21 novembro 2014

Os 5 melhores e piores jogos do Mega Drive

9 comentários:

Meu primo de 12 anos fez isso quando eu disse que era para enfiar o jogo do Sonic no Mega Drive ... Acho que não expliquei direito 

Ah... O Mega Drive, um dos melhores consoles já lançados pela Sega. Talvez, seja até o melhor console que ela já tenha feito. E, com certeza, todos esses gamers dos dias atuais prezam seu respeito pelo tesourinho clássico que ela produziu. 

Só é uma pena que a Sega com o tempo se tornou uma destruidora de sonhos e estuprou uma boa fatia de suas séries. Mas isso é assunto para outro post... Ou não. 

O Mega Drive concorreu em uma batalha completamente épica contra o seu super rival mortífero: Super Nintendo! Admito que não vivi a época inteira, mas, sei o que foi a tal "Console Wars" e sei também como era sensação de tensão que os garotos vivam naquela época. Se você tinha um Mega Drive, é porque você gostava dele e não gostava do Super Nintendo, logicamente, você tentaria dar razões para proteger seu console, tentando mostrar que ele era o superior. E, claro, quem tinha o Super Nintendo fazia a mesma coisa para defende-lo.

Se alguém falasse mal do Mega Drive, ou você virava homem e iria lá dar uns tapas no sujeito, ou ficava com a bunda na mão escondido atrás do carro enquanto o outro humilhava seu console preferido. 

Ai, traumas da vida...

O Mega Drive tinha o Sonic, enquanto o Super Nintendo tinha o Mario e, automaticamente, se você era fã de um, não era de jeito nenhum fã do outro. Era tipo comunistas e capitalistas, ou, petistas e tucanos, enfim. A guerra que eram essas duas empresas em busca da superioridade faz essa picuinha boba entre a Sony e a Microsoft nos dias de hoje parecer...

...Exatamente isso, uma picuinha boba. 

Mas, o Mega Drive merece tanto quanto qualquer outro console um verdadeiro amor especial de todos os gamers de qualquer geração. Foi nele que surgiram grandes clássicos, como Streets of Rage, Golden Axe, Alex Kidd in the Enchanted Castle (o segundo mascote da Sega, tomou uma surra linda do Sonic), Phantasy Star, Shining Force, Mortal Kombat, Gunstar Heroes, etc. E claro, sem se esquecer na sua arma principal e maior triunfo: Sonic the Hedgehog! 

É, naquela época o ouriço azul viveu sua melhor fase e seus melhores jogos...

Enfim, eu adorava o Mega Drive, jogava bastante na casa do meu primo. Antes de emular no PC, o meu lugar de jogar Sonic era lá. Passávamos o dia jogando Castle of Illusion, Toki e Sonic 2. Sinto falta daquela época, a época onde o surrealismo dominava nos jogos e vivíamos em um mundo gamer muito mais animador.  

E, em homenagem ao pequeno console, resolvi marcar aqui suas cinco maiores conquistas e seus cinco maiores fracassos (Que foi? Sou um cara espontâneo), e é isso, venham comigo amigos! 

OS CINCO MELHORES: 


5° Lugar: Comix Zone 

Está óbvio que eu adoro Comix Zone, certo? Eu sei que já devo ter falado dele várias vezes aqui no blog e... Ah, dane-se, vou bota-lo aqui e pronto.

Comix Zone foi um dos últimos jogos lançados para o Mega Drive, recebeu pouquíssima atenção em relação ao que merecia justamente pelo videogame já estar na queima de estoque.

Mas ainda sim o jogo é simplesmente ótimo, quando o joguei pela primeira vez eu quase queimei meus olhos de tanto ficar preso olhando para a tela do meu PC, se alguém falasse comigo, diria que eu estava completamente drogado. Comix Zone é um Beat'em Up, e, todos sabemos que o Mega Drive teve muitos jogos bons desse gênero...

A história se passa em Nova Iorque, é sobre um desenhista chamado Sketch Turner que está trabalhando em seu projeto de história em quadrinhos. Ele também é um rockeiro que mora sozinho e tem uma vida super agitada, cheia de festas e tudo de bom.

Ou seja, você quer ser ele. Vamos, admite, eu sei que quer...

