14 dezembro 2014

Final Fantasy: All the Bravest

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Sabe qual a melhor forma de ganhar dinheiro em cima de um monte de fãs de umas série de RPG? Lance um Spin-Off qualquer sem nenhuma qualidade e apele de forma nostálgica para que os fãs cegos amem e idolatrem. Final Fantasy: All the Bravest é sem dúvidas um dos maiores desastres no mundo dos games, um RPG para pessoas que não gostam, literalmente, de jogar RPG. É como se o pessoal da Square Enix tivesse pegados essas ideias toscas de jogos touch genéricos e misturado com Final Fantasy, voalá! Uma grande porcaria. 

... E eu perdi 30 minutos da minha vida jogando isso. 

Estratégia?


O jogo é simples, como em um Final Fantasy tradicional, temos todas as possíveis jobs que existem na série (Knight, Fighter, Black Mage, White Mage, Red Mage, Monk, Thief, etc). Porém, Final Fantasy: All the Bravest quer que o jogador vá liberando essas jobs com o andar dos stages. Sim, stages... STAGES! Além de que temos músicas e gráficos que tem um incrível apelo nostálgico, com cenários e inimigos que contribuem muito para isso. Enfim, já consegui falar o que esse jogo tem de bom... Eu acho. 

Mas, a real é que Final Fantasy, até onde eu sei, é um RPG que nos faz explorar mundos e batalhar de forma estratégica, certo? Porém, All the Bravest resolveu jogar todo esse lindo e maravilhoso conceito no lixo, criando uma nova categoria de jogo: o "Quase-Nem-Tanto-RPG". Porque é mais ou menos isso que eles fazem. 

Esse jogo... Esse... Nem dá pra chama-lo de jogo, não, não posso chamar de jogo um aplicativo barato que finge ser um RPG, onde apenas precisamo ficar batendo o dedo na tela aleatoriamente para atacar o inimigo. É, All the Bravest não tem nenhum senso de estratégia, nada, absolutamente nada que o faça ser um Final Fantasy, além das músicas e gráficos. Você só precisa tocar em algum membro do seu time que ele ataca um inimigo qualquer na tela. Nossa, quer dizer que não podemos nem escolher qual adversário atacar? E não é só isso, nós podemos liberar vários outros membros com jobs diferentes no grupo, porém, eles fazem exatamente a mesma coisa que todos os outros também já fazem. Liberou uma White Mage? Ok rapaz, porque ela ataca com magia e não recupera vida de ninguém, QUE É EXATAMENTE ISSO QUE ELA DEVERIA FAZER, MAS NÃO FAZ PORQUE ESSE JOGO É UMA DROGA! 

Digo, que graça terá eu liberar um monte de personagens diferentes se todos fazem a mesma coisa e não vou sentir nenhuma diferença jogando entre eles? Hein? Fora que o jogo nem se quer existe exploração, você apenas segue uma linha que anda aleatoriamente por aí e vai enfrentando inimigos aleatórios com batalhas aleatórias e sem graça alguma! Isso até parece um Final Fantasy XIII: Android version. Não, acho que nem FFXIII merece ser comparado com isso. 

Uau, Final Fantasy: All the Bravest é um jogo tão ruim que faz outros jogos ruins parecem bons! É tipo o Sonic Boom da Square Enix! 

Considerações Finais 

Fique longe desse jogo se tem amor a sua vida, ele é um insulto a uma das minhas franquias preferidas de jogos, é uma vergonha criada apenas para ganhar dinheiro fácil em cima de fãs e pode te passar Aids também. 

Prós: 
Músicas e gráficos nostálgicos 

Contras: 
Todo o resto do jogo... Todo mesmo 

Nota Final: 1.0 

21 novembro 2014

Os 5 melhores e piores jogos do Mega Drive

9 comentários:

Meu primo de 12 anos fez isso quando eu disse que era para enfiar o jogo do Sonic no Mega Drive ... Acho que não expliquei direito 

Ah... O Mega Drive, um dos melhores consoles já lançados pela Sega. Talvez, seja até o melhor console que ela já tenha feito. E, com certeza, todos esses gamers dos dias atuais prezam seu respeito pelo tesourinho clássico que ela produziu. 

Só é uma pena que a Sega com o tempo se tornou uma destruidora de sonhos e estuprou uma boa fatia de suas séries. Mas isso é assunto para outro post... Ou não. 

O Mega Drive concorreu em uma batalha completamente épica contra o seu super rival mortífero: Super Nintendo! Admito que não vivi a época inteira, mas, sei o que foi a tal "Console Wars" e sei também como era sensação de tensão que os garotos vivam naquela época. Se você tinha um Mega Drive, é porque você gostava dele e não gostava do Super Nintendo, logicamente, você tentaria dar razões para proteger seu console, tentando mostrar que ele era o superior. E, claro, quem tinha o Super Nintendo fazia a mesma coisa para defende-lo.

Se alguém falasse mal do Mega Drive, ou você virava homem e iria lá dar uns tapas no sujeito, ou ficava com a bunda na mão escondido atrás do carro enquanto o outro humilhava seu console preferido. 

Ai, traumas da vida...

O Mega Drive tinha o Sonic, enquanto o Super Nintendo tinha o Mario e, automaticamente, se você era fã de um, não era de jeito nenhum fã do outro. Era tipo comunistas e capitalistas, ou, petistas e tucanos, enfim. A guerra que eram essas duas empresas em busca da superioridade faz essa picuinha boba entre a Sony e a Microsoft nos dias de hoje parecer...

...Exatamente isso, uma picuinha boba. 

Mas, o Mega Drive merece tanto quanto qualquer outro console um verdadeiro amor especial de todos os gamers de qualquer geração. Foi nele que surgiram grandes clássicos, como Streets of Rage, Golden Axe, Alex Kidd in the Enchanted Castle (o segundo mascote da Sega, tomou uma surra linda do Sonic), Phantasy Star, Shining Force, Mortal Kombat, Gunstar Heroes, etc. E claro, sem se esquecer na sua arma principal e maior triunfo: Sonic the Hedgehog! 

É, naquela época o ouriço azul viveu sua melhor fase e seus melhores jogos...

Enfim, eu adorava o Mega Drive, jogava bastante na casa do meu primo. Antes de emular no PC, o meu lugar de jogar Sonic era lá. Passávamos o dia jogando Castle of Illusion, Toki e Sonic 2. Sinto falta daquela época, a época onde o surrealismo dominava nos jogos e vivíamos em um mundo gamer muito mais animador.  

E, em homenagem ao pequeno console, resolvi marcar aqui suas cinco maiores conquistas e seus cinco maiores fracassos (Que foi? Sou um cara espontâneo), e é isso, venham comigo amigos! 

OS CINCO MELHORES: 


5° Lugar: Comix Zone 

Está óbvio que eu adoro Comix Zone, certo? Eu sei que já devo ter falado dele várias vezes aqui no blog e... Ah, dane-se, vou bota-lo aqui e pronto.

Comix Zone foi um dos últimos jogos lançados para o Mega Drive, recebeu pouquíssima atenção em relação ao que merecia justamente pelo videogame já estar na queima de estoque.

Mas ainda sim o jogo é simplesmente ótimo, quando o joguei pela primeira vez eu quase queimei meus olhos de tanto ficar preso olhando para a tela do meu PC, se alguém falasse comigo, diria que eu estava completamente drogado. Comix Zone é um Beat'em Up, e, todos sabemos que o Mega Drive teve muitos jogos bons desse gênero...

A história se passa em Nova Iorque, é sobre um desenhista chamado Sketch Turner que está trabalhando em seu projeto de história em quadrinhos. Ele também é um rockeiro que mora sozinho e tem uma vida super agitada, cheia de festas e tudo de bom.

Ou seja, você quer ser ele. Vamos, admite, eu sei que quer...

Enfim, enquanto Sketch desenhava, um relâmpago cai e atravessa sua janela, acertando em cheio os seus desenhos. Isso faz, por algum motivo do qual esse jogo não explica sei lá porquê, que o vilão da história em quadrinhos, Mortus, crie vida e saia para o mundo real. Ao sair, Mortus, agarra Sketch e o manda para dentro de sua própria história (Wowwww!!!!). Chegando lá ele descobre que precisa ir até o fim das páginas para sair do HQ. 

A história carrega consigo, querendo ou não, um conceito muito bacana. Colocar o herói dentro, literalmente, de uma história em quadrinhos é uma ideia que desperta interesse de qualquer gamer até nos dias de hoje. Eu, particularmente, não gostei de como essa trama rola no início, quero dizer, por que diabos um relâmpago reviveu o vilão?! Nada é explicado e isso para mim é narrativa preguiçosa.

