20 fevereiro 2015

5 motivos que mostram que Sonic Boom foi um fracasso total!

9 comentários:


Eu sei que deveria ter feito esse post já faz um tempo, mas... É Sonic Boom, né? Quem tem vontade de fazer alguma coisa com Sonic Boom relacionado? 

Quem diria, não?... Quem diria nada, eu avisei que esse jogo iria ser uma porcaria e todos ficaram chorando as pitangas dizendo que era para esperar o jogo ser lançado e blá blá blá. Desculpe, mas, a verdade é gritante, Sonic Boom foi um grande fracasso e uma grande decepção! Ninguém gostou deste jogo, todos odiaram e se você gostou, reflita bem sobre o seu senso crítico, ele precisa de ajustes. Tanto a versão de Wii U quanto a versão de 3DS receberam péssimas notas em diversos sites e foram muito mal recebidos por todos os gamers. E por quê? Bem, é exatamente isso que vou mostrar agora, os cinco claros motivos que mostram porque Sonic Boom foi uma péssima ideia. 

... Eu tenho que parar de chamar o Sonic Boom de fracasso. Os fracassados vão se sentir ofendidos quando descobrirem que estão sendo comparados com Sonic Boom. 

As vendas foram, simplesmente, horríveis 

Não que eu seja um desses caras que defendem tal jogo falando do seu número de vendas e tudo mais, mas, Sonic Boom tinha uma suposta previsão da Sega para vender 600.000 cópias no ano de 2015, porém, esse número foi reduzido para 300.000. Sonic Boom só vendeu 25.000 cópias no primeiro mês, o que é uma vergonha. A Sega dividiu pela metade as expectativas e nem isso conseguiu, por que né? Você não acha que até o final de 2015 esse jogo venda 300.000 cópias, acha?

Fora que os jogos do Sonic vendem muito mais do que isso, Sonic Generations (PS3 e X360), por exemplo, vendeu 200.000 cópias só na primeira semana. Em 10 semanas, o mesmo jogo vendeu 593 mil cópias, e Sonic Colors vendeu 647 mil. Os jogos do Sonic, geralmente, vendem 100.000 cópias na primeira semana. Logo, Sonic Boom vendeu MUITO mal. Se não conseguiu nem alcançar a metade as vendas que eram previstas, quando as mesmas já eram baixas em comparação ás de outros jogos, é porque o negócio foi muito ruim mesmo. 

A franquia não estava pronta para receber uma Sub-série 

Reflitam, se nem a própria série está conseguindo andar direito, como acham que ela mesma possa ter uma sub-série? Vou dar um exemplo para ficar claro. Mega Man X é uma sub-série do Mega Man, com sua própria história, mundo e personagens. O próprio Mega Man X é um personagem que sofreu muitas alterações em relação ao original, mas, por que ele foi tão bem recebido? A resposta é simples, Mega Man X segue a mesma identidade e essência da série clássica. Em ambos os jogos temos um cenário em 2D onde controlamos um robô de pijama azul com um canhão no lugar da mão que só pode atirar para frente, pular e carregar este tiro para ficar mais forte. Além disso, nos dois jogos nós escolhemos qual fase queremos jogar, e no final de cada uma enfrentar um boss do qual pegamos sua arma ao derrotá-lo e usar essa mesma arma para derrotar outro boss em outra fase. Logo, Mega Man X tinha todas as qualidades necessárias para ser um jogo do Mega Man, porque a série estava presa á um sistema que sempre dava certo. 

Tá, mas, aí temos outras sub-séries como Mega Man Battle Network, no qual é um RPG diferente que não tem quase nada à ver com a série original, fora as fortes alterações no design dos personagens. Ok, ela parece ter as mesmas intenções que Sonic Boom tem, mas, por que foi bem recebida? Essa é outra resposta simples, Mega Man estava em uma boa fase, seus jogos eram em grande parte, ótimos, ou seja, uma sub-série que negasse a essência, além de não ameaçar a série original, não indicava nenhum defeito desde que fosse tão bom quanto os outros jogos. 

Agora, Sonic passou por uma fase muito ruim desde 1998 até o lançamento de Sonic Unleashed, que iniciou a Hedgehog Engine na série. Quando a Sega finalmente começou a apresentar uma jogabilidade fixa na série tivemos dois jogos bons (Sonic Colors e Sonic Generations) que foram aclamados pela crítica e todos os fãs gostaram, a série finalmente estava voltando a entrar nos trilhos e ganhar seu antigo brilho. Mas, aí veio o medíocre Sonic Lost World, quebrando completamente a ótima evolução que estava ocorrendo na série, ou seja, vai começar tudo de novo até a Sega encontrar uma jogabilidade que possa se adequar ao Sonic outra vez. Então repito minha pergunta, vocês acham  mesmo que Sonic está em uma condição boa para ter uma sub-série só sua? 

Pois é, foi o que eu pensei... Isso só mostra, claramente, que a Sega não sabia mesmo o que estava fazendo. E não me venha com essa de que a Sega muda a jogabilidade do Sonic para "não ficar na mesmisse, senão fica chato", essa é uma desculpa estúpida para tentar dizer que a Sega não faz a menor noção do que criar na série. 

(Essa imagem eu roubei da World Sonic) 
Há três anos sendo produzido e ainda saiu ruim 

Exatamente o quê a imagem e o título sugerem. A Big Red Button e a Sega se tornaram parceiras em 2011 e desde aquela época as duas vem trabalhando em Sonic Boom, pois, esse jogo iria ser o reboot da franquia, tanto que seu nome seria "Sonic Origins". Mas, com o tempo parece que rolou umas tretas entre os desenvolvedores, consequência? O jogo foi completamente mal produzido, cheio de bugs, glitches e tudo mais de ruim que você poderia ver em algum jogo. Eu analisei gameplays de Sonic Boom na internet e todos que jogaram encontraram muitos e muitos erros, tais como bugs que apareciam constantemente. E olha que ninguém estava procurando por eles, eles apareciam naturalmente, como se fosse uma característica do jogo. E não só bugs, como também Sonic Boom é cheio de slowdowns, principalmente no modo Co-Op, há slowdowns espalhados por toda parte, até nas seções genéricas de velocidade automática. O que ferra ainda mais com o objetivo do jogo de atrair fãs que gostem de jogar "trabalhando em equipe". Porr* mano, nem o prós que vocês divulgam saiu polido ou no mínimo bem feito. Afinal, tinha alguém realmente se importando com esse jogo na hora de fazê-lo? 

