22 março 2014

Kingdom Hearts: Chain of Memories

Um comentário:


E o prêmio de jogo mais "injogável" vai para...... 

Ah Kingdom Hearts, uma das maiores franquias de jogos já criadas, nessa altura do campeonato já está quase se tornando um clássico, o primeiro jogo fez um enorme sucesso e surpreendeu muitos que duvidaram da união Square Enix e Disney. Me lembro perfeitamente de quando tinha 12 anos e por um motivo estranho, achei o Kingdom Hearts II em um loja de jogos para Playstation 2 e outras plataformas. Sim, eram jogos piratas. Ao ver a capa do jogo fiquei muito interessado, quando vi Mickey, Donald e Pateta perto de personagens que lembravam Final Fantasy, fiquei muito curioso..... É, quando olhei a parte de trás da capa, descobri que era sim um jogo de Final Fantasy, e claro, naquela época estava começando a jogar outros RPG´s, entre eles, o maior "sucesso" da Square Enix. E obviamente, não podia deixar de dar uma chance a aquele jogo, que mais tarde se tornou um dos melhores da minha vida. Ah, como eu gostava dele..... 

Ok, anos mais tarde, até os dias de hoje para ser exato, bateu em mim uma grandse saudade do jogo, e eu já tinha dado meu Ps2 (porque era um idiota), então não pude re-jogar meu precioso KHII. Porém, lembrei-me de que existia um Kingdom Hearts que foi lançado para Game Boy Advance, joga-lo não iria ser a mesma coisa que jogar o meu antigo game de Ps2, mas mesmo assim resolvi dar uma chance a ele. É, esse é o jogo do qual iremos falar, "Kingdom Hearts: Chain of Memories", o jogo ponte que liga KH e KHII, é não sei porque diabos a Square Enix fez a continuação de um game de Ps2, para um de GBA, mas enfim, eu pude jogá-lo, é o que importa. E bem...... Tive muitos problemas jogando KH:CM, e se você esta esperando por um "jogão", sinto lhe dizer colega, você vai se arrepender profundamente, igual a mim. Esse é sem um sombra de dúvidas um dos piores jogos da franquia, quem sabe, talvez seja mesmo o pior! E por que ele é tão ruim? Bom, vamos ver..... 

Ah sim, lembrando que este jogo foi relançado mais tarde para Ps2, com o nome de Kingdom Hearts: Re:Chain of Memories, sim esse nome é uma droga, mas não me encha o saco com isso. E parece que o jogo de GBA é tão ruim, que a Square precisou recorrer a remake para poder salva-lo. 

História simplesmente impossível de se entender 

Que artwork bonita... Espera, aquele ali é o Pato Donald?

O que? Você joga Kingdom Hearts há anos e até hoje nunca entendeu a história 100%? Ah meu amigo não se preocupe, você não é o único..... Infelizmente. Bom, as vezes acho que a narrativa do jogo é que não faz um bom trabalho, ou, talvez eu que seja muito lerdo mesmo e não tenha entendido nada. Porém eu vou tentar ao máximo explicar o enredo do game, ok? Enfim, basicamente o jogo é uma continuação direta do jogo anterior (Kingdom Hearts). Sora, Donald, Goofy(Pateta), Riku e Rei Mickey depois de fecharem o portão do Kingdom Hearts, Sora se separa de sua "namoradinha" Kairi, ele e seus amigos de alguma forma estranha reaparecem em uma estradinha de terra. Lá, Sora, Donald e Goofy resolvem continuar suas buscas por seus amigos (Riku, Kairi e Rei Mickey). No caminho Sora se depara com um gótico homem com vestimentas pretas que lhe diz "À tua frente está algo que precisas. Mas para o teres, tens de perder algo que te é querido". Sem entender merda nenhuma, Sora e seus amigos continuam caminhando para encontrar seus amigos, até então encontrarem um castelo chamado "Castle of Oblivion". Ao entrarem, o bonde do Sora se reencontra com o gótico que apareceu no caminho, lá ele explica que a cada andar que eles subirem neste castelo, mais memórias eles perderam sobre os acontecimentos do jogo anterior. 

Lá, aparece a "Organization XIII", um grupo de caras encapuzados que são muito "malvados", são iguais a  aquele cara que aparece no caminho no começo, a questão é que são treze deles.... Sim, essa galera aí são os vilões do jogo. Pelo que eu sei sobre a Organization XIII, é que eles são "Nobodies"(corpos sem alma, que por algum motivo estranho existem, nasceram porque as suas antigas almas foram mortas, sobrando apenas o corpo, que se transformou nisso, o Nobody), ou seja, eles não deviam existir por isso. Só que em Chain of Memories, esses caras aparecem mais para zoar mesmo, não fazendo o "plano príncipal maligno", então não se preocupe muito com o que eles irão fazer. Lembra quando eu disse que ao andar do Sora no Castle of Oblivion, ele vai perdendo a memória a cada andar que sobe? Pois bem, isso acontece por conta de Naminé, uma outra nobody que está sendo forçada pelo Axel, Marluxia e uns outros membros da Organization XIII a fazer isso. Ela está presa no castelo e Sora, por algum motivo muito estranho descobre que precisa salva-la. Todos os andares do castelo são baseados nas memórias de Sora, então ele passará por vários mundos que, inclusive, já passou antes no jogo anterior. 

O problema é que a história consegue ser mais complicada ainda, e vou ser sincero, nem eu consigo entender tudo. Enfim, paralelamente a estes acontecimentos acima, Riku está também dentro do castelo, e por algum outro milagre (se acostuma com isso) ele se salvou la no "Fim do Mundo". E agora que está aqui, ele descobre que precisa retirar todas as trevas deixadas por Ansem em seu coração (também se acostume com esse linguajar "profundo"). Mais tarde ele se encontra com um tal de "Riku réplica" que é seu clone que foi criado por um dos membros da Organization XIII, mas a narrativa é tão complicada que você não perceberá isso jogando com o Sora. E agora Riku, recebe a ajuda do Rei Mickey para poder enfrentar novamente Ansem e impedir que ele tome seu corpo..... De novo. 

