16 junho 2015

Game Wars - Castlevania Bloodlines VS Super Castlevania IV

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Ah qual é? Vamos, não é a melhor montagem já feita no paint, mas está bonitinha, admite.

Estou de volta, e com uma notícia muito boa para vocês meus queridos. Já faz um tempo que venho pensando nisso, não é algo muito inovador e genial a ponto de torcer os seus testículos no meio e castrá-los, apenas algo que seja novo por aqui no blog mesmo.
 
Algo que não fosse uma resenha, mas, que ainda envolvesse críticas e ideias argumentativas, que é o quê gosto de fazer. Logo me veio a ideia de criar um bloco onde compararia dois jogos, colocando em evidência suas qualidades e defeitos, para assim definir de uma vez, em minha humilde opinião, qual é o melhor. E assim foi, criei o novíssimo bloco aqui no Joystick Bugado, o Game Wars!

... É, eu sei, não consegui pensar em um nome melhor para falar a verdade.

 Bom, eu me animei para voltar a jogar alguns Castlevania's por conta das notícias de seu sucessor espiritual. Sim, joguei Castlevania de NES, bom jogo de ação e plataforma, não tive muito tempo para me dedicar a Castlevania III, apesar de ter jogado alguns minutos, e não me sinto nem um pouco interessado na cagada monstruosa que é Castlevania II.

 Então pulei estes e fui direto para meus dois jogos preferidos da franquia, Castlevania Bloodlines de Mega Drive e Super Castlevania IV de Super NES. Ambos são ótimos jogos, mas já ocorreu muitas vezes, por parte dos fãs, discussões sobre qual deles é o melhor, e até por mim mesmo que às vezes tinha dúvidas sobre qual seria o superior.

Bloodlines tinha dois personagens jogáveis, o que variava o gameplay e até o level design de algumas fases. Castlevania IV por outro lado explorava mais os controles e as capacidades do console. É meio difícil dizer qual o melhor jogo, mas isso ficará claro aqui nesta postagem, no qual darei a minha opinião.

Enredo/História

 
 História simples e direta sempre fez o charme da série. Como a maioria deve saber, Super Castlevania IV tem exatamente a mesma história do primeiro jogo por ser um remake. Nela, que se passa em 1691, o protagonista é o caçador de vampiros "Simon Belmont". O clã Belmont tem um objetivo importante: Assassinar Drácula a cada 100 anos, pois à cada século ele ressuscita novamente para por em prática seu plano maligno de... Sei lá, não faço a menor ideia do que ele quer fazer. Simon então é treinado por sua família, pois, ele foi o escolhido para derrotar o lorde dos vampiros. E a premissa (e praticamente todo o enredo) é essa, Simon vai até o castelo do Drácula com o "Vampire Killer", um chicote mágico usado há gerações pelos seus ancestrais, e entra lá para dar um belo chute nas bolas dele.

Bloodlines por outro lado se passa em 1917. Sim, o enredo ocorre justamente um ano antes do término da Primeira Guerra Mundial com a rendição da Alemanha. Você deve estar pensando que a data e época não tenham nada a ver com o enredo do jogo, certo? ERRADO! A sobrinha do Drácula, Elizabeth Bartley, quer reviver seu tio antes da hora para poder por se plano maligno em ação... Que eu continuo não sabendo exatamente qual é. E como ela fará isso? Para ressuscitar o vampiro seria necessário oferecer aproximadamente uns 14 milhões de sacrifícios e... Bom, você já sacou a ideia, certo? Elizabeth fez acontecer toda a porra da grande guerra na Europa apenas para poder reviver o vilão.

E então dois aventureiros, John Morris, descendente da família Belmont e portador do Vampire Killer, e Eric Lecarde, amigo de infância de John, portador de uma lança e possivelmente descendente do próprio Drácula (Sim, isso mesmo), partem para o temível castelo chutar novamente as bolas do vilão e da vilã.

Acho que é óbvio que Bloodlines ganha essa. O enredo de Super Castlevania IV é simples e fácil de pegar, é boa, mas muito rasa. Castlevania Bloodlines por outro lado faz algo que eu não costumo ver em jogos de videogame: Ele utiliza os fatos reais à favor da própria história, os relaciona, os completa. Fora o fato dela ser um pouco mais detalhada e excitante. Eu sei que a maioria não joga os Castlevanias clássicos pela história, mas bolas, eu devo falar disso aqui, é necessário. 

