25 julho 2014

Mega Man X

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Antes de qualquer coisa, devo pedir desculpas pela demora em postar algo aqui no blog, meu notebook foi atacado por um exército de vírus desgraçados, logo, não pude mais usar internet, mas, como eu amo você, leitor, estou dando um jeito para postar uma nova review. Não leve a sério esse lance de amar, ok? Até porque eu fico completamente irado quando não posso postar nada no blog, além de perder minhas visitas, perco a confiança de meus leitores, mas isso eu não vou deixar acontecer, eu acho. E até porque, amo meu blog, posso não estar recebendo visita nenhuma, mas sempre estarei postando e escrevendo, afinal, não sou um “prostituto da arte”, como diz meu professor, faço o que faço por amor e se por acaso o blog ficar meio parado, é porque eu (igual a você) tenho uma vida social, não sou um maluco que passa o dia todo com a cara nos videogames e no PC, tenho lá meus problemas.

Enfim, acho que já esclareci os motivos dessa demora em postar algo aqui, vamos logo para a review...

Hoje, irei falar de um dos jogos mais populares, não só do SNES, mas também um dos jogos mais marcantes e nostálgicos da comunidade gamer existente até hoje! Liguem os holofotes! TAN TANANAN!!!! É ele amigos, o incrível, maravilhoso: MEGA MAN X! Um dos jogos mais divertidos e difíceis que já foram lançados, um jogo tão incrível que se fosse um ser humano, pegaria o triplo de minas que o cara mais badalado da sua escola pega.

Quem não conhece Mega Man? Um dos personagens mais icônicos no mundo dos jogos, que começou lá no NES e por um tempo, foi uma das franquias de games mais conhecidas no mundo! Tá, se você não conhece Mega Man, então sugiro que pare de perder tempo e vá joga-lo agora mesmo, e também saia dessa bolha em que você vive.

Mega Man foi uma franquia criada pela Capcom, e a série X foi a sucessora da série que se iniciou no NES, e que foi lançada exclusivamente para SNES. Mega Man X gira sua história em torno do personagem “X”, que na verdade não é exatamente o Mega Man original, já que a sua história ocorre muitos anos após a série Mega Man.

Ok, eu confundi vocês, né? Antes de qualquer coisa, existem duas séries, “Mega Man” e “Mega Man X”, a série original, Mega Man, iniciou seus jogos no NES, a sub-série Mega Man X no SNES. O enredo da sub-série se passa anos e anos após o enredo da série principal. Entenderam? Perfeito. 

Bom, agora que a linha cronológica esta montada na cabeça de vocês e todos sabem quando cada um ocorre, vamos logo falar do primeiro jogo da série Mega Man X: Mega Man X (... Dãh?). A parte mais engraçada de estar fazendo essa review, esta no fato de que joguei Castle of Illusion, que era um jogo da Disney, como fiquei empolgado, joguei Ducktales, que também era da Disney,só que o desenvolvimento ficou na mão da Capcom, e como fiquei empolgado com a Capcom, joguei Mega Man X. Engraçado como uma coisa leva a outra, não?

Mega Man X foi lançado no ano de 1993, no dia 17 de Dezembro lá no Japão, em 1994 começou a ser lançado para os ocidentais. Foi desenvolvido pela Capcom, e publicado pela mesma em parceria com a Nintendo. Foi lançado para o videogame Super Nintendo, também conhecido como SNES (Super Nintendo Entertainment System). É a primeira subsérie do Mega Man, mais tarde vieram todas as outras que conhecemos hoje. Foi também um dos primeiros jogos 16-bits do Mega Man. No elenco deste game tínhamos um cara aí que merece ser lembrado, seu nome é Kenji Inafume, considerado criador e pai do Mega Man.

