24 outubro 2015

Rayman Legends

Um comentário:

Oh deus, estão torturando brutalmente este bicho extinto... 

YEYEAH! Peguei vocês! Aposto, com toda certeza, que vocês imaginavam que a próxima review aqui no blog seria de Zelda: Minish Cap, não é mesmo? Mas eu nunca afirmei que seria a próxima, apenas disse que estava em produção! AahahahahahHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA PEGUEI VOCÊS AHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHA................... É, eu realmente estou precisando largar as drogas. 

Well, em 2011, não se via muito a cara do Rayman entre os gamers e outros assuntos relacionados à videogames, sua popularidade era realmente muito fraca se comparada à outros personagens como Sonic, Mario ou Donkey Kong. A última vez que alguém pronunciou seu nome foi em 2005 com Rayman: Hoodlums' Revenge para Game Boy Advance... Depois saíram aquelas coleções de jogos party sem sal, em que Rayman era apenas um personagem secundário com aqueles bichos irritantes e infernais, e... É, parou por aí mesmo. Rayman por pouco ficaria marcado por ter sido apenas uma tentativa de jogo de plataforma que tentou fazer sucesso e depois foi abandonado por não ter tantas ideias inovadoras em seu tempo. 

Mas vale lembrar que a IGN considerou Rayman 2: The Great Escape o melhor jogo do Dreamcast, apesar de tudo. 

Em plena sétima geração dos videogames, os jogos de plataforma sider-scroller se tornavam cada vez mais raros e um setor que poucas third-parties apostavam. O mercado tinha sua tendencia com jogos realistas e indicações adulta. Não sei vocês, mas, naquela época, nunca se imaginaria que um personagem como Rayman iria ressurgir assim de repente mostrando que os jogos 2D tinham sim um espaço enorme entre os jogadores e que bastava um empurrãozinho para voltarem a serem levados em consideração com o público. Rayman Origins foi um renascer para a franquia e, ironicamente, se originou na melhor época, pois, a Ubisoft viu o quanto que o gênero de jogo estava escasso, não havia oportunidade ou contexto melhor para que seu personagem, sem braços e pernas, retornasse. 

Obviamente, o jogo foi aclamado pela crítica, sites deram notas altas, a Gamespot chegou a considera- lo o melhor jogo de plataforma de 2011 (Mesmo que não houvessem tantos concorrentes, mas vamos considera-lo do mesmo jeito). 

A Ubisoft não é uma softhouse burra, concordam? (Ou talvez seja, hihi). Mesmo que Rayman Origins não tenha sido lá um grande sucesso de vendas, foi um jogo muito bom e com certeza merecia uma sequencia! No more, Rayman Legends é a continuação direta de Origins e, diga-se de passagem, superior à seu antecessor. Rayman Legends, à princípio, tinha sido anunciado para ser um jogo exclusivo do Wii U, porém mais tarde foi lançado para quase todos os videogames da geração e até recebeu edições para PS4 e Xbox One. Muitos se questionam sobre essa atitude da Ubisoft, se foi saudável lançar o jogo como multi-plataforma e não exclusivo, a minha sincera posição é dizer que foi uma atitude inteligente, mesmo que a versão de Wii U tenha vendido muito mais e seja, de fato, a melhor versão do jogo. Há aqueles que dizem que era melhor ter sido lançado exclusivamente para o Wii U, eu entendo que isso seria bom para a imagem do console, ao que ele representa e ao que ele poderia ter feito pelo jogo, mas.... Multi-plataformas hoje, multi-plataformas sempre! Essa é a real amigos. 

Rayman Legends foi lançado em 2013, joguei a demo pela primeira vez em meu roubado falecido Xbox 360, e minhas reações foram semelhantes à uma explosão de sentimentos felizes e prazerosos! (É, eu sei o que veio em sua mente, your pervect!). Em minha vida nunca tinha visto um platformer tão grandioso como aquele, não sei se era por conta da falta de platformers no mercado ou se era porque não jogava jogos deste gênero há um tempo, seja o quê fosse, me impressionou facilmente e daquele momento eu tive certeza de que um dia jogaria Rayman Legends. 

E aqui estamos nós, será que o jogo foi bem recebido? Será que foi tão aclamado pela crítica e tão incrivelmente awesome à ponto de fazer a Dilma e o Aécio se abraçarem? Sigam-me os bons! 

Não posso nem dormir um século que vocês já fazem merda?! 

A principio, a história deste jogo seria outra (Assim como Rayman Origins), ela envolveria uns quadros mágicos que puxavam os heróis para outros mundos e haveria um mistério por trás de tudo e talz. Mas, essa ideia meio que foi descartada e colocaram um enredo mais simples. E bota simplicidade nisso aí. 

Logo após Rayman e seus trutas correrem pela Glade of Dreams para derrotarem uma velha sexy que se transformou em uma criatura gigante das trevas que espalhava o caos pelas terras imaginativas dos sonhos, eles se deitaram e dormiram em uma árvore durante um século para relaxar. Claro, salvar o mundo dos sonhos deve ser cansativo, uma soneca básica de um séculozinho deve resolver, não? Fico me perguntando, como Rayman conseguiu acordar após cem anos com tanta energia sem nem se quer despreguiçar os ossos ou ver se não está com alguma câimbra, mas aí eu me lembro que ele é um maluco surreal sem pernas, braços e pescoços, então ok neste caso, eu acho. Mas não é como se algo nas histórias do Rayman fizessem algum sentido. 

Certo, continuemos. 

Bubble Dreamer, o cara que criou o Glade of Dreams, tomou umas bebidas não recomendadas pelo instituto de álcool brasileiro e teve vários pesadelos, já que, de certa forma, seus pesadelos refletem o que ocorre neste mundo. E como não havia ninguém competente botar ordem na casa, Bubble Dreamer pediu para seu abiguinho, Murfy, acordar Rayman de seu sono de beleza para mostrar quem é que manda aqui novamente, e com a ajuda de seus amigos Globox, Barbara, suas irmãs, primas, etc, e os Teensies. E assim começa a história de como Rayman livrará novamente o mundo dos caras maus e mandará todos eles para a lua para terem seus traseiros furados por diabinhos pelo resto da eternidade. 

Todos nós sabemos que o enredo foi colocado completamente em segundo plano diante das ideias principais, aliás, não é comum jogos de plataforma terem roteiros profundos e coisas do tipo. Mas é, para mim essa história não fede nem cheia, é apenas aceitável e fica decente colocada onde está. Diga-se de passagem, gostava mais do conceito inicial proposto para este conto, pois parecia dar um foco um pouco maior para a narrativa, já que envolveria mistério e tudo nos levaria à um ponto X revelador na história. Porém, os roteiristas disseram "whatever" para isso e Rayman não fará nada mais do que sempre fez. Então... Eh, estou ok com tudo, apenas, não é como se isso mudasse muito as coisas, não conheço ninguém que jogue Rayman ou qualquer outro sider-scroller para ver os diálogos e cutscenes descontraídos que ocupam 90% da narrativa. 

Meh, tanto faz como tanto fez para mim, não fazendo nenhuma idiotice com a personalidade do personagem e com seu contexto estou super satisfeito. 

Tenho quase certeza de que Pablo Picasso estava entre os designers do jogo 

Uma única palavra pode definir o conceito artístico deste jogo: Contemplável. Não esperava que fosse superar Origins, mas as animações, quadros, fundos, cores, etc, esse jogo é impecavelmente lindo de se olhar. A começar pelos cenários, que em boa parte são perfeitamente detalhados e semelhantes à gravuras de quadros. São, com certeza, pituras digitais. Muitas fases são admiráveis, como as primeiras da "Teensies in Trouble" com a temática medieval, logo de início vemos um filtro de cor verde em todas as camadas do cenário, o deixando natural mas sem perder o toque surreal. É perceptível também que as cores oscilam com várias tonalidades em determinados trechos dentro dos castelos, e claro, é lindo. 