Essa porcaria ficou exatamente três anos sendo feito e parece que ninguém supervisionou nada enquanto estava sendo desenvolvido. A Big Red Button estava lá tentando criar um jogo que tentava ser do Sonic, enquanto a Sega ficava coçando o saco e não movia um dedo se quer pra tomar uma atitude quanto à isso. Pois é... A Big Red Button nunca fez um jogo do Sonic e não saberia fazer, então por que dar à ela essa chance? Parabéns Sega, jogou nas mãos de uma empresa qualquer o reboot da sua melhor franquia, uma responsabilidade tão grande que, pelo visto, nem vocês dão conta. 

To vendo o quanto meu personagem preferido dos games é bem tratado pelos criadores dele. A própria Sega se negou entregar as cópias deste jogo para serem testadas por profissionais, afinal, ela parecia estar ciente do quanto esse jogo é ruim. Sonic 2006 pelo menos foi elogiado nas críticas das demos... Sonic Boom nem isso conseguiu. 


O jogo humilha a franquia e sua identidade 

Eu disse isso na outra postagem e vou repetir aqui. 

"Deixa eu ver se estou certo. Robôs realísticos iguais em série tem a ver com Sonic? Não. Cenários do Crash Bandicoot tem a ver com Sonic? Não. Combate corpo a corpo tem a ver com Sonic? Não. Seções de plataforma em que a velocidade é muito limitada tem a ver com Sonic?  Não. Faixas tem a ver com Sonic? Não. 

Ou seja, se Sonic Boom não tem nada a ver com Sonic, por que é então um jogo do Sonic? Só porque tem o ele, seus amigos e anéis no meio das fases? Me responda o que faz, além disso, um jogo do Sonic ser um jogo do Sonic? Vamos nos lembrar de Sonic the Hedgehog lá de 1991. Lembro-me de um jogo onde jogávamos com um ouriço azul que tinha um estilo próprio, uma arte própria e uma jogabilidade própria. O Sonic nunca precisou ser igual a outro jogo porque ele sempre conseguiu ser bom sozinho. Os jogos clássicos do Sonic tinham cenários com uma arte que só víamos lá, fora a jogabilidade que misturava platforming e velocidade, aquilo era mesmo incrível, era único! ISSO é Sonic.

Agora eu vejo pessoas comparando Sonic Boom com jogos do Ben 10, Crash e vários outros. Isso é uma verdadeira humilhação ao ouriço, que sempre foi bom justamente por se diferenciar de outros jogos. Esse novo jogo não se parece com um jogo do Sonic, se parece com qualquer outra coisa ou sei lá o que, eu realmente não sei, mas não é um jogo do Sonic!" 

Pois é, ainda mantenho esse argumento. Sonic Boom não remete nem um pouco à identidade da série e sua essência. Pra quê que eu vou querer jogar um Beat'em Up genérico em um jogo do Sonic? É uma ideia estúpida que por algum motivo tem pessoas que apoiam. Sonic não precisa imitar nenhum jogo para ser bom, aliás, antigamente, ele que era imitado por outros jogos genéricos de plataforma. E hoje somos obrigados à ver o quanto o personagem foi rebaixado à nível de platforming sem nenhuma qualidade. 

Ninguém pega um jogo do Sonic para jogar um Temple Run ou um Beat'em Up, e sim, para jogar Sonic, simples! É tão difícil entender isso Sega? 


Bug... Glitches... Apresento á vocês Sonic 2006 2: Rise of Shit! 

Como eu disse lá em cima, o jogo é cheio de bugs e glitches que aparecem constantemente. Eu fico meio em dúvida se esse jogo foi mesmo inspirado em Sonic 2, Sonic Adventure e Sonic Generations, como disseram, porque, até agora eu não vi quase nada deste três jogos em Sonic Boom, na verdade, eu acho que os desenvolvedores eram fãs de Sonic 2006 que sonhavam que ele tivesse uma sequencia e então fizeram esse jogo. Se não é continuação de Sonic 2006, então é inspirado nele, ambos foram lançados inacabados, ambos foram feitos de qualquer jeito, ambos são cheios de bugs e ambos humilharam a série. Pois é, Sonic Boom é um tremendo orgulho para os caras que fizeram Sonic 200666. 


Viram? Sonic Boom é repleto de bugs e glitches, simplesmente por todos os lados você encontrará um. "Ain Evans, ma-ma-mas todos jogos tem bugs", isso é verdade, mas, não bugs que nos fazem ter que reiniciar o jogo todo e quebram completamente o êxtase do momento. Sonic Boom tem falhas que te OBRIGAM a parar de jogar, não é que nem Sonic 2006, lá pelo menos os bugs te matam e você podia tentar de novo, aqui o jogo te impede de jogar, é ainda pior que seu antecessor, Jesus! A humilhação era tanta que a própria Big Red Button teve que fazer um patch para download de 1GB só para corrigir esses problemas. 

Se eu fosse o dono da BRB me sentiria envergonhado de tudo. Mais ainda se fosse o dono da Sega. 