Enfim, enquanto Sketch desenhava, um relâmpago cai e atravessa sua janela, acertando em cheio os seus desenhos. Isso faz, por algum motivo do qual esse jogo não explica sei lá porquê, que o vilão da história em quadrinhos, Mortus, crie vida e saia para o mundo real. Ao sair, Mortus, agarra Sketch e o manda para dentro de sua própria história (Wowwww!!!!). Chegando lá ele descobre que precisa ir até o fim das páginas para sair do HQ. 

A história carrega consigo, querendo ou não, um conceito muito bacana. Colocar o herói dentro, literalmente, de uma história em quadrinhos é uma ideia que desperta interesse de qualquer gamer até nos dias de hoje. Eu, particularmente, não gostei de como essa trama rola no início, quero dizer, por que diabos um relâmpago reviveu o vilão?! Nada é explicado e isso para mim é narrativa preguiçosa.

 Mas, fora esse desvio os personagens são cativantes e úteis, Sketch é engraçado em certos momentos e Mortus é maldoso, já que decide quando quer te dar uma nova chance e também desenha os inimigos. Enfim, é uma história boa, com conceitos bons e personagens carismáticos. 

O jogo é um verdadeiro mix de Beat'em Up com Platformer e desenvolve os dois gênero constantemente, você nem perceberá isso. Eu tinha ficado irritado quando percebi que perdíamos vida ao bater em qualquer objeto que estivesse no jogo, porque né, como não ficar? Mas, isso é outro conceito interessante de te fazer explorar bem o cenário do jogo, é possível passar ele todo sem perder uma fração de vida se você for inteligente, há itens escondidos nas folhas (lembrando que estamos em um HQ) que nos ajudam, itens que temos de empurrar e gerar "ação-reação" e qualquer outro tipo de quest ou sei lá o que. 

Ah, e é super divertido meter porrada nos inimigos que surgem no jogo, claro, porque nenhum jogo é divertido sem violência.

Enfim, Comix Zone é um clássico incrível, digno de toda a atenção como jogo de videogame, só é uma pena que a Sega esqueceu esse clássico. Existe um outro jogo chamando Unbond Saga que falha miseravelmente tentando ser um tipo de continuação espiritual de Comix Zone, infelizmente.

4° Lugar: Gunstar Heroes
Você também pode chamar este título de "Joguinho da terceira guerra mundial" se quiser

Esse game é simplesmente foda em todos os sentidos ou aspectos e deve ser jogado por todo mundo. Se você nunca jogou esta joia da Treasure, com certeza está perdendo uma chance de sentir algo melhor do que comer batata... Ou melhor do que fazer sexo, segundo o Amer em seu blog.

Algumas pessoas compararam este jogo com Metal Slug, mas, eu diria que ele é bem semelhante a série Contra, só que menos hardcore do que a mesma.

Então sim guys, estamos falando de um jogo Run and Gun onde saímos corremos atirando para todos os lados criando um cenário bagunçado de explosões, ódio e fúria com todos matando todos e tudo que vem à sua frente pode ser destruído brutalmente por ti.

... Na verdade são todos tentando matar você... E você está sozinho... Então...

... Toma seu trouxa, quero ver você ser homem agora!

Uma das coisas que mais marcam o jogo são as opções de armas que você pode utilizar. Há quatro tipos de armas, as teleguiadas, as de fogo, as de raio laser e as de tiro "normal". Sim, a palavra "normal" está com aspas porque aquilo não são balas normais, estão mais para bolas explosivas de canhão que voam à 100 por hora aos montes. Se isso é normal para você, leitor, então desconsidere as aspas. 

Agora você deve estar se perguntando se é só isso que Gunstar Heroes oferece... Não mesmo, as quatro armas diferentes podem se unificar umas com as outras e criar vários outros tipos de tiro. Sim, você pode misturar o tiro de fogo com o teleguiado ou ainda misturar o de raio laser com as balas normais, etc. Pode-se também misturar a mesma arma, deixando ela ainda mais potente do que ela já é...

Então, lembra da bala "normal"? Imagina como é unificar duas delas....

De qualquer forma, além da ótima jogabilidade, o level design é bem mais desenvolvido do que se pode esperar, há trechos de todos os tipos, seja nas fases ou nos bosses. Tem uma fase em que você está em uma espécie de carrinho dentro de uma mina com trilhos onde se passam até trens. Tem também um boss que você enfrenta em cima de um avião (Isso mesmo, um avião). Sem falar na fase do "jogo de tabuleiro", uma ideia realmente inesperada para um jogo Run and Gun.  

