24 abril 2014

Catherine

Um comentário:

Bah, esse jogo não é nem um pouco pervertido né? Até porque uma mulher de quatro na capa não significa nada 

B-I-Z-A-R-R-O, palavra mais que perfeita para definir "Catherine", um dos melhores jogos que já joguei no Xbox 360, e quem sabe, um dos melhores da minha vida. Pode parecer um grande exagero, mas jogar Catherine foi uma experiencia muito, muito engraçada para alguém como eu, que (infelizmente) subestimou o jogo. Sim eu sei, ele parece ser uma droga, mas acredite, é capaz de impressionar a todos, não o julgue pela capa. E por que isso? Como alguns devem saber, a Sega comprou a empresa produtora do game acima, Atlus, e pelo que eu vi (não sei bem se é verdade) elas iram reproduzir alguns clássicos da Sega, já que a própria não cuida nada bem dos jogos que faz. Mas podem acreditar, sinceramente, se os jogos da Atlus forem tão bons quanto Catherine, é mais fácil a própria Atlus comprar a Sega. Mas, deixando um pouco de lado esse assunto, vamos ao que interessa. Catherine é um jogo de Puzzle e Plataforma, com misturas loucas de estilos, que são, Amor, Terror, Aventura, Comédia. O lance é, puxa esses blocos, suba rápido, antes que a escadaria caia e você se lasca. 

O jogo funciona mais ou menos assim, você está em uma "escadaria" de blocos, o objetivo é simples, tem que montar os degraus, escadas, passagens, enfim, para poder chegar no topo e passar de fase, porém, você não pode demorar muito, porque essas escadarias estão se autodestruindo aos poucos. Cara, isso parece ser chato pra c* só de ler, mas acredite, de alguma forma, a Atlus conseguiu transformar algo velho em algo moderno e sofisticado, e isso me impressionou. Não só a jogabilidade, mas a história que também conseguiu ter um conceito super interessante com personagens bem carismáticos e mais humanos, a trilha sonora que toca desde metal até músicas de orquestra e também a arte gótica misturada com os traços estilizados de anime, tornaram Catherine um jogo imperdível, todo mundo deve jogar essa p*! Quero dizer... Menos as crianças. O jogo tem algumas cenas, que apenas jogadores com "semancol" vão sacar entende? O que rola é que na história do jogo há muitos elementos envolvidos sabe? Gravidez, Sexo, Traição, Pesadelos..... Morte.

Enfim, vamos logo com isso, já estou cheio de ficar aqui de quatro lambendo o saco do jogo. 

A História que mistura Terror e Amor, e ainda consegue ser boa 


O jogo se inicia com uma apresentadora que parece um brócolis vermelho gigante chamada Trisha, ela é da Golden Playhouse, uma espécie de programa de TV, isso pode parecer ridículo, mas mais tarde vai fazer sentido. Trisha nos fala que a partir de agora estaremos assistindo ao "estranho conto" de Catherine. É agora que você acha que as coisas vão ficar menos estranhas... Acha. 

O jogo gira em torno do personagem "Vincent Brooks", um cara normalzão com cara de emo depressivo, tem uma vida simples, bebe todos os dias com os amigos, tem um emprego promissor, e namora uma gostosa garota chamada Katherine, provavelmente ele é bem parecido com você, leitor. Tudo ia perfeitamente bem para nosso amigão Vincent, até o momento em que a Katherine da uma de... Serious Girlfriend, e resolver dizer que quer noivar com ele. É, Vincent não curte muito a ideia de se noivar, ele não queria levar muito as coisas a sério, queria continuar do jeito que estava, porém sua namorada queria aprofundar mais as coisas, e isso começa a mexer muito com Brooks. Vincent passa todas as noites no "Stray Sheep", um bar onde ele bebe com seus amigos, Orlando, um cara estiloso badass, Jonny, um emo sem graça, mas por ser bonitão todos gostam dele, e por fim, Toby, um moleque que quer dar uns pegas na garçonete do bar, a Erica. 

Estranhamente, no bairro em que Vincent mora, como frequência ocorriam notícias de mortes de pessoas que eram encontradas mortas no seu apartamento, e todas estavam com uma cara completamente medonha, como se tivessem virado cadáveres perto do momento de virarem pó. Por uma incrível coincidência, todos esses caras eram jovens, mais ou menos na mesma de idade do protagonista. Logo, após tantas mortes, cria-se um boato que diz o seguinte: Se você morre no sonho, morre na vida real (Na verdade não foi só isso o boato, mas basicamente é só isso que ele fala, porém com palavras profundas). 

Os amigos de Vincent dizem a ele enquanto bebiam no Stray Sheep, que deve pensar bem no que vai fazer em relação a Katherine, se quer continuar com tudo, ou se prefere por um fim na relação. Irritado com tudo isso, Vincent continua no bar, bebendo muito enquanto seus amigos vão embora. De repente uma misteriosa garota entra lá e se senta do lado de Vincent para conversar, daí nessa parte não vemos mais o que acontece porque ele ficou bêbado demais para nos contar. É aí que as coisas começam a realmente ficarem interessantes. Vincent teve um pesadelo essa noite, onde ele tinha chifres de carneiro na cabeça e estava segurando um travesseiro. 


Lá, ele se depara com uma escadaria gigante formada por blocos, dentro de lá sabe aonde. Ele também nota que ela está se destruindo e que precisa ser rápido para chegar até o final. Coincidentemente, lá também tem uns carneiros de olhos vermelhos que andam de forma ereta, e eles parecem com medo também, e tentam chegar até o final. Sem mais nem menos, Vincent consegue, é claro, chegar até o final. Ao chegar lá, ele se depara com uma igreja (?) sem paredes, só as cadeiras e um confessional. Todos os carneiros que sobreviveram estavam lá também. Vincent sabia que precisava ir para esse tal confessional. Ao entrar lá, ele escuta uma voz incrivelmente misteriosa que lhe explica o que estava acontecendo. Basicamente, se Vincent Brook morrer em seus sonhos, ele morrerá na vida real também. Essa voz também fala que provavelmente ele irá morrer em alguns dias, porque a maioria dos outros carneiros, que também são jovens tendo pesadelos, não duram muito nos "jogos", e logo após ele também diz que em todas as paradas nos confessionais, lhe fará uma pergunta sobre como quer seguir sua vida, dando lhe duas respostas alternativas, uma boa e outra ruim. Espera, por que ele quer saber alguma coisa de alguém que futuramente vai morrer? Enfim..... 