Afinal, por que? A série finalmente estava indo bem com Sonic Colors e Sonic Generations, teve o medíocre-ruim do Sonic Lost World, mas, dava para melhorar. Então por que picas fizeram esse jogo? Quem foi que pediu por isso? Na moral, quem? É óbvio que foi mais uma das bem sucedidas tentativas da Sega de ganhar dinheiro fácil em cima dos fãs que compram qualquer porcaria que tiver escrito Sonic na capa. Sonic 2006 ao menos teve pouco tempo de desenvolvimento, mas, Sonic Boom está sendo feito há três anos e ainda conseguem decepcionar tanto assim à todos? 

Eu só espero que ano que vem a Sega volte com a Sonic Team e a Hedgehog Engine para desenvolverem algo parecido com Colors ou Generations, ou se for no padrão de Lost World, que tenha melhoras, assim como Colors melhorou em comparação com Unleashed. Ou quem sabe eles não chamem o Stealth ou Taxman para fazerem Sonic 5 ou sei lá. Mas, depois de ver Sonic Boom, eu realmente não sei o que esperar da série para frente, se a Sega pode fazer algo tão ruim e humilhante quanto isso, eu fico é com medo do que mais ela pode fazer...

A parte boa de Sonic Boom é que pela primeira vez os fanboys se uniram aos fãs de verdade, e começaram a mastigar antes de engolir qualquer porcaria que vem pela frente. Imagino que todos aqueles caras que ficaram me criticando na minha outra postagem devem estar se sentindo completamente humilhados depois disso, eu me sentiria. Seja sincero, é bem melhor do que negar a verdade, apenas diga "É, tinham razão, o jogo é uma porcaria", acredite, pessoas que fazem isso tem meu respeito. 

08 fevereiro 2015

Harvest Moon (SNES)

6 comentários:

(Decidi apagar algumas reviews minha pois estavam muito fracas)
Lançado em 1996 para Super Nintendo pela Natsume, Harvest Moon é com certeza, um dos melhores jogos de SNES!
A história é simples, por ser um RPG/Simulador de vida de fazenda(QUE), não é algo tão estupendo quanto..Final Fantasy...CHRONO Trigger..Enfim..A história é o seguinte.
Você é Pete(Porém pode mudar seu nome)um jovem que deve cuidar da fazenda dos seus pais por 3 anos..Terá que fazer de tudo para deixar os seus pais orgulhosos! 

Seja bem vindo ao Mundo de Harvest Moon de SNES 


É claro que o de SNES, não é o melhor HM que existe( eu acho o HM Back to Nature e o GBC 3 os melhores ^^) porém ele tem sua "magia" bom uma das coisas mais legais da maioria dos Harvest Moon´s é que você pode se casar!YEEEEEEEEEEEEEI!
*A maioria......não TODOS!...*
Se você é um Otaku que não pega ninguém vai amar isso.!São no total 5 garotas pra se casar..que são:
Ann
Gosta:Bolos e Flores
Não gosta:Eras
Ela quer ser inventora quando crescer, ela vai inventar muitas coisas no jogo.
E a maioria vai fracassar  em festivais
Ela é bem fácil de ser conquistada, casei com ela no ano 1 no outono.
Ellen


Gosta:Flores,Leites,Ovos e bolo.
Não gosta:Cogumelos(Mario don´t like this)
Ela ama os animais, e não vai ser fácil se casar com ela.
SÓ CONSEGUI CASAR COM ESSA JOÇA no Inverno ;-;
Eve
Gosta:Flores,Uvas,Frutas do verão.
Não gosta:Eras,Peixe e cogumelos venenosos.
Ela adora vinhos e amora.Quando se casar, era irá lhe dar cerveja, pois ela trabalha no bar.
Ela é mediana para se casar.Me casei no ano 1 no dia 20 de outono.
Maria
Gosta de:Flores
Não gosta:Bolos, Eras e cogumelos venenosos.
Ela é uma religiosa, sempre fala em Deus, e quer que você vá sempre na igreja ao domingo.
Ela é muito fácil de se casar, me casei no ano 1 do verão.
Nina
Gosta:Bolos e flores
Não gosta:Flores colhidos na montanha, eras, cogumelos.
Nunca se casei com ela, então não sei se ela é fácil ou é dureza se casar com ela.
Lembrando que nesse jogo..VOCÊ PODE TER FILHOS..YEYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY

Essas músicas..

Claro que as músicas de Harvest Moon não são radicais e épicas, porém são calmas, nostálgicas e alegre.
Faz que o jogador sinta-se que esta jogando um jogo de Fazenda.
A música da cidade..É bem alegre..A musica da Primavera...
PUTZ, o tema da Primavera é o melhor tema do jogo.
E a do Inverno também

O início vai ser doloroso..Mas não desista!


Se for a sua primeira vez que estiver jogando Harvest Moon, você devera trabalhar muito..quando eu digo muito..significa..MUITO!
Mas fazendo tanto trabalho, é que você consegue dinheiro pra se casar, aumentar sua casa, comprar animais, sementes, ferramentas e etc.
O começo do jogo é um saco, você deve se esforçar MUITO, pois o jogo acaba em 3 anos, e você deve se casar pelo menos no Ano 2.(Eu me casei nesse jogo no ano 1)
Caso você esteja perdido no começo, veja dicas para ter uma boa vida nesse jogo:
-Sempre venda coisas que você encontra na montanha
-Sempre dê presentes para a garota que você goste.(Veja sempre o diário dela para ver se ela está apaixonada por você)
-Corte muita madeira no inicio, irá ajudar a você a estender sua casa.
-Sempre dance com a sua garota nos festivais.
O mais interessante desse HM, é que esse é o mais cruel comparado com os outros.
Nesse você começa apenas com 500G(Ou 200/300 não me lembro) e só vai dar para comprar uma semente ou grama.
Os preços dos animais são caros pra caramba também.
E alias, nesse jogo só existem 4 animais domésticos (O HM com menos animais?) que são:
Cachorro 
Cavalo
Vaca
Galinha

Seria o Harvest Moon mais simples?