Eu não tenho muito o quê dizer sobre este jogo, apenas digo que você deve joga-lo se tem amor a vida.

3° Lugar: Streets of Rage 2 

Ahhhh Streets of Rage, sem dúvidas, uma das melhores franquias Beat'em Up que já joguei (Sim estaremos falando de outro fucking Beat'em Up, mas, não se preocupem, esse é o último). A trilogia Streets of Rage competiu com a série "Final Fight", da Capcom, e parece que retrata o clipe "Beat it" do Michael Jackson.

... Brincadeira caras, o que pensaram? 

Graças a esse jogo, o Mega Drive provou que os Arcades não eram os únicos a terem bons jogos de porradaria.

Chupem essa Arcades! 

Streets of Rage 2 foi sem dúvida o melhor jogo da trilogia, com o enredo mais interessante, a melhor jogabilidade e a melhor trilha sonora também, sem dúvidas, marcou muito a série e o próprio console. Na verdade, Streets of Rage é uma franquia respeitada também por suas músicas e sons incríveis. Ah, só de lembrar da música da primeira fase, já sinto vontade de jogar. Mas, por agora, vamos falar do enredo.

No primeiro jogo, a história se passa em uma cidade aleatória que antes vivia em paz. Até então, uma organização criminosa, comandada pelo "Mr. X" (Que nome criativo, né?!), toma conta dela, á transformando em uma cidade perigosíssima e até mesmo influenciando a polícia local. Ou seja, as tretas rolavam ás soltas por aí. Até que então, três amigos resolvem unir forças para derrotar a organização criminosa, eles são jovens ex-policiais (Wtf?). Ok, eles são Axel Stone, um cara alemão que pratica artes marciais em geral, Blaze Fielding, uma gostosa uma mulher que pratica judô e Adam Hunter, um lutador de box. Só lembrando, novamente, que isso tudo que acabei de explicar é o enredo do primeiro jogo. 

Após derrotarem Mr. X, um ano se passa e Skate, um moleque que anda de patins, chega em casa e a encontra toda destruída, descobre, também, que seu amigo Adam Hunter foi sequestrado. Então, ele chama Axel e Blaze para ajudarem a salvar seu amigo sequestrado. Assim descobrem que Mr. X volta e contra-ataca, mandando mais muitos e muitos "caras malvados" para derrotarem seus inimigos ex-policiais e um cara que anda de patins. Ah, e Axel chama um amigo seu chamado Max Thunder para dar uma forcinha nessa treta toda. 

E esse é o enredo do jogo, digo que é bom e super simples e objetivo para uma história sobre gangues, organizações, mafias, policia, punks e pancadaria. Eu, particularmente, não gosto muito do Skate, os caras tentaram criar alguma coisa nova com ele, mas, sei lá, não consigo curtir esse novo personagem, mesmo que o considere "aceitável". Mas, gosto dos três personagens do primeiro jogo, em especial a Blaze.

... É, eu sei o quê você pensou seu pervertido.

Ao invés de jogarmos com três caras como no último jogo, agora serão quatro opções diferentes, Axel, Blaze, Skate e o Max. Todos apresentam qualidades diferentes um dos outros, enquanto um é mais forte, o outro é mais ágil e o outro mais resistente, enfim, o mesmo esquema que existe no Golden Axe. As fases apresentam linearidade, com muitos inimigos diferentes, cada um terá uma barra de vida e nome próprio. É possível encontra itens destruindo os objetos que aparecem no cenário e também pegar armas variadas de inimigos já derrotados. Além de que é possível usar técnicas novas e a aparição de um golpe forte opcional que ao usá-lo tira parte de nossa vida. Os bosses continuam ótimos de se enfrentar. 

Enfim, Streets of Rage é um ótimo jogo e se você não for jogá-lo agora mesmo, eu dominarei os Estados Unidos. 

2° Lugar: Shining Force II 

Shining Force foi sem dúvidas um dos melhores RPG's táticos já inventados, sua história, apesar de ser um pouco genérica, é muito boa, sua trilha sonora foi marcante e sua jogabilidade é, simplesmente, maravilhosa, mesmo com alguns pequenos erros aqui e ali. Um jogo tão bom como esse merece com certeza uma continuação, certo?