Manjadores da arte "Serious Business" entrando em ação!

Se você nunca jogou o primeiro Kingdom Hearts ou não sabe sua história, tenho certeza que você entendeu porcaria nenhuma com tudo que escrevi. Até pra quem já jogo o primeiro jogo teria dificuldades, falo sério, eu já tentei um milhão de vezes entender toda a história da franquia, mas as vezes parece que a Square pensa, quanto mais profunda e séria for a história, melhor. Não vou dizer que essa história é ruim, ela é de fato boa porque não há nenhum plot-hole, tudo é explicado, tudo mesmo, a ponto da Square lançar Spin-Offs da franquia só para esclarecer uma coisinha aqui e ali dos jogos principais. Mas eu fico indignado quando vejo que conseguiram mesmo misturar todos os personagens fantasiosos da Disney com os personagens sérios e profundos de Final Fantasy, qualquer um que olhasse para a capa de qualquer Kingdom Hearts nunca que imaginaria tal franquia tenha uma história TÃAAAAO complexa, e o mais engraçado.... É que ficou bom. "Então a história é boa Evans?" .......

...... Pode se dizer que sim, porque ela não falha nos requisitos mínimos, pois a narrativa é de certa forma boa, não há nenhum plot-hole, e a história em si é interessante, sempre. A única falha nisso tudo é pelo fato de ter incrivelmente uma compreensão difícil, mas difícil mesmo. Eu não acho que é preciso se levar tão a sério uma história com personagens furries, acho até arriscado, porque pode sair uma bosta, mas como a Square conseguiu..... Palmas para ela. Mas Square, também não saia por aí reclamando que ninguém entende seus enredos. 

O pior sistema de batalha já inventado, e o mais retardado também 

Isso parece divertido né? Só parece mesmo 

Ah esse horrendo gameplay.... São tantos defeitos que eu nem sei por onde começar. Vamos falar apenas como funciona. A Square teve e incrível ideia de misturar RPG com Poker, opa, quero dizer, Cartas. A ideia que poderia até ser boa, mesmo não soando de forma interessante, mas ficou uma bosta, o maior problema da Square foi achar que o GBA é um PS2 em miniatura. Basicamente, ao acessar cada mundo, você será atacado por Heartless, e ao iniciar as batalhas aleatórias se inicia o sistema de cartas. Todos, todos os movimentos que você executar, serão cartas, exceto andar e pular, fora isso até atacar se utiliza cartas. Logo você terá um Deck com as cartas de ação, as vermelhas são as Keyblades (Ataques físicos), as azuis são invocações e magias, as verdes são itens que renovam as cartas durante as lutas e as cinzas são cartas-inimigos, que vou explicar mais tarde. Apertando "A", você utilizará a carta que estiver ali no canto da tela, se usar todas, terá que carregar para te-las novamente, quanto mais vezes você acabar o deck, mais duradouro será a recarga. 

Durante as lutas, Donald e Goofy não estarão lá para te ajudar, ao invés disso, quando você der vários hits nos inimigos, sairão cartas deles que chamaram seus "parças" que não estão sempre presentes. E dependendo do mundo em que você estiver, outros amigos podem aparecer para ajudar, como por exemplo em Agrabah (caso você não manje de Disney, esse é o mundo do Alladin), onde o Alladin aparece pra te dar uma força também em forma de carta. Também terão outros amigos que você poderá chamar pra receber ajuda..... Como por exemplo, o Cloud (Sim eu também achei um pouco estranho vê-lo conversando com o Hades, mas, já sabíamos que coisas assim iriam acontecer durante o jogo).

Lógico que você terá um Hp que poderá aumentar (se quiser) a cada nível que passa. Durante as batalhas, cada carta terá um valor, se a carta do inimigo tiver um valor maior que o seu, dará um Cardbreak em você, que como o nome diz, cancelará a carta que você iria usar, ou estava usando. E isso vai acontecer muito, acredite. Você pode adicionar ou retirar cartas de seu deck, então assim teremos o CP, que é o limite de cartas que podem estar preenchendo seu deck, se o seu CP for grande, caberá muitas cartas de valor pequeno, ou poucas de valor grande, se é que você entende. As cartas, se forem muito boas, irão ocupar muito espaço no seu deck. Também temos os Sleights, mas eu prefiro chamar de Combos. Os combos ocorrem quando você une três cartas de seu deck, lógico se forem cartas qualquer, você só as usará do mesmo jeito que você usa normalmente, só que mais rápido. Agora, se os valores delas estiverem combinadas, criaram os combos, porém, usar muitos os combos tem um preço, que é retirar as cartas do deck mesmo recarregando elas. 

Ao passar de nível você terá três escolhas: Aumentar o HP, Aumentar o CP ou Aprender um novo Combo. As cartas cinzas são cartas bônus, você só poderá usar uma de cada durante a batalha inteira, então a use nas horas certas, elas são cartas que você pega enfrentando alguns inimigos e bosses, como por exemplo a carta da Ursula (ou simplesmente bruxa malvada da Pequena Sereia) te deixa mais resistente a golpes de magia por um tempo, depois que esse tempo acabar, você não poderá usar a carta novamente, a não ser que arrume outra treta por aí. 


Agora é a hora de explicar o que eu acho desse sistema de batalha...... UMA PORCARIA HORRÍVEL SEM FIM QUE JAMAIS DEVIA TER SIDO CRIADA!!!!! Vocês sabem que em uma review, a jogabilidade é um elemento primordial que se for bem feito salva até metade da nota do jogo não sabem? 
 