O jogo era simplesmente incrível e tinha como objetivo superar o seus antecessores, logo, no desenvolvimento de Mega Man X, a Capcom provavelmente queria inovar a série Mega Man, já que tinham feito seis jogos que pra falar a verdade, não se diferenciavam tanto. Então estava na hora de criar um novo Mega Man, um Mega Man que fosse diferente do original, que tivesse uma história mais séria, que fosse mais poderoso e não precisasse seguir o tempo inteiro as ordens de algum velhote. É aí que criaram o X, um novo Mega Man que tinha todas as qualidades de seu antecessor e ainda conseguia supera-lo com suas próprias características... Ta bom, eu admito, adoro Mega Man X, é isso, vamos logo falar do jogo.


Humanos contra Máquinas... Ou quase.  

Antes, falarei um pouco da história do Mega Man Original, porque, será necessário entender um pouco sua história para poder entender a história de X.

No ano de 20XX (pois é, é nesse fuckin ano mesmo), Dr. Light havia criado um robô chamado Mega Man, e outra chamada Roll. E nosso herói Mega Man enfrentava Dr. Willy, um cientista que queria dominar o mundo com seus robôs malignos. Vale lembrar, que Light e Willy foram amigos e juntos eles criaram vários outros robôs, porém, só Light recebeu o crédito pelas criações, então Willy se revoltou e usou esses robôs para dominar o mundo. Então, Light chamou seu parça Mega Man e o mandou dar uma surra bem dada no Willy. Porém Light era um cientista muito fodão, e na verdade, o primeiro robô que ele criou foi o X. Calma meus amigos, ainda vou explicar como foi isso.

E sim, Mega Man enfrentou e destruiu Willy várias vezes, caso alguém tenha ficado curioso nessa parte do passado....

Voltando, com a criação do robô X, Light percebeu que ele infringiu na lei n°1 da criação de robôs, deu a capacidade para X de pensar como um ser humano, e preocupado com isso, Light viu que a sociedade atual não iria aceitar, então colocou o robô dentro de uma capsula onde ficou lá durante anos. Então, espera, Light era um cientista tão inteligente que suas criações estavam à frente da própria época em que ele mesmo vivia? Eita, que apelação....

Enfim, anos após, muitos e muitos anos, Dr.Cain, um explorador e estudioso cientista, encontrou a capsula em que X dormia, ao encontrá-lo ainda funcionando, Cain cria suas réplicas, ou seja, nascem então os “Reploids”. Os reploids eram robôs iguais ao X, tinham capacidade de pensar e tudo mais. Porém X nunca ficou sabendo que é na verdade o primeiro deles, e tem em si uma fraqueza, diferente de todos os outros.

Mais tarde, alguns reploids perdem o controle, por algum motivo que eu não sei, e começam a destruir as coisas e atacar as pessoas, esses reploids ficaram conhecidos como “Marvericks”. Por conta de toda essa confusão, é então criada uma organização para derrotar e prender os marvericks, o nome dessa organização é “Marverick Hunters”, e é liderada por Sigma, um reploid, eu acho, bem poderoso. X se torna um Marverick Hunter, ao lado de seu mentor Zero, outro robô que todos nós pensamos que é na verdade um reploid também...

Lembram-se do Dr.Willy, o ex-parça do Dr.Light? Então, antes de morrer, ele criou uma arma capaz de pensar, que era muito poderosa, e podia derrotar seu inimigo Mega Man. O nome desse robô destruidor e poderoso era...... Zero! Isso mesmo, fique chocado meu caro leitor. Mas, é uma pena que ele morreu antes de terminar Zero, e que nos dias atuais sua criação esteja lutando ao lado de seu maior inimigo.

Mas sim, X e Zero serão a dupla dinâmica dessa subsérie.

Enfim, onde eu tinha parado? Ah sim, depois de um tempo, Sigma trai todos e se alia aos marvericks, e não só ele, como alguns dos Marverick Hunters mais poderosos também se traem a sua organização junto de Sigma, ou seja, agora sim fo* tudo mesmo. E então, X e Zero se uniram para derrotar Sigma e os marvericks, para botar paz na terra.