Sem mais, em 1993 a Sonic! Software Planning (hoje conhecida como Camelot Software Planning) lança Shining Force II! É sem dúvidas um incrível jogo de RPG tático, capaz de superar facilmente seu antecessor. Possivelmente o melhor jogo do gênero já feito. 

A história, semelhante a do jogo antecessor, é bem rasa também, mas, aqui ela está mais puxada para o estilo "salvar a princesa ou donzela das mãos das forças do mal o do vilão mesmo". Nesse jogo, você controlará o herói chamado Bowie, o novo líder do grupo Shining Force, mas, você pode dar o nome que quiser para ele, até Dagoberto! Bowie, Sarah e Chester, são três discípulos do Sir Astral, serão os primeiros a embarcarem na nova aventura. 

Um ladrão chamado Slade resolve roubar duas jóias que estavam dentro de um santuário, a Jóia da Luz e a Jóia das Trevas. Após o furto, Slade liberta de seu selamento o Rei dos Demônios, Zeon, que passa a comandar o terrível ataque de diversas criaturas pelo reino de Rune (Lembram?). E, logo após isso, o Rei dos Demônios sequestra a princesa Elis e resolve botar o terror em todos, mas, felizmente Bowie, o mocinho nessa história, consegue com o ladrão Slade as jóias que antes selaram o demônio, e, sem elas, Zeon não terá seu poder completo. 

E assim se inicia a jornada da nova Shining Force! Em busca do salvamento da princesa, a derrota de Zeon e a paz nas terras de Rune! 

A história é tão boa quanto a do jogo anterior. Mesmo com alguns toques clichês, ela é interessante e genuína. É, eu sei que os personagens não são tão profundos, mas, são tão carismáticos que eu até me esqueço disso.  

A melhor parte está no fato de que concertaram um pequeno detalhe que tinha saído errado no jogo anterior: O envolvimento dos personagens ao enredo. Antes, nenhum membro da Shining Force apresentava algum sentimento ou opinião sobre o que estava acontecendo a não ser quando se introduziam na história.

E isso era um saco, porque, eu queria ver como cada personagem evoluiria com o passar do jogo, enfrentando suas crises interiores (igual alguns Final Fantasy's), mas, ninguém reagia a absolutamente nada, ficavam caladinhos o jogo inteiro, como se nem existissem!

Mas, em Shining Force II, os personagens estão muito mais carismáticos, as falas são mais espontâneas e os personagens ganham um envolvimento muito maior. Enfim, a história é boa de se acompanhar, como a de qualquer outro bom RPG. 

A jogabilidade, é claro, é muito mais casual comparada ao do jogo anterior. Nada de escolher se você vai conversar ou explorar alguém ou alguma coisa, agora um botão resolve tudo. E, também, nada de controles sensíveis que te fazem causar acidentes em sérias escolhas. O resto foi conservado como a melhor parte do jogo. Ainda temos as jogadas estratégicas de sempre, algumas batalhas chegam a durar mais de uma hora. E, claro, magias, ataques, curas e tudo mais que todos nós gostamos de ver em um jogo do gênero.

Shining Force II é um jogo que você nunca enjoará de jogar, é um daqueles jogos que ficam marcados como nostálgicos. Nota 10! 

1° Lugar: Sonic the Hedgehog 3 & Knuckles 

 Não só o melhor jogo do Mega Drive, esse é e sempre será, simplesmente, o melhor de todos os jogos do Sonic (Sim, eu acredito que nenhum jogo futuro do Sonic conseguirá superar esse). Sonic 3 & Knuckles foi o auge da carreira do ouriço azul, foi simplesmente a conservação do que já tinha de bom nos dois primeiros jogos, mas, com adição de elementos novos e concerto do que não estava bom. A jogabilidade é maravilhosa, resulta de três personagens que tem controles diferentes, Sonic utiliza os Shields, Tails voa e Knuckles é considerado o modo Hard desse jogo, acessando caminhos mais difíceis e bosses mais desafiadores.  

A história é considerada por alguns uma pequena falta de criatividade, o que eu não acho, na verdade, a considero simples e objetiva, assim como deve ser todas as histórias nos jogos do Sonic.

"Ah Evans, ninguém joga Sonic pelas histórias", eu jogo, e daí? 