Claro que Harvest Moon (SNES) é um ótimo jogo, porém é o mais simples da franquia, por ter poucas coisas pra se fazer, e não ter muitos animais não.
Porém não ter muitos animais não é o problema, esse jogo tem vários pontos fortes, como seus festivais (alguns são DAHORA como daquele do casa ao Ovo e outros são "Meh")
Porém o HM GB 3 tem muita mais coisas pra fazer, fazendo o HM(SNES) um dos HM´S mais fracos, porém o jogo é ainda, um dos melhores de SNES.
O jogo tem vários finais de acordo com você faz no jogo, existe final se você tem mais de 2+vacas, existe final se você se casa com alguém, se não..Ou se você pega todas as bagas de Poder.

História:7,0
Sons:10
Jogabilidade:8,0
Gráficos:9,0

Prós:
-Trilha Sonora muito boa
-Alguns festivais são bons
-O primeiro jogo que se pode casar com uma mulher e ter filhos.
-Mapa da fazenda bem grande até.
-Mesmo sendo um RPG sem luta, você vai se divertir muito com o jogo
-O jogo ensina que falando a verdade você ganha um prêmio 

Contras:
-Poucos animais
-Poucas sementes
-Alguns festivais são chatos.
-O começo é chato bagarai
-A mulher que você casa, não te ajuda no trabalho, ela só faz comida, dorme com você, e cuida do bebê.

Nota Final: 8.5 

07 fevereiro 2015

Final Fantasy Tactics

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"Po Evans! Mais uma review de um Final Fantasy?", sim estou trazendo outra review de um Final Fantasy, não me encha o saco com isso. Ah, Final Fantasy Tactics, simplesmente um dos melhores RPG's táticos que já existiram e um dos meus jogos preferidos. Poucos devem ter jogado, já que ele foi lançado em 1997, o alvoroço gamer naquela época estava mais ligado em Final Fantasy VII, logo, não recebeu sua merecida atenção. E o que é mais triste, é que Tactics é ainda melhor que  FFVII por muitos motivos técnicos ou não, sendo considerados por muitos fãs o melhor FF. Eu, por outro lado, acredito que o melhor seja o VI, é claro, mas, Tactics não fica muito atrás. Tive a liberdade de pegá-lo para jogar até o fim nesses últimos dias, joguei duas vezes e foram uma daquelas poucas vezes em que eu abro um sorriso ao zerar um jogo tão cativante, o quê é muito raro pra falar a verdade. Então sim, eu adorei jogar FFT e ele se saiu muito melhor do que eu esperava no final das contas.  

É, estou deixando completamente na cara a qualidade deste jogo, mas, danem-se, vou falar mesmo que ele é bom antes de iniciar esta review. 

Eu estava com um pé atrás para jogar esse jogo pra falar a verdade. Já que eu joguei Final Fantasy Tactics Advance de GBA... Que não foi das melhores experiências, certo? Lembram lá no início de 2014 quando este blog tinha só umas 5 ou 4 reviews? Pois é, já faz um bom tempo desde que eu era um péssimo escritor. Enfim, graças a god of war hoje as coisas melhoraram e eu acabei me interessando muito em Final Fantasy Tactics de Playstation 1, apesar de sempre me lembrar do Tactics Advance quando se referiam à ele, ao mesmo tempo eu só ouvia elogios e nunca vi alguém criticar esse jogo. Seria só mera coincidência ? Eu acho que não. Tá certo que Final Fantasy Tactics Advance não era um RPG tático incrível nem nada, era bom e decente, tinha seus méritos, mas, por ser o segundo título de uma sub-série eu imaginei que o jogo fosse melhor que seu antecessor (o FFT), como é a maioria dos casos. Felizmente, com exceção à outros, algumas vezes o primeiro título da série é uma obra prima invencível, porque né? Acho impossível a Square-Enix, na situação em que se encontra, conseguir superar este grande clássico feito por ela mesma. Sabe aquele recorde estranho que você bate em um jogo de corrida e depois não sabe como diabos fez aquilo e não consegue mais se superar? Então, Final Fantasy Tactics é o recorde da Square-Enix, ela deve entender muito bem esse infeliz sentimento. A Capcom e a Sega também... 

E a parte engraçada é que nem foram os grandes gênios da Square que trabalharam na produção deste título, e sim, uma galera que tinha acabado de sair de uma outra divisão de jogos, a Quest. Então, se você é super fã dos jogos que foram feitos por Hironobu Sakaguchi como diretor, Nobuo Uematsu como compositor e Testsuya Nomura com sua arte, Final Fantasy Tactics pode te deixar um pouco decepcionado. Enquanto a Square privou seus melhores artistas, ela resolveu confiar no pessoal todo da Quest, que já tinham produzido dois jogos de RPG tático para SNES. "Ogre Battle" é considerado o pai e a raíz de Final Fantasy Tactics, ambos sendo ótimos RPG's táticos. Apesar de tudo, as coisas ficam ainda mais engraçadas quando os próprios que desenvolveram Tactics conseguem resgatar a identidade clássica da série, que tinha começado a se alterar em Final Fantasy VI. Sim, qualquer um pode notar muitas coisas se compararmos o primeiro FF com o sétimo ou o oitavo, os cenários deixam de ser medievais e passam a ser futurísticos, os personagens também ficam mais... Bom, esse estilo artístico aí de Nomura, etc. Assim como muitos gostavam dos clássicos, o andar disso tudo ocorreu principalmente quando Sakaguchi deixou de dirigir os FF's em Final Fantasy V, rebaixando-se para produtor. A identidade clássica da série só voltou na série principal em Final Fantasy IX, último jogo em que Hironobu Sakaguchi trabalhou... 

Não querendo sair do assunto depois desse texto todo gasto falando da situação da série, Final Fantasy Tactics, mesmo sendo feito por novatos da Square, conseguiu se adequar bem a franquia e ganhou forte reconhecimento, só foi uma pena que as suas duas continuações não honraram tanto seu nome, alterando muitas coisas que já estavam ótimas no jogo original, mas, mesmo assim ainda se consistem, de um jeito ou de outro, sem conseguirem trazer a mesma diversão que o original traz. De qualquer forma eu adorei este jogo e vou dar as minhas explicações nessa review. 