Claro que em todas as manhas, Vincent não vai se lembrar dos pesadelos que teve, enquanto está acordado, ele nem tem noção de que está correndo grande perigo quando dorme. E falando em amanhecer...... 


Lembram daquela garota que ele conversou no Stray Sheep? 


Ai! Que vacilo hein cara..... Ou talvez, não.

Pois é, ele bebeu tanto que nem percebeu que acabou passando a noite com uma garota que ele nem ao menos conhecia. Ou melhor, agora ele a conhece, e inclusive, seu nome é Catherine. Eu sei, acalmem seus mamilos. Primeiramente não é o mesmo nome, a namorada de Vincent se chama Katherine, e a amante se chama Catherine, a diferença é apenas uma letra, que inclusive ninguém nota na maioria das vezes. Mas voltando agora para a história, Catherine se aproveitou do momento frágil do nosso herói e então resolveu passar a noite com ele, foi simplesmente isso. E agora Vincent tomou de uma forma tão incrível naquele lugar... Ele vai noivar com sua namorada, está tendo pesadelos que podem mata-lo, e pra piorar, começou a ter um caso com uma desconhecida. E no que isso vai dar? Pois é, se eu passar disso vou começar a dar spoilers não? Resta a você agora jogar para saber o que acontecerá. 

Ah, e lembrando, que mais tarde Katherine dirá que seu ciclo menstrual veio atrasado esse mês e que ela está possivelmente grávida....... Ta bom, parei agora galera. 

Acreditem se quiserem, isso não é um spoiler 

Como posso explicar? A história pode parecer bem estranha no início, mas acredite, a forma como ela se desenvolve é incrível, cada vez mais enquanto eu jogava tinha interesse pela história, e saber o que diabos iria acontecer. É simplesmente normal alguma inesperada acontecer, e é isso que esquentava as coisas durante o jogo. Sério, a história não é tudo isso por conta de alguns deslizes aqui e ali, mas é boa de fato. Até porque eu encontro direto jogos que tentam expor uma vida simples de alguém a uma situação perigosa, e geralmente essas histórias não acabam ficando legais no final, sem falar que além disso tudo o jogo envolve muitos assuntos que hoje, a maioria dos roteiristas abordam, como por exemplo Gravidez, Traição, Sedução, Alcoolismo, Mudança de Sexo (é mano, tem isso também), Morte e muitos outros assuntos relacionados, e ainda por cima ela é extremamente BIZARRA, o toque de terror fez uma diferença enorme. A história consegue ser bem extravagante, mas ao mesmo tempo é capaz de cativar muitas pessoas com sua ousadia. Até eu, que podia jurar pela alma do meu dinossauro de estimação, que iria odiar esse jogo pela sua história, e olha só onde estou, a glorificando. 

Os personagens também são interessantes, no começo, você pode não gostar de Vincent, mas ele vai evoluindo com o passar da história, e isso é uma forma interessante de se desenvolver um personagem. Até mesmo porque ele não deve ter nem uma personalidade muito exaltada (mais tarde você entenderá o porquê). Com o passar do tempo, ele vai deixando de ser um bundão e começa a ser mais sério (a que eu diga as últimas cenas), e claro, ele faz o tipo de cara que não se preocupa muito com as coisas, tanto que nem quer se casar, mas isso é mais no começo do jogo. Eu particularmente não gostei muito da Katherine, ela faz o papel da típica namorada que quer deixar as coisas mais sérias e ter uma vida completamente romântica e feliz, com casamento, filhos, etc, e isso uma hora me deixou irritado, vê-la pegando o tempo todo no pé de Vincent, que saco, mas acho que a intenção do jogo era essa, irritar os jogadores com a namorada que pegava demais no pé. Não é atoa que eu adoro a Catherine, como amante ela é uma ótima personagem, ela chega a ameaçar Vincent se ele terminasse com ela, porque, ela não sabe que ele esta prestes a noivar..... 

Catherine aparenta ser muito energética, ao contrário de Katherine, ela quer apenas viver a vida ao máximo, sem se preocupar com nada, apenas se divertir todos os dias, fazendo o tipo de garota ideal para Vincent. E é isso que eu mais gostei nela, é carismática e divertida, apesar de parecer uma dessas personagens de anime que são todas iguais, Catherine consegue um diferencial como personagem. 


As cenas no Stray Sheep não vão ser as melhores. A não ser que você goste de ver uns caras discutindo as relações amorosas de um de seus amigos. Acredite, os amigos de Vincent nem são tão importantes, na verdade são bem vagos, não fariam tanta diferença se estivessem la ou não. Dos três, eu até que gostei um pouco de dois, porque, apesar de serem inúteis, ao menos traziam um ar mais carismático ao jogo, porque afinal de contas, todo mundo tem amigos. Único deles que eu não gostei foi o John, ele é apenas um emo sem sal que só abre a boca para falar coisas óbvias que o jogador já sabe, é irritante, sério. Temos também a Erica, garçonete do Stray Sheep, que também é outra inútil que só esta la para encher linguiça mesmo. 

Ele trai a namorada com uma jovem louca e o chifrudo é ele?! 

Depois de ler tudo, tenho certeza que vocês estão pensando, "Ah Evans, está completamente óbvio que esse jogo está cheio de plot-holes, olha aquilo!". Querido leitor, eu pensei a mesma coisa que você quando comecei a jogar isso. Na verdade, Catherine me impressionou tanto a ponto de que, explicou tudo que esta nos dando nós na cabeça, desde quem na verdade é a Trisha (a apresentadora estranha que eu falei bem no começo) até os motivos de Catherine e Katherine terem os mesmos nomes, sério, todas essas coisas que ficaram estranhas na história e passaram despercebidas, mais tarde são todas esclarecidas, e isso fez uma puta diferença na história, melhorando muito a premissa sólida que o jogo tem. Até porque é super normal encontrarmos jogos que deixam de explicar um milhão de coisas, o enredo acaba ficando muito incoerente nesses casos. 

Vou parar de falar da história por aqui, porque acho que já falei demais e vocês devem estar de saco cheio.  Só tenho isso a dizer: Catherine tem uma ótima história, pode não agradar muitos por conta das bizarrices e do ar medonho e romântico misturado que o jogo tem, mas se você olha bem para ele, vai perceber que os roteiristas realmente se esforçaram trabalhando e não me arrependo nem um pouco em dizer que Catherine tem uma das melhores histórias de videogame que eu já vi. 