Após os acontecimentos em Sonic 2, a Death Egg, uma colônia espacial de destruição construída pelo Dr. Robotnik, é destruída por Sonic e cai em um lugar chamado "Angel Island". Angel Island é uma ilha que flutua sobre o mar através do poder da "Master Emerald", que é protegida por Knuckles, um echidna vermelho que é o único descendente de um clã que viva na ilha, porém, que foram dizimados por um dragão lendário. Após cair na ilha com a Death Egg, Dr. Robotnik engana Knuckles, dizendo que ele quer o bem da ilha e só está lá para fazer pesquisas, e ainda fala que um ouriço azul malvado e uma raposa de duas caudas malvada estão vindo para roubar a Master Emerald. Knuckles acredita e fica a espera dos dois.

Após um tempo, Tails, através de seus dispositivos, recebe uma frequência de um poder enorme vindo dos oceanos, então, ele e Sonic vão atrás dessa frequência, a fim de descobrir o que é ela. Ao chegarem, descobrem que se tratava de uma ilha, então, Sonic se transforma em Super Sonic e voa até a ilha e é surpreendido por Knuckles, que dá um chute no traseiro dele, roubando as esmeraldas do caos (lembrando que elas estavam com Sonic, que as pegou no jogo anterior). Após isso Knuckles foge, e então Sonic e Tails começam sua aventura na Angel Island para impedirem Dr Robotnik (Afinal não tinha como eles não notarem a enorme Death Egg em cima da ilha). 

A história é simples e objetiva, igual ao jogo. É uma história simples e fácil de se entender, alguns não gostam, mas, sinceramente eu a encaro como uma história muito satisfatória. Sonic está em sua melhor fase, Tails também, Knuckles é um rival durão ao mesmo nível do herói, neste jogo ele não foi burro, apenas foi persuadido (Pena que a Sega o transformou em um alívio cômico inútil com o passar do tempo), Dr Robotnik tem um plano bem melhor do que apenas robotizar animais, reconstrói a Death Egg duas vezes e cria uma versão aprimorada do Silver Sonic, o Mecha Sonic.

A jogabilidade de Sonic the Hedgehog 3& Knuckles é brilhante, a melhor já desenvolvida para os jogos da franquia Sonic the Hedgehog. As fases possuem inúmeros caminhos e rotas alternativas que podem, ou não, serem usadas pelos três personagens jogáveis. Graças a isso, o jogo tem um ótimo fato replay, jogando e zerando o jogo com três personagens distintos, é possível conhecer as fases de diferentes maneiras, por exemplo, Tails pode voar, logo, ele pode acessoar locais que Sonic e Knuckles não podem, e isso já é um bom motivo para jogar com ele.

A exploração também é incrível, há itens escondidos em lugares que você nem imagina encontrar uma passagem secreta, lugares como paredes falsas, buracos escondidos, plataformas secretas, etc. Eu jogo Sonic 3& Knuckles desde pequeno e até hoje encontro e descubro coisas novas nele, isso sim é mágico, nunca enjoarei. Sem falar da arte extremamente cativante, constituída de cenários coloridos e imaginativos e trilha sonora composta por ninguém menos que o Michal Jackson (Não, isso não é uma piada, o rei do pop realmente compôs parte das músicas desse jogo) e também de Jun Senoe, um gênio musical. 

Enfim, Sonic the Hedgehog 3& Knuckles é um dos melhores dos melhores jogos de platforming já desenvolvidos, um marco na história do Sonic, aconselho a todos que joguem esse maravilhoso jogo, sendo fã ou não da série, irá encantar você, acredite. 

MENÇÕES HONROSAS 

Sonic the Hedgehog 

Lançado em 1991, Sonic the Hedgehog foi o primeiro jogo da franquia e um marco na história do Mega Drive e na dos jogos de plataforma. Sonic surgia até então como novo mascote da Sega, já que sua última tentativa com o mascote Alex Kidd não tinha dado certo, tiveram que investir em algo novo para competir com Mario Bros.

A verdade é que Alex Kidd era só uma tentativa de side-scroller fraco perto do Mario, e não era forte o suficiente para competir. Preocupados com a situação, a Sega procurou criar um mascote que tivesse vantagens no Mega Drive, já que o sistema do console conseguia processar imagens com mais velocidade, a ideia de um personagem que pudesse correr rápido foi imediata.

E assim surgia Sonic, com uma jogabilidade única, que misturava velocidade, física e plataforma. Mas, não foi só isso que levou Sonic a glória de seu nascimento, ainda tinha os gráficos que aproveitavam o máximo do console, a trilha sonora marcante e a arte carismática cheia de cenários coloridos, que deram uma identidade e essência ao personagem. 