Quem foram os abençoados roteiristas deste jogo? 


Essa é uma daquelas histórias grandes que há um extenso passado influenciando o quê ocorre no presente. Mas, não se preocupem, vou explicar direitinho todas as mil e uma tretas que rolam nesse jogo, tentando, é claro, não dar muitos spoilers. 

Há um tempo, eclodiu uma guerra no vasto reino de Ivalice, cuja durou 50 anos. A "Guerra dos 50 Anos" ocorreu devido a questões territoriais e conflitos de pequenas regiões entre o reino de Ivalice e o reino de Ordalia. Ivalice tinha duas frentes militares, os "Hokuten Knights" liderados por Balbanes Beoulve e os "Nanten Knights" liderados por Cidolfas Orlandu. Após muitas batalhas e até a inclusão de um terceiro reino da guerra (Romanda), Ivalice se encontrou em uma situação crítica, sendo quase obrigada a ter que se render a Ordalia. Porém, graças as forças militares de Balbanes e Orlandu, Ivalice e Ordalia assinam uma paz mútua. Durante a guerra, muitas doenças e ataques ocorrem aos plebeus, entre eles um casal de fazendeiros que morrem deixando seus dois filhos, Delita e Teta (não ria) órfãos. Balbanes, por ser muito sangue bom, aceita que os dois irmãos órfãos vão lá morar com ele e sua família nobre.

Balbanes tem quatro filhos, Dycedarg Beoulve, o mais velho, Zalbag Beoulve, um cavaleiro que lutou bravamente durante a guerra ao lado dos Hokuten Knights, Ramza Beoulve, um membro novato da acadêmia militar dos Hokuten Knights e também o protagonista deste jogo, e por último Alma Beoulve, a mais nova e não tão importante assim na história... Por enquanto. Enfim, Ramza e Delita crescem juntos e se tornam melhores amigosrsrsrs. Ambos estão treinando na acadêmia quando derrotam sua primeira batalhas contra uns ladrões medíocres aí. Logo após sua primeira vitória, provavelmente, Ramza foi todo feliz como uma criança contar tudo a seu paizinho Balbanes sobre sua incrível aventura hoje, até... Bem, só é uma pena que logo que o encontra descobre que o mesmo, por estar muito doente, está prestes a morrer. Antes de dar um adeus, ele diz à Ramza que para ser um Beoulve ele deve sempre por justiça acima de tudo ou algo assim. 

Tá, logo após, Ramza e Delita vão para Igros Castle, porém, no caminho dão de cara com um filho de uma... Um cara chamado Algus Sadalfas, um loirinho que está sendo encurralado por alguns membros dos Death Corps. Os Death Corps, para que fique claro, são um grupo de rebeldes que participaram da Guerra dos 50 anos como "Knights of Death" ao lado de Ivalice, mas, quando a guerra acabou eles se ferraram porque não receberam grana nenhuma como gratidão e nem conseguiram empregos, logo, inverteram de lado e se tornam então o inimigo principal da família real e da nobreza, atualmente a principal missão dos Hokuten Knights é extermina-los. Ramza e Delita salvam Algus dos rebeldes e assim trocam uma ideia. Ao saber que Ramza era um Beoulve, Algus quase tem um orgasmo e começa a implorar que o ajudem a salvar seu amigo Marquês Elmdor que foi sequestrado pelos Death Corps, eles dizem que não podem fazer muita coisa, mas, que vão levar ele ao castelo de Igros para ver o que podem resolver desse sequestro.

Mal sabiam a merda que estavam fazendo... 

Bom, se eu continuar contando a fundo e detalhadamente o quê ocorre na história daqui pra frente estarei dando muitos spoilers, então vou resumir tudo. O quê rola é que Omdolia, rei de Ivalice, morre (Sim, acostume-se a ver muita gente morrendo neste jogo), porém, o mesmo não deixou um herdeiro. Os candidatos são Orinas, seu filho de apenas um ano, e Ovelia (Outro nome estranho, não?) sua irmã mais nova. Logo, toda a nobreza, força bélica e senadores ficam divididos entre os dois futuros candidatos. Larg, irmão da recém-viúva rainha, é o tutor de Orinas e tem apoio de grande parte da família real, da nobreza e dos Hokuten Knights. Enquanto Ovelia é protegida pelo Duque Goltana, um dos senadores de Ivalice (Se não me engano), que recebe apoio de todo o resto do senado e dos Nanten Knights. Depois de muita armação, a guerra explode, ficando conhecida como "Lion War" (Recebe este nome porque o brasão dos Hokuten é representado por um leão branco, enquanto o Nanten é por um leão negro). E assim começa, mais ou menos, a história deste jogo, porém, Ramza descobre que há alguém por trás da guerra, controlando ela, fazendo com que Larg e Goltana se autodestruam (É mano, tenso mesmo). 

Antes de mais nada, sim, essa história é muito boa e tem uma narração que, apesar de ser complicada em alguns momentos, é boa de se acompanhar e tem também uma trama extensa. É interessante, pois, o enredo é completamente envolvente não só por estes motivos, mas, também por contar com um grande elenco de personagens carismáticos e muito cativantes. Cada um teve uma notória importância na história deste jogo e todos se desenvolvem com o andar da narrativa, o quê é muito bom. Eu mesmo gosto do próprio protagonista, Ramza, que não é um personagem cegado por uma convicção que nem grande parte dos protagonistas de outros jogos, ele muda completamente o modo de pensar com o andar do jogo, mas, mantém sua, digamos assim, "essência". Não é como se ele dissesse "Ah, dane-se tudo que está acontecendo á minha volta, meu pensamento é esse e pronto acabou!", ele enfrenta questões internas e se pergunta várias vezes se é correto lutar ao nome da nobreza e da família real e ignorar a injustiça com a nação pobre e indefesa, já que esse jogo também é meio que uma crítica social à corrupção. Isso é muito legal, eu mesmo gostei muito do personagem por essas questões, ele é simplesmente carismático. Só fiquei meio decepcionado com a forma como ele, querendo ou não, foi manipulado por um certo antagonista, do qual eu não posso falar se não vou dar muito spoiler. 