Chegou a hora de subir essa m* 


A jogabilidade é, como eu disse no começo da review, um puzzle misturado com plataforma. O esquema é óbvio, você terá que subir por uma escadaria de blocos, os puxando para os lugares certos de forma que você possa continuar subindo até o fim. Claro que você não pode demorar muito, pois, essa escadaria esta aos poucos se destruindo, e se você demorar demais, cairá e dará "Love is Over". As escadarias consistem em vários tipos de blocos diferentes, tem os "Simple Blocks" que como diz o próprio nome, são blocos simples, você pode empurra-los, puxa-los, subir em cima deles, fazer o que bem entender, também temos os "Dark Blocks" que não saem de forma alguma do lugar onde estão, e geralmente atrapalham, temos ainda os "Heavy Blocks" que são iguais aos Simple Blocks, porém são mais pesado, então você perderá mais tempo com eles. Esses são os três principais, mas também temos outros tipos de blocos que não estão em todas as fases, como por exemplo os que tem armadilhas, alguns saem agulhas assim que alguém pisa em cima, é morte na certa, outros explodem, outros estão meio quebrados, logo você só pode pisar neles umas 2 vezes no máximo. Alem disso temos também os itens que você encontra no caminho, além de moedas que te dão mais pontos no fim da fase. Os itens são, o "Mystic Pillow", um travesseiro que te da mais três vidas se você estiver no modo fácil ou normal (no modo difícil é só mais duas vidas), o "Bell", um sino que transforma todos os blocos do lugar em blocos simples, o "Energy Drink", que faz Vincent poder escalar até dois blocos de uma vez, já que o máximo é um normalmente, e por último temos a "Bible", um livro vermelho que elimina de forma muito radical, todos os inimigos na área, caindo um raio em suas cabeças. E falando em inimigos, temos que competir contra os outros carneiros para chegar ao topo, então você terá que se livrar deles bem rápido. No começo são só os carneiros simples, que não fazem nada demais, além de tamparem suas passagens, te fazendo perder tempo, mais tarde temos carneiros maiores que te jogam para trás, você terá que subir de novo, e também temos nas últimas fases uns carneiros vermelhos que andam com machados em suas mãos, não fique perto dele de jeito nenhum, para se livrar deles você precisa andar para suas direções, que Vincent bate neles com seu travesseiro, os fazendo cair (?). Ao final de cada fase seus pontos são calculados, te dando uma nota de bronze, prata ou ouro.

Nem preciso dizer o quanto a jogabilidade é ótima certo? Preciso? Ta bom seus chatos, vou dizer sim. A jogabilidade é incrível, e sabe porquê? Porque te faz usar o cérebro, e eu particularmente adoro jogos assim, os estilos Puzzle e Platformer estão tão bem equilibrados, de forma que você não enjoa jogando, é simplesmente muito divertido. No começo eu esquentava a cabeça para passar partes que na verdade eram super simples, esses dias fui jogar novamente o modo fácil (lembrando que eu já estava jogando no difícil) e percebi que realmente é muito fácil, o jogo apenas te faz quebrar a cuca, mas de forma interessante, eu mesmo dava várias risadas quando descobria caminhos que estavam completamente óbvios para qualquer um. E isso fez uma diferença, existem até mesmo técnicas para subir, como por exemplo criar uma escada de blocos, colocando um na ponta do outro dando "Edges" em cada um, e isso é um toque até que legal. Esse jogo conseguiu ser tão divertido que me fez falar sozinho enquanto jogava... Sério. Só achei que o modo fácil e normal estavam muito fáceis, porque, eu consegui umas 99 vidas já na metade das fases, já que quando morríamos, ganhávamos mais três vidas logo em seguida pegando os Mystic Pillows, mas nada muito grave ao jogo. Uma coisa que vale ressaltar, é que quando perdemos todas as vidas, o jogo nos mostra uma cena de Vincent em seu apartamento, só que morto na cama, e isso foi um toque bem interessante. 


A cada fase que passamos, temos o direito de "descansar" com os outros carneiros em uma espécie estranha de Igreja. Isso quase um Adventure Field, lá poderemos salvar o jogo, comprar um item e falar com os outros. Porém, todos devem ir depois para o "Confessional", uma pequena cabine onde uma voz misteriosa conversa com você, e a cada passada no confessional você receberá uma pergunta dessa tal voz, e é aí que entra uma das melhores coisas do jogo. A cada resposta que você da no confessional ou pra alguém, um medidor mostrará seu nível de bondade, ou seja, a cada pergunta você pode escolher uma resposta de duas, uma ruim e outra boa, e por que isso é legal? Ah por nada, esse medidor só vai decidir em qual dos 8 FINAIS ALTERNATIVOS você chegará. Eu preciso mesmo dizer o quanto isso é incrível? Um dos maiores motivos de estar ainda jogando esse jogo, é justamente porque quero de qualquer maneira ver todos os finais dele. Isso aumenta muito mais a jogabilidade de qualquer um que se interesse na história. O medidor funciona da seguinte maneira, se você responder rápido as perguntas, terá um bom final, pode ser com Katherine, Catherine ou sozinho e livre, se demorar demais, Vincent não ficará com ninguém e ainda triste. Os finais em que ficamos com alguma das duas, são bons, mas, um superior ao outro, por exemplo, você pode terminar apenas namorando a Katherine, ou, se casando com ela. Esse é só um dos maiores motivos de fazer Catherine um incrível jogo, final alternativo melhora sua recepção, o tornando mais "real", de acordo com as decisões que você (você mesmo) toma enquanto joga. 


Além da Igreja, temos o próprio Stray Sheep como área de descanso. Você pode fazer muito mais coisas aqui do que lá no confessional. Aqui, conversando com os amigos, você tem chance de responder outras perguntas que mechem no medidor de maldade/bondade, mexendo no celular você pode salvar o jogo, e ainda pode beber. É sério, ao lado temos um medidor do quanto você já bebeu essa noite no bar, você pode até escolher o que quer beber, se quiser, pode ser cerveja, saquê, rum com cola, etc. Pode parecer bem inútil, mas quanto mais você beber no bar, mais ágil e rápido ficará anoite durante os pesadelos. Mas um lembrete, o jogo mesmo avisa, que isso, pode tanto ser uma ajuda, quanto um problema. Eu mesmo já morri e fiz várias merdas porque os controles ficaram bem moles e difíceis de se controlar nos momentos mais perigosos. Além de disso, você pode andar pelo bar e falar com outras pessoas, jogar um mini-game em um arcade e até mesmo mudar a música de fundo com o Juke Box, sem falar que quando você passa muito tempo no bar, as pessoas começam a ir embora, uma por uma. Eu gostei muito do Stray Sheep, simplesmente porque deixou o jogo ainda mais real, você decide o que quer fazer, e até as coisas que você faz tem consequências. 

