20 junho 2014

Castle of Illusion Staring Mickey Mouse

4 comentários:


Pois é, e aqui vamos nós com mais uma review de algum jogo da Disney, já que da ultima vez, as coisas não deram muito certo, né? Ok, esses dias eu estava afim de jogar algo mais nostálgico, algo que eu tivesse jogado na minha linda e grande infância. Foi aí que eu encontrei em minhas roms um dos jogos que jogava no Mega Drive do meu primo, Mickey Mouse: Castle of Illusion, ou Castle of Illusion: Starring Mickey Mouse, tanto faz. E caso estejam curiosos, se por acaso joguei o remake desse jogo, saibam que eu joguei sim, mas joguei só a demo até agora, e eu acho que a Sega tem que concertar aquele pulo, por enquanto. Enfim, a Disney sempre foi boa em tudo, em filmes, animações, imagens, músicas e também, em jogos, e claro, MM:CoI foi um belo jogo de platformer que marcou a infância de grande parte dos marmanjos de hoje em dia. No japão o nome desse jogo é  "I Love Mickey Mouse: Great Mysterious Castle Adventure".... Não reclamem comigo, eu não tenho culpa se a Disney no japão é péssima com nomes. Mas, enfim, Castle of Illusion foi lançado em 1990 e foi um jogo tão bom, que grande parte de sua crítica ajudou até mesmo a melhorar a situação do nosso querido console, Mega Drive. Joga-lo novamente foi mesmo muito bom, eu já estava sentindo saudades desse grande clássico, eu nem me lembrava direito dele. Castle of Illusion é ótimo por ter gráficos muito bons, músicas excelentes e um grande toque de imaginação e fantasia, deixando o jogo com uma cara ótima. Mas é isso, não tenho muito o que falar desse jogo na introdução, ao longo da review vocês verão se este jogo é ou não é bom. 

Ah, o amor.... 


A história no jogo se inicia na cidade de Vera City, que inclusive eu nem sei qual é a relevância dessa informação na história, mas tamo aí. Lá, o nosso corajoso camundongo, rato, hamster ou sei lá o que, o Mickey, vivia livremente dando altos pegas na Minnie, ou seja, vivia numa boa e ninguém te enxia a paciência. Como diz na imagem acima, todos que vivem em Vera City, tem uma vida maravilhosa e pacifica. Até aí de boa, porém, num certo dia, a bruxa malvada (claro, tinha que ser uma bruxa), Mizrabel, sente inveja da vida juvenil e feminina de Minnie, e com esse seu recalque, ela resolve sequestrar na cara dura a mina do Mickey e leva-la para seu castelo. Mickey a segue, a fim de salvar sua namorada, e ao chegar no castelo, descobre que este é o famoso, "Castelo das Ilusões", e que agora ele terá que passar por mais uma de suas aventuras. Entrando no castelo, Mickey encontra um mendigo senhor de idade, estilo Mestre dos Magos, que lhe fala o seguinte, para Mickey salvar a Minnie, ele precisará pegar todos os 7 Gems (são tipos umas esmeraldas) e assim criar uma ponte para subir a torre onde está Minnie e Mizrabel, porém, teria que tomar cuidado, pois as Gems são protegidas pelo "Mestre da Ilusão". 

E assim começa nossa grande trama. Agora eu digo que essa história é bonitinha e talz. Bom, ela é interessante, bem esperado de algum jogo da Disney, é simples e super fácil de pegar, algo que muitas vezes eu respeito nos jogos. Não há nada muito extravagante, é apenas Mickey como sempre tentando fazer o que todo camundongo corajoso faz: Salvar sua mina de uma bruxa que mora em um castelo sinistro! Ora essa, é óbvio. Mas particularmente, eu gosto da história, ela não é aquela coisa incrementada e cheia de personagens, mas ainda é boa, podia ser melhor, mas é boa. Não se esqueçam, é bem melhor uma história simples com pouco gás, do que uma história nada simples e forçada. É.. Vocês entenderam o que eu quis dizer com isso. 

Apresentando um dos melhores platforming do Mega Drive 


O jogo é um simples platforming, ao iniciar podemos escolher entre o modo fácil, médio e difícil, que tem uma diferença incrível entre eles. Temos um Sound Test lá só para ninguém dizer que não tem nada nas opções do jogo. E por ultimo, as configurações do controle. Mickey, ao entrar no castelo, se depara com portas, ele deve entrar em cada um e achar uma das sete Gems. As fases tem em sua maioria três atos cada uma, nenhuma delas tem um título, e no final delas enfrentaremos um boss. Mickey pode andar (dãaa), pular e atirar itens nos inimigos, além disso podemos mata-los pulando em cima deles. São (No modo normal pelo menos) cinco fases, e um boss final. O modo fácil, é realmente muito fácil, são apenas três fases de apenas um ato cada, e não enfrentamos nenhum boss, da para zerar esse jogo no modo fácil em alguns minutos. O salto do Mickey tem dois jeitos diferentes, tem um simples e um que ele cai atacando de bunda. Isso mesmo que você leu, e o modo de ataque ocorre quando apertamos o botão de pulo enquanto estamos pulando. Temos uma barra de vida escrita "Power", representada por cinco bolinhas, temos o contador de vidas, que está intitulado "Tries" e no lado temos o contador de itens para atacar e o contador de pontos. 

Resumindo tudo, temos uma jogabilidade super divertida, simples, e animadora. Os movimentos do Mickey são super controláveis, sua velocidade esta na medida certa, os seu salto é muito bem fluido, acentuando os ataques aos inimigos. Esse lance do salto de ataque irrita um pouco as vezes, mas nada muito exagerado, também podemos derrotar os inimigos atacando itens neles que encontramos na fase. Os itens são de grande ajuda, é melhor pega-los sempre que encontrar, a não ser que você seja bom atacando os inimigos só usando o pulo. Aliás, eu gostei bastante do controlador de sobressalto, porque se segurarmos o botão de pulo logo depois de saltarmos em cima de algum inimigo, Mickey usa ele como impulso para dar um sobressalto muito maior. Muitas vezes isso ocorre, mas nós não somos obrigados a fazer isso se não quisermos, mas o fazendo, encontramos vidas, itens e pontos extras em certos lugares. Os inimigos também são bem desafiantes, alguns irritam pra c*, mas outros são até divertidos de se brincar. Os bosses são muito bem programados, exceto o segundo que é um pouco irritante de se acostumar. Mas fora ele, temos ótimos bosses que tem um ritmo bem divertido e acostumante, nada muito "decore isso, decore aquilo", como por exemplo o boss da quarta fase, um dragão de doces (isso mesmo), que é bem difícil de se vencer e exige bastante técnica do jogador. 