De certa forma, a maioria dos cenários funcionam com essa combinação de conceitos e relação de cores, além da arte indicar um ambiente muito bem preenchível com os objetos característicos do mesmo. Os personagens animados tem cores mais vibrantes, ainda mais quando posicionados nos ambientes, o que lhe dá uma atenção especial que inconscientemente nós não percebemos. Isso é importante, afinal, cria-se uma alusão da onde podemos "mexer" ou não no estágio, ou seja, o que é interativo. 

Claro, cada capítulo opta por uma temática diferente e é interessante notar que essa mesma temática sofre transformações ao longo dos estágios, o deixando mais vivo. Os fundos mudam, o piso muda, etc. As temáticas variam entre si, "Teensies in Trouble" se passa em um local medieval dentro de um castelo em um pântano, "Toad Story" é semelhante ao capítulo anterior, porém se passa no próprio pântano com uma tonalidade divergente de cor, além de abusar ainda mais do surrealismo com pedaços de um castelo que flutuam, "Fiesta de los Muertos" um estágio com temática de comida mexicana, "20.000 Lums Under the Sea" um capitulo aquático com forte intensidade de escuridão e uso de sombras e "Olympus Maximus" que se passa na Grécia com palácios típicos que lembram as lendas do país. Claro, a relação entre essas temáticas está no encontro do real com o caricato (cartoon), isso é primordial para criar a identidade visual de Rayman. 

Mas, não vou mentir que existem algumas fases visualmente tão monótonas que não foram nada memoráveis, tipo aquela fase da Olympus Maximus que se passa dentro de quadros interligados. 


As animações remetem à um conceito de jogo 2D que nos dias atuais é usado RARAMENTE mesmo para jogos de plataforma: O uso de Sprites. Para quem não sabe, sprites são um conjunto de imagens que quando colocados quadro à quadro em uma porcentagem de secundo forma uma animação, antigamente isso era bem usado até mesmo em filmes. Um exemplo disso é a técnica "Hadouken" de Ryu nos jogo Street Fighter II, se analisar atentamente, a animação do personagem à executar o golpe contém cinco frames de imagens que se passam em um segundo. Rayman Origins utilizou este conceito e ficou maravilhoso, em Rayman Legends os sprites ficaram ainda mais... Detalhados, dando aquela impressão de "artwork que se meche". Apesar de preferir o estilo de sprite mais linear, sem muitos efeitos e simples de Origins, este jogo consegue aproximar ainda mais os personagens jogáveis com o conceito artístico dos estágio, através dos efeitos de textura e sombra. 

Resumindo meu ponto aqui, o conceito artístico usado é lindo, apreciável e combina perfeitamente com a proposta do tipo de personagem do qual estamos falando. E, claro, os gráficos são perfeitos. 

O mundo precisa de mais jogos de plataforma como este 
Que dia lindo para se pisotear os caixões alheios 

Rayman Legends é simplesmente um jogo foda, não queria ter que dizer nada, mas vou ter que explicar mesmo assim, afinal é este meu objetivo nesta resenha maldita. Então vou começar pela jogabilidade que é sem dúvidas um ponto importantíssimo que deve ser compreendido antes de falar sobre gameplay e level design. 

Os controles são simples e precisos assim como todo jogo deve ter. Rayman consegue executar muitas ações diretamente pelos controles, habilidades comuns como saltos, golpes físicos e aceleração de velocidade, habilidades não tão comuns como o glide e o wall jump, e os comandos de direção para atacar enquanto pula. Apesar de simples o modo como executamos tudo, são realmente muitas ações que Rayman tem em seu repertório, e por que? Não perceberam ainda? Os controles são CLARAS inspirações à outros sider-scrollers populares. O Wall Jump que lembra perfeitamente à Mega Man X, O botão de aceleração que lembra Super Mario Bros., O botão de golpes pode ser carregado para socar mais forte, de certa forma lembra o carregamento de tiro de Mega Man, isso fica ainda mais claro nos estágios onde atiramos luvas de box que ficam maiores quando carregado o soco. Além é claro, da técnica glide que remete à Knuckles dos jogos do Sonic, e ao próprio Sonic quando usamos o momentum do soco que Rayman usa enquanto corre para alcançar plataformas, afinal, não fazemos o mesmo com o Spin Dash nos jogos do ouriço azul? 

Rayman Legends se torna inovador por saber conciliar todas essas dinâmicas sem parecer forçado e de uma forma natural. Claro que o level design é um elemento primordial para garantir que essa jogabilidade flua de forma inerente, mas os controles, de uma certa forma, são ótimo em todos os sentidos e não deixam faltar nada. Ao jogar você sempre se sentirá seguro ao usá-los, e isso é um feito grande para um jogo de plataforma. 

"Porra Barbara, quando eu disse que tinha um gigante escondido não era isso que queria dizer"

São seis capítulos, cada um com, mais ou menos, 17 ou 18 fases cada, incluindo, além das fases normais, speedruns e sub-stages para liberar novos personagens jogáveis. Ah sim, eu até estava me esquecendo, este jogo tem, pelo menos, uns 30 personagens jogáveis, eu juro que nunca parei para contar o número exato, mas vai por mim, não se anime com essa notícia, pois, todos os personagens tem exatamente os mesmos controles e habilidades, além de serem meras skins e versões de cores diferentes dos quatro personagens principais (Rayman, Globox, Barbara e um Teensie que agora me fugiu o nome). Então é, não é lá muito excitante jogar com algum personagem diferente aqui, a não ser que seja o Rayman com roupa do Mario, claro. 

Mas sabem, os personagens desbloqueáveis são uma ótima desculpa para nós continuarmos conseguindo dinheiro, que no caso são lums, aquelas fadinhas que pegamos nas fases. Eu também não vejo graça alguma nos outros personagem, mas, sei lá, eu queria ir destravando cada um, pelo menos aqui somos recompensados de alguma maneira ao arranjar grana. E... É, da para considerar isso um incentivo de uma maneira ou de outra. 

Em cada fase tem dez teensies presos que precisam ser salvos, um deles é um rei e o outro é uma rainha, esses dois são mais especiais e muitas vezes os mais difíceis de se encontrar, pois, salvá-los exige de você a resolução de uma seção de plataforma que fica dentro das portas onde eles serão salvos. Procurar os teensies presos é divertido e reforça mais o fator replay neste sentido, alguns são extremamente fáceis de se encontrar, às vezes estão bem na sua cara, tem que ser algum tipo especial de retardado para não ver estes a que me refiro, outros chegam à estar muito bem escondidos, não me lembro de ter muita dificuldade para encontrar todos os teensies, se não me engano, no máximo eu re-jogava seis vezes a mesma fase e já encontrava os que faltavam. Mas, isso não significa que não tive desafios, compreendam. 

Apesar de que não existe o tradicional sistema de vidas, isso meio que diminui a frustração, e mesmo que eu não tenha gostado muito dessa ideia, funcionou bem de um jeito ou de outro. 

Também tem os speedruns, fases mais práticas e curtas onde devemos percorrer um trecho para conseguir salvar três teensies. Se chegarmos antes de 40 segundos salvamos os três, até 50 segundos são dois, até 60 é apenas um, se passar disso você não salva ninguém. Eu até poderia dizer que os speedruns são só umas missões bobas, se fossem trechos que já passamos nas fases principais com umas alterações pequenas aqui e ali. Porém, os speedruns são seções e trechos completamente novos e arquitetados para te oferecer uma nova experiência. Então sim, os speedruns (chamados de estágios "Invaded") são um ponto positivo no gameplay. Até porque foi jogando eles que aprendi a pular com impulso enquanto corria, ponto importante na jogabilidade que mencionei ali em cima. 