Outro ponto bom é que, novamente, a Square não está subestimando o conhecimento dos seus fãs, e sim apresentando uma forma de analisar fatos notórios que muitos não percebem, colocando o ponto de vista de cada personagem da história em relação à guerra e a ambição da família real. Isso é divertido, eu não me sinto uma criança jogando, sinto como se estivesse sentindo o perigo do jogo na minha frente. O que nos leva a outro ponto da narração. Como eu disse antes, vou repetir de forma mais clara, grande parte das cenas deste jogo nos rende momentos pensativos, me causaram raiva, intriga, surpresa, felicidade, entre muitos outros sentimentos que poucos jogos já me causaram. 

Os outros personagens também são legais. Gosto de Algus e sua visão sobre como os nobres vêem os plebeus como simples animais e não enxergam nenhum tipo de valor nessas pessoas. Também gostei de Miluda e a forma como ela abre os olhos de Ramza e Delita, falando da real situação da nação após a guerra. E acho que gostei também de Gafgarion e sua frase "Sem sacrifícios não há nada, não há história" e a forma como ele atua como mercenário. Porém, até agora eu não consegui entender esse amor descomunal que os fãs tem pela Agrias, quero dizer, eu sei que ela é uma cavaleira sagrada que defende a princesa Ovelia e talz, mas, e daí? O quê, afinal de contas, a faz tão incrível quanto vocês falam? Eu acho ela decente, uma personagem legal e ok, mas, nada além disso, pra quê tanta adoração. Alguns fãs eu realmente não entendo. 

Enfim, fora alguns erros irrelevantes em minoria, o enredo é muito bom, incrivelmente desenvolvido, prende a atenção de quem joga e tem muitos personagens envolventes. Esse é um daqueles poucos jogos que tem tantos personagens marcantes e uma história satisfatória, meus parabéns Square, o roteirista deste jogo deve se sentir a carne Friboi perto dos outros roteiristas que já trabalharam em algum Final Fantasy. 

Sabe aqueles filmes onde o personagem animado está no mundo real? Então...


Entenda que este sub-título foi só uma piada, não vejo isso de forma negativa na verdade. O jogo tem gráficos muito bons, como qualquer outro FF também tenha. Os personagens e seres vivos no jogo foram desenhados em um estilo 16 bits, enquanto o cenário é mais 3D, com texturas, efeitos, sombras, etc. E eu gostei bastante disso, não é que nem Ducktales: Remastered e seus desequilíbrios no cenário completamente em 3D e personagens 2D. Olhando bem, até que Final Fantasy Tactics envelheceu bem na parte gráfica, apesar de tudo, os cenários são detalhados e as texturas são mais vivas do que muitos outros jogos de Playstation 1 que vemos por aí, mesmo tendo aquele aspecto meio quadradão em vários lugares. As animações dos personagens, apesar de ainda utilizar o 16 bits, ficaram decentes o suficientes para se encaixarem nos cenários, fora que o número de animações diferentes que cada personagem faz é de impressionar. 

A arte é bem cativante, o jogo te faz passar pelos lugares mais variados, vai desde locais urbanos medievais, campos abertos, deserto, lagos, colinas, templos antigos, palácios, etc. Tem uma vasta gama de cenários alternativos, o quê é muito bom. A parte engraçada é que, como foi o pessoal da Quest que desenvolveu maior parte do jogo, não imaginava que eles fossem conseguir resgatar tão bem a identidade clássica da série. Como eu falei na introdução desta resenha, a série começou a passar por muitas mudanças com o rolar dos lançamentos, e isso tudo começou com Final Fantasy VI. 

Eu culpando FFVI por algum erro, medonho, né? 

Enfim, após o sexto jogo, os cenários passaram a ser um pouco menos medievais e mais aquela coisa que mistura idade média com futuro tecnológico, no sétimo jogo, os cenários ficaram ainda mais futurísticos e menos medievais. Sim, eu sei que alguns jogos como FFIX e FFXII conseguiram resgatar um pouco mais o ar clássico da série, mas, não antes do Tactics. O que me fez gostar ainda mais deste jogo, a arte remete perfeitamente à muitas coisas dos jogos clássicos, não são só os cenários, também falo de chocobos, jobs clássicas como Black Mage, White Mage, etc. 

Por outro lado, eu acho muito engraçado o design dos personagens deste jogo, quero dizer... 


... Por que eles não tem nariz? Por acaso eles são uma raça superior de aliens que dominaram o mundo e não precisam de nariz? Sei lá, nunca saberemos. E essas cinturinhas aí? Cara, os desenhistas deste jogo não tinha muito senso de magreza não, né? Parece que o pessoal de FFT viveu no deserto da Africa tentando sobreviver e após muito sacrifício perderam até massa celular. Bom, tirando a falta de nariz, barriga e essas mãos gigantes, os personagens tem um design bonito e único, acho que isso deve fazer parte do charme do jogo, ou sei lá. Pelo menos é bem melhor que as artworks dos personagens de Final Fantasy VI com aquelas imagens horríveis, né?