As fases também foram bem programadas, a parte ruim delas é que são muito lineares e expulsam grande parte da exploração, quero dizer, há sim exploração, mas podia ter muito mais, deixando o jogo mais desafiador. Mas há muitas seções de platforming divertidas e variadas, e nenhuma delas quebra o ritmo do jogo. As fases também nos apresenta ambientes muito variados, é completamente normal o fundo e a música mudarem de uma hora para outra, como por exemplo o ato da primeira fase, onde começa com uma bela música em um bosque verde e com um sol lindo, mas de repente a música fica completamente medonha e a fase fica escura e as plantas meio que apodrecem ou sei la oque. Isso tudo proporciona um grande divertimento e da um belo toque de carisma no ambiente. Mas admito que achei a simplicidade do jogo meio exagerada. Eles não nomearem as fases, isso deixa a desejar, eu não gosto de ficar falando, a primeira fase, a segunda, etc, custava botar um simples nome nelas? Mas fora essas coisas pequenas, nada no jogo irrita muito. 

A jogabilidade é ótima, apesar de ser bem simples, ela cumpre seu papel com a diversão de qualquer um que jogue esse jogo. Quando eu fui rejogar Castle of Illusion, fiquei impressionado, por não jogar ele a tanto tempo, acabei me esquecendo do quanto ele é bom e divertido. 

É, Disney né? O que mais poderíamos esperar? 

"Devolva minha mina, sua vadia, oh ha!"

A arte e os gráficos são bons, bem desenhados e imaginativos. As animações, apesar de não serem aquela coisa toda, são muito boas e ficaram legais nesse jogo. Mas se for para ressaltar algo, é sem dúvidas os cenários, backgrounds e afins. Esse jogo tem um potencial em expressar a cada centímetro da arte, bastante imaginação e fantasia, coisa que devíamos esperar de qualquer jogo do Mickey é claro. Mas nesse em especifico eu tenho um amor especial pelos gráficos e pela a arte, admito isso. Ah sim, os gráficos, eles são ótimos, e exaltam ainda mais a arte que eu acabei de falar. Único ponto desagradante foi o fato do pessoal do jogo não ter criado mais cenários, pois, em alguns lugares eles reciclam sprites usados em fases anteriores, como por exemplo o ato um da terceira fase, que é praticamente um ctrl C + ctrl V da primeira fase. 

Músicas divertidas 


As músicas são ótimas, a maioria delas expressam bem o ambiente e o que se ocorre nele, a que toca na primeira fase por exemplo, expressa claramente um lugar pacífico e natural. A música da quinta fase por outro lado não faz isso direito, já que não expressa bem uma biblioteca ou área de trabalho, e sim algum tipo de circo, dando aquela impressão de que a música esta meio fora do lugar... Mas pelo menos ela continua boa. Mas a música que me impressionou mesmo foi o tema dos bosses, que traz um ar de que você esta em perigo e talz. Um dos compositores da trilha sonora foi Tokuhiko Uwabo, o mesmo foi responsável por trabalhar nas trilhas de outros grandes jogos como Phantasy Star e Sonic. 


Considerações Finais 


Esqueci de dizer que esse jogo foi desenvolvido pela Sega né? Pois então, só digo que a Sega, novamente ficou de parabéns por ter feito mais um clássico, na época onde ela se preocupava em fazer bons jogos. Castle of Illusion Staring Mickey Mouse é um ótimo jogo, apesar de ser muito simples, garante uma incrível diversão a qualquer um que o jogue. Tem uma jogabilidade muito bem fluida, com movimentos simples e um ótimo desempenho no decorrer das fases, uma história característica do nosso protagonista, simples, mas boa, temos também bons gráficos e músicas. Se você esta atrás de um jogo de platforming que impressione com simplicidade, Castle of Illusion é esse jogo que você procura. 

História:
Sons:
Jogabilidade:
Gráficos:

Prós:
História simples e boa 
Jogabilidade divertida 
As mudanças climáticas nas fases foi um belo toque 
Tem inimigos e bosses desafiadores 
Músicas que cumprem seu papel 
Gráficos e Arte incríveis 

Contras:
As fases são lineares demais 
Elas também poderia ter nomes 
Falta mais um pouquinho de exploração 
É um jogo muito simples, muito mesmo 

Nota Final: 8.0 

07 junho 2014

Final Fantasy VI

2 comentários:


Mal podia esperar para falar deste game. "Final Fantasy VI" não é apenas um jogo qualquer da franquia, é possivelmente o melhor de todos os 13 Final Fantasy´s já lançados. E também não é apenas bom como RPG, mas como jogo também, e sinceramente, não conheço jogo 16-bit melhor que esse. E por que tamanha grandeza vista em FFVI? Simplesmente por inovar de maneira drástica, porém, de forma surpreendente. Eu fiquei fucking impressionado com tudo que vi enquanto o jogava, e particularmente, este game esta aqui no meu coraçãozinhuh e ninguém vai conseguir tirá-lo.....

Enfim, Final Fantasy VI é simplesmente o mais ousado já lançado após os cinco anteriores, por ter uma história muito mais séria e complicada e ao mesmo tempo conseguir ser incrivelmente carismática, sem falar no elenco de personagens com personalidades incríveis, apesar de alguns serem um pouco monótonos, e claro, com um vilão incrível, e também, uma jogabilidade muito bem estruturada, com exploração e sistema de batalha que são muito boas também, e sem falar naqueles fucking gráficos que simplesmente são os mais lindos que eu já vi em algum jogo 16-bit, e não vamos nos esquecer da trilha sonora que não fica fora de jeito nenhum. 

E como já disse antes, eu amo este jogo, e se você falar mal dele irei te assassinar lentamente com minha escova de dente, sempre que posso dou umas re-jogadas nele, é bem nostálgico e gostoso acompanhar a história e tudo mais de FFVI. Eu me lembrei que precisava fazer uma review, e por que não do meu RPG favorito?

Ultimamente eu estava navegando livremente pela internet, até por algum acaso dar uma olhada no "Top 100 RPG Games" feito pela IGN. Ta certo, eu não gosto muito dela, mas fiquei curioso, e depois de vê-la dando notas boas para jogos horríveis como FFXIII, imaginei ver outros jogos horríveis nas primeiras posições nesse Top, mas aconteceu um milagre! Quando cheguei no jogo que estava em primeiro lugar, uma pequena lágrima de felicidade escorreu pelo meu rosto. Qual era ele? Lógico! Final Fantasy VI estava lá, e jamais esperaria isso, ainda mais pela IGN, e vou ser sincero, eu me orgulhei dela neste pequeno momento.