Gráficos e Arte
 
Super Castlevania IV explorava muito o potencial do hardware para fins estéticos. Na quarta fase há uma seção de plataforma em que o fundo é o interior de uma torre rodando, simplesmente lindo. Sem falar no lustre de velas gigantes que balançavam para lá e para cá de forma bem fluída. O jogo usava muito bem os gráficos e detalhavam ao máximo todo o cenário. É perfeitamente claro onde é concreto e onde é background graças as cores simultâneas em cada elemento da paisagem, mas sem parecerem distantes ou discrepantes.
 
Simon tem animações bem mais fluídas que as de John e Eric, além dele ter sido melhor ilustrado, dá para enxergar bem suas roupas, músculos e tudo mais. Dos inimigos não posso dizer o mesmo, alguns casos deixam a desejar, como aqueles cães que vem correndo no inicio de algumas fases. Jesus, aquilo parecia ter uns dois sprites e nem dava para ter certeza do que era. Na verdade tem outros que nem se movimentam, se querem saber.
 
O único problema, ao meu ver, é que os panoramas de algumas fases são bem repetitivos, como é o caso do sétimo estágio. Vejam, podem haver diferenças, mas no geral é o mesmo clima, as mesmas tonalidades de cores, os mesmos locais se repetindo um atrás do outro com míseras mudanças. Não que isso fosse algo ruim, mas em comparação a Bloodlines....
 
 
Castlevania Bloodlines é um jogo que brilha, sinceramente, tem um dos melhores gráficos que já vi em um game do mesmo console. Claro, a paleta de cores do Mega Drive não era muito grande em comparação com as muitas cores que o SNES conseguia criar e relacionar em apenas uma imagem, então as softhouses na época tinham muitas dificuldades para criarem gráficos que ganhassem destaque no console da Sega, por isso aproveitavam bastante cada aspecto estético no cenário. 

Bloodlines tem cenários com cores fortes em cada lugar, nada de cores e tons predominantes chatos (oi Castlevania II), mas não chegavam a serem coloridos, apenas notáveis. Alguns fãs reclamam que esse jogo não tem mais o clima gótico dos jogos anteriores, maior bobeira se querem saber, pois ele consegue acompanhar a atmosfera gótica sem problemas. 

Os inimigos e bosses também são muito bem desenhados e detalhados, podem ser facilmente reconhecidos e interpretados, nunca me aconteceu de olhar algum deles e me perguntar o quê seria aquilo, reconhecia numa boa, além de serem admiráveis. Lembrando que a maioria deles tinham animações bem fluídas.
 
As paisagens são únicas e memoráveis, pois, no jogo passamos em vários países da Europa, como Alemanha, Itália, França e Grécia. Em Bloodlines cada estágio tem um clima individual, na primeira fase estamos no bom e velho castelo do Drácula na Romenia com trovões a noite e aquela sensação de medo imintente, mas na segunda estamos na Grécia, em cima de um lindo rio andando por estruturas de um palácio grego ao por do sol... E sem perder o core gótico, devo lembrar.
 
 E em contraste à SCIV, cada estágio de Bloodlines contém várias paisagens divergentes. Como eu citei a Grécia, vou usá-la como exemplo.
 
 
Sim, são todas cenas da Atlantis Shinre, na Grécia. Percebe quantos panoramas heterogêneos uma só fase pode ter? E isso é elegante, sinceramente agrada aos olhos, pois isso também se torna memorável. Não que os cenários de SCIV não agradassem também, mas eles são mais mórbidos em comparação à Bloodlines, pois tem cores mais anêmicas que o mesmo, por mais que variem as muitas atmosferas diferentes à cada fase. Em defesa dele, diria que seus gráficos são muito melhores e mais detalhados, mas claro, estamos comparando um jogo de Genesis com um jogo de SNES, os detalhes e gráficos são coisas quase incomparáveis aqui, mesmo que tenham algum peso.
 
Controles
  
Não terei muito o que dizer por aqui. E por que? Porque os controles de Super Castlevania IV esmagam completamente os de Bloodlines, e diga-se de passagem, é uma grande vantagem.
 
Antes de mais nada, devem saber que controles bem programados são o essencial de um bom jogo, além de level design, claro. Um jogo pode ter uma trilha sonora foda, uma história foda, gráficos foda, mas se não tiver uma jogabilidade à altura, ele será no máximo um jogo mediano.
 
Os controles de Bloodlines são bons, mas tem alguns defeitos que prejudicam muito a quem joga. O principal defeito está no fato de que não tem como pular para algum lado sem estar em movimento. Já houve muitos momentos enquanto eu jogava de estar em uma plataforma estreita com pouco espaço e precisava pular logo para a próxima, lá eu não tinha como correr, pois não tinha tempo nem espaço.
 
Consequência?
 
