), Sonic Advance 3 acabou se tornando um dos meus jogos preferidos justamente por conta do final onde Sonic e Robotnik precisam se unir para derrotar Gmerl, antes um mero serviçal do bigodudo de QI alto, sequestrou as esmeraldas do caos, assumiu uma nova forma onipotente e resolveu agir por conta própria para dominar o mundo ou seja lá o que ele pretendesse fazer, dando um "chega pra lá" no seu criador Robotnik. 

E isso flui perfeitamente no jogo em questão. Sonic Advance 3 é um jogo onde sua maior mecânica é o sistema de duplas, onde você escolhe o personagem que irá controlar e também quem irá acompanha-lo, uma espécie de sidekick. E é uma mecânica interessante, o aliado que você escolhe influenciará nas habilidades do personagem que está usando. 

Por exemplo, encolhendo o Sonic como principal e a Amy como sidekick dará ao Sonic a habilidade de usar um martelo, assim como a Amy. Da mesma forma que se eu escolher o Knuckles e o Tails como sidekick dará ao Knuckles a habilidade de usar uma espécie de pulo duplo na hora de planar. É uma ferramenta muito bacana de se explorar no jogo. 

Sabendo disso, no final fica uma incógnita, quem será aquele que será digno de acompanhar o grande Super Sonic em sua batalha final para salvar o mundo pela milionésima vez? Tails? Knuckles? 

Não, será ninguém mais ou ninguém menos que seu maior inimigo: Dr Robotnik! 

E isso é tão surpreendente quanto parece ser, até porque acredito que todos nós sempre quisemos ver os dois se ajudando pelo menos uma vez na vida. 

E não, eu não vou falar do final de Sonic Adventure 2, e por um motivo bem simples: Estragaram ele nos jogos posteriores. 

Shadow teve uma morte incrivelmente épica, onde ele finalmente compreende as palavras de Maria, e em seus últimos momentos se redime por todos os erros que cometeu e age como um verdadeiro herói, sacrificando sua própria vida para proteger todas as pessoas do planeta, mesmo que elas ainda o odiassem pelo que fez anteriormente. Essa foi uma atitude incrivelmente madura e que mostra o quanto que Shadow se desenvolveu desde o início do enredo até o seu final. 

Para depois os roteiristas ressuscitarem ele sem mais nem menos, acabando com toda a profundidade que aquela linda cena tinha. E para completar a Sega resolveu lançar aquele jogo que saiu das profundezas do inferno "Shadow the Hedgehog" para acabar de vez com tudo que o personagem representava. 

Sério, eu odeio quando fazem essa coisa imbecil de reviverem personagens que tiveram mortes épicas apenas por puro fanservice afim de satisfazerem a vontade de fãs leite com pêra que querem ver o seu personagem preferido nos jogos de novo. Fizeram isso em Final Fantasy IV, com o Zero em Mega Man X6 e adivinha só, estragaram muitos momentos marcantes. 

E NÃO, EU NÃO VOU CHAMAR O ROBOTNIK DE EGGMAN, AINDA ACHO EGGMAN UM NOME DE BOSTA QUE NÃO DEVERIA EXISTIR. 

Locke ressuscita a mulher que ama por alguns segundos em Final Fantasy VI 

Que eu amo Final Fantasy VI tanto quanto minha mãe não é surpresa para ninguém, imagino. Não só isso, mas este é, provavelmente, o meu jogo preferido. Se ele fosse uma mulher, transaria incansável e incessantemente com ela todas as noites e ainda teríamos um filho chamado Charlie. 

E FFVI merece receber toda a glória que um jogo Triple A recebe, mesmo não tendo recebido nem 1/4 da atenção que realmente merecia. Afinal, esta obra foi lançada no final da vida do Super Nintendo, época onde todos queriam saber da próxima geração de consoles com o Playstation e o Nintendo 64.

 O que deveria ser considerado um evento TRÁGICO, mas tudo bem.

E tenho que dizer, FFVI acerta em tudo, tanto nas mecânicas, quanto na trilha sonora, na construção de mundo e personagens. O jogo se passa em uma era meio medieval e meio tecnológica, bem no estilo steampunk. 

E jogos com temática steampunk são sempre incríveis! 

Como assim "Por que?", steampunk é FODA e só isso salva cinco pontos de avaliação, HELL YEAH!