Mas parece que neste game não existe a palavra "jogabilidade", muito menos a palavra "ética" e "fãs" na mesma frase. Se você leu tudo da jogabilidade que eu disse, desculpa se achou interessante, porque a Square pegou o que poderia ser um conceito interessante e acabou fazendo de qualquer jeito, tudo entre as coxas ou qualquer outra coisa pior. 

Primeiramente, vou falar do Cardbreak que acho que é o principal motivo pra deixar o jogo tão ruim. É muito comum você querer recarregar ou invocar algum amigo, e no meio da ação, ela parar porque o outro inimigo usou uma carta, e isso é de fato muito irritante! Tinha vezes que eu já tinha completado a ação de cura, e só porque meu adversário usou uma carta, não pude mais me curar, isso é ridículo, limita muito seus movimentos e é uma péssima forma de tentar dificultar um jogo. E pra piorar, tem vezes que enfrentamos vários inimigos, quando isso acontecer, pode ter certeza que você só vai atacar de meia em meia hora, porque todos eles também querem atacar, daí vira aquela bagunça horrível de cartas uma em cima da outra, e você não pode fazer nada porque os inimigos é que devem atacar. Isso é um modo muito mal aproveitado e mal feito, sem falar que acaba com a graça. Qualquer pessoa que diga que esse jogo é divertido, só está dizendo porque nem jogou duas horas direito. 

E isso não é tudo. Além das cartas que são uma droga de se usar, temos o andar e o pular do Sora, que são os únicos movimentos que ele pode efetuar sem precisar de um pedaço de folha. Mas como eu disse lá em cima, o maior problema da Square foi achar que o GBA fosse um PS2 pequeno. E claro que a droga dos cenários dentro do sistema de batalha são em 3D, e o problema, é que eles são horríveis, sem espaço direito. E pra piorar, o Sora corre super lento, e os seus controles são quase incontroláveis, sério. Houve muitos momentos que eu precisava correr, e dar curvas estreitas, mas os controles são tão ruins que era quase impossível fazer qualquer coisa enquanto corria, como por exemplo quando eu enfrentei o Vexen, ele usava uma técnica em que pontas de gelo saiam do chão e me seguiam, e nas curvas aquelas porcarias sempre me pegavam, por que? Porque fazer o idiota do Sora virar é tão ruim, que ele tem que parar só para se virar e depois continuar correndo, até aí eu já tinha sido pego pelas pontas de gelo. 

Ainda temos o salto.... Ah aquele horrível salto, só serve pra dar uma utilidade para o botão B. Você não vai usa-lo para nada, acredite. 

Sem falar que alguns bosses são quase invencíveis, você não os derrota nem com prática, nem com código. Eu admito que me diverti em alguns bosses, alguns, bem poucos, como por exemplo os primeiros Riku Replica, o Axel, o Cloud.... É, acho que são só esses, o resto são puramente "injogáveis", e acho que essa é a melhor palavra para definir o jogo, que inclusive eu nem consegui zerar por causa disso, estava bem no final, mas fiquei de tanto saco cheio que cansei daquela porcaria de jogo e resolvi parar de perder meu tempo. Parei em um chefão que é praticamente INVENCÍVEL! Foi o quarto Riku réplica, caralho, não tem, simplesmente NÃO TEM como desviar de suas técnicas, não tem mesmo, mesmo você sendo um ótimo jogador, aquilo é impossível de se ganhar, nem apelando para gameshark eu consegui ganhar daquele boss! Cresus Jisto me deixe longe desse jogo. 

"Exploração?! Pra que?" 
- Square Enix 


Eu ainda não falei dos mapas do jogo? Das áreas? Bom, você já sabe que durante o jogo, iremos para mundos da Disney, e alguns, poucos da franquia Kingdom Hearts, como por exemplo Hollow Bastion. Daí então visitaremos muitos, muitos mundos, como por exemplo Halloween Town, Agrabah, Atlântica, etc. Mas pelo que eu sei, esses lugares são só lembranças de Sora, ou seja, não são exatamente reais. Enquanto você sobe os andares do Castle of Oblivion, você poderá escolher em qual mundo quer visitar, no primeiro andar você irá para a Traverse Town obrigatoriamente. Você terá que entrar em todos, TODOS os mundos que estiverem no jogo. Nesses mundos você andará por áreas com portas, ao bater com a chave nelas, terá que usar uma carta, que dependendo de qual for, cria uma nova sala deste mundo que você esta visitando. E claro, os Heartless estão por aí, se algum deles te tocar, uma batalha começa e claro, é aquele sistema horrível que eu falei acima. 

E como posso dizer, Square cagou por cima disso também (novidade!). Para começo de conversa, Kingdom Hearts: Chain of Memories é um jogo completamente maçante, são muitos mundos, e em todos acontecem as mesmas coisas, parece que o game não se esforça nem um pouco para nos trazer algo novo, e isso começa a ficar chato, chato mesmo, dando aquela sensação de "Aff, mais um mundo da Disney pra ter que visitar". Em todos os mundos são, umas três portas com eventos pra história, um ou dois bosses e pronto, já concluiu um mundo do jogo. Único mundo que eu gostei (um pouco), foi o do Hércules, porque lá enfrentamos o Cloud, que por incrível que pareça, foi um boss legal. E as cartas que usamos para criar as salas não fazem muita diferença, então não pense que isso foi uma ideia muito bem executada (novidade! de novo). 

Sem falar que em cada mundo a exploração é uma porcaria sem fim, pra começo de conversa os itens que você encontra são poucos, e a maioria deles são itens que a gente já tem ou já encontrou em outro mundo, então ficar procurando e entrando em outros lugares não vai te levar a nada, além de uma incrível perda de tempo. Além dos itens que já são inúteis, ainda temos aquelas "bolinhas" que saem de alguns lugares que a gente pula em cima. Elas nos dão vida e exp...... Sério? Sério mesmo? É esse o motivo para a gente pega-las? Sendo que elas nem ajudam tanto? Ficar pulando em cima de coisas? É essa sua ideia Square? Decepcionado, decepcionado mesmo. 