 Mas, fora esse desvio os personagens são cativantes e úteis, Sketch é engraçado em certos momentos e Mortus é maldoso, já que decide quando quer te dar uma nova chance e também desenha os inimigos. Enfim, é uma história boa, com conceitos bons e personagens carismáticos. 

O jogo é um verdadeiro mix de Beat'em Up com Platformer e desenvolve os dois gênero constantemente, você nem perceberá isso. Eu tinha ficado irritado quando percebi que perdíamos vida ao bater em qualquer objeto que estivesse no jogo, porque né, como não ficar? Mas, isso é outro conceito interessante de te fazer explorar bem o cenário do jogo, é possível passar ele todo sem perder uma fração de vida se você for inteligente, há itens escondidos nas folhas (lembrando que estamos em um HQ) que nos ajudam, itens que temos de empurrar e gerar "ação-reação" e qualquer outro tipo de quest ou sei lá o que. 

Ah, e é super divertido meter porrada nos inimigos que surgem no jogo, claro, porque nenhum jogo é divertido sem violência.

Enfim, Comix Zone é um clássico incrível, digno de toda a atenção como jogo de videogame, só é uma pena que a Sega esqueceu esse clássico. Existe um outro jogo chamando Unbond Saga que falha miseravelmente tentando ser um tipo de continuação espiritual de Comix Zone, infelizmente.

4° Lugar: Gunstar Heroes
Você também pode chamar este título de "Joguinho da terceira guerra mundial" se quiser

Esse game é simplesmente foda em todos os sentidos ou aspectos e deve ser jogado por todo mundo. Se você nunca jogou esta joia da Treasure, com certeza está perdendo uma chance de sentir algo melhor do que comer batata... Ou melhor do que fazer sexo, segundo o Amer em seu blog.

Algumas pessoas compararam este jogo com Metal Slug, mas, eu diria que ele é bem semelhante a série Contra, só que menos hardcore do que a mesma.

Então sim guys, estamos falando de um jogo Run and Gun onde saímos corremos atirando para todos os lados criando um cenário bagunçado de explosões, ódio e fúria com todos matando todos e tudo que vem à sua frente pode ser destruído brutalmente por ti.

... Na verdade são todos tentando matar você... E você está sozinho... Então...

... Toma seu trouxa, quero ver você ser homem agora!

Uma das coisas que mais marcam o jogo são as opções de armas que você pode utilizar. Há quatro tipos de armas, as teleguiadas, as de fogo, as de raio laser e as de tiro "normal". Sim, a palavra "normal" está com aspas porque aquilo não são balas normais, estão mais para bolas explosivas de canhão que voam à 100 por hora aos montes. Se isso é normal para você, leitor, então desconsidere as aspas. 

Agora você deve estar se perguntando se é só isso que Gunstar Heroes oferece... Não mesmo, as quatro armas diferentes podem se unificar umas com as outras e criar vários outros tipos de tiro. Sim, você pode misturar o tiro de fogo com o teleguiado ou ainda misturar o de raio laser com as balas normais, etc. Pode-se também misturar a mesma arma, deixando ela ainda mais potente do que ela já é...

Então, lembra da bala "normal"? Imagina como é unificar duas delas....

De qualquer forma, além da ótima jogabilidade, o level design é bem mais desenvolvido do que se pode esperar, há trechos de todos os tipos, seja nas fases ou nos bosses. Tem uma fase em que você está em uma espécie de carrinho dentro de uma mina com trilhos onde se passam até trens. Tem também um boss que você enfrenta em cima de um avião (Isso mesmo, um avião). Sem falar na fase do "jogo de tabuleiro", uma ideia realmente inesperada para um jogo Run and Gun.  

Eu não tenho muito o quê dizer sobre este jogo, apenas digo que você deve joga-lo se tem amor a vida.

3° Lugar: Streets of Rage 2 

Ahhhh Streets of Rage, sem dúvidas, uma das melhores franquias Beat'em Up que já joguei (Sim estaremos falando de outro fucking Beat'em Up, mas, não se preocupem, esse é o último). A trilogia Streets of Rage competiu com a série "Final Fight", da Capcom, e parece que retrata o clipe "Beat it" do Michael Jackson.

... Brincadeira caras, o que pensaram? 

Graças a esse jogo, o Mega Drive provou que os Arcades não eram os únicos a terem bons jogos de porradaria.

Chupem essa Arcades! 

Streets of Rage 2 foi sem dúvida o melhor jogo da trilogia, com o enredo mais interessante, a melhor jogabilidade e a melhor trilha sonora também, sem dúvidas, marcou muito a série e o próprio console. Na verdade, Streets of Rage é uma franquia respeitada também por suas músicas e sons incríveis. Ah, só de lembrar da música da primeira fase, já sinto vontade de jogar. Mas, por agora, vamos falar do enredo.

No primeiro jogo, a história se passa em uma cidade aleatória que antes vivia em paz. Até então, uma organização criminosa, comandada pelo "Mr. X" (Que nome criativo, né?!), toma conta dela, á transformando em uma cidade perigosíssima e até mesmo influenciando a polícia local. Ou seja, as tretas rolavam ás soltas por aí. Até que então, três amigos resolvem unir forças para derrotar a organização criminosa, eles são jovens ex-policiais (Wtf?). Ok, eles são Axel Stone, um cara alemão que pratica artes marciais em geral, Blaze Fielding, uma gostosa uma mulher que pratica judô e Adam Hunter, um lutador de box. Só lembrando, novamente, que isso tudo que acabei de explicar é o enredo do primeiro jogo. 

Após derrotarem Mr. X, um ano se passa e Skate, um moleque que anda de patins, chega em casa e a encontra toda destruída, descobre, também, que seu amigo Adam Hunter foi sequestrado. Então, ele chama Axel e Blaze para ajudarem a salvar seu amigo sequestrado. Assim descobrem que Mr. X volta e contra-ataca, mandando mais muitos e muitos "caras malvados" para derrotarem seus inimigos ex-policiais e um cara que anda de patins. Ah, e Axel chama um amigo seu chamado Max Thunder para dar uma forcinha nessa treta toda. 

E esse é o enredo do jogo, digo que é bom e super simples e objetivo para uma história sobre gangues, organizações, mafias, policia, punks e pancadaria. Eu, particularmente, não gosto muito do Skate, os caras tentaram criar alguma coisa nova com ele, mas, sei lá, não consigo curtir esse novo personagem, mesmo que o considere "aceitável". Mas, gosto dos três personagens do primeiro jogo, em especial a Blaze.

... É, eu sei o quê você pensou seu pervertido.

Ao invés de jogarmos com três caras como no último jogo, agora serão quatro opções diferentes, Axel, Blaze, Skate e o Max. Todos apresentam qualidades diferentes um dos outros, enquanto um é mais forte, o outro é mais ágil e o outro mais resistente, enfim, o mesmo esquema que existe no Golden Axe. As fases apresentam linearidade, com muitos inimigos diferentes, cada um terá uma barra de vida e nome próprio. É possível encontra itens destruindo os objetos que aparecem no cenário e também pegar armas variadas de inimigos já derrotados. Além de que é possível usar técnicas novas e a aparição de um golpe forte opcional que ao usá-lo tira parte de nossa vida. Os bosses continuam ótimos de se enfrentar. 

Enfim, Streets of Rage é um ótimo jogo e se você não for jogá-lo agora mesmo, eu dominarei os Estados Unidos. 

2° Lugar: Shining Force II 

Shining Force foi sem dúvidas um dos melhores RPG's táticos já inventados, sua história, apesar de ser um pouco genérica, é muito boa, sua trilha sonora foi marcante e sua jogabilidade é, simplesmente, maravilhosa, mesmo com alguns pequenos erros aqui e ali. Um jogo tão bom como esse merece com certeza uma continuação, certo?

Sem mais, em 1993 a Sonic! Software Planning (hoje conhecida como Camelot Software Planning) lança Shining Force II! É sem dúvidas um incrível jogo de RPG tático, capaz de superar facilmente seu antecessor. Possivelmente o melhor jogo do gênero já feito. 

A história, semelhante a do jogo antecessor, é bem rasa também, mas, aqui ela está mais puxada para o estilo "salvar a princesa ou donzela das mãos das forças do mal o do vilão mesmo". Nesse jogo, você controlará o herói chamado Bowie, o novo líder do grupo Shining Force, mas, você pode dar o nome que quiser para ele, até Dagoberto! Bowie, Sarah e Chester, são três discípulos do Sir Astral, serão os primeiros a embarcarem na nova aventura. 