Sobe mais rápido dessa vez, se não quiser ser devorado 


Do que estou me esquecendo? Ah sim, os bosses, ou melhor, os "bosses". Ao chegar ao ultimo estagio de cada escadaria, você enfrentará um boss. Claro, um jogo de platformer não é platformer sem bosses, certo? Ok, no boss em Catherine você estará em mais uma escadaria simples, porém, alguma criatura gigante bizarra estará te perseguindo para te matar, então, os blocos que estão caindo não serão mais um problema tão grande, quando uma faca enorme esta sendo apontada pra você. O primeiro boss por exemplo são duas mãos, onde uma delas segura um garfo, logo, se você não subir rápido, morre perfurado. Cada boss tem uma técnica diferente, o primeiro boss mesmo tem, se você demorar muito tempo para subir, ela transforma a maioria dos Simple Blocks em Heavy Blocks pra encher o saco atrapalhar, o segundo boss faz cair uma chuva de corações, se algum deles cair em cima de você, os controles ficam muito mais confusos, e assim vai. Se você demorar muito mais, o boss te mata com as próprias mãos. É basicamente uma fuga, se ele te pegar já era, se você alcançar a porta no alto, parabéns. 

Mas, sinceramente falando, eu não gosto muito dos bosses. E por que? Porque não são bosses de verdade, até onde eu sei, um boss é um inimigo mais forte que você deve derrota-lo em alguma batalha ou disputa, e em Catherine os bosses são iguais a outras fases quaisquer, só que mais difíceis. Se por acaso em algum momento nós acertássemos eles, tirando parte de suas vidas, daí sim eu consideraria um boss legítimo. Não estou dizendo que no jogo os bosses são uma droga ou são ruins, só estou dizendo que eles me decepcionaram... Um pouco, nada muito grave, os chefões apenas não cheiram e nem fedem, só isso. Mas pelo menos eu gostei muito do terceiro boss, ele é bem irônico e engraçado. 


Arte, Animações e Gráficos 


Em relação a Arte, eu gostei, apesar de ser bem... Gótica, ela consegue entrar em contato perfeito com o enredo do jogo. Admito que não gostei do fato dos blocos serem todos..... Iguais, não na fase, mas pelo fato de várias fases serem muito parecidas uma com a outras. Quero dizer, chega uma hora que você nem reconhece em que fase esta, até porque todas são quase idênticas, variando apenas os fundos. Poucas escadarias ganharam destaque, como a fase do gelo por exemplo, que os blocos são feitos de gelo. Mas, apesar da arte nos Stages ser muito maçante, ela até é bonita e da para enxergar um certo "charme" nela. 

As escadarias são bem estruturadas, nos Dark Blocks tem a cara de um leão moldada que ficou show, e alguns blocos tem estatuas de anjos nos cantos do meio que ficaram muito bons também. Os fundos também são bem ok, uma hora você está em um túnel subterrâneo e quando vê de repente esta em uma sala gigante de tortura. E ainda tem outros fundos variados, como um em que está nevando, outro chique com um tapete vermelho gigante que se estende até o final da escadaria, outro bem escuro, etc. Apesar do jogo tentar ser um anime 100% em forma de jogo, o design dos personagens estão ótimos, gostei principalmente do visual de Katherine, seus aspectos visuais expressam perfeitamente sua personalidade, apesar dela parecer a Bayonetta bem comportada. Os bosses são medonhos, perfeito, principalmente o terceiro. A arte usada nos cenários fora das fases também são ok. 

Já não posso dizer o mesmo da animação. Calma, ela é boa, mas admitam, podia ser melhor não acham? Eu gostei, mas esse lance de misturar 3D com anime geralmente não da muito certo, única vez que eu vi dar certo foi no Naruto Generations. Mas como eu disse, a animação até que não é tão ruim assim, da para ver que a Atlus se esforçou de verdade para faze-la. Até aquela cara que Vincent faz quando "algo ruim aconteceu" ficou legal, um pouco boring, mas nem tanto. O resto das animações são ok, apesar de algumas sairem meio travadas as vezes. 

Por sorte, a Atlus se preocupou mais ainda em relação a Animação. Nas Cutscenes, no lugar de CG´s (Algo que a essa altura do campeonato nos mundos dos jogo é quase obrigatório), foi colocado cenas de puro Anime, e adivinha, ficaram fantásticas! Eu poderia explicar tudo, mas acho que uma imagem vale mais que mil palavras, quero dizer, vídeo: 

Por fim, faltou falar dos gráficos. Eles são bem fracos, sinceramente, eu já vi muitos jogos com gráficos melhores. Como as animações em estilo anime não deram muito certo, você já pode imaginar os gráficos das fases. Parece que estou falando muito mal, mas não é tudo isso não, os gráficos só são medíocres. Mas a arte e o design saíram tão bem feitas, que nós acabamos nem notando os gráficos fracos. 

Trilha sonora magnifica! 


A composição da trilha desse jogo seria um trabalho difícil de fato, mas, P* que paril! A trilha sonora desse jogo é ótima, é uma incrível mistura de todos os estilo musicais que você possa imaginar, Rock, Pop e até música de orquestra! Para terem uma noção melhor, a música tema é de Rap, a música do Stray Sheep é algum estilo de Jazz com piano, alguns endings tocam Rock e as músicas das fases são todas de orquestra, ficaram incríveis! Sinceramente, amei todas as músicas desse jogo, e o melhor de tudo é que aqui não temos aquele ar enjoativo que toca sempre as mesmas músicas, igual em Sonic Adventure 2 que tem rock em todos os lados. Existem é claro, algumas músicas sinistras que dão um belo toque de horror no jogo. Porém, eu não vou dizer que tudo saiu um mar de maravilhas, porque sinceramente, eu odiei a música do boss, que inclusive não é muito legal, não tem nada a haver para falar a verdade, mas ela á única coisa ruim na parte da trilha sonora, o resto é incrível. 

Essa é uma das músicas que toca nos endings do jogo, e escute, veja como ela é boa. Percebe que começa com um excelente solo de guitarra, misturando depois com saxofone, que inclusive ficou uma mistura incrível. Logo após eles param tudo para acompanhar um som de piano junto da bateria, ficando maravilhoso. 