Calma, nenhum chocobo se feriu na produção deste game 


Acho que se eu fosse destacar a melhor parte deste jogo, com certeza seria o sistema de evolução de jobs. São, ao todo, 20 jobs diferentes que você pode utilizar em qualquer personagem do jogo. Vai desde Knights, Wizards, Priests ou Monks. Mas, ao iniciar o jogo você só terá duas jobs, Squire e Chemist, Squire é a job mais básica de todas e Chemist é a job que utiliza itens como principal habilidade. Que foi? Achou que o jogo iria começar e você iria ter todas as 20 jobs à seu favor? É aí que fica mais divertido, porque, passando certas jobs de level, você libera outras. Por exemplo, para poder ter a job Knight, é necessário que o personagem já tenha a job Squire no Level 2. A parte legal é que as jobs também passam de level, enquanto o personagem também passa. Você pode estar no level 100 e ser level 1 de job. E isso é divertido, principalmente a forma como você vai liberando jobs enquanto experimenta outras. 

Sabe o que esse sistema de jobs me lembra? Final Fantasy III de NES e Final Fantasy V de SNES. 

Além de que as técnicas são liberadas com os JP (Job Points). Cada job tem suas específicas técnicas, os Wizards fazem magias negras, as Priests usam magias de cura, os Knights usam golpes com espada que quebram a armadura do oponente, etc. Tendo uma vasta gama de técnicas diferentes, é necessário que você as consiga juntando JP, porque, cada uma tem seu valor JP, ou seja, logicamente aquele poder mais fraco vai ser habilitado com pouco JP, já aquele mais forte necessitará de mais. Além de que existem quatro tipos de técnicas: Ação, Reação, Suporte e Movimentação. Você vai entender melhor esses quatro aqui no Final Fantasy Brasil, lá eles explicam tudo direitinho. O que é? Isso aqui é uma resenha, não um tutorial ou detonado, estou aqui para opinar, não para ficar explicando tudo. 

E esse sistema de evolução me dá um baita tesão libidinal se querem saber. Ficar repetindo batalhas aleatórias nunca foi tão divertido. Eu ficava treinando como se isso fosse tão excitante quanto jogar as batalhas da história principal. Cara, quantos RPG's fazem isso? Na moral. É interessante já que nós temos uma vasta gama de diferentes formas de moldar nosso exército de subordinados com as técnicas e jobs que nós quisermos. Fora que eu até me esqueci de dizer que é possível misturar as técnicas das jobs em qualquer personagem. "Hã? Como assim Evans?", é poder colocar, por exemplo, uma técnica de Priest em um Wizard, ou seja, no fundo, é como se você pudesse por duas jobs em apenas um carinha! Minha Priest tinha técnicas de magia de cura (Obviamente), mas, ela também tinha técnicas de Time Mage e Summoner, sacaram? Não dá para explicar isso aqui em um texto, jogando vocês vão sacar melhor do que estou falando. 

O jogo também tem um sistema chamado "Brave e Faith", que serve para unificar as qualidades de cada personagem. Se ele tiver um brave maior, será melhor em golpes físicos, se ele tiver um faith maior, será melhor em magias. Eu nem sabia disso quando comecei a jogar este jogo, ah como eu me ferrei... Porque isso faz toda a diferença, pensa só colocar a job Wizard em um personagem de faith baixa. Mas, chega a ser legal este conceito, se pensarmos bem, nos ajuda a aproveitar a qualidade de cada subordinado nosso. 

Sim, neste jogo nós temos um pequeno exercito de no máximo 16 soldados dos quais a gente personaliza da forma que quiser (Com o sistema de evolução). Daí você pensa "Nossa, imagina coloca-los todos para lutar!", bom, não é bem assim que funciona. Na verdade você só pode usar no máximo cinco soldados à cada batalha, porque né, seria muito fácil usar vários soldados para aniquilar um exército de apenas cinco ou seis. 

As batalhas funcionam em turnos, como qualquer outro Final Fantasy anterior à esse. E o jogo realmente te faz desenvolver um senso de estratégia, tudo ao redor influencia o poder do ataque ou a forma como ele será feito. Há técnicas que necessitam do relevo amplo do cenário, porque ele não é reto, tem locais mais altos e locais mais baixo. Como, por exemplo, o Earth Slash que é um golpe de Monk que é feito em linha reta e necessita de chão sem muito relevo, se tentar acertar alguém que está no alto de uma casa com este golpe, ele não vai pegar. O jogador passa a utilizar o cenário à seu favor para efetuar certas ações. Um outro exemplo disso é sempre deixar seu arqueiro no local mais alto para ele poder acertar qualquer inimigo abaixo. 

Há uma job chamada Geomancer que requer 100% da ajuda do cenário em que está, pois, seus golpes envolvem forças da natureza, então se você for enfrentar algum deles na água, torça que eles não tenham nenhum poder sobre ela. 

E não é só o cenário que influencia as chances de certas ações dos personagens, também há a questão dos equipamentos, do tipo de inimigo que você enfrenta, etc. E o próprio jogo tenta dificultar as coisas em certos cenários que contém armadilhas ou pântanos que envenenam quem entra na água. Lógico que os personagens também podem ser atacados recebendo status negativos ou positivos. Logo, isso não é um Shining Force que te faz lutar apenas contra o inimigo e ignorar as coisas à volta, FFT tem um senso de realidade maior, apesar de que eu nem posso comparar muito os dois, mas, vocês entendem o que eu quero dizer. 

Para realizar batalhas e visitar vilas e castelos, o jogo disponibiliza um mapa... 


Esse é o mapa de Ivalice, imagina ele cheio de pontos que indicam reinos e outros locais ligados entre linhas, é mais ou menos isso o, digamos assim, Open World deste jogo. É divertido andar por aí, a cada local que você passa leva um dia, e é perigoso, já que você pode ser atacado a qualquer momento, dependendo por onde anda. Em cada vila e reino você pode visitar o Bar, o Shop ou o Soldier Office. O Bar e o Soldier Office são meio inúteis para falar a verdade. O Bar só serve para saber de rumores, fazer umas missões que requerem que você ande pelo mapa sem necessidade de lutar e ter informações sobre o jogo, então você, provavelmente, não vai visitar muito ele, eu não visitava. O Soldier Office só serve para conseguir novos soldados para seu esquadrão, porém, eles aparecem sempre no level 1, então ele só vai servir no começo do jogo mesmo para você criar melhor seu grupo de soldados, mais tarde se tornará inútil. O Shop é o único que você vai sempre usar, até porque cada loja tem uma exclusividade, enquanto uma é mais focada em equipamentos para magos, arqueiros, etc, a outra já é mais voltada para equipamentos para cavaleiros, monks, etc. As lojas se diferenciam, o que te dá um motivo para explora-las bem. 