Bom, porém há umas salas prêmio que você ás abre com uma carta especial, mas você só abre elas quando volta para um mundo que já tinha passado antes, ou seja..... Você teria que rejogar esse mundo lutando contra os Heartless. 


Uma detalhe que eu quase me esqueci é que em Atlântica (mundo da Pequena Sereia), Sora, Donald e Goofy andam e respiram dentro da água. Pois é né Square, física, pra que né? Mas eu já estou acostumado com decepções nesse jogo mesmo.

PELO MENOS.... A arte é muito boa 


Seria uma grande mentira dizer que a arte usada no jogo é ruim. Os gráficos são simplesmente perfeitos, afinal, não é esse o ponto forte da Square? As cores estão ótimas em todos os lugares, a textura no chão e nas paredes ficaram bem bonitas, os Heartless também ficaram muito legais visualmente falando, e claro, todos os outros personagens, como o Sora por exemplo. Os gráficos são bons, ótimos, em cada fala dos personagens, temos uma imagem do rosto deles ao lado, só que se mexendo, ficando parecido com o esquema de falas no Megaman Battle Network, e isso ficou muito legal nesse jogo. As animações também merecem uma atenção especial, todas fluem decentemente, as vezes chegam a parecer puro 3D. Ta legal, exagerei um pouquinho, mas o que eu quero dizer é que a arte usada no jogo é bela e isso eu posso admitir. Só acho triste o desperdício que foi um conceito artístico tão bonito sendo usado em um jogo tão...... Horrível. Mas resumidamente falando, a arte é uma obra prima só digo isso. 

E lembrando que há cenas em..... CG! Impressionante mesmo né? 

Trilha sonora especial 


A trilha sonora é outro ponto especial, acho incrível como a Square conseguiu inserir músicas de PS2 em um GBA de uma forma tão bem feita, falo sério, as músicas são quase idênticas ás que tocam no Kingdom Hearts 1 e 2. Eu acho ás vezes que eles podiam ter composto mais músicas novas, mas mesmo não tendo feito isso, a trilha sonora ficou muito bem colocada neste jogo. Sem falar é claro que as músicas conseguem na maioria das vezes, expressar bem o contexto, como por exemplo a música que toca em um boss, ela realmente passa um ar de "momento perigoso!". Como se isso já não fosse bom, o jogo ainda consegue executar muitas vozes durante alguns momentos da história e das lutas, quando por exemplo o Sora quando perde alguma luta, ele diz "I can't go on", quando Goofy aparece para nos ajudar ele grita "Come on!", e as vozes fluem perfeitamente, e tudo isso foi um toque muito legal. Lembrando que a  trilha sonora foi composta por Yoko Shimomura, a mulher que compôs as trilhas sonoras de todos os outros Kingdom Hearts, e também de outros games da série Final Fantasy e também da Capcom. 

Posto a música de boss, porque ela é demais mesmo. No vídeo está escrito "Re: Chain of Memories", mas é como eu disse, as músicas da versão de Game Boy Advance são quase idênticas ás de versão Playstation 2, então não fará muita diferença. 

Considerações Finais 


Kingdom Hearts: Chain of Memories, apenas fique longe, o mais longe possível deste game, não precisa joga-lo para ver o que ele tem de bom. Este jogo é a prova viva que o mais importante em um jogo é sua jogabilidade e sua diversão, não adianta termos uma ótima trilha sonora, história e gráficos se o mais importante sair completamente cagado. E como eu disse antes, o maior problema da Square foi achar que o GBA era um PS2 pequeno, até porque eu não sei pra que lançar a continuação de Kingdom Hearts para outra plataforma, não sei mesmo. O que temos de bom neste game? Temos uma história que, apesar de muito complicada, é interessante e tem uma ótima premissa, a trilha sonora é boa, e a arte é como sempre maravilhosa, esses requisitos vão salvar pelo menos um três de nota no jogo. Mas do que adianta isso tudo se, a jogabilidade é horrível, os controles são ruins, sistemas sem sentido, exploração sem a menor graça e o jogo ser completamente maçante? Por isso digo que, o melhor do jogo você pode encontrar pela internet. Ainda fico indignado por ver pessoas nos sites de jogos da vida aí, que dizem que esse jogo é incrível e que ele salva muitas coisas da franquia, e isso me deixa horrorizado, principalmente porque essas pessoas não jogaram nem duas horas direito de KH:CoM. Só vou dizer isso pra finalizar: 

Esse é sem dúvidas, o pior Kingdom Hearts.

História: 7
Sons: 8
Jogabilidade: 2
Gráficos: 9

Prós: 
A arte é impressionante 
Tem CG´s 
Animações belas 
Trilha sonora muito bem composta 
A história continua boa e interessante 
Alguns bosses são legais 

Contras: 
A história é muito complicada 
A trilha sonora é um Ctrl C+Ctrl V do jogo anterior
Sistema de batalha injogável 
Cardbreaks 
Controles horríveis 
Não existe exploração 
Comando de acesso as portas dos mundos inútil 
É um jogo muito maçante 
Os bosses são quase invencíveis 
Você não se diverte jogando 
O mundo de atlântica é sem sentido, sem física 
Esse jogo humilha completamente a franquia 

Nota Final: 4.4 

09 março 2014

Sonic Advance

2 comentários:


Ah Sonic Advance, que jogo mais injustiçado não? Diferente da maioria, quando eu era pequeno não tinha um Mega Drive pra jogar os clássicos da série Sonic the Hedgehog, surpresos? Daí, eu tinha uns 8 anos, já entendia de emulação e jogava todos os clássicos que eu não tinha vivido direito. Porém, antes disso, meu tio havia comprado um N-Gage.... Sim, isso mesmo, e qual jogo ele havia comprado? É, Sonic N, mas como todos sabem, ele é um port do Sonic Advance, então whatever, eu joguei muito Sonic Advance na minha infância, então é como se ele fosse pra mim o seu Sonic the Hedgehog 2 entende? E pra ser sincero ele é um bom jogo sim, a ponto de se comparar a os clássicos, só não sei dizer ao certo se ele é melhor, mas continua com uma ótima jogabilidade, história e gráficos. 