Mas como nem tudo é um mar de rosas, coisas desagradáveis acontecem. Todo mundo já sabe que a glória da franquia FF está no Final Fantasy VII, todos o amam e tem gente que ousa dizer que ele é o melhor RPG já lançado, mas para ser sincero eu o acho um pouco "Overrated" (jogo que é muito superestimado), não entendam mal, FFVII é bom, eu só não o acho tudo isso, mas, se o sexto jogo é melhor, por que o sétimo é mais famoso e carrega toda a gloria da franquia? Francamente não sei ao certo, mas FFVI foi o ultimo jogo da franquia a ser lançado para SNES, logo, poucos se interessaram, e em 1994 já estavam aparecendo novos e novos videogames e isso apagou parte do brilho que FFVI estava prestes a ganhar. E claro, isso foi decepcionante, não ver um jogo tão incrível receber sua merecida atenção é de irritar até o ultimo fio de cabelo. Consequência? Esses dias eu pesquisei "Final Fantasy VI review" no Google, porque afinal de contas eu sou um cara que gosta de conhecer um pouco as idéias e opiniões dos outros antes de formar a minha, algum problema? Enfim, o que eu vi foi uma grande decepção, todas as primeiras reviews que apareceram na busca eram referentes a versão de Smartphone que foi lançada recentemente, e isso machucou lá fundo do meu coração, parece que ninguém conhecia bem o melhor de todos os RPG´s antes de ele ter um re-lançamento para celular, é triste essa situação, eu me senti um daqueles professores que olham para essa atual geração ignorante de estudantes e fica completamente decepcionado. Isso também se dá um pouco pelo fato de que Final Fantasy VI foi lançado no Ocidente como Final Fantasy III, por conta de uns problemas na Square, então se vocês encontrarem FFIII como rom de SNES, podem ter certeza de que é na verdade o VI mesmo.

Ok, já que está tudo explicado, veremos do que será este game, e se ele vale a pena ou não ser jogado, vamos lá amiguinhos?

Melhor História, melhor elenco, melhor trama, melhor! 


A história se segue com a personagem protagonista Terra, uma garota que esta sendo usada pelo império, que é comandado pelo General Gestahl, um dos principais vilões. Ele encontra a garota Terra, cuja tem poderes mágicos inexplicáveis, já que neste mundo a magia já não existia mais por conta de uma antiga guerra, conhecida com "Guerra dos Magi" ter ocorrido, onde três deuses transformaram parte dos humanos em Espers, que são umas criaturas magicas feiosas. Percebendo a treta entre humanos e espers que os três deuses causaram, eles separam os dois, colocando os espers em um mundo só deles e deixando os humanos na boa com sua tecnologia no mundo onde viviam. Enfim, voltando a personagem Terra, o império de Gestahl consegue entrar no mundo dos espers nos dias de hoje, e secretamente sequestra grande parte deles para usa-los em seus experimentos, que com isso é criado a Magitek Armor, que são armas e máquinas destruidoras que sugam maldosamente a magia dos espers para continuarem funcionando. Porém Terra por algum motivo consegue usar magia, e ela não é uma esper. Kefka, um dos generais do império Gestahl, e futuramente principal vilão do jogo, usa um treco que controla a mente de Terra, e a coloca em uma de suas Máquinas de destruição Magitek para testar seus poderes, Terra mata muitos dos soldados do império sem fazer nenhum esforço e claro, contra sua vontade. 

Enfim, é agora que o jogo realmente começa (surpresos?). Terra e mais dois soldados do império são mandados para o vilarejo de Narshe em três Máquinas Magitek para pegarem um poderoso esper congelado. Lá, o esper assassina os dois soldados e cria uma forte conexão com Terra, a fazendo desmaiar e ficar inconsciente. Ela acorda em uma casa em Narshe, o morador da casa retira o treco que estava controlando Terra. Após acordar, ela diz que não se lembra de nada e que esta com amnésia. Após isso, os soldados do império atacam a casa, e o morador manda Terra fugir por trás da casa e entrar em uma caverna. La na caverna ela cai e fica inconsciente novamente, porém, quando os soldados estão para pega-la, Terra é salva pelo ladrão e aventureiro Locke. Terra se une a seu novo amigo Locke, que é um dos membros do grupo "Returners", uma organização que se opõe ao Império e esta disposta a derruba-lo. E assim começa o jogo, enquanto Terra e os Returners embarcam nessa luta contra Gestahl e seus aliados, ela se pergunta se pode "aprender a amar alguém algum dia". 


Poxa eu vejo tantos pontos positivos nessa história que não sei nem por onde começo....

Primeiramente falando da trama principal. O enredo é claramente muito bem desenvolvido, eu queria poder falar muito mais sobre a história, mas isso me faria dar muitos spoilers sobre o jogo, e como não quero fazê- lo vou falar apenas o básico. A história gira em torno de três personagens protagonistas, e mais onze que fazem parte dela, e incrivelmente digo, quase todos praticam atos que contribuem para o rolar da história, ou seja, poucos são inúteis que estão jogados lá no jogo apenas para dizer "oi, estou aqui, olhe para mim". A história é claramente muito séria, séria até demais, e ela se desenvolve de formas muito interessantes, apresentando sempre o ponto de vista de cada personagem e nos levando para lá e para cá para compreendermos tudo. Outro aspecto bem visto no enredo é o lance de "Grupo rebelde que quer derrubar um Governo corrupto e mentiroso" que da um bom toque de carisma na trama, os "Returners" são uma sociedade secreta que tem a ajuda e alianças de vários reinos e vilas e fazem de tudo para derrubar o império de Gestahl, e isso é algo que tem firme presença nas histórias da franquia, pode-se dizer, talvez, que faz parte da essência dela.

Claro, os vilões, ou melhor, o lado malvado na história consegue ser um dos melhores que já foram criados. Quero dizer, o império de Gestahl tenta comandar o mundo usando criaturas inocentes para criar máquinas de destruição usadas pelo seu próprio exército, isso é muito legal, sério, é legal demais cara, não percebe como eles são maus? Enfim, como eu já disse antes e vou repetir, o jogo tem uma trama muito cativante que se desenrola e se desenvolve de forma incrível durante o jogo, e só não falarei mais porque não quero-lhes passar nenhum spoiler, mas ouso dizer que o mundo e ambiente que se passa o jogo só melhora ainda mais os aspectos citados na história, mas isso falarei mais tarde. 

E não podíamos nos esquecer de falarmos dos personagens que se seguem a história. Iniciando com Terra, a personagem principal e o centro das atenções, ela é insegura devido a um passado misterioso e hoje não sabe diabos como vai amar alguém. Quando era ainda bebê, o império a encontrou e ''cuidou" dela, por conta de algum fato ligado a seu passado misterioso, e assim descobrem que ela tem poderes mágicos, porém não revelam a ela a verdade. Mais tarde, Kefka usa Terra como experiencia em suas Magitek Armor, e ela arregaça muitos soldados do império. Hoje ela se tornou uma membro dos Returners e por ser meio emo não consegue amar ninguém (que drama mulher). 