Dentro da mecânica deste jogo há muitas surpresas, além da polida jogabilidade já citada, a interação com os objetos das fases é sempre algo divertido. Podemos matar os inimigos pulando em cima deles ou espancando mesmo, tem uns rabanetes enterrados que nos oferecem lums, os próprios lums tem uma forma divertida de serem coletáveis onde valem duas vezes mais se você os pega na ordem correta em que estão. Enfim, é um jogo inovador de qualquer maneira. Ah sim, antes que me esqueça, na versão de Wii U tem fases que requerem o uso da tela do gamepad onde jogamos com Murphy e auxiliamos o NPC tocando na tela, ou seja, matando inimigos, movendo plataformas, cortando e abrindo passagens, etc. É um uso interativo ótimo, mas, um pouco enjoativo em certos momentos.  

Os bosses são ótimos de se enfrentarem, suas batalhas são feitas por "etapas", a cada hit é, digamos, uma seção de plataforma em que temos que desviar de seus golpes e encontrar brechas para acerta-lo. Em todos os chefes nós ganhamos um power-up extra onde atiramos luvas de boxes, logo, os controles são um ponto adicional aqui, tornando as batalhas contra os bosses ainda mais únicas. No primeiro capítulo enfrentamos um dragão que nos atira fire balls enquanto estamos em cima de uma construção de madeira, o segundo capítulo é um sapo gigante usando uma armadura medieval que atira mísseis (Caralho, que viagem) enquanto nós controlamos Rayman com o uso do glide, o terceiro é um lutador enorme, o quarto é um dragão de metal gigante e o último uma nuvem negra sinistra.


Eu realmente estou com uma dificuldade grande para falar sobre o level design, pelo simples fato dele ser tão grandioso que fica difícil resumi-lo em apenas alguns parágrafos, mas vou fazer o possível para que vocês entendam. Em resumo, o level design é cheio de seções geniais de plataforma, é simplesmente uma atrás da outra, além das fases serem cheias de esconderijos com itens valiosos. Destaque para as passagens secretas disfarçadas de abismos, outras que a câmera lateral do jogo não exibe a menos que você entre nelas e aquelas que estão atrás de algum objeto visualmente mais próximo à tampando, que é revelado assim que você a acessa. 

Cada capítulo parece abusar das ideias e criar um desafio próprio do level design, na "20.000 Lums Under the Sea" por exemplo tem aquelas lanternas com luz verde que andam para lá e para cá e atiram no jogador se ele for iluminado pela luz, que fica vermelha instantaneamente, o conceito em si é bem executável e fica melhor quando usamos o próprio cenário para evitar essa luz nas sombras do objetos que nele se encontram. Os designers abusaram muito desta ideia, criando as mais inimagináveis seções de plataforma que você pode imaginar. 

O capítulo "Fiesta de los Muertos" faz ótimo uso da tela do gamepad do Wii U naquelas partes onde desenhávamos o caminho por onde o NPC andaria. Mais que isso, desenhávamos e impedíamos que a lava e outros obstáculos chegassem ao personagem controlado pelo jogo, tudo isso foi muito bem planejado e colocado em prática, chega a ser difícil explicar com palavras, sinceramente. Outro ponto positivo é ver que o level design excita e obriga o jogador à explorar da melhor maneira todas as técnicas e habilidades de Rayman, digo, você tem a total chance abusar dos controles oferecidos pelo jogo. Falo isso porque existem muitos jogos de plataforma com bons conceitos de jogabilidade e que não são bem aproveitados por falta de oportunidades do level design, Rayman Legends faz o extremo contrário com maestria. 

Além disso tudo, temos as famosas e inovadoras "fases musicais", eu poderia passar um tempo explicando o que são, mas um vídeo fará isso melhor do que eu: 


Eae, pegaram? Imagino que agora conseguiram entender o que quero dizer com "fase musical", é uma fase frenética onde a música e toda sua composição entra em ritmo com a ação que ocorre na fase. E sim, isso é INOVADOR PRA CACETE MERMÃO! A primeira vez que joguei esse estágio do vídeo na demo lá em 2013, fiquei pasmo, boquiaberto, aquilo era foda demais e naquele momento eu tinha percebido o gigantesco potencial deste jogo. Agora chega de expor minhas opiniões pessoais, hora de dar explicações. A principio são seis fases musicais, a maioria tocam remakes de músicas já conhecidas. O level "Castle Rock" (vídeo) toca um remake de "Black Betty" da banda "Spiderbait", "Osquestral Chaos" tem uma canção composta exclusivamente para o jogo que, inclusive, é ótima, "Mariachi Madness" com o remake da famosa canção "Eye of Tiger", "Gloo Gloo" cujo remake é da música "Woo Hoo" do filme Kill Bill, "Drangon Slayer" remake da "Antisocial" da banda "Trust" e por última a "Grannies World Tour" com um remix digno da música "Chasing a Dream" de Rayman Origins. 

Uma coisa é verdade, essas fases musicais são geniais e um motivo muito grande para se jogar Rayman Legends, perdi a conta de quantas vezes repeti e às re-joguei, são incrivelmente arquitetadas e uma verdadeira inovação em um jogo de plataforma. É uma pena que o último capitulo é a "Living Dead Party", onde nós re-visitamos todas essas fases musicais ao estilo "8-bit", e não, não é neste sentido que você está pensando, é só a música que realmente se altera para o estilo, os estágios ficam apenas mais difíceis. E não são exatamente uma coisa boa, essas fases musicais 8-bit ficam embaçando a tela enquanto se joga e fazem outras tentativas ainda mais estúpidas para tentar deixar o desafio "maior". São chatas e não gostei nem um pouco, joguei apenas porque queria salvar todos os teensies do jogo, apenas por isso. 

Melodias apreciáveis 

Como era de se esperar, as músicas são memoráveis e entram em harmonia perfeita com os ambientes que se passam ao mesmo tempo em que respeitam a atmosfera cartoon do jogo. Além de serem empolgantes no momento certo em que são tocadas. Músicas como "Medieval Theme" são exemplos de uma ótima produção musical, outras como "Castle Invaded", "Lost in the Clouds", "Trip to the Jungle", "Infernal Pursuit" mostram uma grande diversidade de gêneros musicais presentes, porém, todas dentro do mesmo core, fazendo com que nenhuma pareça ter vindo de outro jogo ou algo do tipo. Há uma predominância de canções orquestradas, mas é possível notar músicas compostas por instrumentos mais variáveis, até mesmo por gaita. 

Também não nos esqueçamos dos remixes e remakes das fases musicais. São todas excelentes produções sonoras mesmo sofrendo re-ambientações, como a "Gloo Gloo".

Considerações Finais 


Rayman Legends é, possivelmente, a maior prova de que jogos sider-scrollers podem sim sobreviver ao longo dos anos e manter sua essência com inovações. Em uma geração onde os jogos de plataforma 2D pouco eram notados pelo público geral, a Ubisoft conseguiu um feito e tanto. Eu posso com toda certeza dizer que este jogo é um dos maiores do gênero e talvez um motivo para fazer alguém gostar de jogar videogames. É, isso mesmo que você leu, eu não teria hesitação alguma em dizer para um leigo que Rayman Legends é uma boa opção para primeira jogatina. Afinal, olha para ele, é uma masterpiece em todos os aspectos, jogabilidade perfeita, gameplay perfeito, inovações, aqui tem de tudo que um grande platformer precisa para ser grandioso. 

Eu aplaudo completamente à Ubisoft por ter trazido de volta este cara com tanto carisma em um jogo tão competente. Fico me perguntando por que raios até agora eles não lançaram ou anunciaram um novo Rayman, que fosse 3D quem sabe, podiam muito bem aproveitar as vendas e à repercussão entre os gamers que essa série está causando. Ubisoft, me escute, deixa de ser uma desprezível e não faça com Rayman o que a Capcom fez com Mega Man, ok? 