Um ladrão chamado Slade resolve roubar duas jóias que estavam dentro de um santuário, a Jóia da Luz e a Jóia das Trevas. Após o furto, Slade liberta de seu selamento o Rei dos Demônios, Zeon, que passa a comandar o terrível ataque de diversas criaturas pelo reino de Rune (Lembram?). E, logo após isso, o Rei dos Demônios sequestra a princesa Elis e resolve botar o terror em todos, mas, felizmente Bowie, o mocinho nessa história, consegue com o ladrão Slade as jóias que antes selaram o demônio, e, sem elas, Zeon não terá seu poder completo. 

E assim se inicia a jornada da nova Shining Force! Em busca do salvamento da princesa, a derrota de Zeon e a paz nas terras de Rune! 

A história é tão boa quanto a do jogo anterior. Mesmo com alguns toques clichês, ela é interessante e genuína. É, eu sei que os personagens não são tão profundos, mas, são tão carismáticos que eu até me esqueço disso.  

A melhor parte está no fato de que concertaram um pequeno detalhe que tinha saído errado no jogo anterior: O envolvimento dos personagens ao enredo. Antes, nenhum membro da Shining Force apresentava algum sentimento ou opinião sobre o que estava acontecendo a não ser quando se introduziam na história.

E isso era um saco, porque, eu queria ver como cada personagem evoluiria com o passar do jogo, enfrentando suas crises interiores (igual alguns Final Fantasy's), mas, ninguém reagia a absolutamente nada, ficavam caladinhos o jogo inteiro, como se nem existissem!

Mas, em Shining Force II, os personagens estão muito mais carismáticos, as falas são mais espontâneas e os personagens ganham um envolvimento muito maior. Enfim, a história é boa de se acompanhar, como a de qualquer outro bom RPG. 

A jogabilidade, é claro, é muito mais casual comparada ao do jogo anterior. Nada de escolher se você vai conversar ou explorar alguém ou alguma coisa, agora um botão resolve tudo. E, também, nada de controles sensíveis que te fazem causar acidentes em sérias escolhas. O resto foi conservado como a melhor parte do jogo. Ainda temos as jogadas estratégicas de sempre, algumas batalhas chegam a durar mais de uma hora. E, claro, magias, ataques, curas e tudo mais que todos nós gostamos de ver em um jogo do gênero.

Shining Force II é um jogo que você nunca enjoará de jogar, é um daqueles jogos que ficam marcados como nostálgicos. Nota 10! 

1° Lugar: Sonic the Hedgehog 3 & Knuckles 

 Não só o melhor jogo do Mega Drive, esse é e sempre será, simplesmente, o melhor de todos os jogos do Sonic (Sim, eu acredito que nenhum jogo futuro do Sonic conseguirá superar esse). Sonic 3 & Knuckles foi o auge da carreira do ouriço azul, foi simplesmente a conservação do que já tinha de bom nos dois primeiros jogos, mas, com adição de elementos novos e concerto do que não estava bom. A jogabilidade é maravilhosa, resulta de três personagens que tem controles diferentes, Sonic utiliza os Shields, Tails voa e Knuckles é considerado o modo Hard desse jogo, acessando caminhos mais difíceis e bosses mais desafiadores.  

A história é considerada por alguns uma pequena falta de criatividade, o que eu não acho, na verdade, a considero simples e objetiva, assim como deve ser todas as histórias nos jogos do Sonic.

"Ah Evans, ninguém joga Sonic pelas histórias", eu jogo, e daí? 

Após os acontecimentos em Sonic 2, a Death Egg, uma colônia espacial de destruição construída pelo Dr. Robotnik, é destruída por Sonic e cai em um lugar chamado "Angel Island". Angel Island é uma ilha que flutua sobre o mar através do poder da "Master Emerald", que é protegida por Knuckles, um echidna vermelho que é o único descendente de um clã que viva na ilha, porém, que foram dizimados por um dragão lendário. Após cair na ilha com a Death Egg, Dr. Robotnik engana Knuckles, dizendo que ele quer o bem da ilha e só está lá para fazer pesquisas, e ainda fala que um ouriço azul malvado e uma raposa de duas caudas malvada estão vindo para roubar a Master Emerald. Knuckles acredita e fica a espera dos dois.

Após um tempo, Tails, através de seus dispositivos, recebe uma frequência de um poder enorme vindo dos oceanos, então, ele e Sonic vão atrás dessa frequência, a fim de descobrir o que é ela. Ao chegarem, descobrem que se tratava de uma ilha, então, Sonic se transforma em Super Sonic e voa até a ilha e é surpreendido por Knuckles, que dá um chute no traseiro dele, roubando as esmeraldas do caos (lembrando que elas estavam com Sonic, que as pegou no jogo anterior). Após isso Knuckles foge, e então Sonic e Tails começam sua aventura na Angel Island para impedirem Dr Robotnik (Afinal não tinha como eles não notarem a enorme Death Egg em cima da ilha). 

A história é simples e objetiva, igual ao jogo. É uma história simples e fácil de se entender, alguns não gostam, mas, sinceramente eu a encaro como uma história muito satisfatória. Sonic está em sua melhor fase, Tails também, Knuckles é um rival durão ao mesmo nível do herói, neste jogo ele não foi burro, apenas foi persuadido (Pena que a Sega o transformou em um alívio cômico inútil com o passar do tempo), Dr Robotnik tem um plano bem melhor do que apenas robotizar animais, reconstrói a Death Egg duas vezes e cria uma versão aprimorada do Silver Sonic, o Mecha Sonic.

A jogabilidade de Sonic the Hedgehog 3& Knuckles é brilhante, a melhor já desenvolvida para os jogos da franquia Sonic the Hedgehog. As fases possuem inúmeros caminhos e rotas alternativas que podem, ou não, serem usadas pelos três personagens jogáveis. Graças a isso, o jogo tem um ótimo fato replay, jogando e zerando o jogo com três personagens distintos, é possível conhecer as fases de diferentes maneiras, por exemplo, Tails pode voar, logo, ele pode acessoar locais que Sonic e Knuckles não podem, e isso já é um bom motivo para jogar com ele.

A exploração também é incrível, há itens escondidos em lugares que você nem imagina encontrar uma passagem secreta, lugares como paredes falsas, buracos escondidos, plataformas secretas, etc. Eu jogo Sonic 3& Knuckles desde pequeno e até hoje encontro e descubro coisas novas nele, isso sim é mágico, nunca enjoarei. Sem falar da arte extremamente cativante, constituída de cenários coloridos e imaginativos e trilha sonora composta por ninguém menos que o Michal Jackson (Não, isso não é uma piada, o rei do pop realmente compôs parte das músicas desse jogo) e também de Jun Senoe, um gênio musical. 

Enfim, Sonic the Hedgehog 3& Knuckles é um dos melhores dos melhores jogos de platforming já desenvolvidos, um marco na história do Sonic, aconselho a todos que joguem esse maravilhoso jogo, sendo fã ou não da série, irá encantar você, acredite. 

MENÇÕES HONROSAS 

Sonic the Hedgehog 

Lançado em 1991, Sonic the Hedgehog foi o primeiro jogo da franquia e um marco na história do Mega Drive e na dos jogos de plataforma. Sonic surgia até então como novo mascote da Sega, já que sua última tentativa com o mascote Alex Kidd não tinha dado certo, tiveram que investir em algo novo para competir com Mario Bros.

A verdade é que Alex Kidd era só uma tentativa de side-scroller fraco perto do Mario, e não era forte o suficiente para competir. Preocupados com a situação, a Sega procurou criar um mascote que tivesse vantagens no Mega Drive, já que o sistema do console conseguia processar imagens com mais velocidade, a ideia de um personagem que pudesse correr rápido foi imediata.

E assim surgia Sonic, com uma jogabilidade única, que misturava velocidade, física e plataforma. Mas, não foi só isso que levou Sonic a glória de seu nascimento, ainda tinha os gráficos que aproveitavam o máximo do console, a trilha sonora marcante e a arte carismática cheia de cenários coloridos, que deram uma identidade e essência ao personagem. 

Pena que a Sega resolveu destruir essa essência e identidade que a série sempre teve, e, quando tenta voltar, comete falhas épicas. Exemplo, Sonic Lost World consegue ser uma droga de jogo mesmo tentando fazer a arte do jogo voltar a seu estilo clássico, só botar um cenário ala essência Sonic não o torna um jogo que "volta as origens", é preciso um level design e jogabilidade a altura, e o jogo não tem nada disso, pior ainda se formos discutir seu enredo.

Sonic 4 então nem se fala, o jogo é quebrado e sem física, a arte é um Ctrl C Ctrl V dos clássicos e seus gráficos são tão lindos que até Da Vinci morreu pela segunda vez quando viu aquilo. 

Vectorman 

Leitor, pensa em um jogo difícil, pensa em um jogo que mistura poder de fogo, robôs, explosões,  histórias futurísticas, guerras e alienígenas. Vectorman é o jogo que você pensou meu caro leitor.