Considerações Finais 


Catherine é um jogo INCRÍVEL, indispensável para todos que gostam de puzzles e plataforma. Eu admito que o julguei mal quando comecei a jogar, mas a forma como o jogo se desenvolve é incrível! Você pode contar perfeitamente com a história, claro, se você tiver no mínimo uns 14 anos para assisti-la. Se gosta de histórias bem Bizarras com um toque de Romance, aconselho conhecer o "Estranho conto de Catherine". Não só a história, mas como também tudo no jogo saiu muito bem feito, parece que a Atlus se atentou em quase todos detalhes do jogo, coisa que não se vê muito hoje em dia. Catherine contém um conceito de jogabilidade divertido, a arte, apesar de ser totalmente um anime, é maravilhosa também, e claro, nem preciso falar da trilha sonora completamente variada que não deixa nada a desejar. Se você possui um Xbox 360 ou Playstation 3, vá agora comprar esse jogo imperdível. E se esse papo de que a Sega realmente comprou a Atlus ser verdade, por favor Atlus, mostra para eles como se faz um bom jogo. A galera produtora do jogo está de parabéns, estou completamente satisfeito por ter jogado Catherine, e quando puder jogarei com muito prazer. Palmas para a Atlus, e continue fazendo jogos assim. 

História: 9 
Sons: 9 
Jogabilidade: 9 
Gráficos: 7 

Prós: 
A história é muito boa, e a forma como se desenvolve é melhor ainda 
Os conceitos do enredo são interessantes 
Mover blocos é legal cara  
Puzzles bem desafiadores 
8 Finais alternativos 
O jogo consegue ser bem realista em vários momentos
 Personagens principais são bem carismáticos
A arte é bem cativante 
As Cutscenes em forma de Anime são lindas 
A trilha sonora é ótima, e 100% variada 
Esse jogo vai queimar seu cérebro 

Contras: 
Nem de longe os Bosses são Bosses 
As vezes o jogo facilita muito 
Alguns personagens são bem vagos 
Arte as vezes não varia muito 
Misturar Anime e 3D não foi a melhor das ideias 

Nota Final: 9.2 

06 abril 2014

Sonic Advance 2

6 comentários:


Depois de falarmos de Sonic Advance, vimos o quão incrível ele foi e o quanto merece ser lembrado por toda a fanbase do Sonic, e claro, um jogo daqueles merece sem uma sombra de dúvidas uma continuação muito bem digna, certo? E sim, Sonic Advance teve uma continuação, Sonic Advance 2! Esse jogo é um daqueles que você acha que é ruim, mas, quando joga percebe que na verdade... É RUIM MESMO! Pois é, hoje iremos falar do jogo que é super idolatrado pelo pessoal fã do Sonic que eu encontro por aí. Sonic Advance 2 foi lançado para superar seu antecessor, claro que seria difícil, porque seu antecessor era muito bom, mas, a Sega já conseguiu fazer isso antes, não? Devo lembrar de Sonic 2? Então por que ela teria dificuldades agora? Bom, acontece que a Sega adoeceu e ficou retardada com o passar dos anos, então na tentativa de fazer o segundo jogo da saga Advance,  ela tirou tudo que tinha de bom no antecessor e não melhorou em nada, decepcionando aqueles que tinham reconhecido a qualidade do primeiro jogo. E sim, Sonic Advance 2 é bem decepcionante e o pior é que já foi um dos meus jogos preferidos do Sonic, mas, isso foi quando eu era pequeno e não tinha o menor senso crítico para jogos. Ele também foi o primeiro jogo de GBA que eu consegui emular, então joguei muito para variar. 

Mas o pior é ter que ver vários fãs de Sonic que dão notas altíssimas para esse jogo, dizendo que ele é tão bom quanto os clássicos. Vocês não sabem o quanto isso me decepciona e me deixa muito desanimado. Então entenda, esse jogo nunca deve ser comparado aos clássicos, ele não chega nem perto deles em questão de história, jogabilidade, etc. Para ser sincero, acho que talvez esse seja o pior jogo em 2D do Sonic já feito, e olha que isso era para ser a especialidade da Sega, jogos em 2D. Mas como eu disse, a Sega hoje para sobreviver depende de uma cadeira de rodas internada em um hospital. 

Enfim, deixando um pouco de lado esse assunto, Sonic Advance 2 se foca na ideia principal da franquia "Sonic the Hedgehog", que é correr (Ora essa), e isso é bom? Claro que é, oras, quem não gosta de correr pra lá e pra cá em um jogo do Sonic? Mas e se esse conceito não fosse executado da maneira correta?.... Hein? O problema é que a Sega as vezes se esquece de coisas importantes quando quer se focar em algo, acaba tendo ótimas ideias, mas sempre as terminado de forma horrenda, como esse jogo que vocês veem acima. Mas enfim, vamos parar de lenga-lenga e ir direto ao assunto, ok? 

A História é essa? Ta falando sério? 

Então Sonic estava correndo por aí, na Leaf Forest para ser exato, e notou os Badniks atacando e resolveu ir ao fundo disso tudo, até então se deparar com Eggman que estava com uma coelha estranha presa à sua maquina. Sonic da um chute na bunda do Eggman salvando a coelha. Seu nome é Cream, e ela fica lisonjeada por ter sido salva pelo famoso "Mr. Sonic", e então Sonic pensa o que diabos Eggman pode estar planejando dessa vez, e assim, começa sua aventura. Enfim, vou resumir, Eggman sequestra Tails e Cream, engana Knuckles pela TERCEIRA vez, cria mais uma colônia espacial, só que essa é chamada Egg Utopia, e seu maior plano (além de dominar o mundo) é sequestrar a mãe de Cream. É isso, a história é essa mesmo, não, o jogo não explica nada, nem o motivo da mãe da Cream ser sequestrada pelo Eggman...... 