Morri quando pulei, e mesmo apertando para o frente o cara caiu reto. Isso é uma grande imprecisão, pois esses acidentes acontecem muito. E mesmo que você consiga correr antes de pular, os pulos deles são desenfreados e não tem como movimenta-los durante o salto de forma precisa, é impossível sair de sua inercia no momento em que você pula.
 
Super Castlevania IV por outro lado tem controles mais seguros. Simon pode pular e você controlar ele perfeitamente durante, estando parado ou andando. Além do mais, seu chicote é muito mais útil que as armas de John e Eric (Por mais que elas também sejam úteis se forem bem usadas), você pode balança-lo e ataca-lo em qualquer direção que quiser, facilitando e muito a jogabilidade. Até se balançar usando o chicote aqui é melhor do que em Bloodlines.
 
E sabe porque isso é muito bom? Porque sempre que você morrer em SCIV, não sentirá que a culpa é do jogo, e sim, sentirá que a culpa é sua e apenas sua. Isso faz do título um jogo perfeitamente justo. Porém, não posso falar o mesmo de seu concorrente.
 
Mas em sua defesa eu posso dizer que John e Eric são mais ágeis e leves, pois Simon é bem lento e isso chega a incomodar em certos momentos.
 
Level Design
 
 
Os dois jogos tem leveis design bem semelhantes, ambos se focam nas formas de derrotar os inimigos através de simples seções de plataforma, porque né, esses dois jogos são entupidos de seções básicas de plataforma. Exemplos não faltam, como subir escadas para pegar itens e depois descer, pular em plataformas que se movem de um ponto A para alcançar ponto B, subir mais escadas, desviar de obstáculos simples como armadilhas de espinhos, subir mais outras escadas, etc. Não, não pense que estou ignorando completamente as boas seções de plataformas que os jogos oferecem.
 
Bloodlines tem algumas seções que merecem ser citadas aqui, como na Grécia, onde a água sobe e você tem que tentar se manter sempre acima para não morrer (?), daí vinham inimigos e obstáculos para te atrapalhar enquanto subia as escadas, o que era, relativamente falando, divertido. Na mesma fase tem uma outra parte em que a água desce e você fica em cima de umas canoas (ou algo do tipo) enquanto desviava das cabeças de Medusa voadoras para se manter em cima da água. Na Alemanha tem aquelas serras gigantes que se movem devagar e temos que passar no pequeno espaço livre nas bordas delas. Na Inglaterra também tem aquele lance do espelho que dificultava e muito a visão do cenário, mas que ainda era uma ideia muito bem-vinda.
 
Super Castlevania IV também tem seções de plataforma que merecem menção aqui no texto. A parte do lustre gigante foi bacana, e aquela parte em que o chão vai desmoronando atrás da gente também foi legal... E eu só me lembro disso.
 
"Evans seu fanboy de Bloodlines, só está favorecendo ele, seu merdinha, você tem demência!"

Xiuuu! E aliás, eu não tenho isso, tenho diarreia.
 
Enfim, a questão minha gente, é que Super Castlevania IV tem um level design bem fraco.
 
... Já pararam de me xingar? Ok, vamos prosseguir.
 
Como eu disse lá em cima, SCIV consiste exclusivamente de seções super simples de plataforming, não há muitas ideias interessantes para falar a verdade. Existem, de fato existem, mas 90% do jogo se foca em subir escadas e passar por seções simples como pular em um solo que se move no ar ou ficar pulando plataformas enquanto chicoteia os inimigos que aparecem. Aliás, parece que os cenários são quase ou completamente lineares, da a impressão que você está andando na mesma direção o jogo inteiro sem ter grandes desafios de uma forma anêmica. É repetitivo, enjoativo e maçante.
 
Mas atenção, eu não estou dizendo que o LD de SCIV é necessariamente ruim, apenas inferior ao lado de Bloodlines, só estou tentando deixar essa diferença clara.
 
E falando em Bloodlines, este brinda alguns caminhos alternativos em certos momentos e presenteia caminhos exclusivos aos dois personagens jogáveis, te fazendo sentir a diferença entre eles. Tem, além daquelas seções de plataforma que eu citei lá em cima (que, inclusive são poucas, só não quero ficar batendo na mesma tecla várias vezes para citar as outras), bosses e sub-bosses completamente desafiadores. Todos eles requerem um certo estudo de seus movimentos repetitivos, enquanto em SCIV eu consegui derrotar todos os inimigos nas minhas primeiras tentativas, foram os mais fáceis que já enfrentei, infelizmente.
 
Falo sério, eu me agachava em um certo canto do espaço e ficava apelando com itens e chicotadas o tempo todo. Foram batalhas incrivelmente genéricas, só não eram mais genéricas que os bosses de Donkey Kong Country.
 