Lançado em 1995, desenvolvido pela Blue Sky e publicado pela Sega, o jogo é de shooter/platforming, gênero conhecido com "Run and Gun". Vectorman utiliza uns gráfico pré-rederizados (parecidos com Donkey Kong Country de Super Nintendo) em cenários e personagens que ficaram... Bom, tem quem gosta e tem quem não gosta, né? A moral do jogo está também em sua velocidade, ação e platforming em tempo real, você está sempre praticando os três o tempo inteiro, e isso é incrível demais! Mas, o que matou foi não terem colocado um sistema de saves ou algo parecido, desanimando, com sua dificuldade extrema, alguns jogadores que não estão afim de desafios muito difíceis e nem tanto animadores.  

Eu não joguei muito o 2, mas, gosto de verdade do primeiro jogo, apesar de tudo, foi um dos maiores clássicos do Mega, se fosse mais bem feito e produzido, talvez, estaríamos jogando Vectorman até hoje, e é bem provável que ele competiria com Mega Man e Metroid (Como fez quando foi lançado).

OS CINCO PIORES
Oh god.. Oh my god... 

5º Lugar: Alien 3 

Nunca joguei um jogo de shooter em 2D mais irritante e podre que esse. Alien 3 é um jogo baseado no filme de mesmo nome, e, como a maioria sabe, é um pouco raro um jogo baseado em um filme sair bem feito. E, infelizmente Alien 3 não foi um desses filmes, passando de um jogo completamente lixoso e só é adorado por gamers de 40 anos que viveram a época e não sabem distinguir um jogo bom de um jogo ruim. 

De qualquer maneira, os controles são horríveis, se levamos algum dano, demoramos um tempão para nos levantarmos, qualquer coisa machuca Ripley, a personagem protagonista, até se ficarmos um pouco longe do chão e cairmos recebemos dano. Os aliens aparecem e não há a menor chance de atirarmos neles, é sério, nem com o melhor reflexo é possível ver esses aliens, quando aparecem, imediatamente, pulam em você e mesmo que resolva atirar, é necessário vários tiros para matá-lo e até ele chegar em você nem dá tempo. Ou seja, isso faz de Alien 3 o jogo mais decorativo e maçante de todos, além de fazer a mesma coisa em todas as fases sem nenhuma novidade, literalmente, você deve decorar todos os exatos lugares onde estão os aliens. É um verdadeiro saco! 

Isso porque eu nem falei dos bosses... Ou melhor, do boss que você enfrenta umas 29374892 vezes o jogo inteiro, mudando apenas as técnicas com o passar do tempo, decepcionante. O boss final ainda por cima é uma fase com uns 5 ou 6 bosses desses que já enfrentamos o jogo inteiro. Muita criatividade pessoal, nota 11/10 para vocês, Arena. 

Mas, uma coisa é verdade, eu prefiro ser estuprado do que jogar alguns minutos de Alien 3. Meu deus que jogo horrível. 

4º Lugar: Altered Beast 

Esse jogo sofre a mesma superestimação que Alien 3. Altered Beast foi um jogo completamente idolatrado por fãs da Sega e do Mega Drive, mas, o jogo, como eu disse, é muito superestimado, não passa de um Beat'em Up lento e genérico. Único ponto divertido é a transformação que o jogador pode efetuar com o passar do tempo, fora isso, mais nada. 

Eu sei que ele foi lançado em uma época difícil, foi um dos primeiros jogos do Mega Drive, e o pessoal ainda não sabia como editar jogos de arcade e converte-los para o console. Mas, não há desculpa para o que é ruim, mesmo sendo injustiçado, Altered Beast é um jogo bem chato. É lento, travado e é decoreba, todos os inimigos aparecem da mesma maneira, o jogo é curto e irritantemente genérico, sem falar nos gráficos e animações feias. Só o perdoo por ter sido lançado em 1988 e ser bem velho. Mas, ainda é um jogo pobremente ruim, não será nada divertido jogá-lo. 

3º Lugar: Nightmare Circus 

A principio, esse jogo não entraria nessa lista, mas... 

Cara, esse jogo é simplesmente medonho... Não, não é isso que você está pensando, o jogo nem da medo, estou dizendo que jogá-lo é simplesmente um abuso a boa vontade de qualquer gamer que ousar jogar Nightmare Circus. Eu tomei liberdade de ir atrás de mais informações a respeito desse jogo e descobri uma coisa interessante. Ele não chegou a ser lançado porque não terminaram de desenvolve-lo. E mais, esse jogo foi lançado pela Tec Toy, por algum motivo retardado, em apenas um país, adivinha qual... Para nós, brasileiros! 

... Tec Toy desgraçada. 

Após passar muito tempo jogando, eu percebi que esse jogo tinha a capacidade de ser um ótimo jogo. A trilha sonora é muito boa, os efeitos de sons também e os gráficos até que são... Decentes, eu acho. O jogo te da a opção de começar na fase que quiser (Aprenderam com o Mega Man?), e temos ao nosso dispor muitos golpes diferentes, cada botão do controle do Mega Drive tinha uma função, o maluco dava até cabeçada. E, a história é até simples, um índio encontra um circo assombrado que aparece misteriosamente quando fica de noite, e claro, o índio vai lá para acabar com a festa. Enfim, Nightmare Circus foi uma ótima proposta de jogo e podia ser um bom game, mas, o pessoal da Sega resolveu não lançar, ficando apenas a versão beta do jogo. Tinha até um botão que girava o cenário e podíamos explora-lo bem mais rápido de forma prática. Olha só as ideias que não foram bem aproveitadas. 

Então, o jogo saiu um grande cocô, os controles são incrivelmente sensíveis, o sensor de dano não funciona direito, você pode passar horas jogando esse jogo, só vai passar humilhação atrás de humilhação. Vai por mim querido leitor, não perca seu tempo com Nightmare Circus. 

2º Lugar: Dark Castle 

Ai meu deus, eu não acredito que vou postar algo relacionado a Dark Castle aqui no blog... Jesus! 

Não dá, simplesmente não dá para passar dez minutos se quer jogando esse jogo. Nada, nada é mais irritante que isso (com exceção ao jogo que vem a seguir), se você conseguir passar a primeira tela de Dark Castle, eu juro que posto uma foto minha lambendo Sonic 2006 e ainda dizendo ''Delícia de jogo". Não tem muito o que falar desta aberração lançada para meu querido Mega Drive, os controles são horríveis, o jogo é lento, nada faz sentido por aqui! Qualquer coisa te machuca, até um rato minúsculo te tira a vida, e sua única arma para destruir algum inimigo é atacando pequenas pedras. E mesmo que você atire e acerte o inimigo, ele raramente recebe o dano, porque a droga do sistema de colisão não funciona (quase nunca) por aqui. Para piorar, as animações são horrendas, uma incrível preguiça vinda do pessoal que desenvolveu isso. Grande parte dos controles também não funcionam na hora que você precisa deles, quer subir em alguma corda? Só tentar 99999 vezes que, talvez, você consegue subir nela e morrer sendo atacado por morcegos que, simplesmente, não tem como desviar! Porque a droga dos controles demoram uma eternidade para responderem! 

Meu deus! Que jogo péssimo! Fique o mais longe possível disso, pode te passar Aids e várias outras doenças. Prefiro ficar horas jogando Nightmare Circus do que um minuto de Dark Castle. 

Vocês já devem ter notado que até agora, dos quatro piores jogos que citei, todos são jogos, no mínimo, de terror ou tenham uma atmosfera macabra/assustadora. Pois, saibam que o jogo a seguir é o mais medonho e assustador que já existiu... 




Ai... 






1º Fucking Lugar: Barney Hide's and Seek 

... Essa não. 

Me pergunto ás vezes durante os dias: "QUE RAIOS DE CRIANÇA VAI QUERER JOGAR ISSO?". Não, sério, eu não imagino como uma criança vai querer jogar um jogo onde um personagem é completamente lento, sem nenhum botão de ação definido, com as fases monótoas e sem desafio nenhum? E o pior, é que além de ser ruim para uma criança, é ruim para qualquer um que tente jogá-lo. Acabei jogando porque uns amigos me falaram que esse é um dos piores jogos do mundo... Esses caras me pagam por me fazerem perder 3 minutos da minha vida jogando esse estupro mental. 

Só de quebra, Barney é completamente lento e também irritante, o tempo todo. Você não pula a hora que quiser, a não ser que tenha algo para pular, o que é uma ideia retardada, quem vai se sentir bem jogando um jogo que não te deixa fazer o que quiser na hora que quiser? O jogo até parece sua mãe mandando em você quando tinha uns 6 anos de idade.