Mas, uma das melhores coisas, não só em Final Fantasy VI como na franquia Final Fantasy como um todo, são as suas histórias empolgantes sempre contanto com um belo elenco de personagens profundos e bem construídos (Bom, pelo menos na maioria dos casos, às vezes sai aqui e ali um FF com personagens imbecis e mal formados... Cof, cof, FFXIII, cof, cof...). 

Ter que escolher um único momento que me emocionou nesta franquia é uma tarefa difícil! Porque há MUITOS! De verdade, não dá para contar nos dedos. 

Ainda mais falando de Final Fantasy VI, um jogo com tantos momentos traumatizantes e profundos que fariam até o Stallone chorar feito uma putinha. Como, por exemplo, quando Cyan assiste toda sua família e reino morrerem envenenados a sua frente, ou quando Celes tenta se suicidar, ou quando Terra descobre todos os horrores de seu passado. 

São temas fortíssimos, como depressão, suicídio, fome, etc, e os personagens, apesar de passarem por momentos dolorosos, os superam ao longo da trama através das dificuldades e momentos próximos ao amigos. 

No final, me lembrei de uma cena em FFVI que no dia em que a presenciei me deixou um tanto quanto melancólico, lembro-me de ficar o dia todo indiferente e pensando naquela mesma cena. 

No enredo conhecemos Locke, um aventureiro (Que na verdade é um ladrão) que se uni aos heróis por um nobre motivo, que é derrubar o império, mas também pelos seus motivos pessoais. No passado ele foi responsável por ter feito sua namorada Rachel perder a memória em uma de suas aventuras, o que faz com que ele fosse expulso da vila onde vivia e, consequentemente, ser odiado pela mulher que amava. 

Um tempo após, as forças do império atacam esta mesma vila e assassinam a garota, que em seus últimos momentos relembra-se de Locke e diz que o amava. Locke ao descobrir isso resolve ir atrás da Phoenix, uma criatura capaz de reviver os mortos. 

Ao encontrar e usa-la em Rachel ele descobre que ela se ressuscitará apenas por um tempo limitado, apenas alguns minutos, que foram o suficiente para ela dizer o quanto o amava e que ele deveria perdoar a si mesmo e descarregar todo o peso que havia em seu coração. Logo em seguida ela morre pela última vez, deixando o nobre aventureiro sozinho novamente. 

... 

Se só de ler você não ficou com vontade de chorar na beira da janela em frente a uma paisagem então é porque tu não tem alma! BICHO RUIM, AMARRADO!

Mega Man sacrifica a própria vida para salvar Lan em Mega Man Battle Network 3

Mega Man Battle Network é uma das melhores séries de Action-RPG que já foram feitas, e eu falo extremamente sério. Não é fanboysmo ou qualquer outra taxação que você possa fazer contra mim. O gameplay é original para caralho, com muitos conceitos que, embora já utilizados anteriormente em outros jogos, funcionam em seu melhor estado aqui. 

E um dos melhores pontos desta série é seu enredo que nos remete claramente a fórmula de um anime feito em capítulos. Onde a cada dia que passava o herói enfrenta um novo vilão e aos poucos vai descobrindo quais os verdadeiros objetivos destes vilões e qual é o principal antagonista da história. 

Você já deve ter visto, pelo menos, uns dois ou três animes que seguem essa fórmula. Caso contrário, não sabe o que é um anime ainda. 

E eu já expliquei aqui no blog que Mega Man Battle Network tem um elenco rico de personagens cativantes que são extremamente difíceis de se odiar. Isso sem falar nos tantos momentos marcantes que ocorrem ao longo dos jogos. 

Basicamente, MMBN tem boas histórias, com bons personagens que são muito bem desenvolvidos e construídos (Tá, ok, há também uma quantidade considerável de personagens-espantalho que não tem motivos algum para estarem no jogo, além de serem tão vazios quanto o cérebro do Zangief). 

Escolher um só momento da série que tenha me emocionado foi uma tarefa tão difícil quanto tentar olhar para a cara do Temer por mais de um minuto sem pegar trauma. 

No final das contas escolhi o encerramento fantástico de Mega Man Battle Network 3, onde após derrotarem Bass, Dr Willy e toda a WWW em uma épica batalha, Mega Man e Lan tem uma longa conversa com Light Hikari, vô dos dois protagonistas. Após a conversa, o local onde estão começa a se autodestruir e os dois correm o máximo que podem. Porém, no momento de se desconectarem da rede os dois são sugados por uma espécie de buraco que os levaria para a morte certeira. Neste momento, Mega Man diz que pode usar toda a sua força para impulsionar Lan e salva-lo... Porém, para isso teria que sacrificar a própria vida. 