Trilha Sonora
 
 
 Ah, aqui eu estou em um ponto ainda mais complicado, pois, ambos os jogos tem trilhas sonoras excelentes e fica meio difícil dizer qual é melhor. As músicas de Super Castlevania IV foram compostas por Taro Kudo e Masanori Adachi, Kudo já trabalhou em outros jogos como designer enquanto Adachi já trabalhou em outros jogos como "Super Smash Bros. Brawl". E diga-se de passagem, fizeram um ótimo trabalho. As melodias do jogo são orquestrados de forma bela. Gostei muito de músicas como a Clockwork Mansion (4-1), a Dance of the Holyman (1-2) e a Torture Chamber (8-1).
 
Bloodlines eu não posso dizer exatamente as mesmas coisas, mas, suas músicas são mais agitadas e tem mais ritmo. São belas, claro, foram obras de Michiru Yamane, que compôs pela primeira vez a trilha sonora de um Castlevania. E diga-se de passagem, as músicas são marcantes ao extremo, incrivelmente mais vivas. Mas, não tão atmosféricas quanto as de Super Castlevania IV. Músicas como as do primeiro estágio e do segundo são contagiantes! A melodia da última fase nem se fala.
 
Conclusão
 
Se existe um jogo superior aqui, está claro que este jogo é Castlevania Bloodlines! Pronto, agora posso ser segregado da sociedade sem nenhum problema, mas o que importa é que estou de consciência limpa. Super Castlevania IV não passa de um jogo superestimado por fãs cegos de nostalgia. Não me entenda mal, SCIV é um ótimo jogo, mas, eu juro que tenho vontade de voltar a dormir quando um sujeito me surge do além dizendo que este é um dos melhores títulos da série e blá blá blá. A verdade é que Bloodlines tem uma proposta muito mais abrangente, seu level design é nobre, sua jogabilidade é prática, dois personagens realmente alternativos e tem uma direção artística mais deslumbrante. Super Castlevania IV realmente tem controles magníficos, talvez o melhor da série, e gráficos que exploram ao máximo as capacidades do SNES, mas ainda temos um level design ínfero que, se fosse mais ousado e com mais propostas além de situações repetitivas, teríamos um jogo mais a altura do concorrente.
 
Notas Finais
Castlevania Bloodlines: 8.4
Super Castlevania IV: 7.8
 
 

10 junho 2015

Sega, o que diabos está rolando com você?

2 comentários:

 
Lembram quando eu disse que, geralmente, a Sega lançava um jogo ruim do Sonic e logo em seguida havia grandes possibilidades dela lançar um bom ou no mínimo decente dele? Pois, aconteceu isso diversas vezes, depois do medíocre Sonic Adventure 2 veio o incrível Sonic Advance, depois do pedaço de lixo do Sonic 2006 veio o Sonic and the Secret Rings que era legalzinho, depois do medíocre-ruim Sonic Unleashed veio o Sonic Colors e depois da cagada do Sonic Advance 2 veio Sonic Advance 3 que é... Ok.
 
Então, vocês lembram? Pois agora esqueçam!
 
Sinceramente, eu realmente esperava que talvez a Sega fosse fazer um jogo bom do Sonic depois da catástrofe monstruosa que foi Sonic Boom... Como eu queria. Mas, afinal o nome da empresa não é "Sega"? Ela deve honrar o nome, certo? Ou quem sabe apenas dar falsas esperanças para os fãs enquanto ela assassina brutalmente seu mascote.
 
Para quem ainda não estiver sabendo, esses dias foi anunciado um trailer de um novo Sonic. Veja você mesmo.
 
 
E o que eu tenho a dizer sobre isso? Bom... MALDITA SEJA VOCÊ SEGA, EXPLODA! QUEIME! SUMA DA MINHA VIDA E NUNCA MAIS VOLTE!
 
Jesus, será que só o fato de Sonic Boom ter sido o maior fracasso de vendas, ter sido o maior fracasso na série Sonic e ter sido o maior fracasso em... Em tudo! Não faz a Sega tomar vergonha na cara e resolver fazer algo decente pelo seu mascote? Mas não! Melhor continuar uma subsérie que já nasceu morta. Sinceramente, estou com medo, com muito medo do que está para vir.
 