Um jogo deve dar liberdade ao jogador, se não da isso a ele, já começou extremamente ruim. E para piorar, Barney fica mandando beijos com corações para o jogador ao apertar algum botão aleatório (Ah, viadagem escrota), aquilo me deixava completamente emputecido. As fases são completamente genéricas e não apresentam nenhuma diversão, seu principal objetivo é encontrar as crianças que estão escondidas pelo cenário, e sempre que as encontramos, Barney solta aquela frase que me fez querer ainda mais parar de jogar esse jogo: 

"And don't remember, i love you!''

Chega, não vale ficar um minuto sequer jogando isso. 

A parte boa é que eu posso usar esse jogo como resposta à aquelas pessoas que defendem Sonic Boom dizendo que seu público alvo são as crianças. Criança nenhuma merece passar um sequer minuto jogando nenhum dos dois jogos, isso é um fato. 


E, é isso meus amigos, acabei por aqui com essa lista, espero que tenham gostado e isso possa trazer à vocês velhas e boas lembranças (ou ruins, né?) de jogos do qual muitos sempre admiraram ou, talvez, odiaram. E para quem nunca jogou muito no nosso bom e pequeno Mega Drive, que essa lista sirva de ponto de partida para que você comece a experimentar os melhores jogos que foram lançados pela Sega na era 16-bits. 

... Mas, fique bem longe desses últimos jogos na lista dos piores, ok? 

01 novembro 2014

Shining Force: The Legacy of Great Intention

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Convenhamos, a capa americana desse jogo é estranha 

Já está perfeitamente claro que eu sou um cara que adora RPG's, seus sistemas tradicionais sempre me encantaram, mesmo que hoje em dia grande parte do estilo "RPG Tradicional" não esteja a tona. Mas fui perfeitamente familiarizado, eu acho. Enfim, re-joguei um dos RPG's mais brilhantes já feitos e um incrível clássico do nosso querido Mega Drive. Desenvolvido pela Climax e pela Camelot em 1992, Shining Force foi um dos maiores clássicos da nossa futura amiga que irá falecer: SEEEGAAAA. O jogo é um RPG Tático, segue um estilo ala Final Fantasy Tactics, Phantom Brave, Disagea, Fire Emblem, etc. 

Eu estava jogando Zelda: A Link to the Past e iria fazer uma review dele. Mas, sabe quando bate aquela saudade de algum jogo que você não joga faz tempo e desesperadamente quer jogá-lo novamente? Foi, exatamente, o que aconteceu comigo em relação a Shining Force. E, nem sei bem o porquê disso, pois, para falar a verdade, eu sempre preferi Shining Force 2. Afinal, é aquele lance de concertar o que saiu de errado no primeiro jogo e tudo mais, sabe? Naquela época 16-bits isso era típico, uma continuação, normalmente, superava seu antecessor. E, sim, Shining Force 2 foi um dos maiores e melhores RPG's táticos que já joguei e com certeza jogarei muito mais, mas, por hoje só quero falar do primeiro jogo da série "Shining Force". Claro, que mais tarde farei uma review de Shining in the Darkness, Shining Force CD ou de algum título da franquia que tenha sido lançado para Game Gear, sei lá.

04 outubro 2014

Pokémon: Por que a história do mangá é a melhor da série? (Kanto)

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Pokémon, uma série que já é considerada por muitos uma empresa. Sim, acredite. No começo, era apenas um simples jogo de Game Boy, hoje em dia tem anime, mangá, produtos, filmes, referências, decorações, roupas, carros, materiais escolares, aplicativos, bananas e tudo que você pode imaginar existe relacionado a Pokémon. Foi criado por Satoshi Tajiri e seu parça Ken Sugimori, quando os dois fundaram uma empresa desenvolvedora de jogos, aí em 1989, acho que vocês nem devem conhecer... Uma tal de "Game Freak". Naquela época a Nintendo estava passando por dificuldades financeiras e seu portátil, Game Boy, não lhe estava rendendo muito, até que então surge no horizonte a Game Freak, com seus dois RPG's que simplesmente mudaram completamente o rumo da Nintendo: Pokémon Red e Pokémon Blue. O sucesso foi tão grande, mas tão grande, que conseguiu aumentar as vendas do pequeno portátil. 

A partir de 1997, surgiram as divisas na série, com o lançamento do anime "Pokémon", estrelando o protagonista Ash, que se baseava no personagem protagonista dos jogos, Red. E o lançamento do mangá baseado na história dos jogos "Pokémon Adventures". Ambas mangá, jogo e anime sugerem a história de um garoto que sai de casa aos 10 anos e resolve se tornar um Treinador Pokémon (Pokémon Trainer) e seguir rumo a se tornar o Mestre Pokémon (Pokémon Master). Para isso, ele teria que conseguir as 8 insígnias de sua região e enfrentar a Elite 4, onde se encontra os quatro maiores treinadores que já existiram. Esse garoto recebe auxílio do Dr. Oak (ou Prof° Carvalho) e rivaliza mortalmente com seu neto, Green (Gary no anime). 

É engraçado imaginar que essas histórias são completamente diferentes e ao mesmo tempo partem do mesmo principio, Pokémon é isso. No entanto, há uma grande quantidade de fãs da série que sempre discutem sobre qual a melhor história, qual o melhor personagem, etc., sempre colocando em evidência o mangá, o anime e o jogo. E essa postagem servirá exatamente para isso, mostrarei o porque da história do mangá ser a melhor em relação aos jogos e ao anime. 

Lembrete: Aqui serão analisadas apenas a história do mangá, anime e jogos da primeira geração, ou seja, de Kanto, mais tarde farei uma postagem de Johto e assim por diante. 




O maior problema do anime foi o de ser muito mais voltado para o público infantil, porque, convenhamos, ele é infantil. Pokémon fez uma incrível fama não só no Japão, mas também por quase o mundo inteiro. O anime foi responsável por fazer da série uma referência pop. E não é à toa, os personagens são carismáticos, e o desenho cativa qualquer criança. Mas, é aí que entra o "x" da questão. Pokémon acaba se tornando um anime apenas divertido para crianças e outras pessoas que assistiram quando eram menores. 

Não leve a mal, não vejo problema nenhum em assistir Pokémon mesmo que você tenha 30 ou 40 anos, afinal, foi um dos maiores animes já feitos, que inclusive continua em produção até nos dias de hoje. Porém, é preciso levar em consideração que o anime é repetitivo e pode enjoar facilmente alguém. Olhe, por exemplo, as tramas de cada episódio em si, é sempre a mesma coisa, Ash encontra alguém que tem problemas com seu pokémon (ou precisa de ajuda, etc, você entendeu), daí a Equipe Rocket se interessa nesse problema e resolve piorar as coisas, daí rola uma batalha entre o Ash seus amigos contra a Equipe Rocket, logicamente o Ash ganha e o problema no começo do episódio foi resolvido. 

Entende que isso é uma trama fraca e que o intuito não é fazer uma história profunda e incrivelmente épica? Tá certo que ainda tem alguns episódios que mostram batalhas monstruosas e algum foco no protagonista e seu passado, mas ainda são pouquíssimos, é como se de 10 em 10 episódios aparece um que é realmente interessante. Logo, o anime é altamente atraente à uma criança que quer assistir algo simples e animado, não significa necessariamente que seja ruim. Até eu assisto de vez em quando alguns episódios da era clássica, que traz uma grande nostalgia, porém, não me interesso mais como antes, e tenho certeza que o cara de 20 anos aí também não. 



Já em Pokémon Adventures, a história de cada capítulo é voltado para a trama principal da série. É o contrário do anime. O mangá procura sempre dar atenção aos personagens principais ao invés de inventar um personagem novo insignificante a cada capítulo. Logo, você passa mais tempo vendo o personagem evoluindo dentro de seus próprios problemas. Red sempre está enfrentando os líderes de ginásio, a Equipe Rocket, e seus dois rivais Green e Blue (Sim, no mangá existe uma segunda rival, que é Blue, esta não aparece nos jogos e nem no anime), sem ficar o tempo inteiro parando sua jornada para dar atenção a outras coisas irrelevantes, como um cara que está fazendo um filme sobre pokémons. É, isso acontece no anime, só usei como exemplo aqui. 

Sem falar que os personagens no mangá são mais maduros, e a história é mais séria, chega até a ter sangue em algumas cenas onde haviam batalhas entre pokémons. Logo, além de atrair crianças, atrairá pessoas mais velhas, ou seja, o mangá sempre será ótimo para você mesmo que esteja mais velho, diferente do anime que perde a graça com o tempo. Eu mesmo adorei ler Pokémon Adventures, li uns 100 capítulos em um dia, porque é muito bom ora essa. Mas não confundam as coisas, não significa que só porque o mangá é mais sério, que quer dizer que ele não seja bom para crianças, a velha inocência dos personagens estará aqui também. Então teremos a mesma essência, porém, dentro de outro conceito. 