Essa é sem dúvidas uma das piores histórias da franquia, ta mais do que na cara que a Sega não se inspirou nem um pouco pra roteirizar o enredo desse jogo. Ta tudo errado, tudo. Primeiramente, quem é Cream? Qual a sua relevância no jogo? Para que ela esta ali fazendo tudo acontecer? Pois é, nada explicado, a Sega apenas criou uma personagem qualquer e a jogou na história de qualquer jeito, nem se importando do porquê ela estar lá, ta certo que ela tem um objetivo, o quê é bom, ela deve salvar a mãe dela, mas, ainda sim sua presença no jogo só se limita a isso, logo, não foi uma personagem necessária, porém, ela é até cativante em alguns momentos, alguns. O Sonic e o Tails estão ok, eles fazem o que sempre fizeram, lutam para impedir que Eggman domine o mundo. O Knuckles por outro lado.... O que diabos foi sua introdução neste jogo? Até botar um chip que controla-se a mente dele seria uma ideia melhor do que faze-lo ser enganado pela TERCEIRA VEZ! Isso já aconteceu duas vezes (sério mesmo Evans?), só que quanto mais se repete, mais vai perdendo a graça, e uma hora perde completamente a originalidade, ninguém se importou em pensar no que o Knuckles faria no jogo, parece que alguém na Sega disse "Ah, faz o Knuckles ser enganado de novo que já ta bom", e isso me decepcionou, me decepcionou mesmo, até porque ninguém é tão ingenuo assim, nem o Silver em Sonic 2006 conseguiu ser, e olha que a ingenuidade dele já era demais. De qualquer forma, Knuckles, que era um personagem sério e tão legal quanto Sonic se tornou um personagem forçado que só serve para cenas de comédia, um comic-relief, infelizmente. Como se isso tudo já não fosse ruim o suficiente, ainda temos os planos "horríveis" de Eggman. Primeiramente, por que ele quer sequestrar a mãe da Cream? Qual a importância dela na história? Nope, nada explicado. A Egg Utopia é apenas uma Death Egg bem medíocre, e não venha me dizer que a Cosmic Angel de Sonic Advance também é porque ela não é não, a arte e o estilo se diferenciam muito, qualquer um pode notar. 

Pois é, a história de Sonic Advance 2 é incoerente, tem plot-holes em todos os lados, e ainda é sem graça e maçante, tem muita coisa que a gente já viu em outros jogos do Sonic, nada pareceu inovar, não houve nenhum pingo de originalidade. Por isso que eu digo que Sonic Advance 2 tem uma péssima história e ele sempre terá para mim, mas tudo bem, ainda tem coisas que nos decepcionará mais nesse jogo. 

É só correr e pular, só 


Todos sabem muito bem que a Sega trabalha muito bem com jogos 2D certo? Até aí beleza, podíamos confiar nela? O pessoal que desenvolveu o jogo teve uma ideia, faze-lo se focar totalmente na velocidade, e foi isso que fizeram, o jogo é completamente focado na velocidade, criando um novo sistema chamado Boost, é uma espécie de explosão que ocorre quando você atinge certa velocidade, e quanto mais anéis você tiver, mais fácil o boost acontece. Eu não sou contra a essa ideia, inclusive é uma ideia interessante, sou contra a forma que ela foi usada. O jogo se foca tanto, tanto na velocidade, que para destruir monitores, não é mais necessário pula em cima deles, apenas segurar para frente, com uma cabeçada eles destroem, tudo para que você possa continuar correndo. Os personagens também ganharam muitas técnicas novas alem do boost, temos o novo sistema Air Trick, que são espécies de High Jump que utilizamos no ar quando somos lançados por molas ou rampas específicas. Cada personagem usa quatro Air Tricks diferentes, todas para determinadas direções (cima, baixo, esquerda ou frente, direita ou atrás), elas são úteis, e muitas vezes é obrigatório usa-las. Cada personagem terá suas técnicas específicas e outras clássicas, como por exemplo o Spin Dash. 

O Sonic pode usar pela primeira vez em 2D o Homming Atack, o Tails como sempre voa, Cream tem a técnica mais eficiente de todas, além de poder voar (não tão bem como o Tails), ao apertar o B, ela manda seu Chao atacar os inimigos em volta, você não vai usar muito isso durante as fases, mas nos bosses isso será uma incrível ajuda, e o Knuckles como sempre também plana no ar e escala as paredes. As fases tem caminhos alternativos e vários lugares acessíveis. Cada fase tem dois atos e um boss, como sempre. O lado bom do jogo é que cada personagem tem técnicas e habilidades bem distintas, o que é ok. 

É, agora é a hora que eu xingo. Primeiramente, tudo isso saiu uma grande bagunça, tanto estruturas das fases quanto a jogabilidade saíram completamente errado no jogo. Apesar de termos vários caminhos alternativos e tudo mais, o jogo não te da chance de aproveitar a fase, você é jogado pra la e para cá sem ter chance de explorar o ambiente, sem a menor culpa disso. É completamente normal você estar andando suavemente e do nada algo te jogar ou te fazer sair correndo e sem motivos acabar colidindo com algum badnik ou uma armadilha. Te obrigando a "decorar" as fases, e esse é um péssimo jeito de dificultar um jogo, eu já tentei várias vezes explorar os lugares para encontrar coisas, mas o jogo parece que te empurra sem mais nem menos. 

E como se isso não fosse demais, temos as tricks! Lembram delas? Em Sonic Advance, que eram "corrimões" de uso exclusivo de Sonic e Amy, lembram? Pois bem, agora todos nesse jogo podem usa-la, só que a Sega a transformou em um dos piores elementos no level design. Essas malditas tricks só são acessíveis se você pousar no comecinho delas, ou seja, se pular no meio, você não as utilizará e passará em cheio por elas. Ta certo, em Sonic Advance também era assim, mas não era necessário seu uso! Lá as tricks eram opcionais, serviam apenas para acessar outros lugares, só isso. Aqui em Advance 2, há diversos momentos em que, se você não cair certinho nessas malditas tricks, você morre sem mais nem menos, elas são uma obrigação. E lembra que eu disse que você é jogado diversas vezes pra lá e para cá? Pois bem, geralmente quando isso acontece, você é jogado para cima dessas tricks, e nas primeiras vezes adivinha o que acontece? As tricks nesse jogo são horríveis e obrigatórias e só pioram o ainda mais esse jogo. No ato 1 da fase Musical Plant, bem no final dela, tem uma parte em que uma plataforma fica nos lançado, nos fazendo flutuar, e temos que pousar em uma trick, só os controles ficam horríveis quando somos lançados por aquela plataforma, sem falar que aquela trick inútil tem uma área de pouso pequena demais, é quase impossível cair em cima dela. As jogabilidades dos personagens são muito boas, mas ficam quase inúteis, você não usará quase nenhuma delas, já que nesse jogo você só vai correr e não existe mais platforming. E para piorar, aquele Homming Attack do Sonic..... Que coisa horrível e mal feita, sério, aquilo vai te trazer mais problemas do que te ajudar, a não ser que você queira perder anéis, morrer, etc.  