Sim, esse é um ótimo enredo, a Capcom conseguiu deixar a série com uma atmosfera mais severa, mas sem perder sua essência, aliás, a subsérie Mega Man X é um spin-off, porém, muitos consideram bem melhor que a série principal. A história é muito bem estruturada, apesar de até agora eu não entender como foi que nasceram exatamente os marvericks. Já o resto da narrativa é muito boa.

Os personagens são de fato os mais sérios e legais da série, X é de fato melhor que o original. Eu sei que os dois são bons, mas convenhamos, X é superior, ele faz tudo que o original faz e ainda faz outras coisas melhores, e também, X tem uma segunda armadura que Light deixou para ele.

 É Mega Man original, foi mal (Ih, olha lá, rimou).

Eu gosto um pouco do Zero, ele é o “garotinho” do Kenji Inafume, já que foi desenhado pelo próprio, mas, nunca fui muito com a sua cara, X é superior sem dúvidas, quero dizer, no começo do jogo, Zero salva X do Vile (um marverick), e fala na cara dura para X: “Um dia você pode ser tão forte quanto eu”.

Legal mano, nada egocêntrico Zero, nada egocêntrico. Tá, mas pelo menos ele fala que acredita em X e sabe que ele tem um poder incrível, capaz de derrotar Sigma. E o mais engraçado, é que X derrota todos os ex-Marverick Hunters, os traidores, e ainda tem gente que prefere o Zero... Eu hein. Não vou nem falar o que acontece no final, mas saibam que X da uma incrível volta por cima.

Sigma é um ótimo vilão também, ele se utiliza do clichê “vou destruir tudo para trazer a paz”, já que ele quer que o mundo seja constituído apenas de reploids e seu maior objetivo é exterminar a raça humana, e sem falar que o cara consegue ser bem traiçoeiro, já que ele entra nos Marverick Hunters de propósito só para deixa-los fracos, para quando por seu plano em ação, eles não ficarem em seu caminho. É eu gosto de Sigma, ele é sem dúvida um dos meus vilões preferidos.
Enfim, acho que até aqui podemos ver que o enredo é ótimo e muito bom, e seu bom desenvolvimento o trouxe até mesmo uma OVA que vale a pena assistir.


Vamos retalhar todos esses marvericks! 

Como todos devem imaginar ou já sabem, Mega Man X é um jogo de plataforma que consiste em tiros. Temos uma barra de sangue/saúde/ou o que você quiser chamar, que inclusive não é muito grande, tem os controles que são simples. O D-pad controla o X, pra frente vai pra frente e pra trás vai pra trás, o mesmo de sempre, certo? O botão B o faz pular, o botão X o faz atirar com o X-buster, segurando por um tempo este botão, você atirará com cargas mais potentes. Enfim, só se pode atirar para frente, nenhuma outra direção, e não há como se abaixar. É possível subir paredes pulando nelas (?). O jogo é constituído por uma fase inicial, oito fases opcionais que você as realiza na ordem que quiser, e por último, três fases que encerram o jogo, logo, teremos 12 fases ao todo, cada uma se encerra com um boss. Nas oito fases que são opcionais, enfrentamos um ex-Marverick Hunter no final de cada uma, logo, ao derrota-los, roubamos pegamos seu poder especial. Assim, você terá oito poderes diferentes para usar, mas, cada um deles tem um limite para ser usado, quando utilizamos algum, é criada uma segunda barra na tela de jogo, se ela acabar, logicamente você não poderá usar mais o poder escolhido. Durante as fases temos os marvericks que nos atacam, alguns deles, ao serem derrotados soltam itens, pode ser uma vida extra ou um treco que aumenta sua barra de saúde ou a barra de poder, se você estiver usando algum, é claro.