Os jogos da série são o contrário do anime. Enquanto sua história é mais séria e focada nos protagonistas, os personagens são menos carismáticos, e muitos deles nem tem tanto aprofundamento no seu back-story e suas personalidades. Olhem por exemplo o Green, no jogo ele é apenas um garoto mimado cheio de ego, mesmo perdendo para Red, o cara continua zombando com sua cara e dizendo o quanto é incrível de forma arrogante. Já no mangá ele é... Ta bom, ele é mais ou menos assim no mangá também, mas pelo menos ele evolui com o passar dos capítulos, e, com o tempo deixa de ser um arrogante e se torna um treinador muito mais forte, sem falar que Green nos jogos é apenas uma criancinha mimada sem razões aparentes, no mangá o personagem tem um back-story interessante onde mostra ele sendo treinado rigorosamente por um cara durante a infância. Ou seja, se Green é do jeito que ele é, é porque teve motivos para ser assim, o treinamento frio e rigoroso o tornou frio e rigoroso com seus pokémons, entenderam? E isso é muito legal, começamos e entender melhor os personagens, e isso os tornará carismáticos. Aliás, nos jogos em nenhum momento descobrimos algo sobre Green, logo, ele é visto como um personagem chato e sem graça pela maioria, afinal de contas, ele é. Até mesmo eu não gostava dele, pelo menos até ler o mangá. 

O resto dos personagens são a mesma coisa em comparação do mangá aos jogos. Blue não podia ter pokémons, por isso roubou o Squirtle. Red não começa sua jornada com um inicial dado pelo Prof° Oak, e sim com um Poliwhirl que tem desde pequeno, além do mais, o próprio Prof° Oak nem conhecia Red antes do pequeno conflito em que ele decide dar o Bulbasaur para o rapaz. 

Mas, é compreensível que os jogos não foquem tanto nos personagens. Acredito que o principal motivo é que os jogos tentam criar uma alusão ao jogador de que é ele que está ali no jogo, e os personagens mais próximos a ele sejam pessoas conhecidas na vida real. Ou vai me dizer que você nunca deu para seu rival o nome de alguém que você odiava? Não estou dizendo que isso é ruim, na verdade é bom, até porque, essa é a magia dos jogos do Pokémon. Mas, se o jogador estiver atrás de uma boa história que o prenda, aconselho a ler o mangá. 


Além do mais, as tramas que acontecem no mangá prendem muito melhor a atenção do leitor, muito melhor mesmo. Aliás, o anime é previsível na maioria dos episódios, o jogo também. Nos jogos e no anime, todos personagens são bonzinhos com exceção á Equipe Rocket. No mangá, eles elevam ainda mais a seriedade e o perigo na atmosfera da história. Só para vocês terem noção, quatro dos oito líderes de ginásio são membros da Equipe Rocket. Isso mesmo que você leu, meu caro leitor. Fora que, a Elite 4, é um grupo de treinadores malignos que querem... A extinção humana! Já que, segundo sua filosofia, os humanos são cruéis com os pokémons, e ele merecem ser destruídos para que os pokémons vivam em paz na terra... E acho que nem preciso dizer o porquê de preferir a Elite 4 do mangá. 

Não irei mais falar sobre nada em relação a trama e história do mangá, porque, estaria passando muitos spoilers (mais do que já passei). Então, no final das contas, por que o mangá tem uma história melhor que os jogos e o anime? Vamos ver... O mangá tem uma história que consegue ser séria, profunda, carismática, envolvente e com uma ótima trama. Não que o anime e os jogos tenham maus enredos, eles são até certo ponto, bons, mas é inegável que o mangá tem a melhor história da série Kanto. Caso você, leitor, não concorde com as ideias e pontos de vista deste post, comente! Aqui no blog ninguém tem butthurt. 

E é isso, por hoje é só amigos, agora, vá ler o mangá antes que eu mude de ideia, vamos, vamos, VAMOS.  



26 setembro 2014

Sonic Unleashed

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Ah é agora. Vou tratar de mais um jogo polêmico do Sonic, mas não se preocupem, nada pode ser pior que Sonic 2006... Não, deixa pra lá, tem uma coisa que consegue sim. 

Hoje irei falar sobre Sonic Unleashed, um jogo que causou um verdadeiro tabu entre os gamers, muitos o amaram e idolatraram, mas muito odiaram. O jogo foi superestimado, criando uma divisa entre os fãs. Agora você se pergunta de qual lado eu estou. Veremos. Quando o jogo foi anunciado com imagens e tudo mais, muitas pessoas se empolgaram com o novo visual do Sonic, já que o último jogo foi um fracasso, a Sega teria que tentar algo novo e voltar para o conceito clássico (bom, mais ou menos), onde o Sonic correria por lugares vivos e coloridos, sem falar que no novo jogo as fases seriam divididas entre 2D e 3D, no qual seria uma certa alusão a estar jogando um jogo clássico e moderno do Sonic ao mesmo tempo (a maioria das pessoas dizem que isso ta mais para Sonic Rush do que algum clássico). Porém, a parte ruim foi quando resolveram criar uma segundo gênero para dividir o jogo, criando um Beat'em Up para o Sonic. Sim, é uma ideia patética. Daí teríamos um Sonic que seria metade platformer veloz alá a essência da própria série e metade God of War, que inclusive foi isso que aconteceu. 

13 setembro 2014

Demo de Super Smash Bros. for 3DS está a caminho do Ocidente

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Então galera depois de alguns dias e semanas sem postar por motivos de nenhum Newsletter estar me ajudando nas postagens do meu blog...;-; 

Bom, vamos o que interessa! 

Durante uma apresentação da Nintendo foi revelado uma DEMO do tão aclamado Super Smash Bros para 3DS, estará disponível dia 19 nesse mês, porém os membros de platina da Club Nintendo, por serem safadões já devem ter ganhado um e-mail com um código para jogar a demo. 

02 setembro 2014

Alien 3

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Hey leitores, como andam? 

Imaginem como seria um jogo baseado em um filme misturado com drogas. É Alien 3 o jogo que você pensou. Sim, eu peguei um jogo baseado em um filme que foi lançado para o Mega Drive, e como todos sabem, jogos desse tipo são geralmente genéricos e sem graça. Mas há é claro suas exceções, como Alladin (também de Mega Drive). Porém, como praticamente todos os jogos assim são ruins, Alien 3 não escapa dessa regra, sendo apenas lançado para trazer popularidade para um filme, cuja a saga é muito bem aclamado pela crítica. Qualquer retardado que no mínimo tenha uma vida social simples já ouviu falar da série de filmes "Alien", que mais tarde lançou a série "Alien vs Predator" que repercutiu muito bem. Mas para ser franco com vocês, eu nunca assisti nenhum filme das duas séries, e não sei nada delas, apenas sei de sua existência, só. O que na verdade não importa, porque do jogo foi uma perda de tempo e a única coisa boa disso tudo é que estou interessado nos filmes. 

Isso... Podem me atirar pedras porque não assisti um filme aí.

Whatever, o jogo é mesmo horrível e não sei mesmo porque perdi meu tempo com ele. Só de jogar as primeiras fases daquela mescla de platformer pobre e shooter genérico eu já podia perceber o quanto seria ruim aquilo, mas infelizmente eu joguei muito Alien 3 e estou aqui para avisar a todos que não devem chegar perto dele, porque nada, nada saiu legal nisso. O jogo foi produzido pela "Arena Entertainment", aposto que esse nome lhe é familiar, eu nem me lembrava até re-jogar o clássico "Mortal Kombat" de Gênesis. Sim, os dois jogos foram produzidos pela "Arena", essa empresa é uma desenvolvedora de jogos de divisão dentro da Acclaim (essa você, provavelmente, conhece). 

A história é interessante... 


Antes de mais nada, "Alien 3" foi na verdade um filme de terror e suspense dirigido por David Fincher (diretor de outros filmes como "O curioso caso de Benjamin Button", "Millennium", "Zodiaco", etc), lançado em 1992 pela "Twentieth Century Fox Film Corporation" (lembram da musiquinha?). Uma mina chamada Ellen Ripley tava de boas em sua nave até ela aterrissar em um planeta conhecido como Fury 161, onde viviam só caras condenados como estupradores e bandidos cools. Todos que estavam lá com Ripley em sua nave morreram, e com sua nave toda ferrada, tinha que arranjar um jeito de sair daquele lugar. Porém, as pessoas que estavam a bordo com ela foram assassinados e mutilados por um alien, mas ele não matou Ellen. Além do mais, essa alien está gravida (sim, é uma fêmea) e multiplicou completamente sua espécie no Fury 161. Agora Ellen Ripley precisa sair desse planeta com a ajuda dos caras que moram lá, mas tem um detalhe curioso: Os aliens não atacam Ripley. 