Caso vocês tenham notado no trailer, teve muito "corre corre e pula", coisa que muitos jogos ruins do Sonic fazem, como Sonic Rush e o horrível Sonic Advance 2. E só para confirmar, o próprio Omar Woodley afirmou o seguinte abaixo:
 
A forma como fizemos o design do jogo anterior foi um choque para a fã base. Houve mais foco na exploração e menos na velocidade. Nós atenuamos um pouco a exploração e colocamos um pouco mais de velocidade em Fogo e Gelo. No jogo anterior, nós colocamos o jogador nesse labirinto, com um level design de estilo Castlevania. Os fãs de Sonic ficaram, “O que é isso? Eu só quero correr e acertar os bounce pads e as molas e correr por boosts de velocidade e fazer um ping-pong por ai.” Então nós diminuímos o comprimento e o tamanho dos levels e fizemos um caminho linear no meio. A exploração afora acontece acima e abaixo do caminho principal. Então, agora você pode ter a experiência clássica de correr pelo estágio em alta velocidade, se você quiser e também poderá explorar."
 
E acreditem, ainda tem fanboy aí dizendo que o novo jogo "tem potencial".
 
 
Olhem esses comentários, eles apareceram no Tweeter logo após o anuncio de Sonic Boom: Fire e Ice. O desgosto pelo novo jogo está sendo tão grande que a Nintendo até desabilitou a barra de porcentagem do "Gostei" e o "Não Gostei" do trailer no You Tube, pois o número de gente que não gostou era enorme! E sabe? Não estou nada surpreso para ser sincero.
 
A Sega é tipo aquela criança que vai brincar na rua com sua bicicleta nova e resolve descer uma rua estreitamente perigosa, com buracos e carros passando o tempo todo. Ela sabe que vai se quebrar completamente na primeira vez. E, inclusive, ela se quebra nesta primeira tentativa, e tentar uma segunda vez seria retardada ao extremo. Daí logo após ela tenta novamente, e sabe o que acontece? Pois é, deu merda... De novo.
 
Parem! Por favor Sonic, eu ainda sou seu fã!

09 junho 2015

Os 10 casais mais românticos dos jogos!

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Seja lá quem foi que inventou o videogame, esse indivíduo deve saber, mesmo estando morto, que sua invenção foi sensacional, pois graças aos jogos, muitas pessoas podem ignorar a vida real e as pessoas chatas e reais se distraindo completamente com o mundo imaginativo que eles oferecem.  

...E até pessoas que não são excluídas da sociedade e tem uma vida social simples também se interessam em games, afinal, eles nos apresentam personagens carismáticos em situações nas quais nós nos sentimos conectados ou familiarizados, como em um filme. A única diferença é que nos jogos nós estamos controlando o suposto protagonista em sua aventura, seja ela muito surreal, imaginativa, abstrata, concreta ou real.

E sim, os personagens que nos é apresentado nos jogos são perfeitamente humanos e expressam personalidades tão vivas que muitas vezes é quase impossível não se cativar. Claro, eu sei que existem muitos personagens que não passam de um monte de lixeiras vazias e bonitas exteriormente. Como Silver the Hedgehog e Lightning (Final Fantasy XIII).

Argh... Como eu odeio esse tipo personagem, e se você gosta de algum deles, é porque tem uma autoestima muito baixa.

Mas, o dia dos namorados está chegando, certo? Faltam três dias! E por que não comemora-lo aqui no blog? Bom... É, eu sei que 90% dos acessos que tem por aqui são de pessoas que não fazem muita coisa da vida a não ser jogar e jogar mais e depois ler blog de jogos e em seguida...

... Está bem, me desculpe.

E como homenagem ao dia dos amantes, namorados e amigos coloridos, listamos os 10 casais mais bonitos e carismáticos dos jogos de videogame. Aqueles tipos de casais tão lindos e românticos que todos nós sonhamos viver um dia e nos desfrutar do amor de uma mulher, ou de um lindo homem se você for fêmea e aí quem sabe...

... Ok, essa foi a última vez, prometo.

10º Lugar - Crono e Marle (Chrono Trigger)

Chrono Trigger foi o jogo mais incrível do SNES, se não, no mínimo foi um dos maiores, e olha que estou tentando não ser muito pessoal quanto a esse argumento. Neste jogo controlamos o protagonista, Crono, e podemos decidir sobre as suas escolhas e atos. Até mesmo escolher entre agradar ou não a mocinha...

Marle é uma princesa da família real de Leene Square, mas está fula de sua vida nobre e então decide fugir para um festival em sua vila usando roupas simples. Lá ela se tromba acidentalmente com Crono, o herói desta história. Os dois andam para lá e para cá, fazem de tudo, dançam, comem e até lutam juntos. Enfim, era nítida a química que rolava entre eles e todos nós sabíamos disso, certo?

Porém, mais tarde, Marle é mandada de volta para o passado e comete um erro que quebra toda a linha de gerações de sua família, impedindo que ela própria nascesse no futuro. É Crono quem vai lá e a salva deste pesadelo monstruoso e em seguida fogem juntos.