O jogo consegue ser pior com o andar dele. Única coisa que você fará será correr, pular, correr, pular, e pronto, conseguirá passar todas as fases. Não estou brincando, esse jogo não é nada divertido nesse aspecto também, as primeiras você nem se lembra porque afinal de contas passou em alguns segundos. Uma vez eu fiz um teste jogando as primeiras fases desse jogo só segurando para frente e eu consegui passar as duas primeiras fases só pulando umas 4 ou 5 vezes. Isso é horrível, sem falar que quanto mais próximo das últimas fases, mais "decorável" elas ficam por serem tão impossíveis. Eu simplesmente odeio as duas ultimas fases, a Tecno Base além de ser feia demais e ter uma música horrível, é impossível de se passar, por mais bom que você seja, não tem como ver o futuro, e essa fase te joga para lá e para cá em cima de armadilhas, e você nem ao menos tem como desviar, sem falar que da quinta fase para frente, o jogo se enche de abismos onde se você cair é morte na certa, e isso é outra péssima maneira de tentar dificultar um jogo. E a Egg Utopia é uma péssima fase, só digo isso. Não que abismos seja algo ruim, até os clássicos tinham, mas, Sonic Advance 2 é pura correria, você nunca saberá a hora que virá algum, porque eles aparecem do nada e o jogo nem te da a chance de pensar direito. 

Sonic Advance 2 tem uma das piores jogabilidades da franquia, os desenvolvedores pensaram que se os jogos do ouriço fossem mais voltados a velocidade, ele teriam mais qualidade e mais originalidade, a ideia era boa, mas não adianta nada se ela não for executada com cuidado. O jogo é uma droga na parte das fases, você não se diverte nelas, pode passar o tempo todo só segurando para frente e pulando ocasionalmente que você passa todas as fases. Ta certo que há algumas seções de plataforma, mas não pouquíssimas, e você acabará nem se lembrando delas. Isso porque antes umas das coisas mais legais nos jogos do Sonic eram justamente as seções de plataforma que se misturavam com a velocidade do personagem, fazendo um precisar do outro, Sonic não era SÓ velocidade, existia um equilíbrio em seus jogos. 

Espera, eu já ia me esquecendo de um detalhe. Ainda tem coisa que saiu completamente errado, o que mesmo? Ah sim, a Sega ainda não se tocou que o Sonic é um personagem meio inútil quando o resto do mundo corre na mesma velocidade que ele. Ora essa, eu sempre achei que o poder principal de Sonic fosse correr na velocidade do som, mas, pelo visto até uma coelhinha inofensiva que ele próprio salvou é mais ameaçadora. Isso é errado, e acontece desde Sonic 3. Deixa o jogo meio... Estranho, aliás, qual será o sentido de jogar com o Sonic se todos seus amigos tem todos os seus poderes e mais alguns? E como se o lance da velocidade não fosse ruim, a Sega ainda não se mancou de novo que, forçar as pessoas a jogarem com todos os personagens para zerar o jogo é uma péssima forma de prolonga-lo. Quando eu compro um jogo do Sonic, quero acima de tudo jogar com o Sonic ora essa! Tails e Knuckles podem ser jogáveis, mas apenas opcionais, e em Sonic Advance 2 você joga todas as fases quatro vezes, quatro! Com todos os personagens e ainda pegar todas as esmeraldas do caos com CADA UM deles, só para poder jogar no verdadeiro boss final. 

Triste...  

Os bosses pelo menos são incríveis 

Opa, Ispóiler 

Pelo menos, esse jogo tem um lado bom. Os bosses são ótimo, admito isso, a ideia de aumentar a velocidade no jogo serviu para algo sim, e isso ficou propriamente para os bosses. As batalhas contra o Eggman acontecem em alta velocidade, enquanto ele está correndo com alguma máquina destruidora. E isso ficou um toque legal, lembrando que os jogos do Sonic nunca foram muito bom com chefões. As batalhas em sim são ótimas e divertidas, você não se concentra apenas em acertar, mas também em qual velocidade você está correndo, porque se correr demais, da de cara com alguma arma. E os bosses são extremamente bem elaborados, ao acerta-los várias vezes, a música de fundo fica mais "ameaçadora" e ele ficará te atacando com mais velocidade, deixando a batalha mais difícil, e de forma legal. Eu tento ao máximo evitar spoilers aqui nas resenhas, mas aqui vai um por conta da casa: O segundo boss é incrível! Não vou falar muito, mas acredite, ele será impressionante. Sem falar que jogando com a Cream as batalhas facilitam demais, demais, demais! É só você metralhar o botão B até terminar a luta, porque a técnica especial dela é mandar seu Chao meter porrada nos inimigos, logo é só assistir uma coisinha azul destruir com facilidade máquinas destruidoras. 

E por que eu gosto tanto disso? Primeiramente é mais do que legal ver Sonic correndo em 2D, e fazendo isso enfrentando os bosses poderia dar um ar muito legal a franquia, pena que isso só ocorre nesse jogo horrível, logo tivemos um ótimo potencial desperdiçado. Decepciona? De fato, mas os bosses ficaram tão legais nesse jogo que (SPOILER) a última fase (XX-Zone) é inteiramente uma batalha contra todos os bosses do jogo, um de cada um, logo depois enfrentando o boss final (Bem estilo Megaman X), que é bom também, mas não é tudo isso. Enfim, os bosses são ótimos e essa é a única parte boa da jogabilidade, a única parte boa MESMO. 

Pior Special Stage de toda a franquia! 

WTF? 

Ah esses Special Stages, sinceramente eu os odeio, de todos os jogos da franquia, mas, o special stage desse jogo merece um grande troféu de maior irritação já criada. Se você pretende chegar até o fim desse jogo com todas as esmeraldas e destravar o boss final (que é um lixo), se prepare para mofar na frente de seu PC/GBA. O sistema de SS criado para esse jogo é o mais difícil já inventado, nem a primeira esmeralda você vai conseguir pegar, ele é pior que o sistema usado em Sonic CD. Logo de cara, você precisa encontrar sete Star Rings durante as fases, mas, lembram que eu disse que o level design te joga para lá e para cá? Pois bem, isso piora ainda mais quando o assunto é encontrar as Star Rings, porque provavelmente você terá apenas uma chance de pegar cada uma das sete, e isso irrita cara! A probabilidade de você conseguir encontrar em todas as fases as sete SR é bem baixa. Isso tudo seria um desafio bem legal se a jogabilidade fosse boa, mas infelizmente só ficou pior. 

Mas calma que isso ainda pode ficar mais horrendo. O Special Stage em si é uma verdadeira droga, OS CONTROLES SÃO UMA BOSTA. É jogabilidade em 3D, então já da pra imaginar a merda não da? Você não consegue controlar ninguém aqui, é pior que o Sora do Kingdom Hearts CoM. O jogo te pede para pegar um monte de anéis, sendo que é quase impossível pegar dezenas, é "injogável". E pra complicar ainda mais nossas vidas, temos aquele robô besta que aparece para nos atrapalhar! Espera, está me dizendo que esse Special Stage é praticamente impossível de se jogar e sua dificuldade é extremamente exagerada? Isso mesmo, e se quer saber, esse é o pior Special Stage de toda a franquia, sendo que normalmente eles são uma droga em todos os jogos. 