História: 5
Sons: 8
Jogabilidade: 10
Gráficos: 10 

Prós: 
Desde que o enredo não tente ser mais do que ele tem o direito de ser, estou ok 
 Concepções artísticas e animações perfeitamente fluídas 
Controles perfeitos e criativos 
Inovações e ideias geniais para um sider-scroller 
Esse level design é digno de bodegas maiores que a do King Kong 
Não existe nada mais incrível neste mundo que as fases musicais 

Contras: 
9783 personagens alternativos que fazem as mesmas coisas... Além de serem meras skins e versões alternativas dos quatro protagonistas 
Algumas fases não tem um visual muito memorável 

Nota Final: 9.5 

27 setembro 2015

Pokémon GO, um sucesso à se esperar, ou... Uma grande decepção.

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Antes de mais nada, para os dois caras aí que não estão sabendo, a Nintendo anunciou no canal oficial do Pokémon no You Tube o trailer de seu primeiro jogo lançado para Android/iOS, em parceria com a Niantic, uma empresa que nasceu dentro do Google. Como uma imagem vale mais que mil palavras, assistam o vídeo abaixo. 


Terminou de assistir?... Ainda consegue respirar? Prestar a atenção no texto? Ok. 

Bom, sim, isso é possivelmente um sonho realizado para qualquer fã da série que cresceu assistindo o anime, jogando os jogos nos portáteis da Nintendo, etc. Afinal, ser um treinador na vida real deve ser uma sensação utópica, eu mesmo sempre quis poder chegar o mais próximo possível dessa sensação, fosse jogando cartas com os amigos quando pequeno ou jogando de dois em emuladores para smartphones. Era divertido, não vou mentir. Uma batalha Pokémon, uma troca ou que seja, era realmente empolgante para todos. 

Mas, agora eles passaram de nível! Ser um treinador Pokémon pode ser uma "realidade" com Pokémon GO. Como vocês viram no vídeo, é possível capturar pokémons em determinados lugares em que eles aparecem, enfrentar amigos e até executar trocas. Atenção à essa parte em que eu disse que se capturam pokémons em determinados lugares, pois, o jogo utilizará realidade aumentada, logo, isso se torna real pelo fato de que você utilizará GPS para andar no mundo do jogo. 

Então sim, pela primeira vez os videogames farão os coçadores de saco saírem de suas casas e correrem para as ruas. Imagina só você estar andando na rua e de repente... Eita porra! Um Charizard! É, será uma experiência magnífica estar andando e de repente encontrar outros treinadores, pokémons e afins pelas ruas... 

Porém... Não saíram muitas informações à respeito do jogo, o que me leva a perguntar, será que esse sistema funcionará no Brasil? Será que o jogo utilizará climas e ambientes para separar os pokémons em seus devidos habitats? Será que conseguiremos itens? Será que a câmera vai ser um recurso ou o jogo é apenas aquilos mostrado nos últimos segundos do vídeo? Será que todos os smartphones vão funcionar bem com o jogo? Será que o jogo vai ser TUDO isso que o vídeo mostra? Foi informado que ele será gratuito, e se por acaso houver alguma intenção mercenária por trás disso? 

"Evans, por que tanta desconfiança?" 

Porque eu sei que isso nem foi anunciado direito e já tem milhões de poké-fanboys e fanáticos, que dariam a bunda por uma miniatura do Pikachu, enchendo os olhos de lágrimas de felicidade, pois, como eu disse lá em cima, isso é um sonho realizado para qualquer fã que gostaria de trazer essas sensações que viu nos jogos para a vida real. Isso é um conceito que já deveria ter sido executado há muito tempo e já estava mais do que na hora de colocá-lo para fora das ideias. Mas, não nos esqueçamos que isso também é algo delicado e que qualquer erro pode por tudo a perder e manchar a imagem da Nintendo no processo. 

... Ou não, vamos descobrir isso ano que vem, o meu ponto é apenas me segurar para não esperar tanto de um projeto que nem se quer foi anunciado direito. É, talvez eu tenha generalizado um pouco, mas acredito que Pokémon GO tem grandes chances de ser um sucesso gigante, como também pode ser só mais uma tentativa de jogo-tendencia. 

23 agosto 2015

Os 10 melhores vilões dos jogos!

3 comentários:

Estou vivo! Sim!

Antes de mais nada, me desculpem pela demora para postar algo aqui neste mês, a verdade é que eu comecei a trabalhar em uma empresa de telemarketing, fui despedido em apenas um mês de trabalho, prestando árduos serviços, e agora estou aqui de volta com vocês, yey! Mas agora vai um conselho, tomem cuidado com esse lance de telemarketing, é perigoso demais para meros mortais como nós, se você tiver um chefe como o meu, vai preferir passar o resto da vida dentro de uma caixa de papelão comendo as próprias unhas. Urgh, que nojo, ok, meu chefe não era tão ruim assim... 

... Ou será que era? Hihihi.

Ah é, falando em chefes... 

Me digam, o que seriam dos games sem um vilão para nós chutarmos a sua bunda? O que seriam dos heróis sem ter um inimigo a ser derrotado? Percebem? Não haveria história sem um vilão! Todos os jogos, filmes ou séries possuem um vilão, seja ele um ser humano ou um mero parasita, você pode colocar um grande protagonista, grandes secundários, mas, sem um cara fazendo filhas da putisses, eles ficarão coçando o próprio saco o enredo inteiro. 

E nada é mais é gratificante do que a sensação de passar por todos os tipos humilhantes de obstáculos e inimigos para então, no final, dar uma surra bem dada no responsável por tudo isso. E ainda ganhar uns beijinhos como recompensa, verdade seja dita! 

Por isso que temos sempre que ser gratos por esses caras que estão aí mandando um desafio para nós, jogadores, cumprirmos e assim alegrando nossas tardes durante os fins de semana. Imagina só que chato você salvar a princesa depois de todo sangue que sacrificou nos desafios, e não dar uns tapas em alguém no final! 

Se você pensou em dar tapas na princesa meu amigo, é porque anda assistindo muito Game of Thrones. 

Por isso estou trazendo aqui para vocês, desocupados da vida, a lista dos maiores vilões que já apareceram nos videogames!... Na minha opinião, claro. E vamos logo com isso, pois ainda tenho que jogar Super Smash Bros Wii U essa noite. 

Brincadeira, faço outras coisas à noite. 
... 

PS:. É claro que essa lista vai conter uns SPOILERS aqui e ali. 
10º Lugar: Bowser (Super Mario Bros)  

Ah, Bowser, o amante da princesa Peach, que muitos tentam negar, mas não conseguem aceitar a verdade de que é ele quem está sempre se aproveitando com a princesa da Mushroom Kingdom em seu castelo. Se duvidam de mim, então me respondam, da onde saíram todos aqueles filhos que ele mandava para destruir Mario em seus jogos? E por que Bowser Jr. chama Peach de "mamãe" em Super Mario Sunshine quando a encontra? 

É, agora seus argumentos acabaram, não é? 

E olha que só dar uns pegas na mulher do inimigo não é o suficiente para Bowser, ele quer superar o Mario EM TUDO, em partidas de tênis, kart, golf e até em lutas esmagadoras dentro de um crossover. 

Mas sabem, Bowser é um vilão bem competente se querem saber, ele tirou o cargo de Donkey Kong como maior inimigo e se mantem até hoje, e sempre quando tem tempo vai lá e da umas fugidas com a Peach. Mario não encontraria alguém melhor para dar uns chutes nas bolas. 

Além do mais, ele faz dos seus filhos um exército que o serve para destruir Mario, tem que ser um tipo especial de filho da puta para fazer isso com os próprios filhos. E olha que ele tem um exercito de koopas! Um maldito exercito de tartarugas assassinas! 

9° Lugar: Pyramid Head (Silent Hill 2) 

Sim, eu sei, que nome "criativo", mas calma lá, porque ainda teremos um vilão com nome ainda mais monótono e sem inspiração. 