Mas por que "injustiçado"? Pois bem, Sonic Advance foi o primeiro jogo do Sonic a ser lançado para um videogame da.... Nintendo! Pois é, já deu pra imaginar o tanto de escândalo que os fãs fizeram na época, "OMG OMG, O SEGA MATOU O SONIC, BLÁ BLÁ BLÁ, ESTÁ SE ALIANDO COM OS INIMIGOS BLÁ BLÁ BLÁ". Foi um verdadeiro saco, e até hoje o jogo continua injustiçado apesar de tudo, sem falar que ele nem ao menos foi bem visto. Mas é bom saber que a Sega fez uma boa estréia do Sonic em outras plataformas rivais, bem rivais, se ela ao menos tivesse continuado assim nos próximos jogos, não teríamos tantas decepções que surgiram por aí com o passar dos anos, não acha? Sonic Advance consegue surpreender por ser completamente fiel aos clássicos, tendo até a mesma física, velocidade e esquemas de fases no modo 2D, mas com visual da saga Sonic Adventure, se você é fã de Sonic 1, 2 ou 3& Knuckles, deve ir agora mesmo jogar Sonic Advance. 

Ah, lembrando que o jogo foi lançado em 2001, e por acaso se tornou um dos melhores jogos do Game Boy Advance sabiam? E na minha opinião, ele é surpreendentemente superior a Sonic Advance 2 e 3, falo sério, até porque no Advance 2 é só correr a droga da fase inteira e pular de vez em quando, como uma sequencia pode ser tão decepcionante não? Ok, esqueça isso, vamos falar agora no jogo em questão......

O viciado em pedras voltou, quero dizer, esmeraldas do caos 


Bom, a história volta para o estilo "simples, porém, cara é simples demais isso". Eggman cria mais um novo plano para roubar as esmeraldas do caos, dessa vez ele até mesmo traz de volta o Metal Knuckles, aquele personagem que estava dentro do baú no sótão da Sega há anos, e por algum acaso apareceu do nada no jogo. Logo, Eggman cria a Egg Rocket, um foguete que levará a Cosmic Angel (uma colônia espacial estilo Death Egg) para o espaço, onde dentro dela há uma maquina muito poderosa criada pelo cientista gordo, que irá usar na lua, como ultimo plano, ninguém sabe ao certo o que ele irá fazer, pode ser muito CRUUUUELLLLL! E agora? O que diabos vamos fazer? É, Sonic e seus companheiros Tails, Knuckles e Amy vão ter que derrotar Eggman novamente e impedir que ele cometa seus atos de maldade. Bom, é só isso a história mesmo. 

Bom, é o que eu disse, é uma história bem simples, bem simples mesmo. E isso é ruim? Não, muito pelo contrário, apesar de eu achar que a história poderia ser um pouco mais temperada, ela ainda sim continua boa da forma que está. Sonic é um personagem cartoon, e não precisa de histórias sérias e dramáticas, apenas simples enredos que se possam ser encarados da mesma forma que uma pessoa normal encararia o Sonic. Falando na história em si agora, bem, ela não muda muito das outras, a Cosmic Angel é praticamente uma Death Egg da vida, só que inferior. O lance da Egg Rocket é legal, até porque ela é uma das melhores fases do jogo, mas, o Metal Knuckles é de fato um dos pontos que eu mais gostei no jogo, sério, até porque como boss é um verdadeiro desafio (diferente do Knuckles como boss em Sonic3K que era bem fraquinho), e claro, apesar de ser um personagem muito velho, não vejo nenhum problema em usa-lo novamente, no jogo, ele aparece como um Knuckles recolor, induzindo que Knuckles tenha traído todos, mas como não gosto de dar spoilers vou parar por aqui. 

Bom, a história é... Boa, sim de fato, mas, qual é? A essa altura do campeonato, poderiam ter feito uma história com uma premissa muito melhor, igual Sonic 3& Knuckles ou Sonic Adventure, parece que voltaram para o conceito super simples de Sonic 1. Ok, isso é melhor que as histórias forçadas de SA2 e Sonic 06, só não é lá essas coisas não acha? Poderiam ter temperado melhor ou adicionado mais elementos, igual fizeram em Sonic Advance 3, que inclusive tem uma história bem legal e com uma premissa interessante, não é atoa que eu gosto muito da história daquele jogo. Não que isso seja um caos, parece que estou apontando a história como principal erro, mas não é isso, ela é boa, só podia ser melhor, entende? 

Jogabilidade 2D está de volta! 


Sim, eu sou um daqueles fãs de Sonic que geralmente prefere os seus jogos em 2D, e por que? Porque são melhores, ora essa, que pergunta. O lance é que a Sega na época 8/16 Bits desenvolvia seus jogos em 2D, e isso era o forte dela, depois que a geração de videogames passou para o 3D é que as coisas complicaram para seu lado. Porém, o que surpreende é que Sonic Advance foi desenvolvido em parceria com a Dimps, e claro, poderia sair uma droga... Mas não, o jogo é ótimo e consegue ser um dos melhores jogos da franquia. 

O jogo, como disse antes, consegue ser surpreendentemente fiel aos clássicos, trazendo consigo um belo potencial. Não pense que a jogabilidade é um Ctrl C+Ctrl V dos clássicos, ela consegue se diferenciar sim, mas de uma forma que não abandone completamente as raízes da franquia. Ao iniciar o game, teremos o modo "Single Player", onde poderemos escolher quatro personagens para jogar, eles são, Sonic (surpreso?), Tails, Knuckles e Amy. O jogo possui ao todo 9 fases (dois atos cada) e um boss final extra, que é liberado se você pegar todas as míseras Esmeraldas do Caos. Durante cada estágio não teremos mais, infelizmente, os Escudos Elementares, lembram? A Sega não quis coloca-los nesse jogo, não sei diabos o porque. Alguns protegem dizendo que há o Lightning Shield, mas ele não da duplo pulo ao Sonic, só atrai anéis. Mas, temos o monitor de anéis aleatórios, que podem ser uma grande ajuda, ou uma trollação desgraçada, podem haver até 40 rings dentro deles, sério, mas alguns contém apenas 1, é mano, triste. 