A arte é mais ou menos... 


Bom, em relação a arte, eu posso dizer que ela é aquela coisa que "não fede, nem cheira". O conceito artístico do jogo é meio estranho em alguns momentos, a Leaf Forest é bonita, mas não é nada incrível ou novo. Algumas fases como Hot Crater, Sky Canyon, Egg Utopia e XX-Zone são simplesmente lindas, principalmente a Sky Canyon com aquele toque de santuário voador que existe em quase todos do Sonic, a Egg Utopia é também bonita, mas não é muita coisa não, porém, eu acho muito legal o fundo da XX-Zone, onde podemos ver o planeta terra, aquilo por algum motivo me cativou. Agora, as fases Music Plant e Tecno Base são sem dúvida as piores fases em relação a arte, a Music Plant é cheia de cores, o fundo são instrumentos musicais gigantes coloridos (?), e tudo que existe no cenário contém cores fortes. Isso cansa muito a visão e também confunde demais, sem falar que é bem medíocre olhando atentamente. Mas a Tecno Base é ainda pior, é sem dúvida a fase mais sem criatividade do jogo, olha aquele fundo! O que diabos é aquilo cara? E ainda aquela fase é cansa os olhos mais que a Music Plant, aquilo parece um cenário de Mega Man Battle Network, só que bem medíocre. 

As animações são boas, mas, particularmente eu preferia as do Sonic Advance 1, elas eram mais "realistas" e ao mesmo tempo mais "imaginativas". Mas as animações desse jogo continuam boas, todos os personagens conseguiram me impressionar. Os badniks estão em boa forma, mas também não achei eles aquela coisa toda. O jogo também tem um story mode interessante onde mostra imagens ilustrando o momento e a conversa, logo após algumas fases, e isso foi um toque legal que nunca tínhamos visto em outro jogo do Sonic. Eu só acho que a Sega poderia ter feito mais disso no jogo em si, porque quase nunca ocorrem essas cenas, eu mesmo me senti meio decepcionado, eu que queria mais. 

A trilha sonora é mais ou menos..... Também 

Desculpa galera, mas isso foi o máximo que eu encontrei 

A trilha sonora é empolgante, há uma certa variedade em todas as músicas, e também a maioria tenta ao máximo expressar o local e ambiente da fase. Ah que eu digo a música da Hot Crater, só de escuta-la você já sente que fogo e lava está envolvida, e a segunda música da Sky Canyon, aquilo é uma obra prima, não estou brincando. É bom saber que a Sega pelo menos se esforçou pra fazer o que ela sempre fez bem nos jogos do Sonic, que é a trilha sonora, mas não que a desse jogo seja incrivelmente incrível, na verdade em alguns momentos ela deixa a desejar. Como por exemplo a música da fase Tecno Base..... Cara, o que diabos é aquilo?! Parece que a Sega tentou ao máximo fazer uma imitação de Mega Man Battle Network na música também. Ela é tão...... Monótona, sem vida, horrível, sem comentários. Alguns fãs do Sonic por aí dizem que a música da fase Music Plant é a melhor, e bem, deveria ser, afinal é uma fase cujo tema é música, mas pra mim ela é mais ou menos, sinceramente, fica um pouco enjoativa depois de um tempinho, mas nada muito grave. As músicas dos bosses também são interessantes, e a música tema do Knuckles também trouxe um ar desafiador, e claro, a música do Boss final é simplesmente épica, e uma das melhores músicas que eu já ouvi em um jogo de GBA. 

Sério, eu adoro essa música, nunca vou esquece-la.

Essa m* de Tiny Chao Garden está mesmo de volta? 


Eu disse isso na review de Sonic Advance, e vou dizer novamente. PARA QUE ISSO?! Primeiramente, tem gente que realmente gosta deste mini game medíocre? O pior é que nesse jogo, você tem que destravar essa porcaria pegando as esmeraldas do caos com dois personagens se não me engando. Espera aí! Quer dizer que vou me matar e pegar câimbra nos dedos só para liberar um mini game sem graça e inútil? Boa Sega. Mas enfim, não vou falar mais disso, afinal, acho que nem deveria estar aqui nessa review. Simplesmente insignificante. 


Considerações Finais 


Sonic Advance 2 é sem dúvida um dos piores jogos do ouriço, é um "daqueles" jogos do Sonic. Sonic Advance foi um ótimo game que vendeu bem, e a Sega, que infelizmente ignora completamente os motivos fundamentais de qualidade do jogo, fez a sequencia de qualquer jeito e então saiu essa merda aí, apenas para ganhar dinheiro em cima de um jogo que é continuação de um outro jogo bom. A jogabilidade é horrível, tudo que foi inovador, também foi mal aproveitado, estragando o jogo de forma incrível! Se você está a procura de um jogo onde tudo que se precisa é, correr segurando a seta pro lado e pulando ocasionalmente, Sonic Advance 2 é o jogo ideal para isso. Se você está a procura de um jogo com uma história incoerente, repetitiva e monótona, Sonic Advance 2 é o jogo ideal para você também. As únicas coisas que se salvam são a arte e a trilha sonora, e olha lá. Enfim, é triste ver que algo que poderia ter uma premissa interessante, saiu um fiasco. Sonic é uma franquia respeitada e deve ter jogos bem feitos, e não isso! O segundo jogo da saga Advance tem uma péssima jogabilidade, só não é pior que Sonic 4. Sem falar da história, que parece que foi escrita por um fanboy que usa Deviantart pra postar suas histórias "imaginativas" de Sonic e seus fanchars. E é isso, fique longe desse game, ele não merece sua atenção, Sonic Advance 2 é uma bosta. 

História: 3 
Sons: 8 
Jogabilidade:
Gráficos:

Prós: 
Tem bosses incríveis 
A arte é interessante por parte 
As músicas são boas 

Contras: 
História incoerente, maçante e sem graça 
Corre e pula, corre e pula, corre e pula....... 
O Homming Attack do Sonic é horrível 
Essas TRICKS! 
Até uma coelhinha qualquer corre na mesma velocidade que o protagonista, que deveria ser o mais rápido 
É preciso jogar com todos os personagens para zerar essa porcaria 
Esse Special Stage...... 
A Tecno Base é uma fase horrível 
A Music Plant também 
A música dessas fases também não são lá essas coisas 
Tiny Chao Garden de volta 

Nota Final: 4.5