Quem já jogou Silent Hill 2 sabe o que é esse louco psicopata com uma piramide em seu rosto. Pyramid Head comete as mais horríveis crueldades que você pode imaginar, desde assassinatos, estupros, torturas e até ingerir as próprias vítimas. Ele não tem exatamente uma motivação, qualquer coisa que respire para ele deve morrer ou ser torturado. Resumindo, ele não gosta de você, nem de mim, nem do papai noel, nem do tiozinho do algodão doce e nem da Dilma. 

Ok, essa última ninguém gosta mesmo, vamos tirá-la da lista.

Mas, ainda sim, ele é uma porra dum cara com uma pirâmide na cabeça, usa roupas sujas de sangue e carrega um facão que é maior que seu próprio corpo! Um facão gigante! Imagina encontrar esse cara na rua, meu deus, eu iria correr feito um gordo indo para um churrasco. 

O inimigo de Pyramid Head é James Sunderland, um cara que vai até Silent Hill em busca de sua amada esposa Maria, que aliás esta morta. O nosso vilão é atraído por pessoas que sentem muita culpa de erros que cometeram no passado, por isso persegue James para matá-lo, já que este se sente culpado pela morte de sua esposa, da qual está à procura. 

Mas, James não é o único que sofre nas mãos do cabeção triangular, até manequins já foram estrupadas por ele. É amigo, manequins... 

 
8° Lugar: Mr. X (Streets of Rage)

Este cara conseguiu dominar uma cidade inteira e em sua disposição tinha punks, motoqueiros, ninjas, mestres em artes marciais orientais, anarquistas, skinheads, lutadores de rua, garçons marombados e vários outros tipos de caras durões... Preciso dizer mais alguma coisa? 

Que bom. 

Aliás, esse é o outro cara com um nome genérico que eu falei agora há pouco, caso não tenha percebido ainda. 

7° Lugar: Sigma (Mega Man X) 

Sigma tem apenas um objetivo em sua vida, extermínio total da raça humana, e quem sabe, de toda a forma biológica no mundo, afim de que ele seja governado apenas pelos mavericks e reploids, que são robôs inteligentes com sentimentos e noções humanas.

Mas, antes dele ser esse cara maldoso e ditador, Sigma era gente fina, líder de um grupo de reploids experientes em combate, que lutavam apenas pela paz e harmonia entre os humanos e as máquinas. Estes atacados pelos mavericks, robôs que perderam o controle por conta de vírus e agora saem por aí botando o terror no mundo. Assim, o grupo "Maverick Hunters" lutava contra esses descontrolados. 

Porém, esse cara tomou umas drogas meio pesadas e se revoltou completamente contra nós, humanos. Vai ver ele entrou no facebook e acessou páginas como Universal Games BR, Feminismo sem Demagogia, Planeta Sonic e pensou "Mano, mas que merda, eu vou é acabar com tudo isso!". 

Eu juro que não culparia ele se fossem esses os seus motivos de retalhar a raça humana. Não mesmo. 

6° Lugar: Dr. Robotnik (Sonic the Hedgehog)

Será que existe algo mais badass do que ser um cientista com 300 QI, que todos os dias tenta dominar o mundo e enfrenta um ouriço azul que luta pela liberdade e pela natureza? Pois é, eu também acho que não. 

Dr. Robotnik é estereotipado como um cientistas maluco, vem de uma família formada apenas por cientistas de incrível formação. Hoje é o maior inimigo de Sonic e já tentou fazer de tudo para completar suas vilanias, sua identidade é marcada por sempre ter em sua disposição um exercito de robôs (Badniks) e máquinas que espalham o caos. 

No final das contas, tudo que ele quer é construir a sua tão sonhada "Eggmanland", um governo de corrupção e poluição ditado por ele mesmo. Mas, muitas vezes Robotnik se aliou aos mocinhos da história, como em Sonic Advance 3, onde ele se alia ao Super Sonic para derrotar Gemerl, sua própria criação que se revoltou contra si mesmo. 

E não, para mim ele não se chama "Eggman", dane-se se é oficial, para mim ele é e sempre será "Robotnik". Eggman é literalmente "Homem Ovo", puta nome broxante, sério. Por outro lado, "Robotnik" sim é um nome digno de cientista do mal.

5° Lugar: Liquid Snake (Metal Gear Solid) 

Solid Snake é um herói badass até demais, o sujeito é clone de Big Boss, o soldado mais bravo que já existiu, que também é seu mentor e ele ainda conseguiu derrotá-lo. Admito que é preciso ter bolas dignas de Stallone para derrotar o próprio mestre, e Snake o fez com maestria! 

Não só isso, Snake é um agente secreto que é enviado sozinho para se infiltrar em quartéis generais, fortalezas e até consegue destruir tanques de guerra usando suas meras granadas. Ninguém pode com Snake, ele come balas de bazucas no seu café da manhã e caga explosões, e isso tudo antes do almoço. 

E o que se faz quando temos um badass agindo no lado dos mocinhos? Mas é claro, esperamos os vilões mandarem outro ser badass para dar de frente com ele! E esse badass do mal se chama "Liquid Snake", só tem um simples motivo para nós sentirmos medo dele... 

Ele é o irmão gêmeo do Solid. 

E o sujeito sente ódio de tudo e todos, inclusive até manipulou o próprio Snake em uma de suas missões. Sim amigos, o Snake, foda do jeito que ele é, sendo controlado em sua própria missão. E isso não é tudo, Liquid é mais durão do que vocês podem imaginar, recebe tiros de metralhadora como se fossem gotas de chuva e passou por momentos em que, se fosse uma pessoa normal em seu lugar, deveria morrer queimado ou até pulverizado. 

Seu pior plano seria atacar uma base americana para roubar uma arma nuclear e apontá-la à casa branca. Qual sua exigência? O corpo de Big Boss morto e suas mãos macias. 

Este cara provavelmente apanhou muito na primeira série e teve sua cara enfiada na privada inúmeras vezes... Ou não, vai ver ele era o cara popular que pegava as menininhas no banheiro da escola depois de tantas vezes humilhar em público os nerds reprimidos.

Ou será que não foram as duas coisas ao mesmo tempo?... Ah, whatever. 

4° Lugar: Drácula (Castlevania) 

Sabem, o personagem fictício "Drácula" já fez aparições em vários lugares, no romance de Bram Stoker, em filmes, etc. Mas, acho que nenhum destes Dráculas é tão filho da puta quanto o Drácula de Castlevania. 

Veja por si só, o cara ressuscita à cada 100 anos obrigando que os membros da família Belmont  estejam sempre treinando para derrotarem a incarnação do Drácula de seus séculos. Aí você nasce em um ano que o Drácula vai voltar à vida e se fode completamente, adeus sonhos, adeus relações amorosas, adeus tudo porque você deve treinar a vida inteira para tirar a vida do rei dos vampiros. 

Imagina só se o Belmont quer ser pianista, malabarista ou striper, mas não pode porque tem que treinar a vida toda só para chutar o saco do Drácula. Aí então quando chegada a tão esperada hora, o vampiro resolve não renascer só para zoar com a cara do seu pressuposto assassino. 

Mas sabem, vai ver o Drácula não é tão ruim quanto parece, vai ver ele só queria ter amigos para lhe fazerem companhia, por isso ressuscita zumbis, convoca múmias, lobisomens e medusas. Ele deve só ser um incompreendido pela sociedade que cortava os pulsos toda noite enquanto assistia crepúsculo e ouvia Luan Santana. 

Ou não, talvez o cara queira mesmo é que o mundo inteiro seja devorado por seres das trevas apenas por diversão. 

É, deve ser a segunda opção mesmo. 

3º Lugar: Skull Kid (The Legend of Zelda: Majora's Mask) 

O quê? Você realmente achou que eu colocaria Ganondorf nesta lista? Bom, eu realmente poderia tê-lo colocado, ele é um bom vilão, mas jovem, não consigo vê-lo como um grande malfeitor se o mesmo estiver ao lado de Skull Kid! Esse psicopata sim é provavelmente o vilão mais competente da série, e o mais maligno também. 