Tem coisa mais romântica que isso?

... Pois é, foi o que eu pensei.

9° Lugar - Aeron e Elena (Pandora's Tower) 

O Aeron REALMENTE gosta de sua amiga Elena, gosta tanto a ponto de enfrentar 13 bestas em 13 torres só para pegar parte da carne delas e oferecer á sua amada que esta sob uma terrível maldição, e ela deve come-las para se livrar disso.

E olha que a maldição, se não for tratada, transformará Elena em uma besta inconsciente que atacará a tudo que vier em seu caminho. É quase como se ela estivesse na TPM, ou é exatamente isso, só que a forma real deste monstro se torna visível.

... Nossa, nunca tinha notado isso, faz sentido agora.

Enfim, não sei, mas eu não conheço muitos caras que se disponibilizam a ir em treze torres para arriscarem suas vidas enfrentando criaturas perigosas só para conseguirem comida para sua amada que está em uma espécie de maldição. Aeron faz isso tudo e com muito prazer, mesmo que sua namorada possa mata-lo e ter um bafo horrível de carne crua.

Se isso não é uma prova de amor, então eu não sei o que é.

8° Lugar - Sora e Kairi (Kingdom Hearts)

Ah Sora, só você para se apaixonar por uma garota que conhece desde pequeno, ser mandado para longe dela em um lugar completamente desconhecido, se unir a guerreiros da realeza da Disney, enfrentar criaturas das trevas, enfrentar monstros gigantes, vilões dos desenhos animados, enfrentar até mesmo seu melhor amigo em cima de uma outra criatura gigante, fechar a porta que liga o mundo com um reino sagrado... SÓ para poder reencontrar a Kairi e dar uns pegas com ela atrás da porta da sala de jantar.

Eu já conheci muitos casos de homens que estipulavam até demais seus limites por um par de seios, mas rapaz, você me provou que nada é muito grande quando se trata de uma mulher.

... E o pior é que no tão esperado momento do reencontro, Sora é mandado para um outro lugar estranho e tem que fazer praticamente tudo que fez para encontra Kairi... De novo! Enquanto enfrenta uma organização mais assustadora que a gangue do Biff Tannen.

Que azar hein Sora, mas calma, um dia você consegue afogar o ganso com a Kairi, acredite. Você não é o único que passa por esse tipo de coisa, vai por mim.


7° Lugar: Sonic e Amy

Em Sonic CD, Amy põe em evidência todo o amor que sente pelo ouriço azul. Segue ele para todos os lados tentando agarra-lo e beija-lo... Enquanto ele tenta evitar, o que é uma atitude suspeita á princípio, mas oras bolas, ele tinha que salvar o mundo das mãos do Robotnik, não tinha tempo para mulheres. E aliás, todos nós sabemos que o Sonic sempre foi cobiçado pelas dondocas de seu mundo, ele era o maior boy-magia da Green Hill.

Porém Amy é sequestrada por Metal Sonic e então Sonic não correrá apenas para salvar o mundo, mas também, para salvar sua donzela em perigo. Mais tarde a Amy aparece em outros jogos do Sonic, sempre fazendo o possível para se tornar a namorada exemplar dele. Até Sonic Adventure 2, seu amor pelo Faster Thing Alive tem níveis sensatos, Amy até o salva de uma prisão.

Infelizmente, em Sonic Heroes esses traços sensatos somem e o único objetivo da vida dela é se tornar a escrava sexual do homem que ama. Uma pena, uma pena mesmo, eu gostava dela.

6° Lugar: Diddy Kong e Dixie Kong

Existe coisa mais fofinha que um casal de macaquinhos indo salvar seu amigo em uma ilha cheia de crocodilos?

Tá bom, eu sei que existe, mas vamos, são macaquinhos, quem não gosta de macaquinhos, hein?

HEIN!?

5° Lugar: Bowie e Elis (Shining Force II)

 A principio, a ideia de um herói involuntário salvar a vida de uma linda princesa das mãos das forças do mal pode parecer genérico e clichê. Mas, algumas séries sabem muito bem como pegar esse estereótipo e o usar de uma maneira marcante. Sim, é de Shining Force II que estou falando agora.

Shining Force II foi um RPG tático lançado para o Mega Drive, e diga-se de passagem, foi um dos melhores jogos do console. Diferente de seu antecessor, no segundo jogo, o enredo é mais desenvolvido, dando a cada personagem um fundo e uma personalidade mais penetrante.

Aqui, a princesa Elis foi sequestrada pelo Rei Galam, e mais tarde fora envenenada e caiu em um sono no qual só um beijo de amor verdadeiro a tiraria disso. Então nosso herói Bowie vai lá e beija a donzela adormecida que acorda e assim eles vivem felizes para sempre.