O que já torna o jogo uma droga, porque jogamos com Ripley e esses malditos aliens vem para cima dela. 

Enfim, é uma história "meh", parece um daqueles enredos de filmes que só foram feitos para justificar a continuação do mesmo. A história parece não ter nenhuma ligação com as coisas dos outros filmes, mas, como história individual é decente (eu acho), o lance de Ripley não ser atacada pelos aliens cria uma trama interessante, o que me da mais vontade de assistir o filme. Whatever, é uma história ok no final das contas. Mas não darei nenhuma nota a história porque seria um ato de hipocrisia julgar o enredo do jogo sem ter assistido o filme do qual foi baseado. Então assisto isso aí mais tarde e faço um post falando do que achei. 

O Shooter/Platforming mais tosco de todos 


O jogo tem um objetivo simples. Em todas as fases você terá um tempo para termina-lá, o seu principal foco é salvar todo o pessoal que foi capturado e preso nas teias (bom, eu acho que aquele negócio estranho é teia) dos Aliens ao longo das fases. Após salvar todos os caras, você deve ir até o final da fase e sair por uma porta que só se abre após ter feito a salvação. Durante as fases enfrentaremos, obviamente, os aliens e talz. 

Temos uma barra de vida bem medíocre e umas quatro armas/explosivos diferentes para enfrentar os inimigos. São uma metralhadora, granadas, uma daquelas armas que atiram uma bomba, um lança-chamas e.. É, acho que é só isso que teremos. Ao terminar três fases, você enfrenta o "Guardian", que é o boss do jogo. 

Tudo isso parece fazer de Alien 3 um jogo completamente simples e fácil de se jogar. Mas não é mesmo, porque tudo isso saiu uma perfeita bagunça tediosa e enjoativa. Primeiro, um dos principais motivos que fazem esse jogo ser ruim é o fato das fases serem completamente "decorativas". Sabe aqueles jogos onde as coisas acontecem sem você ver e quando se da conta, você só passa das fases depois de morrer várias vezes no mesmo lugar e decorar essa parte? Pois bem, esse jogo é o mestre nessa arte. E sabe porque, porque nunca temos tempo para atacar os aliens, eles simplesmente aparecem na tela do nada e nos atacam, quando você se da conta ele já te tirou sangue, sendo que você nem teve tempo de apertar o botão de atirar. Ou seja, você só passas as fases quando prevê as aparições dos aliens, e essa é uma maneira completamente estúpida de tentar dificultar um jogo, fora que te faz repetir sempre as mesmas coisas até se deparar com algo que você não tinha visto antes. Logo, não importa se você joga bem ou não esse jogo, é tudo uma questão de decorar as fases, que piora completamente as coisas. 

Fora que alguns controles tem o comando falho e tinha várias vezes que eu queria sair da escada, mas não podia porque só se pode sair se estivermos em linha reta ao chão quando a escada passa por andares. Então pensem na dor de cabeça que é ficar minutos se equilibrando e procurando a posição certa apenas para sair de uma droga de escada. Sem falar que o tempo só estressa ainda mais a cabeça do jogador. Os saltos do cara também não prestam muito, qualquer distância um pouco alta que pulemos nos causa dano, até quando caímos em cima de uma plataforma em movimento a gente ganha dano, oque é ainda mais patético. 

Algumas fases parecem demonstrar ser um desafio, já que temos muitos lugares escondidos e passagens secretas que nos fazem explorar mais. Mas esse conceito é jogado fora quando se tem um tempo para terminar as fases, o estilo "decore para ganhar" e a decepção dos locais em que encontramos os caras que temos que salvar. Ás vezes começamos a fase e logo de cara temos uns 20 caras para encontrar em menos de 3 minutos, oque parece ser um grande desafio, mas acaba se tornando só uma ilusão quando em apenas uma sala a gente encontra 3 ou até 4 caras de uma só vez. Ou seja, temos fases explorativas, o que é algo bom, mas não é nada bem aproveitado já que nem teremos tempo para nos divertirmos com ela. 

O jogo parece sofrer algum problema, na tela de títulos é possível escolher com quantas vidas queremos começar. Que graça tem um jogo que nos da a opção de escolher com quantas vidas queremos começar. 

Os bosses são os mais tediosos e maçantes que eu já vi. Todos, repetindo, TODOS os bosses são exatamente a mesma coisa, diferenciando de uma técnica ou outra. Os cenários são na teoria os mesmos, as técnicas do boss são as mesmas, o boss é sempre o mesmo, então pensa como era chato, maçante e enjoativo jogar aquilo. Inclusive, não só os bosses, mas o jogo todo é enjoativo e maçante, e com o tempo a experiência só vai piorando. E pra deprimir ainda mais, o boss final do jogo é apenas uma simples seção de plataforma em que enfrentamos uns 5 bosses ao mesmo tempo. Sim, é uma p*** falta de criatividade mesmo. 

No final das contas o jogo é uma droga sim, e não vale perder nenhum pouco de tempo com ele, não é atoa que foi esquecido e ninguém nem se lembra dele. Mesmo que você seja um grande fã da série de filmes "Alien", aconselho que não jogue isso, pode te fazer odiá-la. 


Gráficos e trilha sonora impressionantes (pelo menos isso) 


Os gráfico são bem simples e não tem nada de muito impressionante, soando como um simples jogo 16-bit. Os aliens estão muito bem desenhados, o pessoal sequestrado também, mas a nossa protagonista... Ta completamente estranha, parecendo um africano faminto e branco, não, sério, olha aquilo, olha aquele corpo completamente magro e estranho. E suas animações também não são das melhores, até parece um sprite 8-bit mais sofisticado. Enfim, os gráficos desse jogo são muito bons se tirarmos nossa protagonista. Os cenários também são bem desenhados e detalhados, remetendo muito bem ao filme de terror, chegou a me lembrar Super Metroid. 

A trilha sonora é muito boa e expressa perfeitamente o ambiente e atmosfera da fase. Principalmente a música da segunda fase. 

Considerações Finais 


Sim, esse jogo é uma droga sem graça alguma e não merece a atenção de ninguém. A não ser que você curta fases decorativas e jogos enjoativos e tediosos, se for esse o caso, Alien 3 é o melhor conselho que posso te dar. 

Sons:
Gráficos:
Jogabilidade:

Prós: 
Objetivo simples e claro 
Fases com uma boa exploração 

Contras: 
Apesar da boa exploração, ela não é bem aproveitada 
O jogo é completamente tedioso e enjoativo devido as fases decorativas 
Os bosses são uma incrível falta de criatividade 
"Ah, ali esta um ali... O que?" 
Controles mal programados 

Nota final: 4.0 



27 agosto 2014

Hyrule Warriors, vale a pena jogar?

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Qualquer um que tenha no mínimo um pouco de conhecimento relacionado a jogos conhece a franquia Zelda. "Nanaaa, Nanananaaaaaa, Nananaaaaaaaaaa, Nanananana! Nanananaa, Nanananaaa, Nananananaaaaa, Naaaana! Pois bem, depois daquela postagem abobada dos 5 vídeos do Zelda, eu fiquei mais ligado nas últimas notícias da série e senti que precisava postar algo relacionado a franquia. Já há algum tempo em que venho assistindo vários trailers do novo jogo: Hyrule Warriors! Ou melhor, um dos novos dos novos jogos, já que ainda tem aquele "Zelda U" que inclusive estou muito mais interessado, se o que foi mostrados nos vídeos e entrevistas for verdade é claro. E Hyrule Warriors, enquanto me despertava interesses em alguns pontos, em outros já me deixava com um mau pressentimento. Porque apesar de tudo, as ideias são ousadas e fora dos padrões dos jogos de Zelda, mudar é bom? Claro que é, mas quando se é feito da maneira errada, os prejuízos saem grandes, ou seja, a Nintendo deve ficar esperta com o desenvolvimento do jogo e o hype que a mesma está colocando em cima, porque ninguém quer ver uma mancha no nome da série Zelda, um impacto desses seria decepcionante, e não é difícil de se acontecer. 