A princípio, todos nós sabemos que Ganon apenas quer a triforce para poder reinar Hyrule, ou seja, ele ainda tem motivações egoístas e apenas quer descolar uma vida boa como 90% dos vilões. Skull Kid por outro lado quer mais é que o mundo se exploda... Literalmente! E ele quase conseguiu fazer isso inclusive, e em três dias! EM TRÊS FUCKING DIAS! Você conhece alguém que pode destruir o mundo inteiro em apenas três dias? Tem que ser badass demais para conseguir o feito!

Ele só não conseguiu completar seu plano diabólico porque Link voltava três dias no passado usando a ocarina do tempo quando bem quisesse, caso contrario, teríamos dado adeus ao planeta... Erm, esqueci o nome do planeta ou realidade onde se passa Majora's Mask. Mas vocês captaram a mensagem.

Skull Kid não liga para sentimentos, ele não liga para nada, quer apenas uma coisa, ver o circo pegando fogo e as pessoas sofrendo de desespero. E outra, ele fez maldades com a Epona... ;-; 

Além do mais, ele usa uma máscara, qualquer personagem que use uma máscara é ameaçador em todos os sentidos, lembram-se do Pyramid Head? Sim, para mim aquilo é uma máscara. Máscaras sempre serão o símbolo primordial do medo, aceitem este fato! 

2º Lugar: Mr. Bison (Street Fighter) 

Esse cara, ESSE CARA! 

Bison é forma da maldade humana em um só ser, só não sendo tão diabólico quanto o vilão que virá à seguir. Ele matou centenas de pessoas, incluindo o pai de Chun-Li e o melhor amigo de Guile, faz lavagem cerebral em Ryu e comanda uma organização criminosa chamada Shadaloo e seu principal objetivo é simples, a dominação mundial. Bison não é nada mais que um ditador, seus seguidores são meros peões de um tabuleiro, e não se importa em jogá-los fora quando isso lhe convêm. 

Ele não se importa com ninguém à não ser consigo mesmo, sua crueldade é única e vai retalhar qualquer insignificante que ousar cruzar seu caminho. 

Como se isso não bastasse, ele é extremamente forte e todos os personagens do jogo querem matá-lo, por diversos motivos que, inclusive, nem sei ao certo. Em Street Fighter Alpha 3, Bison fica tão poderoso que nem o seu próprio corpo aguenta tamanha força, e assim nosso vilão vai atrás de Ryu para ser seu novo hospedeiro. 

Simplesmente aprecie todas suas atrocidades, e veja como ele às faz sempre com um sorrisão enorme no rosto. Ele mata, trai, desce a porrada nos outros e não tira esse sorriso medonho da cara de jeito algum, como ele consegue?! Até quando esta lutando e apanhando, o sujeito continua sorrindo como se sua maldade estivesse inteiramente intacta e nada no mundo inteiro poderá matá-la. Essa é a maior prova de seu poder doentio. 

... Uau! 

1º Fucking Lugar: Kefka Palazzo (Final Fantasy VI) 

SIM! Este homem... Não, esta aberração da natureza (e olha lá se a mãe natureza foi capaz de criá-lo) é simplesmente o maior vilão dos jogos de todos os tempos, ele consegue fazer exatamente tudo que um cara mau faria e com total perfeição!

Primeiro, ele é um dos pouquíssimos vilões no mundo dos jogos a conseguirem completar seu objetivo maquiavélico! Ou seja, é isso mesmo caipira, não importa o que os heróis façam, eles não conseguiram impedi-lo! 

Segundo, ele envenena toda a água de um rio que é usada por um reino! Então sim, todos os habitantes neste suposto reino morreram, menos um samurai que perde sua mulher e seu querido filho, que inclusive é uma criança. 

Terceiro, ele manipula a mente de Terra Branford, obrigando ela a matar seus próprios soldados usando seus poderes apenas para testá-los! Aliás, ele traumatiza completamente a menina. Quarto, ele manda seu exercito atacar uma vila inocente no meio da treta toda, apenas porque ele quis. Todos lá morreram.

Quinto, ele destruiu o mundo inteiro usando os poderes de três deusas, provavelmente matou milhares de pessoas, quase fez com que Celes se suicidace e finalmente, depois de tudo, deve ter se cansado com a desgraça alheia e resolveu dominar o mundo inteiro, pois parecia ser algo divertido.

... É

DEPOIS DE TUDO, O DESGRAÇADO AINDA DOMINOU O MUNDO, MESMO DEPOIS DE DEVASTÁ-LO E TRANSFORMÁ-LO EM UM ESPAÇO DE SOLIDÃO, O CARA FEZ QUESTÃO DE DITAR AUTORIDADE! TEM COMO SER MAIS DIABÓLICO? 

Calma, ainda tenho mais a dizer...

Sexto, ele fala coisas sinistras e maldosas o tempo inteiro, ele nem se quer tem sentimentos à não ser ódio, e amor pela destruição, claro. Ele tem até uma frase marcante, e todos nós sabemos que todo bom(no caso bom em ser mal) vilão precisa ter sua própria super frase marcante!

"Mas aonde estaria a graça da destruição se vidas "preciosas" não fossem perdidas? Porque as pessoas reconstroem coisas que elas sabem que vão ser destruídas? Porque as pessoas se apegam a vida quando eles sabem que não vão viver eternamente? Pense em como suas vidas são insignificantes!"

Ah sim, não nos esqueçamos de sua risada maligna. Vilão que é vilão de verdade sempre tem uma risada maligna e assustadora!

Bom, até aqui acho que já falei demais de suas qualidades como vilão... MAS NÃO O SUFICIENTE!

SÉTIMO! Ele nem se importa com os protagonistas, mas mesmo assim, consegue tocar nas feridas internas de todos, ele mexe profundamente com as emoções e os pontos fracos dos quatorze heróis do jogo. Todos resolvem destruí-lo no final, e por quê? Por vingança, vingar o mundo inteiro, vingar seus amigos e a eles mesmos. No final você luta, não por salvamento, mas por puro desejo de revolução! 

OITAVO! Ele usa roupas de palhaço, sua aparência macabra é símbolo total de suas travessuras. Um vilão de qualidade no mínimo deve intimidar à todos só com um olhar. 

Bom, eu poderia continuar falando durante o resto do dia o quanto considero Kefka o vilão mais genial de todos, mas isso iria tirar você do sério, então encerro com esta última e clara afirmação: Kefka é o maior vilão de todos os jogos, aceite este fato!

Menções Honrosas 

 
Shao Kahn (Mortal Kombat) 

Eu não sou lá um grande fã de Mortal Kombat, admito até que nunca tive paciência para zerar um, talvez seja porque sempre gostei mais de Street Fighter e Fatal Fury, e quando jogava MK me lembrava deles e assim iria lá jogá-los. Mas, ok, não é preciso ser um ignorante para não reconhecer o quanto Shao Kahn é, sem dúvidas, um grande vilão. 

Verdade seja dita, ele é impiedoso até demais, afinal, olhe para este rosto! Eu iria dizer que isso é obra do inferno, mas, acho que nem satã teria coragem de encarar esse rosto sinistro. Afinal, Shao Kahn ordenou suas tropas para atacarem Edenia, matando todos os habitantes brutalmente, e logo após matou o rei do lugar e força a rainha a ser sua esposa e a princesa a ser sua filha. A rainha chega a se matar, mas Kahn a ressuscita, fazendo lavagem cerebral nela. 

Imperatriz Wu, Herodes e Hitler são pessoas super gentis perto deste cara. 

 
Mother Brain (Metroid) 

Bom, a Mother Brain nasceu para ser um simples sistema de defesa, mas um dia viu que tinha capacidade para dominar o universo inteiro apenas a mercê de piratas que destruíram seus próprios criadores. 