Durante o jogo temos Upgrades e Equipamentos escondidos, que só podem ser achados com uma bela explorada. Temos os Sub-Tanks, que são tanques de saúde extra, caso você esteja perto de perder uma vida, usa-lo vai aumentar a barra de saúde. Há quatro Sub-Tanks escondidos no jogo todo. Temos também os Hearts, ao pegar um deles, nossa barra de saúde fica maior. Teremos ao todo, oito Hearts. E por último temos as cápsulas, que foram nelas onde Light deixou a segunda armadura de X escondida, porém essa armadura esta dividida em partes, e cada uma delas esta dentro de uma capsula. São quatro capsulas ao todo, e uma extra que você só conseguira se tiver todos os Hearts, Sub-Tanks e a armadura completa.

As fases são simplesmente incríveis, primeira nota que darei para o jogo é devido ao fato de uma fase influenciar a outra. Logicamente, todos nós sabemos que nos jogos do Mega Man há sempre uma tela de “Seleção de Fases”, cujo escolhemos qual boss enfrentar em cada uma, e sim, pegarmos seu poder, que servirá de estratégia para derrotar outro boss, uma coisa meio “Tesoura-Papél-Pedra”, sacou? Porém, Mega Man X tornou isso tudo ainda melhor, porque, as coisas que você faz em uma fase, faz surgir efeito em outra! E isso é foda demais, foda demais mesmo. Um exemplo, ao terminarmos a fase de Storm Eagle, que ocorre em uma espécie de nave, a fase de Spark Mandrill fica toda destruída e sem energia, porque afinal de contas, uma nave caiu ali, e você ainda pode vê-la lá toda destruída e acabada! Isso é simplesmente uma das coisas que mais gostei nesse jogo pra falar a verdade, aumenta muito mais a variedade de experimentar e explorar uma fase, você sente que fez algo acontecer, entende? Nah, é claro que não entende, vai jogar que é melhor. 

O esforço da Capcom em diferenciar o X do clássico esta também presente nos bosses. Já jogaram o Mega Man clássico né? Se lembram que em cada boss, o cenário da luta parecia ser um quadrado estranho que ficávamos dentro? Pois bem, a luta contra Storm Eagle em Mega Man X é em uma nave que está voando bem rápida, dá para ver as nuvens passando, o vento empurrando, é tudo muito excepcional, vale dizer que a batalha contra esse boss é uma das melhores do jogo todo, não é aquele cubo sem graça em volta. Único ponto que não me agradou no caso dos bosses foi a lógica de estratégia para usar um poder contra o outro, quero dizer, alguns não parecem fazer sentido. Desde quando gelo derrota trovão? Ou Água não faz efeito em Fogo? Isso para mim é tentar criar lógica onde não existe. 

As batalhas contra os bosses na verdade são difíceis, e é necessário um pouco de treino para serem derrotados, são bem apelativos. As fases são divertidas e bem exploráveis, há itens escondidos em muitos lugares, e exploração é sempre algo bem vindo, apesar de achar que poderia ter mais, esta muito bem dosada neste game. Os marvericks são bem irritantes, porque o jogo usa o sistema respawn, igual o que é usado em Super Mario World, em que os inimigos reaparecem nos lugares onde você os derrotou, isso é chato demais, mas, é Mega Man, né? É um ponto negativo que o pessoal da Capcom acha bom. Outro ponto que me deixou um pouco decepcionado foi o fato do jogo não conter muitos caminhos alternativos, são pouquíssimos, na série clássica tinha alguns e eram bem notáveis, porém, em Mega Man X, esse conceito foi "reduzido".

Rock’n’Roll MAN! 
Vamos, a imagem é bonitinha

Não é atoa que seu nome no Japão é Rock Man X, por algum motivo que até agora eu não sei, o pessoal da Capcom lá curtia rock, e assim ficou o nome dele lá. Mas sim, o jogo tem muitas músicas de rock, na verdade, 100% da trilha sonora é pura agitação e a maioria parece ser um rock bem sério, pouquíssimas músicas são lentas e calmas. Mas não confundam, não estou falando de músicas só com guitarras e algum fundo aleatório, estilo Sonic Adventure 2, estou falando de músicas agitadas que usavam sim guitarras, mas também outros instrumentos, como baixo e teclado, por incrível que pareça, é possível notar isso. E no final, apesar das músicas parecem ser um pouco maçantes e enjoativas as vezes, até que não tivemos uma trilha sonora tão ruim assim, ela é divertida se pararmos para escuta-la bem.