Locke é um caçador de tesouros e aventureiro que odeia quando o chamam de ladrão, porque ele também é isso. Mas é aliado dos Returners e esta presente em quase todas as partes e capítulos do jogo. Ele é do tipo pegador, já que faz Terra e Celes (já falo dessa depois) ficarem caidinhas por si. Ele sempre faz de tudo para ajuda-las e protege-las, por conta de um acontecimento em seu passado no qual ele se sente arrependido e quer fazer de tudo para se redimir. No começo ele parece um emo, mas tem muito carisma e seus motivos se tornam coerentes mais tarde. 

Celes é a terceira protagonista do jogo, eu acho. Ela, assim como Terra, também pode usar magia, porém, o motivo dela o fazer é diferente. Celes é uma Runic Knight e também uma dos generais do Império de Gestahl, isso mesmo ela era quase uma vilã no início do jogo, mas, claro que mais tarde se torna "boazinha". Ela conseguiu poderes de magia devido a experimentos que o império usou nela, seu passado é um pouco triste já que conheceu Kefka quando ele ainda era "racional". Porém ela se revolta contra o império quando descobre a verdade por trás de tudo, e então é salva do horrível destino por Locke. 

Outros personagens também participam do enredo. Temos Edgar, um rei tarado que comanda o castelo real de Fígaro e ainda por cima é uma maquinário e manja de todas as armas. Sabin, o irmão mais novo de Edgar que recusou o trono para se tornar um aventureiro pegador igual ao Locke, porém ele se parece mais com algum personagem de Street Fighter esquecido. Shadow é um ninja que simplesmente é caladão e tem um passado muito misterioso do qual você só descobre por si próprio, sem precisar de narrativa. Cyan é um samurai velhão que protegia o castelo de Doma, mas viu sua família ser morta e seus aliados caírem, e assim se aliou aos Returners. Setzer, um dos meu preferidos, é um ostentação aí que viaja pelo mundo em um zeppelin (dirigível, tanto faz) e tudo que faz é apostar e apostar se divertindo nos lugares que passa, mas claro que ele também tem algum passado que você vai precisar descobrir. Relm é uma garotinha que consegue transformar suas pinturas em obras vivas e tem alguma relação com o Shadow que só ele sabe. Ainda temos personagens como Gau, Mog, Gogo, Umaro e Strago, mas eles não são tão interessantes assim, então deixa para lá, e eles também não são tão importantes pra história, são aqueles personagens que eu disse que não fazem muito para a história rolar, mas pelo menos fazem o mínimo. 


É, ta óbvio que a história desse jogo é uma das mais bem desenvolvidas que eu já vi e uma das melhores no mundo dos jogo. Não, não é da franquia Final Fantasy, é de todos os jogos mesmos. Para começo de conversa temos muitos personagens cativantes, e por incrível que pareça, a maioria se tornou importante dentro da história, por exemplo o Edgar que usa o reino para se aliar aos Returners e mover o castelo por baixo da areia (é maluco, é isso mesmo). E também pode parecer que todos eles são daquele tipo "Serious Business", mas acredite, todos tem reais motivos para estarem ali, o pessoal que desenvolveu a história parecia estar inspiradíssimo! Todos os personagens são 100% humanos e ao mesmo tempo são bem cativantes. Acredite, quando falo que este game tem um dos melhores elencos de jogos que eu já vi. A trama e a premissa também são ótimas, o jogo tem um grande backstory, quando você começa a jogar, um milhão de outras coisas já aconteceram e elas estão influenciando o que acontece agora. 

A história também é muito diversificada, com tantos personagens, cada um teria que ter seu próprio passado. Um ótimo toque foi a descoberta involuntária do passado do Shadow, sério eu adorei isso, a gente só o descobre levando ele para dormir em alguns INN´s e através de um item também. Isso é ótimo porque é uma sensação muito boa você descobrir por si só os acontecimentos passados de algum personagem. 

Outra sacada foi jogar intencionalmente alguns personagens que fossem inúteis e só estariam ali para bagunçar as coisas. Ta certo que eu não gosto muito quando fazem, geralmente estragam o enredo de algum jogo, mas nesse existe Ultros, um dos vilões, que não faz nada a não ser aparecer de vez em quando para atrapalhar você e também lutar. O Ultros é uma espécie de polvo gigante, a primeira batalha com ele é ocasionalmente em um rio, e como eu disse antes, ele só esta na história para bagunçar as coisas, e ainda é engraçado, bom, pelo menos na maioria das vezes. E, sim, eu gostei do Ultros, ele realmente não faz a menor diferença na história, mas, também não tenta se intrometer seriamente, ele apenas aparece para se divertir, nada mais. 

Eu particularmente gosto de Setzer, Locke e Celes, Setzer é um Gambler que roda o mundo em um Zeppelin, fazendo apostas e se divertindo, mas ele não é superficial, ele tem uma história que apesar de pequena é cativante. Locke parece ser um grande emo que quer dar uma de "sou melhor que vocês", mas sua backstory é bem bonita também e é a que eu mais gosto de todos os personagens. A Celes é perfeita, ela foi responsável por cenas maravilhosas, uma delas é no capítulo "Opera House", onde ela apresenta uma peça de teatro cantando Opera, e apesar do SNES não executar muito bem músicas, ficou maravilhoso, sendo uma das cenas mais magnificas do jogo e do mundo dos jogos (isso mesmo que você leu). Eu só acho que a Terra é um pouco chorona com esse lance de "Ai meu deus eu não sei amar ninguém! Buáaaaa", e sinceramente, isso me irritou um pouco, mas nada de mais. Se há alguma coisa errada com o enredo do jogo, por favor, me avise. 

Só estou me esquecendo de alguma coisa....... 


Ah sim.... O nosso vilão! 