O que torna esse momento tão tocante (Tirando a música de fundo que é o tema da série e chega a arrepiar a pele quando começa a tocar) é o dialogo que rola entre os dois, Lan diz que não é justo o que Mega Man se vá agora depois de tudo. O grande amigo logo em seguida diz que preferia muito mais ter vivido todos os momentos que passaram juntos até o presente do que nunca ter vivido nada. O que é uma lição de moral muito madura, não esperava tamanha profundidade de um jogo do Mega Man, não mesmo. 

Desculpem, não achei uma boa imagem da versão americana
A épica batalha contra Red em Pokémon Crystal (Ou qualquer outra versão que você tenha jogado)

Pokémon é uma franquia tão amada que se você jogar a mãe de um fã dentro de um posso sem fundo e logo em seguida tropeçar em uma miniatura do Pikachu o fã vai ficar tão enfurecido que vai se esquecer do que você fez com a mãe dele.

E não é a toa, desde 1996 os jogos da franquia são sinônimos de diversão e serviram como porta de entrada para os RPG's de muitos negos por aí. A proposta de seguir em uma jornada por um mundo tão aberto, misterioso e cheio de coisas novas para conhecer em torno de criaturas com poderes fantásticos é, no mínimo, uma boa ideia. Tenho certeza que todo mundo já teve vontade de ter os seus próprios pokémons e sair por aí enfrentando ginásios e vivendo grandes aventuras. 

Prova disso é o sucesso estrondoso que foi Pokémon GO, e olha que é só um aplicativo meia boca onde podemos apenas capturar os pokémons e o resto dos recursos são extremamente limitados e monótonos.

Explorar esse mundo na tela de um Game Boy em 1996 foi uma experiência sem igual para os jovens. 

Eu já falei aqui no blog que o objetivo dos jogos da franquia é justamente que o jogador se projete dentro dele. Não é a toa que o protagonista que controlamos pode ter o nosso nome e a narrativa nunca mostra o que ele diz para os NPC's, porque, tecnicamente, é o próprio jogador que está interagindo com eles do outro lado da tela. 

Agora, tente imaginar que você zerou Pokémon Red, o primeiro título da série, e viveu muitos momentos emocionantes e marcantes na sua vida: Capturou diversos pokémons, enfrentou todos os grandes treinadores, derrotou a Elite 4, explorou várias ilhas e esteve cara a cara com os pokémons lendários. 

Legal, logo após você começa a jogar Pokémon Crystal, passa por mais uma épica jornada e vive novas aventuras e momentos inesquecíveis. Eis, que depois de derrotar todos os líderes de ginásio, derrotar a Elite 4 e capturar todos os lendários, você se dirige rumo ao seu último desafio e finalmente enfrentar o grande Mestre Pokémon! 

Você sobe bravamente a montanha mais perigosa, mais alta e mais desconhecida! E ao chegar lá o seu grande adversário será... 

...VOCÊ MESMO! 

Não, não exatamente o mesmo avatar que você controla no jogo, mas o avatar que você controlou em Pokémon Red! O último protagonista! O herói do jogo anterior! No qual te fez viver a sua primeira grande jornada no mundo Pokémon! 

Esse momento do jogo consegue atingir facilmente a emoção do jogador, principalmente se for alguém que zerou o primeiro jogo da franquia. No meu caso foi exatamente isso, e quando me deparei com Red, com o antigo herói, foi como se o jogo estivesse me testando, como se estivesse me desafiando a derrotar o meu melhor, enfrentar e derrotar a mim mesmo. É uma sacada genial!

Creio que só quem jogou os dois jogos na ordem correta entende o sentimento do momento.

Fritar os seus inimigos com trovões que surgem ao tocar uma guitarra em Brutal Legend 

Se você não leu isso acima, então farei o favor de repetir: 

IMAGINA SÓ DESTRUIR TODOS OS SEUS INIMIGOS NAS PROFUNDEZAS DO INFERNO TOCANDO UMA GUITARRA SATÂNICA LENDÁRIA QUE FAZ RELÂMPAGOS FRITAREM ELES, É UM SONHO REALIZADO...