Considerações Finais 

Sim, Mega Man X é um dos melhores jogos já feitos, não só para o SNES, mas também como um jogo no meio de todos os outros que existiram. É triste ver o que a Capcom faz com a franquia hoje em dia, um personagem que sempre teve valor no mundo gamer, hoje esta lá enfiado no porão de qualquer maneira, e parece que não vai mais sair, eu só vou dizer uma coisa, espero que Mighty No.9 seja uma incrível sucesso. Mas voltando ao Mega Man X, um jogo que vale mesmo a pena ser jogado e rejogado várias e várias vezes, é o primeiro jogo da primeira subsérie do personagem, marcou por ser muito bom e hoje é muito bem lembrado. O que há nesse jogo? Tudo, nada saiu errado, e o que saiu, passa despercebido. Com “tudo”, falo de histórias divertidas e um enredo bem desenvolvido e uma jogabilidade que consegue ser uma perfeita evolução em comparação com os antecessores. Se puder, jogue-o agora mesmo, não estará perdendo nada em sua vida. 

História: 8
Sons: 6
Gráficos: 7
Jogabilidade: 9

Prós:
Enredo fascinante
Personagens que cativam
Incrível evolução em comparação com o clássico
Acontecimentos em uma fase fazem efeito em outra
Há sempre exploração
Controles facilmente simples e divertidos
Bosses desafiadores
Trilha sonora é até legalzinha
O jogo tem vários momentos impressionantes

Contras:
Poderia ter mais caminhos alternativos nas fases
Respawn, como sempre... 

Nota Final: 9.0 

04 julho 2014

Ducktales

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Olá amiguinhos do meu heart! Como andam? Hein, hein? .....

Enfim, vamos novamente ler uma nova review de um jogo da Disney que eu fiz. Eu fiz a review, não o jogo, vocês entenderam né? Só que dessa vez, eu não tive a simples ideia de jogar tal jogo enquanto comia uma coxinha em casa, como na maioria das vezes. Dessa vez, e pela primeira vez eu recebi um pedido! Isso que você leu. Pois é, como minha review do Castle of Illusion repercutiu bem e teve um bom número de visualizações, acabou que me pediram para fazer uma review de outro clássico da Disney: Ducktales! 

Ducktales foi um jogo de NES lançado no final dos anos 80 e no começo dos anos 90 (1989 para ser mais específico). O jogo é baseado na animação da época com o mesmo nome, devido a seu sucesso, Ducktales foi muito bem vendido mesmo sendo o início da época dos jogos 16-bits, e arrasou como jogo 8-bit. Até no menu título do jogo toca a abertura do desenho, mostrando que é de fato um jogo da animação. Foi lançado para Nintendo e desenvolvido pela Capcom, na época em que ela não estuprava desvalorizava seus jogos. Tanto que o início do jogo lembra vagamente a série do personagem mascote na época da empresa, Mega Man. Nos jogos do azulão, não jogávamos as fases já selecionadas para a gente passar, e sim, escolhemos qual queremos ir primeiro e quais jogaríamos depois. Isso era novo na época, afinal, é o que chamamos de "Fator Replay", e Mega Man e Ducktales foram um dos primeiros jogos utiliza-lo. Mas por sorte, Ducktales não tem uma dificuldade brutal igual a dos primeiros jogos do Mega Man. Engraçado, que fui dar uma olhada no elenco do jogo e descobri que o Kenji Inafume estava na produção dele, acho que isso explica um pouco seu bom desenvolvimento. 