A jogabilidade do Sonic é bem semelhante a jogabilidade dos outros Sonic clássicos, porém, ele pode agora dar uma rasteira apertando "B", é, Sonic manja dos "paranauê". Porém, o Insta Shield não funciona mais direito, se você usa-lo para atravessar algum obstáculo ele não servirá mais, nesse jogo ficou meio inútil, só sendo usado apenas para atacar inimigos com maiores chances de acerto. Sonic parece estar com uma velocidade mais reduzida, o que é bem chato, mas em alguns momentos do jogo ele corre ao usar os Dash-Pads, e dando algum looping, eu acho. Lembrando que ele e Amy são os únicos personagens que podem usar os "corrimãos" para descer, só que Sonic desce com os pés, e a Amy..... Com a bunda. E claro, teremos o Spin Dash, e nada nele foi alterado, atropela tudo que vê pela frente como sempre, é só segurar pra baixo e metralhar o botão de pular. E também temos o novo, útil e pouco conhecido, Air Dash, que é uma espécie de impulso que o Sonic da para frente enquanto pula. 

Tails tem a mesma jogabilidade de Sonic, porém, no lugar do Insta Shield, o Tails voa, é só apetar o botão de pular várias vezes que ele continuará subindo, mas claro, o que é bom dura pouco, então uma hora ele cansa e cairá levemente, o bacana é que na água o Tails nada ao invés de voar, e eu achei isso uma bela sacada da Sega. No lugar da rasteira, Tails fica dando caudadas, essa técnica é meio inútil. Knuckles também tem uma jogabilidade bem parecida com a de Sonic e Tails, porém, ele pode planar e escalar paredes, suas técnicas são socos flamejantes que dão de 10 a 0 nas rasteiras do Sonic. Knuckles também pode boiar na água, ao cair nela, você não afundará igual aos outros três personagens, e sim, flutuará nela, outra boa sacada da Sega, até porque o Knuckles acaba tendo mais um diferencial e ao mesmo continua ao mesmo estilo do jogo. 

Agora..... A Amy é de longe o pior personagem do jogo, simplesmente por ser inutilmente diferente dos outros personagens. O pulo dela é horrível, ela não gira, ou seja, pular em cima dos inimigos te tirará rings p*! Você tem que se lembrar de apertar B para ela dar apenas UMA MÍSERA volta com seu martelo, e olha que isso não muda quase nada. Amy também não usa o Spin Dash, no lugar ela da uma salto horrível para frente, e também não serve para nada. Porém, a Sega colocou umas técnicas que até são ok nela, por exemplo, apertar B no salto faz ela descer girando o martelo, e apertar B por si só é uma técnica tão boa quanto a do Knuckles, porém ela usa o martelo dela para isso. Mas ainda sim, é uma péssima personagem por não se adequar aos outros personagens, e é tão diferente que é preciso se re acostumar o jogo inteiro com ela para jogar bem, enfim, a Amy é uma inútil. 

Até aqui vimos que a jogabilidade dos personagens são ótimas, com exceção da Amy, controlar Sonic, Tails e Knuckles é tão divertido quanto nos clássico.... Bom, quase isso. Mas, aonde está de fato o problema? Pois é, a Sega ainda não compreendeu que o Sonic é rápido, e esse deveria ser seu poder principal afinal de contas, mas infelizmente Tails, Knuckles e Amy correm na mesma velocidade dele, e isso SEMPRE vai me incomodar, até nos clássico isso me incomodava. É muito estranho ver a Amy correndo na mesma velocidade que o Sonic, porque isso torna ele meio inútil, já que nem seu Insta Shield funciona direito mais. "Mas Evans, a jogabilidade tem que ser bem parecida para não desagradar quem joga", eu sei disso, mas acontece que eles não precisam todos correr na mesma velocidade, apenas serem um pouco mais lentos. 

Mas não que isso estrague tudo, eles correndo na mesma velocidade é até estranho, mas como já disse, as jogabilidades dos personagens continuam ótimas, só a da Amy que estraga mesmo, e isso acaba como um ponto positivo. 

É obrigado jogar com TODOS os personagens?! Oh shit.... 


Sim, isso é um ponto negativo do jogo, e por que? Desde Sonic Adventure temos esse novo esquema dos jogos do Sonic onde somos obrigados a jogar com todos os personagens do jogo para zera-lo, isso pode ser bom, mas pra quem é fã da franquia, e olha lá. Se eu comprar um jogo do Sonic, quero jogar só com o Sonic acima de tudo, jogar com Tails, Knuckles e outros personagens ok, mas opcionais, assim como é em Sonic 3& Knuckles e Sonic Advance 3, eu não quero ser obrigado a jogar com todos seus amigos. O resultado disso é que acabamos sendo obrigados a jogar com a Amy, que é uma personagem que poderia ter ficado legal nesse jogo, mas não é o caso, eu sofri demais para passar as fases com ela, foi um verdadeiro inferno. O lado bom disso tudo é que ao menos não precisamos pegar todas as Esmeraldas do Caos com cada personagem para terminar o jogo, e falando em Esmeraldas do Caos.... 