Kefka é para mim não só o melhor vilão da franquia, mas o melhor dos jogos! Se acostume a ver coisas incríveis assim no jogo. Voltando, Kefka é a maldade em pessoa, seus atos são pura perversidade, ele se importa apenas com ele e seus objetivos. Faz coisas completamente desumanas apenas por diversão, e por isso é muitas vezes amado, ou até odiado pelos fãs. No início ele é apenas um general, mas la pro meio do jogo as coisas mudam completamente, sem falar que ele próprio é um dos poucos, pouquíssimos vilões que de fato, concluem seus objetivos que os mocinhos deveriam impedir de acontecer. Isso mesmo que você leu, e não considere ao certo um spoiler, isso que você está lendo não é nada.... Hehe 

Como eu disse o palhaço é mau, pura maldade, Kefka Pallazo comanda a mente de Terra, a fazendo matar muitos de seus próprios soldados, envenena as águas do rio do castelo de Doma (matando todos que viviam lá, exceto Cyan, que encontra sua familia morta) e até ataca outras vilas e reinos apenas por vontade própria. Como por exemplo quando ele ordena que ataquem Narshe, seus soldados dizem que ela é neutra e não devem atacar, porém Kefka retruca dizendo que não se importa, e eu acho isso maldade total, o próprio Kefka destrói uma vilazinha, matando muitos cidadãos que lá viviam. 

É, o cara veio do inferno mesmo, olha as frases que ele pronuncia durante o jogo: 

Hee, Hee, Hee! Mas aonde estaria a graça da destruição se vidas "preciosas" não fossem perdidas? Porque as pessoas reconstroem coisas que elas sabem que vão ser destruídas? Porque as pessoas se apegam a vida quando eles sabem que não vão viver eternamente? Pense em como suas vidas são insignificantes! 

 Vida... Sonhos... Esperança... De onde eles vêem? E pra onde eles vão? Essas coisas... Eu irei destruir! 

Por que você teima em viver sabendo que todas as coisas morrem?  



Tretando! 

Começando com as batalhas que ocorrem apenas quando estamos andando em algum lugar perigoso ou em modo mundo aberto (já explico mais tarde). A forma como as batalhas forma programadas é sem dúvidas uma das melhores, esse fucking sistema de batalha é incrível! Primeiramente temos as barras de tempo, que quando concluídas o personagem poderá efetuar seu ataque/movimento. Isso mesmo, é o personagem e não a equipe inteira, logo você não escolhe o quê cada um faz de uma vez, e sim, espera a hora de cada. As barras de tempo estão presente em FF desde esse jogo, e deixam as batalhas mais "reais", porque afinal de contas em uma briga você não vai ficar parado esperando seu adversário efetuar um ação. As barras ao se concluírem, inciam o turno de algum personagem e dão as opções de batalha a eles, que ao todo são quatro: 

Fight (Lutar) 
Basicamente é quando atacamos algum inimigo, simples assim, acho que já esta óbvio no nome. Você só pode atacar um adversário, a menos que tenha algum item que te deixe atacar duas vezes no mesmo turno. 

Uma técnica específica 
Cada personagem tem uma técnica própria, todos, exatamente todos tem uma, que da mais utilidade a eles, logo quase nenhum se torna inútil. Por exemplo, Locke tem a técnica "Steal" que rouba algum item do inimigo, Edgar tem a técnica "Tools" que te permite usar alguma arma motorizada (tipo serra elétrica), Setzer tem a "Slots" que inicia um caça-níquel onde dependendo do resultado rolará alguma técnica, e assim vai. 

Magic (Magia) 
Final Fantasy VI é o primeiro jogo da série onde todos podem usar magias, tanto Black(Negra) quanto White(Branca). Mas não vou falar o porquê, senão estaria dando spoilers. 

Caso você não manje de FF, vou explicando já o que é a Magic. As Black Magic's são técnicas de magia que atacam o seu inimigo, como por exemplo "Fire" que queima (obviamente), ou mudam seus status, os fazendo dormir por exemplo, ou os deixando confusos, e assim vai. E as White Magic's são magias de cura, caso algum membro do seu grupo esteja com a vida baixa, você pode aumenta-la usando "Cure" que é uma das magias de cura (Dãhn). 

As Black Magic's: Fire, Thunder e Ice são as mais fracas, daí nascem a Fire 2, Thunder 2 e Ice 2 que são mais poderosas e pelo que eu sei vai até o 3 mais ou menos os níveis de poderes mágicos relacionados a elementos. Temos outras técnicas de Magia Negra, como por exemplo a Earthquake (Terremoto).

Item 
Você pode usar algum item que tenha na mochila ou sei lá o que eles usam para carrega-los. 

Um elemento primordial é seu HP, que significa sua vida. Você já sabe que os combates funcionam a base de turnos, ou seja, um de cada um ataca, logo, quando o inimigo atacar ele tirará uma parte de sua vida (HP), se o inimigo for forte, ele tirará muito da sua vida, se for fraco, você já entendeu né? Algumas técnicas podem mudar seus status, e ao mesmo tempo te dar danos. 

Outro elemento é o MP, que diminui enquanto você usa alguma Magic, se o MP acabar, não terá mais como usar nenhuma técnica de magia. Ao final de cada combate, você ganha GP´s (é o dinheiro do jogo), Experiências que servem para passar seus personagens de level e Magic Points (mas isso só la no meio do jogo), talvez você ganhe algum item ao vencer a batalha. 

Também tem um modo estratégico na forma em que você usa a Magia, por exemplo, se você enfrentar uma criatura que só usa poderes de fogo, podemos concluir que ela é do elemento fogo, então não use a magia "Fire", se não isso aumentará a vida da tal criatura, ao invés disso use "Ice" que é sua fraqueza, já que na concepção dos RPG´s, as magias tem vantagens uma em cima da outra. Mais ou menos assim:

Ice (Gelo) > Fire (Fogo) > Thunder (Trovão) > Ice (Gelo) > .... 

Podem aparecer apenas um inimigo nas seções de batalha, podem aparece até no máximo sete se não me engano, mas podem ser vários, é o que importa. 


A jogabilidade em relação as batalhas foi a melhor que eu já vi em algum RPG, é a mais diversificada e divertida. Até em batalhas aleatórias você realmente desenvolve estratégias que são na maioria das vezes divertidas. Primeiramente, todos os personagens vão aparecendo um de cada um com o passar do jogo, então você terá tempo para conhecer todos, eles são muito bons de se usarem em batalha, eu mesmo adoro usar Edgar na maioria das batalhas, suas armas atacam todos os inimigos em apenas um turno, logo, enfraquecidos, fica muito mais fácil derrota-los. Eu sei que é óbvio, mas são essas pequenas ações que tornam o jogo muito divertido. Ta certo que em alguns momentos a dificuldade é tão grande a ponto de termo que re-jogar inúmeras vezes os mesmos bosses ou locais, mas é isso que difere FFVI, ser difícil, mas, ter ao mesmo tempo uma jogabilidade divertida. Cara você VAI criar estratégias independente do que aconteça, mesmo que eleve todos os leveis de seus personagens, acho que a Square fez muito certo nesse ponto, criar estratégias é a essência de qualquer RPG, e quanto melhor ela for utilizada, melhor (na maioria das vezes) se torna o jogo. 