Ducktales surpreende por ter um ótimo level design, acompanhado de gráficos lindos e uma arte, ala essência Disney, fora a trilha sonora que tem músicas 100% memoráveis. Jogando, admito que demorei para pegar o jeito e apanhei muito nas primeiras fases, mas os comandos eram tão cativantes, que eu queria continuar jogando cada vez mais e mais. Ele recebeu um remake nesses últimos anos, chamado Ducktales: Remastered (sim, esse é o nome mais óbvio e sem criatividade do mundo), que parece ser bom, joguei a demo uma vez e me lembro de ter me divertido bastante, foi lançado para PS3, X360 e Wii U, um dia, quem sabe, ainda jogo ele até o fim. Enfim, não da mais para ficar aqui de conversa mole, Ducktales é um p* jogo dos anos 80. Infelizmente não vivi essa época, mas quando um jogo é bom mesmo, ele continua sendo bom independente da época. Ouviram Sonic Adventure e God of War? 


"Ostentação fora do normal" mesmo cara 


A história se resume em nosso protagonista, o Tio Patinhas, que além de ser rico, é ainda um manjador de aventura. Ele e seus sobrinhos e amigos viajam pelo mundo em busca dos seus cinco maiores tesouros. 

É SÓ ISSO 

Ta, a história tinha que ser super simples, se ela queria se basear em uma série de desenho animada, era bem provável. Então, como não temos muito o que falar da história, vamos aos personagens e afins. Antes de mais nada, o jogo se passa em vários lugares que, inclusive, existem. São cinco fases: Os Himalaias, uma fase de gelo. A Transylvania, um castelo sinistro com fantasmas, zumbis, múmias, etc. As Minas Africanas, o nome já é alto-explicativo, a fase contém um daqueles carrinhos que tem dentro das minas para carregar pedras e talz. A Lua, é, é isso mesmo que você leu, mas lá tem alienígenas e óvnis. E por último, a Amazônia, é isso mesmo, o Tio Patinhas passou pelo país do futebol, bem que podia ter deixado algo pra gente, mas fazer o que né? A moral da história desse jogo é "Crianças, não se esqueçam de ser gananciosas". Aliás, cada um desses lugares esconde um tesouro que te deixará ainda mais rico, e qual o objetivo do jogo? Tornar o Patinhas o pato mais rico do mundo.... Então ta né, pra que jogar Banco Imobiliário? 

Mas, relevando essa zoeira aí em cima, eu digo que a história do jogo é simples o suficiente para ele, não da para esperar uma história maior de um jogo que se baseia em uma série de animação de patos falantes. Então.. Bom, tanto faz para mim, a história na verdade é o ponto mais fraco desse jogo, e nem é muito relevante até você chegar no fim dele. Mas, não confundam as coisas, eu nunca disse que a história é ruim, só disse que ela é bem simples, na medida certa, ou você esperava um enredo estilo Sonic 2006? 

Nossa.... 

Acabei de imaginar, como seria se fosse lançado um "Ducktales 2006". Imagina só, o Tio Patinhas iria enfrentar criaturas de um deus da destruição, salvar uma princesa que parece ser fugitiva do elenco de algum Final Fantasy, e no final iria acabar morrendo e sendo revivido por um beijo romântico dela, e assim se transformando no "Fuck Duck Scrooge", caralho, iria ser muito louco!

Calma galera, eu só estou brincando.

Certeza que isso não é um hack do Mega Man? 