Pena que a Sega resolveu destruir essa essência e identidade que a série sempre teve, e, quando tenta voltar, comete falhas épicas. Exemplo, Sonic Lost World consegue ser uma droga de jogo mesmo tentando fazer a arte do jogo voltar a seu estilo clássico, só botar um cenário ala essência Sonic não o torna um jogo que "volta as origens", é preciso um level design e jogabilidade a altura, e o jogo não tem nada disso, pior ainda se formos discutir seu enredo.

Sonic 4 então nem se fala, o jogo é quebrado e sem física, a arte é um Ctrl C Ctrl V dos clássicos e seus gráficos são tão lindos que até Da Vinci morreu pela segunda vez quando viu aquilo. 

Vectorman 

Leitor, pensa em um jogo difícil, pensa em um jogo que mistura poder de fogo, robôs, explosões,  histórias futurísticas, guerras e alienígenas. Vectorman é o jogo que você pensou meu caro leitor.

Lançado em 1995, desenvolvido pela Blue Sky e publicado pela Sega, o jogo é de shooter/platforming, gênero conhecido com "Run and Gun". Vectorman utiliza uns gráfico pré-rederizados (parecidos com Donkey Kong Country de Super Nintendo) em cenários e personagens que ficaram... Bom, tem quem gosta e tem quem não gosta, né? A moral do jogo está também em sua velocidade, ação e platforming em tempo real, você está sempre praticando os três o tempo inteiro, e isso é incrível demais! Mas, o que matou foi não terem colocado um sistema de saves ou algo parecido, desanimando, com sua dificuldade extrema, alguns jogadores que não estão afim de desafios muito difíceis e nem tanto animadores.  

Eu não joguei muito o 2, mas, gosto de verdade do primeiro jogo, apesar de tudo, foi um dos maiores clássicos do Mega, se fosse mais bem feito e produzido, talvez, estaríamos jogando Vectorman até hoje, e é bem provável que ele competiria com Mega Man e Metroid (Como fez quando foi lançado).

OS CINCO PIORES
Oh god.. Oh my god... 

5º Lugar: Alien 3 

Nunca joguei um jogo de shooter em 2D mais irritante e podre que esse. Alien 3 é um jogo baseado no filme de mesmo nome, e, como a maioria sabe, é um pouco raro um jogo baseado em um filme sair bem feito. E, infelizmente Alien 3 não foi um desses filmes, passando de um jogo completamente lixoso e só é adorado por gamers de 40 anos que viveram a época e não sabem distinguir um jogo bom de um jogo ruim. 

De qualquer maneira, os controles são horríveis, se levamos algum dano, demoramos um tempão para nos levantarmos, qualquer coisa machuca Ripley, a personagem protagonista, até se ficarmos um pouco longe do chão e cairmos recebemos dano. Os aliens aparecem e não há a menor chance de atirarmos neles, é sério, nem com o melhor reflexo é possível ver esses aliens, quando aparecem, imediatamente, pulam em você e mesmo que resolva atirar, é necessário vários tiros para matá-lo e até ele chegar em você nem dá tempo. Ou seja, isso faz de Alien 3 o jogo mais decorativo e maçante de todos, além de fazer a mesma coisa em todas as fases sem nenhuma novidade, literalmente, você deve decorar todos os exatos lugares onde estão os aliens. É um verdadeiro saco! 

Isso porque eu nem falei dos bosses... Ou melhor, do boss que você enfrenta umas 29374892 vezes o jogo inteiro, mudando apenas as técnicas com o passar do tempo, decepcionante. O boss final ainda por cima é uma fase com uns 5 ou 6 bosses desses que já enfrentamos o jogo inteiro. Muita criatividade pessoal, nota 11/10 para vocês, Arena. 

Mas, uma coisa é verdade, eu prefiro ser estuprado do que jogar alguns minutos de Alien 3. Meu deus que jogo horrível. 

4º Lugar: Altered Beast 

Esse jogo sofre a mesma superestimação que Alien 3. Altered Beast foi um jogo completamente idolatrado por fãs da Sega e do Mega Drive, mas, o jogo, como eu disse, é muito superestimado, não passa de um Beat'em Up lento e genérico. Único ponto divertido é a transformação que o jogador pode efetuar com o passar do tempo, fora isso, mais nada. 