Os bosses são sensacionais, na verdade, um dos motivos que mais me fazem admirar o jogo são os bosses, eles nunca aparecem nos momentos que você os espera. Como por exemplo Ultros, enquanto fugimos pela água em um barco, coincidentemente, ele se encontra com a gente e quer treta, sem falar que o polvo é forte para c*. E claro que há vários bosses que são brutais, se você não conseguir criar um estratégia rápida, perderá em questão de segundos, independente do level de seus personagens, te fazendo jogar inúmeras vezes com o suposto boss, e meu amigo, isso vai acontecer muito. Mas é como eu falei agora a pouco, o melhor de um RPG é ter sempre em mente a criação de estratégias e o desenvolvimento dos personagens em um mundo aberto, afinal não é esse conceito do jogo? Eu só acho que há momentos impossíveis de se descobrir os macetes, por exemplo o boss "Ghost Train", não é muito difícil de se derrotar, eu sei, mas se jogarmos uma "Phoenix Down" nele, é morte na certa, quero dizer, quem vai adivinhar isso no meio da treta? É o tipo de coisa que você só descobrirá lendo algum detonado aí. 

Itens, Equipamentos e Relíquias 


Para base nas batalhas, um RPG também se foca no que chamamos de status em cada personagem. O chamado "Level" ('LV') esta presente em todos os RPG´s, muitas vezes ele determinará se o seu personagem está ou não forte o suficiente para fazer essas tretas pesadas que rolam no jogo. A cada batalha você ganha experiência, ganhando muita experiência você passa de Level, a cada passagem de Level, o personagem aumenta todos seus atributos, são eles: 

Hp (Que já falamos) 
Mp (Esse também) 
Strength (Força) 
Speed (Velocidade) 
Stamina 
Magic (Magia)
Attack (Ataque) 
Defense (Defesa) 
Evasion (Evasão) 
Magic Defense 
Magic Evasion 
Vigor  

Todos esse atributos são aumentados e quanto maiores forem, melhor será as situações de aperto durante o jogo. Daí você pode criar uma equipe estratégica, onde o que tem maior Streigth fica na linha de frente tretando, o outro que tem maior Defense fica atrás usando magias de cura, e assim vai criando as suas  estratégias, e isso eu gosto muito, ora essa, é divertido criar estratégias. Mas não pense que aumentar Leveis é a única opção, porém é assim que você fará, terá que aumentar leveis que nem um retardado nos momentos de maiores apertos. Isso acontece na maioria dos jogos, infelizmente, mas sem esse lance, eles seriam muito simples e fáceis, o legal mesmo é ver os jogadores sofrerem :D. Mas como eu acabei de dizer, aumentar leveis não é a única opção, tem o que chamamos de "Equipamentos e Relíquias". 

Basicamente falando, eles são itens que você utilizará em todas as batalhas com seu personagem, e serão de incrível ajuda, acredite. Inicialmente os Equipamentos são usados o tempo que quiser em seu personagem, você pode equipar determinadas armas e específicos personagens. Por exemplo, Cyan, ele é um samurai e a única arma que pode ser equipada nele são as Katanas, espadas usadas há anos pelos samurais, se você quiser equipar uma espada de guerreiro em um Samurai ou em algum Assassino, sinto lhe dizer que isso não rolará nesse jogo. E isso torna as coisas  mais "reais", felizmente falando. Os equipamentos são usados na: 

Right and Left Hands (Mão esquerda e direita) 
Em cada uma você pode equipar itens. Em uma você equipa uma arma e na outra um escudo. Você pode usar duas armas nas duas mãos com uma relíquia, mas disso falarei mais tarde. 

Head (Cabeça) 
Aqui equipamos Elmos, Capacetes, Chapéis e afins, todos aumentam em específico a defesa. 

Body (Corpo) 
No corpo você poderá equipar armaduras e roupas do tipo de personagem que está equipando. Eles tem a mesma função dos equipamentos da cabeça, aumentar em específico a defesa. 

Os Equipamentos são ótimos complementos ao jogo. Muitos deles se compram nas lojas, mas alguns simplesmente se encontram por aí se você explorar bem. O fato dos equipamentos serem específicos a cada personagem foi um ponto positivo para mim, simplesmente porque da mais utilidade a todos, já imaginou que sem graça se todos usassem as mesmas armas e equipamentos? Seria chato demais. E os equipamentos são super variados, eu já joguei horríveis Rpg´s onde toda nova cidade que chegávamos, tinham equipamentos mais fortes nas lojas delas, isso ficava enjoativo e nos fazia sair por aí pegando dinheiro para "atualizar" o nosso personagem, e sinceramente, isso é muito chato. Mas graças a Square, isso não acontece no jogo em questão, as cidades vendem diferentes equipamentos, em algumas eles são melhores e em outras são piores, e isso é uma ótima maneira de te fazer procurar e explorar mais, sem ser de forma obrigatória, porque também há muito equipamentos especias que se encontram por aí, como por exemplo a Fire Saber que ao atacar, causa dano do tipo fogo, logo, se você atacar um inimigo do mesmo tipo com essa arma, ele não será afetado. Pode parecer chato, mas isso desenvolve no jogador um olhar mais prestativo para a jogabilidade, que inclusive é algo necessário para um bom RPG, e ainda é divertido. 

As Relíquias são de longe os itens que você mais vai gostar nesse jogo, elas ajudarão pakas a todos. Cada indivíduo pode utilizar no máximo duas relíquias, elas alteram as vantagens e desvantagens usadas nas batalhas, por exemplo a relíquia "Gengji Glove" que permite o personagem soltar um escudo e usar as duas mãos para usar duas armas, logo você ataca duas vezes por turno, mas fica com a defesa mais baixa. Há outras relíquias como a "Earings", que aumenta o poder de magia de qualquer personagem, há umas outras aí que me esqueci do nome, que te impedem de ficar envenenado, paralisado, confuso e coisas do tipo. Sim, está óbvio que as relíquias são muito preciosas e serão de grande uso e ajuda, mas infelizmente são raras, então as procure direito. 

Outros itens são "Phoenix Down", "Potion", "Tincture" e afins, tudo coisa que já vimos em quase todos os outros RPG´s de qualquer maneira. 