Ta bom, eu exagerei no sub-título, mas eu realmente achei o jogo parecido com Mega Man. Ok, o jogo é um platformer, logo no inicio temos a escolha de qual fase jogar, estas são as que eu falei ali no enredo do jogo. As fases são prolongadas, cheias de obstáculos e inimigos, como por exemplo múmias, fantasmas, abelhas, ET´s, etc, uma grande suruba de inimigos. O jogo contém itens dentro de baús, semelhantes aos dos jogos do Zelda. Os itens são vários, temos uma maça que nos da poder de invencibilidade. Temos os diamantes, que nos dão dinheiro (que no caso desse jogo são pontos, para você ver o nível da ganancia), são diamantes amarelos e vermelhos, os amarelos são menos valiosos. Temos também o sorvete, que nos dão mais um ponto de HP, e o bolo, que aumenta 100% sua vida. E falando em vidas, temos também umas miniaturas do Tio Patinhas, que nos dão mais vidas, mais chance, enfim. Alguns itens ficam invisíveis, e só aparecem ao passarmos em sua frente. Todas fases tem um tempo, que caso acabe, você morre (Nossa! Sério mesmo?), temos também o HP, que no início do jogo são três pontos, mas ao longo dele, há como aumentar. Tio Patinhas corre e pula como qualquer outro personagem de jogo de plataforma faz, seu ataque ocorre quando pulamos. Enquanto você pula, rapidamente, é preciso apertar a seta para baixo e o botão "B", assim, Patinhas cai usando sua bengala, atacando inimigos e ficando imune á espinhos, se você segurar o botão "B", Patinhas dá vários saltos igual a um pula-pula, sendo que assim ele vai mais alto do que seu pulo normal. Tio Patinhas também usa sua bengala para bater em itens lançáveis como pedras, que nos dão uma boa ajuda em algumas fases. No final de cada stage temos um boss, ao derrota-lo, ganhamos o tesouro da tal fase. 

A jogabilidade é sem dúvidas uma das melhores de plataforma que eu já vi, primeiramente, as fases são completamente abertas, contendo caminhos alternativos e passagens secretas que você nunca imagina encontrar. Caminhos alternativos são sempre uma boa forma de dar variedade ao jogo e também a dar liberdade para o jogador de explorar mais a fase. E cara, as passagens secretas são simplesmente as mais escondidas e satisfatórias que você vai encontrar, há sempre paredes falsas e plataformas invisíveis que é quase impossível de se notar, se você procurar explorar bem as fases do jogo, vai ficar muito satisfeito, eu mesmo amei o level design desse jogo por causa disso. Os inimigos são simples, andam para lá e para cá, alguns nos atiram coisas, e assim varia. Mas tenho que destacar aquela abelha na primeira fase, que simplesmente enche o saco até o último momento, se você já jogou algum Mega Man de NES, vai saber do que estou falando, quando algum inimigo sempre vai re-aparecer... Voando. 

Os controles do Tio Patinhas são ótimos, sua velocidade é super equilibrada, seus saltos são também, e o golpe de saltar com a bengala é ótimo, usei milhões de vezes no jogo, te da a liberdade para explorar muito, eu só achei o comando da ação muito difícil, houve momentos em que eu não tinha tempo para apertar para baixo e depois apertar "B", por que simplesmente não faze algo mais simples, como por exemplo apertar "A" duas vezes ou algo assim? Mas fora esse comando irritante em alguns momentos, o personagem ainda é um ótimo protagonista, jogavelmente falando. Os bosses para falar a verdade não são nada de mais, eles são super simples, da para prever seus movimentos em questão de segundos, é bem simples, não são nada demais. Única coisa que não me agradou nada, foi o fato da fase final ser na verdade uma fase que nós já jogamos, ou seja, isso torna um final meio brochante, se não fosse o boss final, eu diria que esse jogo tem um final bem monótono. 

Mas é isso, o tem uma jogabilidade incrível, e com o passar do tempo continua boa, e esse jogo envelheceu muito bem, ficou feliz de te-lo jogado, não perdi nada com relação a isso. E se você não jogou ainda, vá jogar agora, que eu te garanto uma boa diversão. 

Só que, tenho que comentar algo muito estranho que vi no jogo. Olhe esse vídeo, avance para 2:45 e veja o que acontece enquanto Tio Patinhas anda no carrinho com seus sobrinhos. Quando chega no final, ele pula e o carrinho cai. Quando joguei essa parte na primeira vez, eu não pulei e morri. Então.... Espera aí, quer dizer que os sobrinhos do Patinhas morrem? Como? Se mais tarde eles reaparecem? ..... Sinistro. 




Eu já disse antes, vou dizer de novo. É Disney né cara... 