Eu sei que ele foi lançado em uma época difícil, foi um dos primeiros jogos do Mega Drive, e o pessoal ainda não sabia como editar jogos de arcade e converte-los para o console. Mas, não há desculpa para o que é ruim, mesmo sendo injustiçado, Altered Beast é um jogo bem chato. É lento, travado e é decoreba, todos os inimigos aparecem da mesma maneira, o jogo é curto e irritantemente genérico, sem falar nos gráficos e animações feias. Só o perdoo por ter sido lançado em 1988 e ser bem velho. Mas, ainda é um jogo pobremente ruim, não será nada divertido jogá-lo. 

3º Lugar: Nightmare Circus 

A principio, esse jogo não entraria nessa lista, mas... 

Cara, esse jogo é simplesmente medonho... Não, não é isso que você está pensando, o jogo nem da medo, estou dizendo que jogá-lo é simplesmente um abuso a boa vontade de qualquer gamer que ousar jogar Nightmare Circus. Eu tomei liberdade de ir atrás de mais informações a respeito desse jogo e descobri uma coisa interessante. Ele não chegou a ser lançado porque não terminaram de desenvolve-lo. E mais, esse jogo foi lançado pela Tec Toy, por algum motivo retardado, em apenas um país, adivinha qual... Para nós, brasileiros! 

... Tec Toy desgraçada. 

Após passar muito tempo jogando, eu percebi que esse jogo tinha a capacidade de ser um ótimo jogo. A trilha sonora é muito boa, os efeitos de sons também e os gráficos até que são... Decentes, eu acho. O jogo te da a opção de começar na fase que quiser (Aprenderam com o Mega Man?), e temos ao nosso dispor muitos golpes diferentes, cada botão do controle do Mega Drive tinha uma função, o maluco dava até cabeçada. E, a história é até simples, um índio encontra um circo assombrado que aparece misteriosamente quando fica de noite, e claro, o índio vai lá para acabar com a festa. Enfim, Nightmare Circus foi uma ótima proposta de jogo e podia ser um bom game, mas, o pessoal da Sega resolveu não lançar, ficando apenas a versão beta do jogo. Tinha até um botão que girava o cenário e podíamos explora-lo bem mais rápido de forma prática. Olha só as ideias que não foram bem aproveitadas. 

Então, o jogo saiu um grande cocô, os controles são incrivelmente sensíveis, o sensor de dano não funciona direito, você pode passar horas jogando esse jogo, só vai passar humilhação atrás de humilhação. Vai por mim querido leitor, não perca seu tempo com Nightmare Circus. 

2º Lugar: Dark Castle 

Ai meu deus, eu não acredito que vou postar algo relacionado a Dark Castle aqui no blog... Jesus! 

Não dá, simplesmente não dá para passar dez minutos se quer jogando esse jogo. Nada, nada é mais irritante que isso (com exceção ao jogo que vem a seguir), se você conseguir passar a primeira tela de Dark Castle, eu juro que posto uma foto minha lambendo Sonic 2006 e ainda dizendo ''Delícia de jogo". Não tem muito o que falar desta aberração lançada para meu querido Mega Drive, os controles são horríveis, o jogo é lento, nada faz sentido por aqui! Qualquer coisa te machuca, até um rato minúsculo te tira a vida, e sua única arma para destruir algum inimigo é atacando pequenas pedras. E mesmo que você atire e acerte o inimigo, ele raramente recebe o dano, porque a droga do sistema de colisão não funciona (quase nunca) por aqui. Para piorar, as animações são horrendas, uma incrível preguiça vinda do pessoal que desenvolveu isso. Grande parte dos controles também não funcionam na hora que você precisa deles, quer subir em alguma corda? Só tentar 99999 vezes que, talvez, você consegue subir nela e morrer sendo atacado por morcegos que, simplesmente, não tem como desviar! Porque a droga dos controles demoram uma eternidade para responderem! 

Meu deus! Que jogo péssimo! Fique o mais longe possível disso, pode te passar Aids e várias outras doenças. Prefiro ficar horas jogando Nightmare Circus do que um minuto de Dark Castle. 

Vocês já devem ter notado que até agora, dos quatro piores jogos que citei, todos são jogos, no mínimo, de terror ou tenham uma atmosfera macabra/assustadora. Pois, saibam que o jogo a seguir é o mais medonho e assustador que já existiu... 