A Exploração 


A exploração é apenas ok. Você encontrará vários itens valiosos ou não valiosos se procurar direitinho. O jogo é formado de vilas em que podemos visitar enquanto andamos em mundo aberto. Uma das melhores coisas do jogo, é o amplo mundo que esta dentro do dele, quero dizer, você andará por montanhas, cavernas, vulcões, florestas, e até mesmo construções imperiais malignas, como prisões e etc. Em mundo aberto você será sempre atacado por inimigos, é geralmente aí que eu treinava, porém, tomava cuidado, pois tem alguns lugares que aparecem criaturas bem poderosas, que é necessário um level bem alto para serem derrotadas, então não pense em se esquecer de salvar, seja lá o lugar onde você esteja. Na verdade isso me encheu um pouco o saco, enquanto jogava, mas não é nada de mais, você só poderá salvar quando estiver no modo mundo aberto ou quando encontrar uma "estrelinha". Existem muitas vilas e reinos e como eu disse, a exploração é ótima. Por exemplo, tem casas que você "encontra" que podem tanto explicar coisas na história, como pode ter itens escondidos, que nem na antiga base imperial, onde no porão dela tem muitos e muitos baús. Eu particularmente gosto da exploração usada no jogo, ela é de fato bem feita, mas sinceramente, acho que poderia ser melhor, Zelda: A Link to the Past, por exemplo,era melhor nesse aspecto. Eu não estou reclamando, só esto dizendo que a exploração do jogo poderia ter sido mais aperfeiçoada, mas nada muito grave. 

Mais tarde, no jogo ainda usaremos o zeppelin do Setzer que será uma grande ajuda para vagar pelo mundo inteiro, mas até aí, nós já andamos por pelo menos 50% dele, inutilizando algumas coisas. Acho engraçado que o jogo também tem lugares onde não se é obrigatório ir, mas que nos diverte um pouco, como por exemplo aquela casa de apostas (que agora não to com saco para se lembrar do nome), onde lutamos apostando itens e equipamentos, era bem divertido, ganhei várias coisas lá. Além de itens, a exploração do jogo nos permite encontrar personagens. É isso mesmo que você acabou de ler, como por exemplo o Mog, o moogle dançarino, lembram quando eu disse que alguns personagens são opcionais e vagos, é esse o caso, você encontrará Mog sendo atacado na montanha na vila de Narshe, você escolhe se quer salvá-lo ou pegar o item, e isso foi para mim um detalhe bem apresentável, o jogo te dará alternativas, para o que você prefere fazer. Ta certo que isso não acontece muito, mas acontece, ora essa. 

OS MELHORES GRÁFICOS DO SNES! 


Ta bom, eu exagerei um pouquinho no início, mas, o jogo tem mesmo gráficos INCRÍVEIS, na verdade eu conheço poucos jogos do Snes que conseguem ter gráficos que se igualam aos desse jogo. Final Fantasy é uma franquia que sempre foi forte com gráficos, até hoje para falar a verdade, e é triste ver que FFVI foi lançado nos últimos anos de vida do Snes e poucas pessoas tiveram a chance de jogar essa maravilha de arte, aconteceu a mesma coisa com Comix Zone. Mas o jogo tem gráficos muito bons mesmo, os detalhes são magníficos, os sprites do personagens e NPC´s são bem exóticos, gordinhos, mas, que expressam bem suas personalidades. E os inimigos e bosses, sem palavras, se fossem animados seriam a perfeição em forma de gráfico. Os fundos são bem bacanas também, variam dos lugares onde você passa, e são bem bonitos, eu por exemplo amei aquela cena onde Sabin, Cyan e Shadow vão para uma cachoeira e o fundo do cenário é uma formação rochosa cheia de água caindo, aquilo ficou espetacular. Sem falar que as próprias texturas usadas no chão, paredes, casas, etc, são perfeitamente bem desenhadas, o jogo as vezes nem parece ser de Snes, creio eu que a Square conseguiu explorar bem a capacidade do console. Só achei um pouco feio aquela visão do mundo enquanto voamos no zeppelin, quero dizer, até parece um chão pintado, não da a impressão de 3D mesmo, mas de qualquer maneira esta bem melhor em comparação aos FF anteriores. 

A arte também é muito criativa, os gráficos só ajudaram a ressaltar a criatividade que os artistas usaram no jogo, parece que todos estavam inspiradíssimos no desenvolver de FFVI. O visual dos personagens são muito bem elaborados, cada um consegue expressar bem o papel, os inimigos são bem assustadores e bem desenhados, e os cenários? Até parece que a cada centímetro dessa maravilha de jogo é preenchido de imaginação e beleza, isso é tanto carisma, que faz o jogador querer cada vez mais e mais conhecer a arte dos cenários. Eu mesmo adorei o capítulo do Trem Fantasma, o fundo do cenário em movimento ficou lindo, mas no sentido de algo bonitamente assustador, entende? E o próprio trem tem uma arte muito bem desenhada. Única coisa que não gostei, foram as imagens dos personagens, sabem, aquelas que ficam no menu, para você ver o rosto de cada um? Então, eu particularmente achei bem feio as imagens, Chrono Trigger é um jogo a altura de FFVI, mas tinha imagens muito mais bem desenhadas.

Trilha sonora um pouco maçante, mas ainda sim é ótima 


A trilha sonora é muito boa, isso não da para negar, foi 100% composta em músicas de orquestra. Mas isso me deixou um pouco enjoado, depois de um tempo, só ouvindo músicas de orquestra fica um pouco maçante, mas calma, isso na verdade não é nada grave. De vez em quando toca algo um pouco diferente, um pouco. Mas a questão é que as músicas são ótimas, maravilhosas até, todas conseguem expressar perfeitamente o clima e o ambiente, eu mesmo senti um incrível arrepio quando cheguei na parte da abandonada base imperial, o começo da música parece que nos fala "Mano, isso é triste demais", já que mostra o local onde todos os nossos perversos vilões já passaram, e eu gostei daquela música. O resto das músicas são ótimas, eu também gosto bastante da "Terra´s Theme" que é bem tocada durante o jogo. E ainda temos a "Aria di Mezzo Carattere", a música de ópera cantada no episodio da Opera House, onde Celes canta e atua com Draco. O Snes era um videogame que não era capaz de executar músicas com voz, mas a Square naquela época se preocupava muito com os fãs, então, mesmo o console não executando perfeitamente, a música ficou linda, e essa mesma música de ópera, serviu de inspiração para a criação da música tema de Aéris em Final Fantasy VII. O compositor das músicas do jogo e principal responsável foi  Nobuo Uematsu, então só vou dizer que devo meus sinceros obrigado a ele. 

Essa é a música que toca na base imperial, o nome dela é "The Gestahl Empire", e sinceramente, é a melhor música do jogo, ou pelo menos a que eu mais gostei.

Considerações Finais 


O QUE VOCÊ AINDA FAZ AÍ PARADO? VÁ AGORA JOGAR ESSE FUCKING GAME! 