É... 

 
Delita Hyral (Final Fantasy Tactics) 

Delita Hyral é um caso extremamente curioso, pois, a forma como ele se tornou o vilão foi para alcançar o bem... De uma certa forma. Para se vingar da nobreza de St. Ivalice, Delita manipulou toda a guerra dos leões e a própria igreja que por si só estava manipulando a guerra também. Ou seja, o Delita manipulou os manipuladores. 

... Nossa! 

No final ele finalmente se tornou rei e completou seu plano de vingança. Porém, ele perdeu seu melhor amigo e foi obrigado a matar a mulher que ele mais amou, no final vimos que a vingança realmente é um prato que se come frio, não? 

Bom minhas paquitas, é isso, encerro aqui está listinha linda, quero avisá-los que essa é minha opinião e tenho certeza que você tem a sua quanto aos vilões que acha melhor, se tiver, comente, vamos discutir como bons amigos que se conheceram no elevador quebrado. 

Ah sim, fiquem espertos, daqui a pouco vou publicar uma review de Zelda: The Minish Cap, e estou dizendo isso apenas para vocês ficarem ansiosos.

:-)

03 agosto 2015

A crise de identidade do Sonic

14 comentários:


Hoje, todos nós sabemos o quanto é estúpida e anêmica a fanbase do Sonic, infelizmente, entupida de caras que costumamos chamar de "Fanboys". O quê é um fanboy, afinal? É aquele cara que sempre vai defender TUDO e qualquer coisa relacionada à sua franquia ou empresa preferida, aquele cara que não sabe a menor diferença entre gosto pessoal e senso crítico. Mesmo que você demonstre e explique as reais críticas à ele, o sujeito ainda vai taxá-lo com apelidos bobos e sem seguimentos reais, vai tampar os próprios ouvidos e negar tudo que você disser, mesmo sendo a mais clara verdade. 

E claro, vai dar desculpas e argumentos nada plausíveis. 

"Sonic the Hedgehog" é uma série que já demonstrou estar com as pernas bambas, perdeu a noção do caminho, os próprios desenvolvedores já não sabem mais o quê fazer com ela, Sonic não tem mais uma identidade como tinha antes e tudo isso se iniciou com a superestimada série "Adventure". Mas, vai lá tentar explicar isso á um fanboy para ver se ele não vai defecar você inteiro com refutações sem sentido e taxá-lo de "hater" ou até mesmo "classicista". 

Aliás, vocês conhecem alguma outra série de jogos onde os próprios fãs se dividem entre si? Onde há divisões, há divergência, há desestrutura. A série Sonic, com sua falta de identidade criou isso, pois quando ela tenta ser o quê ela não é, ela atrai fãs que vão preferi-la assim, sem essência. 

E para ironizar ainda mais, a própria Sega comprova este fato com Sonic Generations, onde propositalmente o jogo nos mostra que EXISTEM SIM dois Sonic's, divergentes entre si: O Sonic Clássico, o verdadeiro Sonic com jogos bons, e o Sonic Moderno, o Sonic distorcido e sem individualidade. Ou seja, é como se a série realmente tivesse se auto-desestruturado ao longo dos tempos e matando cada vez mais sua identidade, e ainda mostra isso na cara dura. 

"São dois Sonic, mas finjam que são o mesmo, ok?" (-Sega)

Porém, existem aqueles que tentam incentivar esse tipo de pensamente errôneo, acreditam que a evolução de Sonic está perfeita e que ele sempre foi o mesmo. A série não só mudou, porque toda série de jogos muda, passa por alterações, adições, etc, ela distorceu a própria personalidade. Ou você acha que realmente faz algum sentido um personagem cartoon e furrie como o Sonic estrelar jogos com histórias dramáticas, forçadas e dark, com jogabilidades discrepantes ao que ele realmente é (além de serem cheias de defeitos) e com conceitos artístico de ambientes que não combinam em nada com o personagem? 

Se a resposta for sim, parabéns, você não sabe mesmo o significado da palavra "essência". 

Inovar não significa alterar e distorcer, mas, conservar os pontos positivos, repensar o quê os fazem ser o quê são, e assim investir nesta técnica para que ela seja superior. Um exemplo de inovação é o Spin Dash, que não distorce em nada na identidade, apenas torna o jogo mais dinâmico, o mesmo se pode dizer do Homming Attack. Agora, as armas de fogo em Shadow The Hedgehog são uma "inovação" para você? 

Consegue distinguir a diferença entre identidade e distorção? Não é difícil se pararmos para perceber. 


Fala para mim, qual destes dois cenários parecem ter saído de um jogo do Sonic? O da esquerda ou o da direita?  

O que é melhor, colocar o Sonic em um cenário imaginativo e surreal que combine com sua personalidade e nutri sua identidade...  Ou enfiá-lo em um cenário pós-apocalíptico, cheio de destruição e com uma atmosfera depressiva e realista?  

Qual das duas imagens parecem ter sido trabalhadas para remeterem perfeitamente ao Sonic e qual delas parecem ter sido tiradas de um Doom da vida? Tente imaginar o Mario ou o Donkey Kong nesta fase à direita.

Onde você vê identidade e onde você vê distorção? Pois é... Acredite se quiser, ambas são fases de jogos do Sonic, a primeira é dos jogos clássicos e a segunda é dos jogos modernos. 


Novamente eu pergunto. Qual das duas imagens podemos ver identidade e qual podemos ver distorção? O Sonic por acaso ficou famoso e conhecido por ter uns transformers forçados como inimigos em seus jogos? Ou foram os badniks coloridos e imaginativos que contribuíram para isso? 

Pois é... 

Alguns fanboys costumam dizer que a série era muito infantil e por isso colocaram essa atmosfera depressiva e realista para "amadurece-la"... Really? Se o Sonic foi um personagem criado para atrair principalmente o público infantil, o que faz você pensar que ele precisar ser realista? É tão ridículo quanto reclamar que "Dora, a Aventureira" precisa de mais seriedade porque é muito infantil também.  

O maior de todos os erros é acreditar que toda essa distorção de personalidade é uma "inovação" ou uma "evolução", quando na verdade não passa de maus cuidados, uma criança de 10 anos poderia fazer o que os responsáveis pelo Sonic fazem hoje na parte das ideias. 

Mas, oras, Sonic era um personagem realmente muito legal, tinha jogos incríveis, realmente inovadores e eram originais, muitos outros jogos tentavam imitar sua fórmula afim de conseguir fama. Hoje em dia, com nosso "amado" Sonic Boom, a Sega mostrou que é o Sonic quem está copiando outras fórmulas para conseguir ter o mínimo de dignidade. Beat'em up? Fala sério, desde quando o Sonic é um beat'em up? Desde quando ele finge ser um Crash da vida? 

Aliás, desde quando o Sonic perdeu tanta individualidade?... Ah sim! Foram nestes dois caras aqui em baixo. 


Antes de você me atirar arrotos dizendo o quanto sou insignificante por criticar seus jogos preferidos, me responda uma coisa. Alguém compraria um platforming do Mario para jogar shooters, pescas e corridas? Ainda mais se elas forem jogatinas completamente obrigatórias para o andar do jogo? 

Até onde eu sei, quando eu compro um jogo de plataforma é para jogar um jogo de plataforma, correto? Se isso é certo, pois todos os jogos que são vendidos intitulados de platforming oferecem platforming, o que faz de Sonic Adventure uma incrível masterpiece sendo que lá você é obrigado a jogar gameplays alternativos sem relação nenhuma com o Sonic? 

Você compra um jogo do Sonic para jogar pesca? Não, é para jogar Sonic, certo? 

E este é, sem dúvidas, um dos maiores erros de Sonic Adventure, os gameplays alternativos. Não confundam as coisas, não há nada de errado em um jogo oferecer gameplays alternativos, o problema é quando você é obrigado a jogá-los e se sentir enganado. 