Well, eu sei que o romance dos dois não é o mais forte na trama deste jogo, mas...
Olhe para esse rostinho. Como não sentir seu coração explodir de tanto amor apenas com um olhar? Sinceramente, a princesa Elis é mais linda de todas que já apareceram nos jogos, mais linda até mesmo que Peach e Zelda. Se vocês conseguirem me mostrar uma melhor, parabéns, mas enquanto isso não acontecer, ela ficará no topo.  

4° Lugar: Link e Zelda (The Legend of Zelda)

É CLARO que eu iria colocar esses dois aqui na lista, o que mais vocês esperavam, hein? É, eu sei, nós já temos dois casais de herói involuntário quieto que se apaixona pela princesa loirinha e linda aqui na lista (AKA, Crono e Marle, e, Bowie e Elis).

Mas sabe, acho que isso é uma fórmula que facilmente dá certo e por algum motivo é super cativante, vai ver é exatamente isso que anima os jogadores quando vão jogar um jogo onde existem romances de heróis e princesas.

... E se você vier com babaquices de que os jogos influenciam a sociedade a ser machista com o dogmatismo de mulher inferior ao homem, por favor, vá chupar um cano de esgoto. Obrigado.

Mas Link e Zelda são o melhor caso que existe aqui, ambos morrem e renascem juntos em outras vidas sempre que Hyrule está em perigo. Eles simplesmente já estão fadados a nascerem juntos um pelo outro e isso é romântico sim, com certeza, nada no mundo pode negar isso. Em todos os jogos nós controlamos Link e salvamos a doce e linda princesa Zelda das mãos do terrível Ganondorf (ou de outros vilões como Vaati, de Minish Cap).

Infelizmente, Link nunca teve tempo para molhar o biscoito com a Zelda, uma infelicidade rapaz, uma infelicidade mesmo. Mas, siga o conselho que eu dei pro Sora.... Por mais que seu caso seja bem pior, ainda mantenha esperanças.

3° Lugar: Maria e Alucard (Castlevania: Symphony of the Night)

Imagina só você se apaixonar pelo filho dos senhor das trevas, ser cunhada de um caçador de vampiros e entrar no castelo do drácula para ajudar seu amado, que inclusive é um vampiro. 

... Eu digo, vampiro de verdade, Castlevania foi lançado em uma época onde os vampiros nas mídias faziam coisas realmente ruins e dignas destes seres místicos das trevas. Não estou me referindo aos projetos toscos de vampiros que Stephenie Meyer e Lisa Jane Smith criaram.

Mas, Maria Renard realmente vive um complexo de amor por Alucard. Ela se apaixona por ele por sei lá quais motivos para ser franco, mas hey, ele também tem uma queda por ela. E depois de matar o próprio pai, Alucard resolve entrar em um coma infinito novamente para extinguir de vez os vampiros no mundo, porém Maria, com muito amor, o convence de ir viver a sua vida com ela e todo o amor que ela pode lhe oferecer em uma casinha afastada.

A qual é, tem que admitir que isso é romântico demais, vamos.

2° Lugar: Delita e Ovélia (Final Fantasy Tactics)

Este é o casal com o final mais trágico que eu já vi, mas com um amor tão grande quanto o medo.

Delita e sua irmã, Teta, nasceram plebeus no reino de Ivalice. Após a morte de seus pais, ambos foram adotado por Balbanes Beoulve, um nobre líder do grupo militar Hokuten Knights. Delita e Teta cresceram com a família aristocrata, os dois se tornaram grandes amigos de Ramza e Alma Beoulve, filhos de Balbanes.

Delita e Ramza entram para a academia dos cavaleiros Hokuten, porém, muitas coisas acontecem e ambos começam a se questionar se os atos da família real são justos com a nação. Ainda mais após a misteriosa morte do honesto e honrado Balbanes Beolve.

Mais tarde a irmã de Delita, Teta, é morta por ordens da realeza, que não queria negociar com os sequestradores que a faziam de refém. Isso abalou Delita, e este jurou para si mesmo que se vingaria um dia dos nobres e da família real. Ele mesmo arquiteta um plano para colocar os dois grupos de cavaleiros do exercito um contra o outro e até dividir a própria aristocracia. Mas, havia uma peça chave, e ela era a princesa Ovélia, destinada a ser a rainha de Ivalice. Logo, Delita a sequestra.

Porém, ocorre um inesperado. Eles se apaixonam um pelo outro...

É, a princesa se apaixonou pelo vilão da história e seu sequestrador. Quando eu sequestrava as garotas que eu gostava, elas chamavam a policia, oras bolas.