... E agora me diga... Tem algo mais incrível? 

Pois é, foi o que eu pensei!

Bayonetta quase fica nua ao atacar os seus inimigos em... Bayonetta? 

Quê? Eu preciso realmente explicar o porquê ter visto a bruxa mais sexy dos jogos quase nua foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida? 

... Como assim "sexista"?!

E VOCÊ, BROACA, QUE POSTA FOTOS DO THIAGO IORC NO FACEBOOK E GRITA QUE QUER DAR A NOITE TODA PARA ELE SEM COMPROMISSO OU CONSIDERAÇÃO COMO SE FOSSEM DOIS LEÕES BEBÂDOS??? 

Vou te contar, hein... 

Ter encontrado a Master Sword em Zelda: Breath of the Wild 

Eu até poderia começar falando um pouco sobre este jogo e trazer informações e curiosidades sobre o mesmo. Mas, já falei bastante o suficiente de Breath of the Wild em um post recente

Para quem ainda não ficou sabendo, eu estou jogando este jogo desde abril do ano passado, alguns dias depois que o jogo foi lançado se não me engano. E, acredite se quiser, EU NÃO DEVO TER USUFRUÍDO NEM 50% DE TUDO QUE O JOGO PODE ME OFERECER. 

"Há! Evans é noobi e pouser, zerei Zelda: Respiração Selvagem em cinco minutos hahahah!!!111!" 

Primeiro de tudo, não tenho tanto tempo assim para ficar jogando. E segundo que estou jogando sem consultar nenhum detonado ou tutorial de como encontrar as coisas no jogo, e tentar zerar Breath of the Wild dessa forma é tão fácil quanto ganhar uma briga contra a Ronda Rousey usando uma colher de plástico como arma enquanto escuto Nego do Borel no último volume. 

E encontrar a lendária Master Sword neste jogo é uma tarefa extremamente complexa e possui uma das seções de puzzles mais insanas que já foram feitas. Acredito que os produtores e desenvolvedores dos estúdios da Nintendo guardaram a idéia deste puzzle desde quando a empresa foi fundada e esperam o melhor momento para usa-la. 

Porém, depois de finalmente atravessar a maldita Lost Woods e encontrar a Master Sword, devo dizer que me senti um campeão. O desafio que eu tive que passar foi tão cansativo e desafiador que só o fato de tê-lo passado foi mais emocionante que a cena de Link retirando a espada sagrada da pedra. 

Devo dizer que a Master Sword é uma recompensa digna, se eu recebesse algo de menos valor que ela não estaria escrevendo este texto agora, porque já teria dado um tiro na cabeça.

O final de Kingdom Hearts II

Antes de explicar, quero pedir desculpas porque já faz MUITO tempo que não jogo Kingdom Hearts, então não lembro muito bem de todo o enredo e dos diálogos. Porém, na época em que joguei eu tinha uns 12 ou 13 anos e, mesmo sem saber porra nenhuma de inglês, eu me emocionei de uma forma descomunal quando assisti a ultima cena. 

Vou tentar resumir de forma rápida o enredo deste jogo (E olha que isso é difícil pra cacete, KH tem um história que dá mais trabalho de entender do que um livro de quinhentas páginas sobre ecocardiograma). Basicamente, Sora continua em sua jornada ao lado de Goofy e Donald para encontrarem os seus amigos e o Rei Mickey. 

Só que nessa jornada os três são perseguidos por uma organização mafiosa que não parece ter boas intenções, além de terem que lidar com todos os vilões da Disney, vilões da própria franquia e de Sephiroth, porque... Erm... Bem... Por nenhum motivo que não seja gerar orgasmo em fãs de Final Fantasy VII, que compõe 90% da fanbase de FF... 

ENFIM! Sora e seus amigos passam por muitos momentos tensos e tristes, com diversas revelações e até presenciando a morte de um dos personagens mais honráveis e memoráveis que já vi em um jogo. 

... Sim, estou falando do Axel. 

E depois de tanto sufoco, aquele final maravilhoso onde todos se reencontram são e salvos na velha e nostálgica ilha onde tudo começou (Isso se você desconsiderar Birth by Sleep e um monte de spin-off da série) foi um alívio e, mesmo não entendendo muito bem a história do jogo na época, o momento foi muito emocionante. Ainda mais na cena onde todos se abraçam e os personagens Sora e Kairi mostram que estão juntos novamente com os seus nobodies Roxas e Naminé, é impossível não deixar uma lágrima escorrer dos olhos ao assistir isso. 