A principio, Sonic Adventure nem é um jogo ruim para ser sincero, ele é... Mediano, pois a jogabilidade de Sonic é ótima, os controles são precisos, o level design abrange vastas áreas e seções de platforming até que são realmente criativas. 

Mas, temos ainda mais cinco personagens com jogabilidades nada atraentes e alguns chegam a ser o verdadeiro inferno. Não só isso, mas Sonic Adventure tem cenários que traem a personalidade do personagem. Lembram do exemplo dos cenários lá em cima? Pois é, Sonic Adventure tira nosso protagonista do seu mundo imaginativo e surreal, e o enfia no mundo humano com cenários e paisagens urbanas! 

 Fora que o jogo ainda tem bugs e uma câmera horrível. 

De qualquer maneira, Sonic Adventure, por mais qualidades que ele tenha, esconde por baixo dos seus panos a incrível distorção que estaria para chegar logo em seguida, Sonic Adventure 2. Este sim conseguiu trair a identidade da série, pegou os principais pontos de distorção do jogo anterior e os ampliou da pior forma possível. Este é, com certeza, o jogo que iniciou a crise de personalidade da série. 

Sonic Adventure 2 tem tudo quê não devia ter em um jogo do Sonic: História dramática e forçada, ameaças de morte, armas de fogo, robôs realistas, cenários realistas e urbanos, seres humanos, gameplays alternativos, level design quase linear, etc. Nós todos já sabemos que um personagem como um ouriço antropomórfico gigante cartoon não precisa de nada destas coisas, não é mesmo?

E esses pontos de distorção foram a principal causa de existência dos dois jogos abaixo... 


Acho que eu nem preciso falar muito destes horrendos títulos acima, right? Não são ruins apenas por serem ruins naquilo que deviam ser bons, mas, são os jogos que mais deformaram a natureza da série. Que mostram de forma clara o quanto a franquia se desandou e perdeu a direção. 

Shadow the Hedgehog e Sonic 2006 tem histórias incrivelmente forçadas, dramáticas e realistas, tanto que chega a ser realmente engraçado, parecem personagens de um desenho infantil fazendo coisas de uma novela mexicana misturada com um filme do Michael Bay, é o cúmulo da comédia não-intencional. E adivinha se alguma vez na vida Sonic precisou destas coisas para ser o quê ele é. 

Sabem, quando eu tinha lá meus 12 anos, estava passando as férias na casa dos meus tios com minhas primas e primos. Um dia eu estava jogando Shadow the Hedgehog e minha prima estranhou até demais quando viu todas aquelas explosões, mortes e aliens em um jogo do Sonic. Então ela me pediu, "Primo, me explica a história desse jogo", e assim eu disse toda aquele viajado enredo do Sonic Adventure 2 até o jogo em que jogava naquele momento. Sabem qual foi a resposta dela?

"Primo, isso não faz o menor sentido."

Neste momento eu fiquei, completamente, sem resposta alguma, falei tudo aquilo como se tivesse enchido um balão e minha prima veio com seu alfinete e o explodiu. O alfinete da realidade. Foi naquele momento que caiu minha ficha, o Sonic não era aquilo, nunca devia ter sido.

Até parece que os enredos que eram simples se tornaram puras fanfics escritas por fãs aleatórios que não tinha noção do que a série representava. Digo, como é que alguém consegue olhar para isso e dizer "Hmm, vamos colocar armas, aliens e muito drama que vai ficar show"?

E não são só as histórias que foram contaminadas, mas o conceito artístico ficou ainda mais depressivo e realista do que antes, os cenários eram cidades pós-apocalípticas, bases nucleares sem vida, prisões, cidades urbanizadas, etc. Ainda era possível notar umas fases com um pouco mais de vida e surrealismo, mas eram poucas, bem poucas. Eles literalmente acabaram com a atmosfera imaginativa que nutria a essência nos jogos do Sonic e trocaram por cenários que pareciam ter saído de histórias de guerras civis. 

Ah é, e ainda tiveram a proeza de enfiar soldados, transformers e aliens no lugar dos badniks. Claro, o Sonic precisa mesmo enfrentar esse tipo de inimigo, não? Pelo menos ainda tínhamos aqueles robôs laranjas do Robotnik (que agora não me lembro do nome exatamente). 

A jogabilidade dos dois jogos são horríveis e nem vou perder meu tempo detalhando isso agora. Aliás, todos nós sabemos o quanto Sonic 2006 é entupido de bugs, e não, ele não é nenhuma "joia mal lapidada", continuaria sendo uma merda com ou sem bugs. Shadow então, nem se fala, né? Controles escorregadios, câmera mal programada, spin-dash horrível, golpes físicos inúteis, etc. 

"Ain Evans, então você está dizendo que todo jogo do Sonic moderno é ruim? Seu hater classicista!" 

Não, eu não disse isso, estou mostrando quais foram os principais erros que levaram o Sonic a sua perda de identidade e consequentemente à qualidade de seus jogos. Após 1998 não saíram muitos jogos bons do Sonic, a maioria era mediana ou ruim. Mas já que você está louco para me chamar de hater e muitos outros xingamentos, vou mencionar agora jogos bons do Sonic Moderno. 

Sonic Advance, Sonic Colors, Sonic Advance 3, Sonic Generations, Sonic Riders: Zero Gravity e... Só. Incrivelmente são os únicos jogos que nunca vejo ninguém reclamando ou criticando muito, vejo sempre elogios com relação à estes. 

Sim, eu sei que não argumentei sobre Sonic Heroes e a série Advance que foram lançados antes neste meio tempo entre SA1 e SA2, e, Shadow e Sonic 2006, porém, quero deixar bem claro meu ponto por aqui, mostrar onde estão os principais motivos que levaram Sonic à sua perda de qualidade e essência. 

Mais tarde vieram os jogos Unleashed, Colors e Generations, a trilogia que representou por um pequeno tempo o fim da era obscura da franquia e muitos fãs puderam ter esperança novamente, Sonic finalmente estava voltando a ser o que era antes, a resgatar sua imagem. O esquema era simplesmente continuar desenvolvendo as engines destes três jogos, mas não, a Sonic Team lançou Sonic Lost World e acabou com essa evolução que estava ótima, mais tarde a Sega lançou Sonic Boom e... Todos nós já sabemos onde isso vai dar, certo? 

Não percebem a imprecisão no desenvolvimento dos jogos do Sonic? Uma hora é preto, outra hora branco, outra hora cinza, Sonic não tem mais identidade nenhuma, poderiam colocar uma transformação de demônio das trevas nele que não iria fazer a menor diferença se quer. A série se banalizou e hoje não se pode definir mais o quê é Sonic. E por que? Porque a Sega já estuprou até demais ele, enfiando milhares de conceitos desnecessários e os trocando e alterando a cada jogo lançado. 


Sabe, você pode até gostar dos jogos que falei acima, costumo dizer que adoro Sonic Heroes, por mais que eu saiba que ele não é um jogo bom, eu ainda gosto dele, não preciso defende-lo sempre quando alguém fala mal porque ele é um jogo que tem sim inúmeros defeitos. A questão é, simplesmente, saber diferenciar gosto pessoal de senso critico, e isso com o tempo muitas pessoas aprendem a fazer. 

Eu não quero ofender ninguém com o texto, por mais que eu saiba que muitos caras cheios de frescura por aí vão se sentir ofendidos, mas se você não concorda comigo e acha que nada do que eu disse faça sentido, comente, discuta comigo e vamos conversar como cavalheiros. 

Agora, se você prefere tampar os ouvidos e agir igual uma criança de 10 anos, vai lá para a Planeta Sonic onde ele censuram qualquer comentário contrario aos pensamentos de fanboys deles. Lá você pode continuar amando a série e fingir que defeitos não existem em nenhum lugar e tudo é culpa da mídia especializada que fala mal dos jogos ruins do Sonic.