Os malditos Special Stages 


Os Special Stages estão em praticamente todos os jogos do Sonic, neles é que conseguimos as Esmeraldas do Caos (Chaos Emeralds) para no final do jogo liberar um boss extra e consequentemente o verdadeiro final do jogo. Em Sonic Advance, os acessos para os Special Stages estão escondidos nas fases, eles são molas bem grandes, e pular nelas você jogado para o espaço com um Snowboarding (?), então você cairá dentro de uns tubos aí. A missão é pegar o número de rings pedido, como mostra na imagem acima, que é 60, e o jogador tem 52. Se não pegar o mínimo de rings que lhe é pedido, você cairá e perderá a Esmeralda do Caos, caso contrario, você pegará ela. Parece simples falando assim, MAS NÃO É. 

Cara os Special Stages desse jogo são incrivelmente difíceis, os anéis que aparecem para pegar, você não pode deixar nenhum passar, tem que pegar todos, não tem jeito, e para pega-los é uma dificuldade danada porque controlar seu personagem aqui é um inferno! Sem falar que o 3D usado é um lixo monstruoso, inúmeras vezes me aconteceu de colocar o Sonic num canto, com a incrível certeza de que ele pegaria todos os rings que passariam por ali, e de repente eles passam do lado e Sonic não pegava nenhum, era horrível, não da para ter a menor noção da onde você ta e tem que estar para pegar esses malditos rings. Apertando B eles descem mais rápido, isso ajuda para pegar alguns rings..... Alguns. E pra piorar temos uma esfera laranja que, ao passar por, temos que apertar na EXATA MOMENTÂNEA EXATAMENTE CERTA CORRETA NO MOMENTO CORRETO o botão B, e isso é quase impossível, nunca consegui, e quando consigo me pergunto "O que diabos afinal de contas eu fiz?!". É, infelizmente os Special Stages são outro ponto negativo do jogo, única coisa boa deles são suas localizações nas fases, foi um bom desafio encontra-los, nem da pra pensar que eles nos mandam para o pior lugar do jogo. 

Lembrando que não jogaremos com Super Sonic nas fases do jogo, apenas no final mesmo com todas as esmeraldas, bem estilo Adventure mesmo. 

Level Design impressionante! 


O jogo compensa seus erros com o ótimo Level Design, durante todo o jogo é possível notar caminhos alternativos, seções de plataformings, passagens secretas e as seções de velocidade que inclusive é o que a maioria dos fãs mais gosta não? Ah que eu diga a Egg Rocket Zone, uma fase bem complicada, nunca nenhuma outra semelhante havia aparecido em algum jogo clássico do Sonic, há sempre um caminho alternativo, seja indo para trás ou para frente, e o mais engraçado, é que o andar da fase é para cima, ou seja, você irá subindo ao invés de ir reto para frente como na maioria das fases do Sonic, Egg Rocket Zone é a melhor fase desse jogo, nela não existe checkpoints, mas com o passar do tempo, enquanto você sobe, o foguete vai se dividindo, então você não poderá voltar, mas se morrer, voltará a aquele lugar, e isso é.. Legal, deu uma variedade a fase e também uma boa insistência ao fator replay, eu acabei jogando ela muitas vezes por causa disso. Sem falar que há muitas seções de platforming por aqui, e o mais engraçado, é que em algumas delas você pode se confundir e voltar para um lugar onde já passou, como eu havia dito, é uma fase complicada e vai te deixar confuso e perdido, e não que isso tenha ficado ruim, ficou bom na verdade, a fase acima de tudo é bem divertida. 

A Cosmic Angel por outro lado deixou um pouco a desejar, ela é bem fácil, qualquer um consegue passa-la em minutos, mas consegue se boa. Outro ponto que não posso deixar de notar é que nesse jogo, eles re-usaram uma das clássicas fases do Sonic, a Angel Island, e por sorte não usaram a mesma música. Você deve pensar "Nossa que falta de criatividade da Sega para usar uma fase que já existe", mas se olhar por outro lado, ou melhor, ver a fase, notará que ela está completamente diferente da Angel Island do Sonic 3, e também, ela tem uma relação com a história para estar ali, entende? Por isso gostei bastante do pessoal ter usado novamente a fase, achei bacana, sem falar que ela é ótima, há vários caminhos alternativos e seções de platformings pra lá e para cá, sem dizer que essa fase é uma daquelas fases do Sonic onde tem muitos abismos e você tem que tomar um puta cuidado para não cair, tem até uma parte irritante demais onde tem um ferro escondido para a gente se segurar, e eu não via aquela merda e acabava morrendo sempre..... 

Mas ainda sim o jogo tem um ótimo level design e até consegue se assemelhar aos clássicos com isso, e esse é um dos principais motivos que me fazem gostar de Sonic Advance, afinal a diversão para mim em um jogo é um dos pontos mais importantes, feito direito deixa o jogo ótimo não? 

Bosses interessantes, mas só interessantes mesmo 


Os bosses deste game, devo admitir que existe uma bela melhora nos seus designs, eu detestava os bosses de Sonic 1 e 2 por serem o Eggman em sua mini nave voando pra lá e para cá tentando te matar, era monótono, mas felizmente, em Sonic 3& Knuckles os bosses começaram a ficar bem mais interessantes, e em Sonic Advance o pessoal usou essa mesma fórmula para os bosses, bom mais ou menos. Alguns são bons e outros não para falar a verdade, esse aí em sim é o Egg Hammer, pra mim ele tem um visual ok, porém há alguns que se deixam demais a desejar no visual, a que eu diga o boss final, quando eu via aquilo eu disse: Ta falando sério que ISSO é o boss final?! 