Enfrentar Hitler em Persona II: Innocent Sinn 

Sim, é exatamente isso que você acabou de ler. E acho que esse item dispensa comentários. 

Ser atacado, inesperadamente, por zumbis em Shining Force 

Shining Force é um RPG tático que foi lançado para o eterno Sega Genesis e, diga-se de passagem, está entre os meus jogos preferidos, eu abandonaria minha esposa no altar da igreja no dia do casamento se fosse para conseguir uma fita original deste título. 

... Não riam, eu estou falando sério.

Porém, há um momento no meio do jogo em que nós chegamos em uma cidade para salvar uma espécie de Hipogrifo. Ao chegarmos na cidade começa a tocar uma música medonha e nos deparamos com diversos momentos tão assustadores que te fazem pensar que o jogo virou uma creepypasta. 

Aparecem caixões em lugares não apropriados, pessoas começam a falar coisas sinistras, umas dizem que não sabem se estão vivas ou mortas e outras apenas dão risadas ao lado de túmulos espalhados num campo, aí nos deparamos com um padre que nos pede para ir até uma igreja e que ele já estaria indo. Quando você menos percebe não tem como voltar ou sair da cidade e todas pessoas que residem lá estão bloqueando passagens enquanto... Te seguem misteriosamente. 

Ok, até aí seu rabo já treme de medo. Então entramos na igreja para salvar o suposto Hipogrifo e ele diz para corrermos, pois tudo se trata de uma armadilha, e num piscar de olhos somos cercados por uma gangue de zumbis. 

Tá bom, isso pode não parecer tão assustador lendo, mas, levemos em consideração que se trata de um jogo de fantasia medieval, ninguém espera um momento tão spooky quanto este de repente. E outra, eu duvido você escutar essa música as três horas da manhã enquanto lê contos sobre o Slenderman. 

Se você conseguir isso eu juro que gravo um vídeo dançando essa coisa aqui

O julgamento de Crono em Chrono Trigger 

E lá vou eu falar pela sexagésima quinta vez de Chrono Trigger aqui neste blog, não irei dizer nada sobre o jogo desta vez, já tive uma ocasião em que pude dizer o que penso deste título eterno. 

Logo no início do jogo Crono, que é o protagonista que controlamos, esbarra em Marle durante um festival, momento este em que ambos se conhecem. Nesta parte do jogo você deve controlar Crono para passear e se divertir com a nova amiga durante este evento (Que deve ser a coisa mais próxima de um encontro para alguns caras que conheço). E nesta hora você pode agir como quiser, desde ser  um bom rapaz ou um baita dum cuzão. 

Acontece que mais tarde no jogo você será julgado em uma corte e todas as ações e atitudes que praticou durante o festival serão lembrados e determinarão a sua sentença. 

E por que fiquei tão emocionado neste momento? Simples, é aqui que Chrono Trigger mostra que todas as nossas ações terão consequências, é aqui que aprendemos que estamos sendo "vigiados" pelo jogo e começamos a determinar melhor nossas futuras escolhas. 

Esse momento me foi altamente memorável, além de ser inesperado nos apresenta um dos recursos que tornam Chrono Trigger um jogo tão especial. 


Bom, aqui está, os momentos que mais me deixaram emocionado no mundo dos video jogos! São momentos que emocionam a maioria das pessoas? Provavelmente não, são somente os momentos que emocionaram um zumbi que trabalha e estuda enquanto posta em um blog sobre jogos. Claro que não coloquei todos os momentos que me emocionaram, até porque isso deixaria esse post maior do que o direito que ele tem de ficar. Além de que não estou com saco para escrever tanto assim. 

Mas, hey! Se gostou do assunto comente também quais foram os momentos que mais te emocionaram nos jogos e porquê. Se não gostou do meu post, e acha que eu sou um babaca que merece todos os tipos de punições e ataques, comente também! Comentários também servem para xingar os outros, certo?

E por hoje é só, logo logo voltarei com mais conteúdo e artigos para vocês minhas paquitas, até lá aproveitem para passar o tempo vendo o gameplay de Lost Soul Aside e refletindo o quão Final Fantasy XV parece medíocre perto dele. 

See Ya!

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