Eu preciso mesmo continuar com a conclusão? Pois bem, Final Fantasy VI não é apenas um RPG qualquer, é de fato, um dos melhores jogos já inventados, isso mesmo, não só na parte de ser um RPG, mas na parte de ser um jogo de qualquer tipo. O sexto jogo da franquia infelizmente sofreu por ter sido lançado nos últimos anos de vida do console, concluindo que muitas pessoas acabaram não jogando ele, e isso é muito triste, porque esse jogo tem um incrível potencial. Não erra em quase nada, tem uma história ousada, sem esse lance de cristais que tinha nos jogos anteriores, tem personagens muito mais humanos e com personalidades incríveis, a jogabilidade é maravilhosa, os gráficos e a arte são coisas feitas por deuses e as músicas são bem bonitas e muito bem compostas, tudo nesse jogo saiu certo, na medida certa, no jeito certo! Unica coisa que teria melhorado seria um final alternativo ou algo do tipo, mas ainda sim, o jogo continua incrível. Se você nunca jogou Final Fantasy VI na vida, só tenho algo a dizer: Vá jogar agora! 

História: 10 
Sons:
Jogabilidade: 10 
Gráficos: 10 

Prós: 
Tem a melhor história da franquia
O melhor elenco também 
Tem uma bela trama 
A jogabilidade é muito divertida 
O sistema de batalha é incrível 
Bosses desafiadores 
Os equipamentos e Relics foram um belo toque 
A exploração é ok 
Os lindos gráficos 
A arte é bela e muito bem desenhada 
Trilha sonora muito bem composta 
O VILÃO 
Conceitos interessantes 

Contras: 
As imagens de rosto dos personagens são bem feias

Nota Final: 10.0 

03 junho 2014

As piores coisas do FPS (Parte 1)

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Ah, que preguiça, faz tempo que não posto nada no blog, e estou tendo pouco tempo para escrever postagens, então me desculpem caros leitores, prometo que farei o possível para continuar sempre postando e mantendo o blog vivo, mesmo na velocidade incrivelmente lenta que ele está. Atualmente estou fazendo uma review do nosso clássico Final Fantasy VI, mas ela esta muito grande e parece que vai demorar um tempo até eu termina-la, e como não estou com muito saco agora para termina-lo, resolvi postar algo mais passageiro apenas para dizer "Oooi, não se preocupem, eu não abandonei o blog, estamos na ativa ok?". Então é isso, não sei se esse blog fedido tem algum leitor, mas se tiver, obrigado por estar aí me aturando. 

Enfim, eu estava precisando receber mais visitas aqui e pensei igual a um vendedor, "Como vou atrair público?". É mais do que claro que os jogos de FPS são os mais jogados hoje em dia, jogos como Call of Duty, Battlefield, Ghost Recoin, etc, estão em alta nos dias atuais, todos os "gamers" adoram essas franquias. Eu admito que não sou um grande fã de FPS, que joga sempre todos os dias e tem uma medalha de ouro na conta de melhor jogador, mas eu jogo como todo ser humano. Algumas pessoas pensam que eu não gosto de FPS, não sei de onde tiraram essa ideia, apenas não sou muito fã. "Ah Evans, você só não gosta de FPS porque prefere jogos de criancinhas e acha que eles são violentos demais". Esse comentário retardado, já ouvi várias vezes, mas antes de mais nada, eu não tenho nada contra a violência desses jogos, nem sou uma dessas pessoas que acham que a violência dos jovens de hoje em dia é culpa dos videogames e talz, eu acho isso uma tremenda idiotice que é dito por pessoas que nunca tocaram em algum controle de Atari. 

E se você é um desses que falam que jogos de FPS são coisa de "homem" e outros jogos são "coisinha de criança", meu sincero vá se ferrar para tu leitor. 

Se você não é um desses, sinta-se a vontade amigão, entre e pegue uma pizza. Enfim, como eu já me expliquei, agora vou direto ao ponto, eu gosto de FPS e enquanto jogava Call of Duty com meu primo e meu tio, notei coisas que me tiraram do sério e me deixaram muito irritado. E é sobre isso que irei falar nessa postagem, as coisas mais chatas que acontecem nos jogos de FPS, o que mais nos irrita enquanto jogamos um bom jogo de guerra. Mas como vocês viram no título, essa é a parte um, ou seja, termino essa bagaça depois. Mas a parte dois não está 100% pronta, e se alguém tiver alguma ideia bacana para a próxima postagem, por favor comente, se for interessante, postarei depois falow? Agora chega de lenga-lenga e vamos nessa. 


Jogar Online 

Senhores jogadores que jogam online, entendam, nós, meros mortais, não jogamos FPS 25 horas por dia. Temos uma vida entendem? Não dedicamos nossas respirações de oxigênios diárias com videogame como vocês, ok? Peguem leve, deixem a gente pelo menos coçar o mamilo enquanto jogamos online, ok? 

Obrigado, as pessoas normais agradecem. 


Morrer quando você esta prestes a matar alguém 

Quantas vezes isso não aconteceu comigo? Sabe quando você fica umas duas horas procurando algum atirador isolado do time inimigo e o encontra logo de costas, sem notar você, sabe? Pois bem, isso me aconteceu inúmeras vezes, e na maioria delas eu simplesmente matava o NPC. Porém, de vez em quando há algo incoerente que nos ocorre, quando um Filho da P* nos mata antes que matemos alguém de seu time! Eu ficava tempos procurando alguém para fuzilar, pra quando achar, ser morto na mesma hora.

Eu ficava irado com essas coisas cara. 


Renascer no mesmo lugar onde morreu 

"Droga, acabei de ser morto por esse cara, mas tudo bem, vou renascer e tudo ficará bem..... Espera, aquele é meu antigo cor...." 

Eu sei que tem uma configuração que evita isso, mas nas primeiras partidas eu não sabia. 
#xatiadu 


Campers 

Ah qual é, eu não preciso explicar o motivo de coloca-los na lista né? Preciso? Porcaria. 

Os Campers são os piores tipos de jogadores de FPS, se jogassem algum jogo de luta, com certeza apelariam usando sempre as mesmas técnicas. Geralmente os campers se enfiam em lugares completamente escondidos e ficam lá esperando algum retardado passar por perto e assim, meter bala no cara. O pior é que você não tem chance nenhuma de matar um camper, porque até você encontra-lo, você.... Na verdade não existe mais você até aí. E isso é pura chatice em forma de jogo, caro leitor, se o senhor joga FPS e é Camper, deixe de ser um bundão, toma vergonha na cara e vai pra cima do time inimigo. 


Levar um Headshot 
Ou qualquer outra coisa do gênero 

Imagine uma mistura de humilhação e derrota. 


É galera, por hoje é só. To cansado demais e não estou afim de fazer mais nada... Espero que tenham gostado e se tiverem algumas ideias para o próximo post, saiba que elas serão bem-vindas, é só comentar aí em baixo ok? 

Beijos do Titio Evans amores s2 

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