Ai... 






1º Fucking Lugar: Barney Hide's and Seek 

... Essa não. 

Me pergunto ás vezes durante os dias: "QUE RAIOS DE CRIANÇA VAI QUERER JOGAR ISSO?". Não, sério, eu não imagino como uma criança vai querer jogar um jogo onde um personagem é completamente lento, sem nenhum botão de ação definido, com as fases monótoas e sem desafio nenhum? E o pior, é que além de ser ruim para uma criança, é ruim para qualquer um que tente jogá-lo. Acabei jogando porque uns amigos me falaram que esse é um dos piores jogos do mundo... Esses caras me pagam por me fazerem perder 3 minutos da minha vida jogando esse estupro mental. 

Só de quebra, Barney é completamente lento e também irritante, o tempo todo. Você não pula a hora que quiser, a não ser que tenha algo para pular, o que é uma ideia retardada, quem vai se sentir bem jogando um jogo que não te deixa fazer o que quiser na hora que quiser? O jogo até parece sua mãe mandando em você quando tinha uns 6 anos de idade.

Um jogo deve dar liberdade ao jogador, se não da isso a ele, já começou extremamente ruim. E para piorar, Barney fica mandando beijos com corações para o jogador ao apertar algum botão aleatório (Ah, viadagem escrota), aquilo me deixava completamente emputecido. As fases são completamente genéricas e não apresentam nenhuma diversão, seu principal objetivo é encontrar as crianças que estão escondidas pelo cenário, e sempre que as encontramos, Barney solta aquela frase que me fez querer ainda mais parar de jogar esse jogo: 

"And don't remember, i love you!''

Chega, não vale ficar um minuto sequer jogando isso. 

A parte boa é que eu posso usar esse jogo como resposta à aquelas pessoas que defendem Sonic Boom dizendo que seu público alvo são as crianças. Criança nenhuma merece passar um sequer minuto jogando nenhum dos dois jogos, isso é um fato. 


E, é isso meus amigos, acabei por aqui com essa lista, espero que tenham gostado e isso possa trazer à vocês velhas e boas lembranças (ou ruins, né?) de jogos do qual muitos sempre admiraram ou, talvez, odiaram. E para quem nunca jogou muito no nosso bom e pequeno Mega Drive, que essa lista sirva de ponto de partida para que você comece a experimentar os melhores jogos que foram lançados pela Sega na era 16-bits. 

... Mas, fique bem longe desses últimos jogos na lista dos piores, ok? 

01 novembro 2014

Shining Force: The Legacy of Great Intention

Nenhum comentário:

Convenhamos, a capa americana desse jogo é estranha 

Já está perfeitamente claro que eu sou um cara que adora RPG's, seus sistemas tradicionais sempre me encantaram, mesmo que hoje em dia grande parte do estilo "RPG Tradicional" não esteja a tona. Mas fui perfeitamente familiarizado, eu acho. Enfim, re-joguei um dos RPG's mais brilhantes já feitos e um incrível clássico do nosso querido Mega Drive. Desenvolvido pela Climax e pela Camelot em 1992, Shining Force foi um dos maiores clássicos da nossa futura amiga que irá falecer: SEEEGAAAA. O jogo é um RPG Tático, segue um estilo ala Final Fantasy Tactics, Phantom Brave, Disagea, Fire Emblem, etc. 

Eu estava jogando Zelda: A Link to the Past e iria fazer uma review dele. Mas, sabe quando bate aquela saudade de algum jogo que você não joga faz tempo e desesperadamente quer jogá-lo novamente? Foi, exatamente, o que aconteceu comigo em relação a Shining Force. E, nem sei bem o porquê disso, pois, para falar a verdade, eu sempre preferi Shining Force 2. Afinal, é aquele lance de concertar o que saiu de errado no primeiro jogo e tudo mais, sabe? Naquela época 16-bits isso era típico, uma continuação, normalmente, superava seu antecessor. E, sim, Shining Force 2 foi um dos maiores e melhores RPG's táticos que já joguei e com certeza jogarei muito mais, mas, por hoje só quero falar do primeiro jogo da série "Shining Force". Claro, que mais tarde farei uma review de Shining in the Darkness, Shining Force CD ou de algum título da franquia que tenha sido lançado para Game Gear, sei lá.

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