Enfim, o final da história dos dois é uma metáfora, não vou falar mais para não dar spoilers. Aconselho você a jogar Final Fantasy Tactics.

1° Lugar: Vincent, Catherine e Katherine (Catherine)

E quem diria que o primeiro lugar iria ficar com um triangulo amoroso? Afinal, esse lance de três se tornou moda ultimamente, vários filmes e séries teen utilizam essa fórmula. Não que eu ache legal, mas alguns casos são interessantes. Mas, isso faria da lista um top 11 e não um top 10 e... Ah, que se dane, o blog é meu e se eu quiser colocar uma suruba em primeiro lugar eu coloco.

Mas se não jogou ainda Catherine, saiba que é bom você virar macho agora mesmo e começar a jogá-lo, se não vou cortar seus testículos no meio.

Catherine foi desenvolvido pela Atlus, e eu já falei deste jogo aqui no blog em uma resenha. É um puzzle onde controlamos o Vincent Brooks em uma escadaria de blocos e temos que subir tudo se não quisermos cair. Vincent é, provavelmente, o estereótipo principal de homem desocupado que vive a vida com rotinas bobas como ir ao bar com os amigos e visitar sua namorada.

Oh, a namorada...

Katherine é a namora de Vincent há uns anos, e ela está querendo algo mais sério que um mero namoro. É claro que ele não curte nem um pouco a ideia, afinal, pra quê largar a vida fácil e mole que ele levava?

Até aí está completamente de boa. Tudo muda no momento em que Brooks bebe mais além da conta em um bar e conhece uma garota da qual ele faz amor a noite inteira. E para a coincidência suprema das coincidências, a nova amante também se chama Catherine, mas com "C".

A questão é que "Catherine" é um jogo onde você responde a muitas perguntas ao longo do enredo e isso influenciará a oito finais alternativos, desde finais em que você ficará com Catherine, com Katherine, com nenhuma delas ou até ficar rico.

"Mas Evans, o que isso tem a ver com subir escadarias de blocos?"

Meu caro leitor, o que se passa no jogo é muito mais sério do que um simples caso de traição. Na verdade Vincent é só mais um dos homens que caíram na armadilha de traírem suas namoradas com a mesma mulher, a própria Catherine, que na verdade não é nem uma humana.

Logo, todos esses homens que não foram dignos de um relacionamento são mandados, enquanto dormem, para uma espécie de inferno ou coisa parecida nos seus sonhos. Lá nenhum consegue enxergar o outro, pois todos assumem formas de carneiros gigantes antropomórficos. Vincent só enxerga a ele mesmo com chifres na sua cabeça.

Irônico, pois não é ele o "chifrudo" de verdade na história.  

E qual o desafio? O chefe deste lugar, que é uma torre com vários andares e escadarias, coloca todas esses carneiros para competirem em um jogo onde eles devem subir uma torre de blocos, arrastando e puxando eles de forma que monte um caminho que te leve até o fim. Essa escadaria de blocos vai se autodestruindo aos poucos e se você não for rápido irá cair.

E se cair, Vincent morrerá na vida real também.

A relação entre Vincent e as duas garotas é extremamente engraçado, pois ele se vê completamente dividido entre as duas, e não sabe se quer ficar com Katherine a garota simples que vai te dar uma vida social simples e um lindo casamento. Ou...
Com a garota demoníaca que te dará uma vida dentro do caos no submundo.

Isso foi um spoiler? Ok, vou parar por aqui mesmo.

Menções Honrosas

Zero e Ciel (Mega Man Zero)

Shhhhh!... Eles são um casal, não importa o que bulhufas você irá dizer, mas eles são um casal para mim!

 Zero acorda muitos anos futuro após sua hibernação, mas logo se depara com o mundo todo arrasado e sua única amiga nele é Ciel, uma cientista que é líder de um grupo de rebeldes que são contra o despotismo da Neo Arcadia. Zero salva a garota da morte logo no começo e faz isso várias vezes. E ao longo dos jogos da série, Ciel vai demonstrando uma suposta atração pelo herói, o único problema é que ela é um ser humano e ele um reploid.

... O que torna isso uma espécie de amor proibido.

AAAAIIIIIIIN, VERY KAWAII.

Bowser e Peach (Super Mario Bros.)

Quê? Você realmente achou que eu iria colocar Mario e Peach na lista? HAHAHAHAHAHAHA, quanta inocência amigo, quanto inocência...

Enfim, feliz dia dos namorados, que você e seu par romântico peguem uns controles e joguem bastante videogame. Caso você não tenha um par, use as "mãos" para substituí-la.... No jogo, no jogo!

Bye!

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