Os bosses são tensos, apesar de serem poucos, são tensos. Digo, são tensos, mesmo! Não, espera, na verdade eu me enganei, os bosses são desequilibrados, porque, enquanto um é incrivelmente forte o outro é decepcionantemente fácil. O primeiro boss foi o Quecklain, cujo foi a batalha mais fácil do jogo, bastou eu focar todas as minhas forças de ataque nele que o mesmo já perdeu. O próximo foi o Velius... Esse aí sim é demoníaco, e nos dois sentidos, o cara, além de já ser forte por sí próprio, ainda invoca demônios arcaicos para ajudar ele, foi uma ótima batalha se querem saber. Infelizmente o boss final é uma porcaria e se tornou tão monótono quanto o Quecklain, decepcionante. Então eu sou meio indiferente em relação aos bosses, não sei se digo que são bons ou ruins, essa parte do jogo é mediana. 

Na verdade, tem um ponto realmente negativo neste jogo, apesar de eu apreciar a arte e tudo mais, alguns cenários ficaram mal arquitetados, atrapalhando minha visão sobre certas posições que eu precisava ver. É, foi um saco jogar certas partes do jogo em que o cenário simplesmente não ajudava muito. Ás vezes a treta tava rolando à solta, mas, porque os caras deixaram uma arvore ou qualquer coisa na frente, ficava difícil enxergar qualquer coisa. E mesmo que eu girasse o cenário, nenhum ângulo ficava decente, daí eu pergunto, como pode? É, nem tudo é perfeito, né?

Não foi composto por Nobuo Uematsu, mas, tá a altura 


Eu fiquei muito impressionado quando descobri que o Uematsu não trabalhou na produção das músicas deste jogo, pois elas eram tão boas... Nem acreditei que foi obra de Hitoshi Sakimoto, um ex-membro da Quest, que estava mandando tão bem como novato. Apesar de preferir o Uematsu, Sakimoto também consegue desenvolver um lado mais orquestrados nas músicas de Final Fantasy Tactics. As músicas deste jogo são quase todas orquestradas, que inclusive ficaram ótimas. Uma das músicas que tocam durante as batalhas aleatórias é simplesmente épica, me inspirava sempre que iria jogar. A música tema do personagem Ramza também é muito bonita, e expressa bem sua personalidade de herói mirim confuso. A música que toca na abertura também é épica. Na verdade, eu acho que a palavra "épica" consegue definir bem a trilha sonora deste jogo. Como vocês sabem que eu não sou bom para falar de trilhas sonoras então não vou ficar enrolando demais, vou deixar umas músicas que mostram bem a qualidade sonora do jogo. 

Considerações Finais 


Já ficou claro que Final Fantasy Tactics é um jogo perfeito e um dos melhores título da franquia Final Fantasy. Eu estava preocupado na hora de escrever está review, pois, não queria ser muito tendencioso, ainda mais porque esse jogo é muito bom, então eu não queria que ficasse "Hey! Hey! Olha esse jogo! Olha! Olha como ele é bom! Olha!", tentei apenas dizer o necessário. Mas, é inegável que Tactics é um ótimo jogo, tem um sistema de evolução que é muito empolgante, várias jobs para se conquistar e um sistema de batalha que é bem desenvolvido em muitos aspectos. Não só a jogabilidade, como temos uma história bem extensa e bem escrita, estilo artístico que remete à identidade clássica da série e uma trilha sonora tão boa quanto á da série principal. Tudo saiu muito bem feito e... Sim, eu amei Final Fantasy Tactics, e se tornou um dos meus jogos preferidos, é claro que ainda vou jogá-lo novamente muitas outras vezes, 
pois, seu fator replay é alto. Não que eu queira ser tendencioso nem nada, mas, o jogo é muito bom e todos devem jogá-lo assim que puderem. 

E a melhor parte é que parece que o pessoal da Quest realmente se esforçou para fazer um jogo que ao menos se encaixe no universo de Final Fantasy. O quê é engraçado, enquanto a série perdia um pouco de sua identidade, outros que chegam de fora aparecem para recupera-lá, chega a soar estranho. O jogo tem tudo que os clássicos FF's tinham, e parece que o mesmo tenta ser um FF, mas, à sua maneira, respeitando a essência. E olha que esse jogo foi algo meio... Experimental. 

Só fico triste da Square não recompensar a sub-série com sequencias à altura. Final Fantasy Tactics Advance é um jogo decente, mas, se compararmos com as qualidades impostas pelo Final Fantasy Tactics, o Advance fica muito inferior. Final Fantasy Tactics A2, bem, este foi o primeiro FFT que eu joguei, e foi por causa deste jogo que eu me desinteressei dessa sub-sério. Então... Sim, FFTA2 também não parece ser lá essas coisas, ainda preciso jogá-lo novamente para ter uma crítica mais construtiva. 

E... É isso aí pessoal, acabo por aqui a review do jogo. Agora vou começar minha review sobre Parasite Eve, não prometo ser rápido porque eu demoro demais para postar aqui no blog, infelizmente. 

História: 10 
Sons: 10 
Jogabilidade: 10 
Gráficos:

Prós: 

Ótimo sistema de evolução 
Batalhas empolgantes 
Uma história que vai prender bem sua atenção 
Direção artística que remete à identidade da série 
Músicas dignas de serem deste jogo 

Contras: 

Alguns cenários foram mal arquitetados 

Nota Final: 9.8 

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