Eu já estava ficando surpreendido depois de tantos acessos que o blog ganhou naquela postagem do Sonic Boom, que gerou uma polêmica desgraçada e muitas pessoas ficaram chorando no meu ouvido tentando salvar aquele pedaço de nada, sendo que deixei claro todos os motivos que preverão a próxima queda da Sega. Enfim, deixando de lado esse assunto, vamos ao que interessa, afinal há muitos jogos sendo lançados e cá entre nós, eu não estou muito interessado em todos, poucos conseguiram realmente me deixar ansioso após ver os vídeos da E3. Dos jogos que vi, os que eu mais estou afim de jogar são Mario Kart 8 e o Zelda U "(que eu comentei lá em cima), ambos parecem ser ótimos. Mario Kart 8 parece abordar tudo que tinha de bom nos jogos anteriores da série e ainda muitas novidades, Zelda U, segundo Eiji Aonuma em uma entrevista, parece tentar resgatar tudo que tinha de bom nos primeiros jogos de Zelda.

Mesmo que eu ainda não tenha um Wii U, que inclusive já foi motivo de piada entre os gamers e algumas pessoas até acham que eu não gosto do videogame. Entendam, não tenho nada contra o Wii U, apesar de preferir muito mais o Xbox One e o PS4 é claro, afinal os gráficos e o sistema deles dois são bem maiores, mas como sempre confiei na Nintendo, acho que dá para arriscar gastar umas notas. E assim que eu por as mãos em meu novo console vou jogar Mario Kart 8 com certeza, em seguida vem outros jogos como os dois Zelda's, Donkey Kong Country: Tropical Freeze, Super Smash Bros Wii U e outros títulos do Wii mesmo (a qual é, eu nunca tive um). 

Mas por hora vamos falar do Hyrule Warriors porque to afim de falar o que estou achando do desenvolvimento desse jogo. 


Tudo começou com o Teaser Trailer acima. A Nintendo estava anunciando um futuro jogo chamado "Hyrule Warriors" para seu amado e fracassado em vendas Wii U, essa notícia vazou no último mês do ano passado e se analisarmos bem o trailer, veremos muitos aspectos que  lembram um jogo beta (ou demo, tanto faz). Se trata de um spin-off que segundo a Nintendo será um Zelda com jogabilidade de Dinasty Warriors, ou seja, será desenvolvida pela Koei Tecmo, desenvolvedora que iniciou sua produção no mundo dos jogos em 2009 quando duas empresas se unificaram, é a segunda vez que a Nintendo faz parceria com a mesma, a primeira vez foi no jogo "Pokémon Conquest". Infelizmente nunca joguei Dinasty Warriors, mas a ver pelos vídeos parece ser um daqueles jogos em que temos que metralhar tal botão e sair andando metendo o pau em todo mundo, e os inimigos são completamente burros, pois, ficam lá parados esperando a gente passar o rodo em todos. Ou seja, essa será a fórmula usada em Hyrule Warriors, e sinceramente, não acho isso necessário, principalmente em uma franquia como Zelda. O nome disso é "Hack and Slash", jogo onde saímos metendo uma arma de curto alcance e todos a nossa volta, geralmente é uma espada ou machado. Mas Zelda sempre foi sólido com seu próprio estilo de jogo, com puzzles e tudo mais. 

"Mas Evans, é só um Spin-Off"

Detesto quando falam isso. Se o jogo for uma merda não terá problema porque é um spin-off, logo, dane-se os spin-offs porque a qualidade de jogos desse tipo não importa. Entendam, não é que eu esteja odiando Hyrule Warriors, só acho que não era necessário uma mudança tão grande, e como eu já disse, mudanças assim devem ser operadas com mãos cuidadosas. E claro, eu nunca fui muito fã de Hack and Slash, único jogo que segue esse sub-gênero que gostei de verdade foi Darksiders II, porque lá pelo menos o jogo nos fazia mudar as estratégias sempre que enfrentávamos um novo inimigo, aquilo sim era divertido, diferente de God of War. Logo, talvez Hyrule Warriors tenha salvação, e sinceramente estou a espera de um jogo nota 7 ou 8. E.... Pensando bem agora, acabei de notar que Darksiders II tem algumas coisas em comum com os jogos Zelda 3D, como por exemplo alguns pontos no sistema de combate. 

Segundo Eiji Aonuma (Supervisor de Hyrule Warriors), os jogos de pancadaria frenética são muito bem recebidos no mercado de games atual e todo mundo gosta desse gênero de jogo, daí a ideia de enfiar The Legend of Zelda a esse padrão. 

Tudo estava indo misteriosamente bem até saírem os primeiros vídeos do jogo, onde poderíamos finalmente ver como ele iria funcionar.


Assistindo o vídeo atentamente eu comecei a ficar mais ansioso por Hyrule Warriors. Por que? Simples, o jogo agora está muito mais próximo de um jogo maduro que ainda consegue resgatar aspectos de um jogo do Zelda. No vídeo é possível notar que as batalhas frenéticas são feitas ao mesmo tempo em que podemos explorar o ambiente. Desde o primeiro Zelda lá do NES, existia essa exploração acompanhada de batalhas, é um dos aspectos que fazem um jogo de Zelda ser um jogo de Zelda. Já outros jogos em 3D como Ocarina of Time,não utilizavam muito bem esse ponto na jogabilidade, já que o Z-Targeting nos impedia de olhar ao redor do cenário e deixava a câmera focada no inimigo. Logo, exploração e batalhas eram coisas completamente distantes em um jogo em que tinham que ficar coladas. Além do mais, a voz de Link parece soar muito bem (Eu tinha que falar isso em algum momento). 

Além do mais, o jogo conseguiu se livrar de uma tradição muito amada ou odiada pelos fãs da franquia: Link não será o único herói nesse jogo. Na verdade até a princesa Zelda está lá tretando e tudo mais. O que?! A Zelda está la metendo porrada nos inimigos e ajudando Link? Agora sim! É isso! Finalmente vai deixar de ser uma princesa frágil e indefesa que é sequestrada o tempo inteiro feito uma inútil, gostei! Não só a princesa, mas como outros soldados de Hyrule estarão a seu dispor, ou seja, o jogo quer realmente ficar mais realista, chega de Link fazendo tudo e o resto nada! Posso dizer que essa foi uma sacada genial, mas não quero que ela continue em todos os jogos de Zelda, porque apesar de tudo, uma das coisas mais legais nessa franquia era ser o único herói a salvar tudo e a todos, por isso gosto de histórias como a de A Link to the Past, onde não existe ninguém que podia ajudar Link em batalhas já que todos os soldados obedeciam o mago que tinha roubado o trono, ou seja, era aceitável. Agora, Skyward Sworld é uma história incoerente onde que o rei tem um exército em mãos e não faz nada enquanto sua filha foi sequestrada, legal hein. 

Fora que a trilha sonora está muito mais voltada para o rock, pode-se ouvir vários solos de guitarra nas músicas executadas no vídeo. O que é legal, eu acho, desde que o jogo não se foque muito nesse padrão musical não há nenhum problema. 

Ah, e acredito ter visto o Link falar... Esse papo de mudança me assusta sabiam? 

Eu tava mais ou menos de boa com o jogo até ver esse vídeo.

Cresus Jisto! Desde quando um jogo de Zelda tem tantos personagens assim? Não sério, quando? Pelo que eu vi, o jogo terá uns 12 personagens. Seria isso necessário em um jogo que segue o padrão Hack and Slash? Sinceramente, eu acredito que não, todos os personagens que apareceram aí não tem nada a haver com a essência da franquia, só o Link, Impa e Zelda, tirando esses três... Mas o resto, eu não sei dizer ao certo se são bons, são mesmo aceitáveis e parecem ser carismáticos, olha aquela mina que usa um guarda-chuva por exemplo, até parece que ela saiu de algum desses animes sem nenhuma atitude lógica. Enfim, pelo que vi, não será obrigatório jogar com todos os personagens (Graças a deus), e eles só estarão lá para aumentar o fator replay, se é que talvez nem isso vai acontecer, porque, todos parecem ter a mesma sequencia de golpes e técnicas, logo não teria graça jogar com outro personagem que executa técnicas da mesma maneira que você executaria em outros, a não ser que o golpe em si seja diferente, o que provavelmente vai acontecer...

Enfim, se o jogo não me obrigar a jogar com todo esse pessoal aí já estarei feliz.


Hyrule Warriors está na corda bamba, até agora vi coisas que possam fazer deste um dos melhores jogos da franquia, ou talvez, um dos piores. O sistema Hack and Slash é algo que podemos enxergar dentro de The Legend of Zelda, apesar de tudo inovações dentro da franquia ás vezes é necessário. Tudo que vi sobre o jogo me animou o suficiente para jogá-lo assim que puder, provavelmente vai ser um dos primeiros da minha lista sem dúvidas. Mas isso não significa que vou depositar toda minha confiança nesse jogo... A Koei Tecmo está claramente se esforçando para aplicar o método utilizado em Dinasty Warriors, mas sem perder a essência de Zelda.  Enfim, o jeito agora é esperar para o lançamento, porque esse jogo vale a pena jogar sim.