Mas parando de falar em visual, vamos falar de fato nos bosses. Eles continuam repetitivos como sempre foram nos jogos do Sonic, porém, aqui tivemos uma diferença atrativa, ao bater várias vezes no Eggman, ele se irrita e começa a ficar mais "ameaçador", por exemplo no Egg Hammer, ele só fica andando para lá e para cá martelando bem devagar, depois que acertamos ele umas seis vezes, ele fica puto e começa e martelar tudo mais rápido, e pior, jogando o martelo no chão depois jogando a própria máquina onde está o Eggman! Isso para mim foi outro belo toque desse jogo, deixou tudo mais desafiante e interessante, quero dizer, já me aconteceu várias vezes de ficar com um pouco de medo, imaginando o que diabos Eggman vai fazer quando ficar com raiva. Mas infelizmente o jogo as vezes decepciona um pouco nisso, porque em alguns bosses, como por exemplo o terceiro, o Eggman apenas fica mais rápido, só, e isso me deixou um pouco desanimado, então não espere muito disso nos bosses do jogo. 


Os bosses não são lá essas coisas, são..... Normais, eu acho, são bem parecidos com os bosses de Sonic 2, são difíceis as vezes, e as vezes são monótonos, alguns tem um visual legal, e outros não, bate oito vezes que Eggman vai embora cagando de medo e uma prisão de "bichinhos" escravizados cairá e você terá que liberta-los, e assim passará de fase. E também como em Sonic 2, o boss "rival" é bem divertido de se enfrentar, só digo isso porque a maioria dos leitores desse blog vão me xingar porque passo muito spoiler.  

Gráficos bonitos visualmente falando 


Não da para falar muito dos gráficos, eles são apenas Ok, não são aquela coisa linda e maravilhosa de se ver, mas da pra aceitar, houve de fato um esforço da Sonic Team/Dimps para ficarem bem bonitos. Todas as fases conseguem ser bem bonitas e coloridas, uma coisa imaginativa entende? E isso é muito bom, ainda mais em um jogo de Sonic, ora essa. Que sorte que a Sega não tentou enfiar cenários realísticos nesse jogo, como fizeram em SA, SA2 e..... céus, Sonic 2006. Eles são bonitos e originais, só tenho isso a dizer. As animações dos personagens também são muito boas, da até um efeito 3D quando correm, o corpo virando um pouco, ficou bem natural, lembrando que Sonic ao correr muito gira os pés, criando uma espécie de "Spin" vermelho neles, coisa que trouxe sempre uma certa originalidade ao Sonic e ficou legal nesse jogo. O mais legal é que eles estão no visual Adventure, mas, conseguiram ficar tão bons quanto os clássicos, isso me impressionou, se a maioria dos jogos do Sonic estilo adventure fossem assim, seriam muito melhores, sério. Enfim, os gráficos e a arte usada no jogo são ótimas, resumidamente falando é isso. 

Como sempre, uma boa trilha sonora 


As vezes eu acho que se a Sega não soubesse fazer boas trilhas sonoras pros jogos do Sonic, a série teria problemas, é o ponto mais forte dela. E em Sonic Advance temos música bem interessantes, eu particularmente gosto de todas, até de alguns remixes que tem por aí, por exemplo o remix da Star Light Zone e da Scrap Brain Zone. O vídeo acima é a música da fase Cosmic Angel, que é de fato uma das melhores músicas desse jogo, é bem diferente, mas bem animada, eu esperava uma música mais séria para a última fase, mas como ela é rápida, essa música ficou bem ok na minha sincera opinião. E claro, as outras músicas do jogo também são boas, a maioria dos fãs de Sonic reclamam porque o jogo tem "muitos" remixes, mas para falar a verdade nem tem tantos assim, o único que aparece durante o modo "Single Player" é a música de Invincibility, só mesmo, então parem com isso seus chorões. 

Tiny Chao Garden 

Que?! Eu preciso mesmo falar disso? Afinal de contas eu nem sei porque tanta gente gosta do Tiny Chao Garden, é sem graça e inútil, você não faz nada além de ver essa droga de Chao andar para lá e para cá. Que sorte que não precisamos jogar isso pra zerar o jogo, e se você realmente curte esse mini game escroto, meus pêsames. 

Considerações Finais 

Sonic Advance é um jogo indispensável, seja fã ou não de Sonic, ele consegue elevar muitas coisas que já tínhamos nos clássicos e ainda trazer surpresas bem interessantes. A Dimps ficou de parabéns por esse jogo do Sonic, pena que foi um dos poucos que de fato ficaram bons. O primeiro jogo da série Advance é melhor por ter uma ótima jogabilidade com a maioria dos personagens, uma trilha sonora boa, história simples e muitas outras coisas que o tornaram sim original, porém, ainda remetendo ás raízes. Eu tenho orgulho de dizer que sinto uma ótima nostalgia ao jogar Sonic Advance, e vou sim jogá-lo novamente assim que possível, e se você ainda não jogou, aconselho seriamente. 

História:
Sons:
Jogabilidade: 8 
Gráficos:

Prós: 
História simples o boa 
Jogabilidade divertida 
Level Design é bem interessante 
Os bosses são Ok 
É legal ver Metal Knuckles no jogo 
Gráficos e animações muito bem feitas 
Conceitos novos 
Cenários imaginativos 
A Trilha sonora é bonita 

Contras: 
A Amy é uma droga de se jogar 
Tiny Chao Garden inútil 
Special Stages horríveis 
Você é obrigado a jogar com todos os personagens para zerar o jogo 

Nota Final: 8.5 

07 março 2014

Hong Kong 97

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Tudo começou quando uns programadores desempregados usaram muita droga por uma noite e um deles disse: "E se fizéssemos um jogo de SNES?". A ideia era GENIAL. Ok, vamos falar do "incrível" jogo, Hong Kong 97. Um jogo da HappySoft. O que? Você não conhece essa empresa de jogos? Ah meu amigo, não se preocupe, ninguém sabe o que diabos é ou foi HappySoft. Enfim...... Vamos lá. 


História 

Oh shit.... 

Jogabilidade 

Oh shit..... 

Gráficos e Arte 

Oh shit..... 

Trilha Sonora 


OH SHIT!!!!

Considerações finais 

Oh shit! 

História:
Sons: -10 
Jogabilidade:
Gráficos:

Pros: 

Contras: 
O jogo 

Nota Final: 0.0 

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