O que dizer da arte e dos gráficos, são muito bonitos, comparados a jogos de 8 bits, são simplesmente demais, eu particularmente gostei. Os fundos são variados, os cenários são detalhados, e até os inimigos tem animação cativantes. Eu não estou dizendo que os gráficos são SUUUPER incríveis, mas admito que eles cumprem bem com seu papel, e realmente são as vezes surpreendentes. A arte também foi outro fato bom, mas eu esperava ver cenários mais imaginativos, a maioria deles (com exceção a The Moon) são um pouco realistas. Mas fora isso, a arte até que é boazinha. As animações também são surpreendentes, e ficaram bem legais, apesar de serem gráficos pixelizados, é possível perceber a arte remetendo ao desenho, ficou ótimo. Enfim, eu gostei da arte e os gráficos do jogo, são muito bem desenhados e são de certa forma, criativos. 

Não subestime o 8 bit 


As músicas são muito bem introduzidas no jogo, e são executadas de uma maneira muito boa. Elas não tentam expressar na maioria das vezes o local em que se passa, mas sim, tentam ser alguma espécie de música de fundo de desenho animado, o que eu acho certo no caso de Ducktales, afinal, se é baseado em um desenho, nada melhor que tudo no jogo, indiretamente, nos leve a pensar no desenho. As músicas são bem marcantes e da para ouvir de vez em quando, mas, é só isso mesmo, não da para falar muito. Deixo abaixo a música da fase African Mines, que ficou muito boa. 


Considerações Finais 


Não pense que jogos clássicos 8-bits não divertem a geração de hoje em dia. Ducktales é um exemplo de jogo que não merece ser esquecido, é sem dúvida bem nostálgico. As vezes fico triste de ter nascido na era Sega Saturn/N64 dos videogames, posso não ter acompanhado a época, mas sei que existiram ótimos jogos e se eu os amo agora, imagine se eu fosse mais velho? Enfim, Ducktales é como todo jogo da Disney, um jogo simples, com uma jogabilidade bem polida e programada, com músicas e gráficos que agradam qualquer um. Mas se tenho que destaca algo nesse jogo, é sem dúvida seu Level Design, contém muita exploração e tudo mais, vale sim a pena dar uma conferida. Se você gosta de desenhos animados e jogos, recomendo Ducktales para ti. A Capcom ficou de parabéns por ter feito esse incrível game, eu só espero que ela volte a fazer jogos assim, com amor.

História:
Sons:
Jogabilidade:
Gráficos:

Prós: 
História característica 
Caminhos alternativos e incríveis passagens secretas 
Itens bem escondidos 
Controles bem elaborados, tirando o salto-ataque 
Bosses são até legais 
Jogo bem divertido 

Contras: 
Reciclar um fase final não é legal 
Aquele salto-ataque é mal elaborado 

Nota Final: 8,6 

Daí eu tive que mudar o nome do Blog

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Pois é, aconteceu isso mesmo. Não dava para continuar com o antigo nome, e acho que esse atual esta bem melhor. Acontece que "Blog do Evans", é simplesmente o nome mais sem criatividade que eu já tinha visto e demorei um tempo para perceber isso. Na verdade alguns tentaram me avisar, mas eu relevava, porém, chegou uma hora que a realidade me deu um tapa na cara e me jogou uma torta estragada. Além do mais, "Blog do Evans" é também um nome bem egocêntrico, ficava dando toda a atenção a mim, e francamente, isso não é uma maneira legal de se convidar alguém para entrar em algum blog, pensa o quanto é estranho. E sim, depois vou mudar o endereço também, mas farei isso mais tarde.

É, é só isso, agora o novo nome vai ser "Joystick Bugado", e acredito que já está óbvio o significado deste nome, não? Eu estou atualmente fazendo uma review do jogo Ducktales, por conta de um pedido, então não se preocupem, logo logo tem conteúdo novo e um novo design. 

Ahm, agora é jogo do Brasil né? Péssima hora para fazer isso. Bom, até mais leitores. 

Que desânimo cara...... 

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